5. Simulação e implementação da MGPSI
5.1. Simulação de uma parte do processo GPrj
5.1.5. Simulação do subprocesso IBC (pool “Organismo Credenciado”)
O PM5.0 não permite a execução de uma simulação que contenha várias pools, executando, apenas, uma de cada vez. Outras ferramentas analisadas, nomeadamente a Oracle BPM Studio e a TIBCO Business Studio, também só executam uma pool de cada vez, não permitindo, assim, uma simulação completa de todo o subprocesso. Considerando o crescente aumento dos acordos SLA (Service Level Agreement) [Freitas, 2010] entre os vários participantes num processo (internos ou externos), o uso de apenas uma pool, na simulação, revela-se limitador e obriga à execução de tantas simulações quantas as pools existentes, não permitindo simular a orquestração dos processos. Esta limitação é também abordada no capítulo do trabalho futuro.
Após a preparação de todas as actividades existentes na pool a simular, procede- se à configuração do modelo de simulação.
Desencadeia-se a simulação, tal como já foi referido na secção “5.1.3 Animação e simulação de uma pool do subprocesso IBC com o PM5”. A diferença está na opção escolhida quando se abre a janela. No caso da simulação opta-se por “Analyse Model”. Esta opção divide-se em seis componentes: “Controller”, “Process Intance”, “Duration”, “Input”, “Ouput” e “Replay”. Vai-se em seguida analisar cada uma delas, indicando-se, ao mesmo tempo, os valores que foram escolhidos para a simulação do subprocesso IBC.
CONTROLLER – Ecrã da janela de simulação, representado na Figura 5.10,
onde, resumidamente, se escolhe o processo, o cenário e os ficheiros de input. Nele escolheu-se a pool a simular, neste caso é o “Organismo Credenciado” do subprocesso IBC, e o cenário pretendido, “01- Cenário To-Be (IBC c/ Rep.)”. Activou-se a criação de um output para a simulação. Não se marcou a utilização de uma fonte externa de dados como input, por já se ter inserido a informação manualmente, e também não se marcou a opção “supressão da contenção de recursos”, porque o objectivo era fazer-se uma simulação com recursos. Dispensou-se a apresentação de dados nos símbolos BPMN porque era necessário configurar-se, adicionalmente, as data shapes (neste caso as actividades) no Visio 2007.
Figura 5.10 – Janela do Controller da simulação
PROCESS INSTANCES (PI) – Ecrã da janela de simulação onde,
resumidamente, se escolhe o número de instâncias e o modo como se criam e se processam. Caracterizou-se, nesse ecrã, as PI que foram aplicadas à pool principal do subprocesso IBC. Não se identificou o número total de PI a executar, pelo que foi necessário, posteriormente, indicar-se uma data de fim para a duração da simulação. Se assim não fosse, a simulação executar-se-ia indefinidamente. Na opção Creation Mode
determinou-se que as PI seriam criadas periodicamente21 e escolheu-se o período
mensal. Indicou-se ainda, que chegava (arrival) uma PI por mês (se fosse superior a uma, elas seriam distribuídas de igual forma durante o mês). Em relação ao número de PI que são gerados simultaneamente, por cada chegada (quantity per arrival), optou-se pelo valor um, tendo em consideração uma média anual de 12 projectos22.
Na opção Processing Mode é possível indicar-se o modo como cada PI acede aos recursos e como é estabelecida a respectiva prioridade. As opções são: Process instance completion e FIFO (First In First Out). A primeira dá prioridade às PI mais antigas. A segunda dá prioridade às que, sendo também antigas, requererem pela primeira vez o recurso. Se estiverem todas em igualdade de prioridades são comparados os ID dos tokens das PI e o que tiver o número mais pequeno identifica a PI prioritária. Para o subprocesso em causa, optou-se pelo FIFO.
DURATION – Ecrã da janela de simulação onde se indica a duração da
simulação. Definiu-se, nesse ecrã, a duração virtual da simulação da pool. Optou-se por se indicar data e hora de início da simulação (02.01.2010) em vez de se simular de imediato (opção por defeito). Marcou-se a opção “data e hora de fim” e registou-se a data: 31.03.2010. Dispensou-se a marcação da duração do período de simulação em anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. Com o registo anterior da data de fim garantiu-se, assim, o cumprimento da regra que obriga a marcar pelo menos uma das três opções seguintes: A indicação de um número de PI, a indicação de uma data de fim e a indicação da duração do período de simulação. Caso se marcassem todas estas opções, as PI cessariam logo que ocorresse a primeira das situações indicadas.
INPUT – Ecrã da janela de simulação onde se indica a fonte de dados externa.
Os KPI definidos e referidos anteriormente podem ser substituídos pelo uso de uma fonte externa de dados (Excel, Access, MSSQL, ORACLE ou MySQL). Nesta dissertação não se optou por substituir os KPI criados directamente nas actividades.
OUTPUT – Ecrã da janela de simulação onde se configura o output da
simulação. Conforme a indicação dada no ecrã CONTROLLER, optou-se por colocar o resultado da simulação directamente num ficheiro Excel, em vez de usar um ficheiro intermédio CSV (Comma Separate Values). Marcaram-se todas as restantes opções:
21 Actualmente, o produto só tem a possibilidade Periodic que, como o nome indica, permite a criação de PI periodicamente, em períodos de tempo iguais a um ano, um mês, uma semana, um dia, uma hora, um minuto ou um segundo.
Gerar o traçado (trace) das actividades; Gerar o traçado (trace) das PI; usar os nomes completos das colunas; abrir automaticamente a folha de Excel ao terminar a simulação. Usou-se um template adaptado e definido pelo utilizador (SIM_JCCv2.xltx) em vez do template que vem no produto por defeito, por este não apresentar correctamente os gráficos. Este template está no CD que acompanha a dissertação.
REPLAY – Neste ecrã da janela da simulação (só disponível após a execução da
simulação) analisaram-se os vários gráficos existentes (um por cada actividade) e a sua evolução ao longo do tempo, usando para tal os botões existentes na zona inferior da janela, para iniciar o replay da simulação, parar, pausar, avançar e recuar para marcos pré-definidos com o set marker.23 As três zonas distintas dos gráficos, representam as três capacidades das actividades, conforme definido na secção “5.1.4.2 Atribuição de recursos a todas as actividades”, onde a actividade normal (< 80%) é representada pela cor verde, a crítica (>=80% e <100%), pela cor laranja e a actividade máxima (>=100%), pela cor vermelha. Na próxima secção, expõem-se os resultados das observações e análises efectuadas no replay (ecrãs: Process, Activities e Performers).