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Simulacro na Biblioteca da Universidade de Aveiro

4. APRESENTAÇÃO DOS CASOS DE ESTUDO E SIMULACROS

4.3. Simulacro na Biblioteca da Universidade de Aveiro

O exercício de simulação de evacuação na Biblioteca da Universidade de Aveiro foi realizado no dia 16 de Maio de 2012, pelas 15 horas e 20 minutos. Antes da realização do exercício foi realizada uma reunião com o chefe da comissão de segurança do edifício, na qual ficaram definidos os processos a utilizar para que o simulacro decorresse da forma mais eficaz possível.

Na reunião ficou conhecida capacidade do edifício quanto ao número máximo de pessoas. Tendo em conta essa informação, a decisão sobre o dia do simulacro recaiu sobre uma quarta-feira, dia 16 de Maio. Como se tratava de uma altura de avaliações, na Universidade de Aveiro, previa-se que o edifício se encontrasse muito próximo da lotação máxima, um valor aproximado das mil e duzentas pessoas.

Apesar da grande carga populacional que o edifício suporta, este também não tem instaurado um sistema de simulação de evacuações. De forma a evitar situações em que os ocupantes do edifício ficassem imóveis, decidiu-se que havia a necessidade de proceder ao incentivo da evacuação. Para tal ficou definido que todos os funcionários, que durante o simulacro estivessem ao serviço, teriam de ter essa função, encaminhando o mais rapidamente possível todos os alunos e outros ocupantes do edifício para as saídas mais próximas. Neste caso específico seria impraticável enviar um e-mail a avisar os ocupantes, pois é impossível saber quem estaria no edifício à hora da simulação.

Os objetivos da simulação são muito próximos dos objetivos propostos no Departamento de Engenharia Civil. Pretendendo analisar a capacidade de evacuação dos caminhos de evacuação voltou-se a optar pelas filmagens e contagem do número de pessoas que fazem a transição entre os caminhos de evacuação horizontal e vertical. Através do

exercício de simulação havia novamente o objetivo de verificar os diferentes tempos de reação ao alarme de emergência, contudo, a inexistência de salas de aulas impedia a tentativa de aplicar o mesmo método de observação que foi utilizado no Departamento de Engenharia Civil, logo optou-se por ter algumas câmaras dirigidas para filmar o comportamento dos ocupantes.

Tendo em conta que a geometria da Biblioteca da Universidade de Aveiro é completamente diferente da geometria do Departamento de Engenharia Civil, era impossível aplicar o mesmo plano para as filmagens durante o exercício. Para tal houve a necessidade de utilizar mais uma câmara, fazendo com que no total fossem utilizadas cinco, aplicando três a filmar o interior do edifício e duas a fazerem filmagens exteriores. As filmagens interiores foram realizadas de forma a conseguir captar tempos de reação dos ocupantes e também verificar qual o tempo necessário para percorrer o caminho de evacuação horizontal até encontrar o caminho de evacuação vertical. Estas filmagens permitiram também ver se existiria uma aglomeração de ocupantes junto à entrada dos caminhos de evacuação verticais. Já as filmagens exteriores foram realizadas com o mesmo objetivo que foram realizadas no Departamento de Engenharia Civil.

Na Figura 30 apresenta-se alguns dos locais das várias filmagens.

Figura 30. Locais das filmagens em vários pontos do edifício a) Filmagens das saídas do edifício

Para que as câmaras não chamassem a atenção dos ocupantes foram disfarçadas e colocadas de forma a não levantarem qualquer tipo de suspeitas, de que algo estaria para acontecer e que havia lugar a filmagens dos seus movimentos. Para tal recorreu-se à utilização de webcams situadas em locais que não levantariam qualquer tipo de suspeitas.

Tal como aconteceu no Departamento de Engenharia Civil, a falta de treino para exercícios de evacuação não foi prejudicial, pois os ocupantes do edifício, de uma forma geral cumpriram as regras de evacuação, tendo-se encaminhado o mais rapidamente possível para as saídas.

Tendo em conta o número de ocupantes previstos para o edifício, aproximadamente mil e duzentas pessoas, havia algum receio de que fosse provocada uma situação de pânico que conduzisse a uma real situação de emergência, provocada por algum acidente. Felizmente todo o exercício decorreu com normalidade e sem incidentes, pelo que se pode definir como positivo o trabalho dos funcionários com a função de incentivar a evacuação. Existia também receio em relação à forma como seria executada a passagem junto aos contadores por parte dos ocupantes do edifício, pois apenas permitem a passagem de duas pessoas de cada vez, contudo os utilizadores do edifício não criaram qualquer tipo de problema.

Durante este exercício de simulação também foi possível verificar algumas ações menos corretas por parte de alguns utilizadores do edifício, tais como:

 Desrespeito pelo sinal de alarme e até mesmo alguma resistência para iniciar a evacuação;

 Comportamento incorreto durante a evacuação.

Apesar do exercício ter decorrido com normalidade registou-se o crescimento de um grande grupo de pessoas junto à saída do edifício (Figura 31).

Tal aconteceu devido a uma situação menos correta, pois os ocupantes deveriam deslocar-se em direção ao ponto de encontro definido nas plantas de emergência, mas os primeiros utilizadores a sair ficaram junto à entrada do edifício, dificultando a saída dos utilizadores que demoraram mais tempo a sair do edifício.

Para realizar o exercício optou-se por ativar o alarme diretamente na central de deteção de incêndio existente no edifício.

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