Como condição para trabalhar a Sintonia Fina, o grupo tem que praticamente se fechar e cuidar de si. Cuidar de seus membros. Só atender gente de fora que quiser vir para trabalhar. O tempo necessário seria de 2 a 3 anos. Com isso o grupo estaria se harmonizando, porque a maior ferramenta desses trabalhos é a harmonia que traduzo nas seguintes palavras: UM SÓ CORAÇÃO... UM SÓ
PENSAMENTO.
A NOSSA LIGAÇÃO COM NOSSA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA COMO FONTE DE ENERGIA PARA OS TRABALHOS ESPIRITUAIS
Ao ouvirmos nossa consciência temos um encontro conosco mesmo, com a nossa mais pura essência – o Espírito”, pois segundo a obra “Os prazeres da Alma”, às fls. 29 Hammed afirma: A criatura que interioriza e aquieta a mente, silenciando sua intimidade, faz com que seu reino interior assemelha-se a um “sereno desfiladeiro”, onde surgem as mensagens inarticuladas da alma – são manifestações dos “ecos transcendentais” do
Universo. Nesse “estado interior”, onde impera a quietude e a tranqüilidade, o grupo atuando dentro dessa condição cria um “canal de comunicação” que irá gerar um campo de força poderosíssimo que servirá de veículo condutor para atingirmos regiões siderais d'antes não atingidas.
E o que encontramos nessas regiões siderais? Nessas regiões vamos encontrar as fontes emissoras de ondas de irradiação de energias negativas, ondas essas, onde as falanges do negativo aurem forças para suas tarefas malignas.
A AMPLITUDE DOS TRABALHOS DA APOMETRIA
As ondas de energias negativas vêm carregadas ou imantadas de um sentimento também negativo: ódio, rancor, inveja, sexo, cobiça, etc.,... As falanges do negativo aurem suas forças aí. É com essas forças que eles mantêm coesas as suas falanges às vezes composta de milhares de seres feitos prisioneiros. Então, uma falange busca nessas ondas que chegam até nós e em outros planetas através dessas irradiações, e seu líder as capta e repassa a sua falange, o que lhes dá energia e os mantém presos nesse circulo vicioso.
SINTONIA FINA – Como tudo começou
Abaixo segue um relato de como tudo começou e a formatação dos trabalhos. A condução dos nossos trabalhos mudou muito e tudo aconteceu a partir de uma reunião com um pequeno grupo, onde expus o que entendia de apometria. Logo que terminei, um dos presentes me falou que ouviu tudo duas vezes, uma quando uma entidade falava ao meu ouvido e outra quando eu falava. Aquilo me deixou intrigado, pois tinha comigo que a inspiração do alto viria meu socorro quando eu necessitasse e não era o caso daquela hora.
A partir dai comecei a pesquisar o tema e vi que no livro dos espíritos (pergunta 495) as entidades falam que o mundo espiritual interage conosco muito mais que possamos imaginar. Fiquei pensando então quem sou eu, que nesse caso pareço não ter vontade própria? Se faço a coisa certa é porque sou intuído pelos bons espíritos e se faço a coisa errada é porque me conectei com entidades do mal! Quando era eu então? (abandonei essa elucubração por me parecer à estória de quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha).
Abandonei a elucubração, mas não o seguinte raciocínio: Quem falava comigo? Qual a finalidade e principalmente como ouvi-lo melhor.
Os meus pensamentos foram sendo dirigidos para a seguinte forma: Parece que é minha consciência que fala comigo. Então como DAR OUVIDOS A ELA e como se conectar com ela? Como ouvi-la?
Bem! Um mês se passou e eu testando as idéias em mim, junto a minha família e ao meu grupo, sem, contudo conseguir direcionar nada. Até que um dia tive uma intuição de que essa coisa que eu chamei de “SINTONIA FINA” (a conexão trabalhada com nossa consciência), ficou mais claro.
Esse trabalho serve para duas coisas:
* Para a nossa vida diária; * Nossos trabalhos espirituais.
Lendo o livro “Os prazeres da Alma” pelo Espírito Hammed, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, Editora Boa Nova, pude compreender melhor o que se passava. Assim, a partir dessa leitura compreendi como poderia manter esse canal aberto, e com a intuição do trabalho espiritual que poderia ser realizado com essa sintonia, que se formara e que iria me familiarizar com a voz da consciência. O espírito Hammed orienta como aquietar a mente que é a condição primeira para se formar esse canal de comunicação. Às fls. 29 Hammed afirma: A criatura que interioriza e aquieta a mente, silenciando sua intimidade, faz com que seu reino interior assemelha-se a um “sereno desfiladeiro”, onde surgem as mensagens inarticuladas da alma – são manifestações dos “ecos transcendentais” do Universo. “Nesse “estado interior”, onde impera a quietude e a tranqüilidade, o indivíduo tem um encontro consigo mesmo, com sua mais pura essência – o Espírito.”
Temos de manter o canal de comunicação aberto, pois é com a intuição que nos será transmitida no trabalho espiritual que poderemos iniciar a nossa jornada da Sintonia Fina. O espírito Hammed na obra “Os prazeres da Alma” nos orienta como “aquietar a mente” que é a condição primeira para se formar esse canal de comunicação.
Segundo Hammed todos nós temos um canal sapiencial que pode entrar em sintonia com a fonte abundante da sabedoria universal. As fls. 29 ele nos previne que a inquietação bloqueia e polui o canal de comunicação: “Na presença da inquietação e dos inúmeros anseios, a mente apegada bloqueia a fonte sapiencial e polui a via de acesso pela qual se ausculta a Fonte da Excelsa Sabedoria. As pessoas do mundo estão distraídas entre os eventos do passado e os do presente, plenas de desejos pessoais que turvam e contagiam sua visão cósmica: isso as impede de expandir e expressar, de forma espontânea e natural, sua religiosidade nata”.
Mais adiante – pgs. “30 – nos previne que haveremos de limpar nossa casa mental para que possamos despertar nossos potenciais inatos e “ouvir” o essencial, antes oculto: “ Devemos quebrar todos os grilhões e expulsar as mil vozes que enxameiam nossa casa mental. Assim, ficaremos limpos e desnudos, livres e despojados, libertos de tudo. Então, haverá naturalmente, nesse “desfiladeiro interno”, o reverberar de algo essencial, antes oculto mas agora presente, em que se percebem com clara nitidez seus recursos infinitos e sua capacidade de despertar potenciais inatos.”
Deus está em nós; nós somos deuses. As leis de Deus, então, estão em nós, porém, buscamos o conhecimento de Deus fora de nós, mas esse conhecimento está dentro de nós e é lá que devemos buscá-lo. Às páginas 33 do mesmo livro o Espírito Hammed explica o por que: “Quando desprezamos nossa fonte de sabedoria interior (propriedade inata de todos nós ), rejeitamos parte importante de nossa realidade interna, porquanto as leis de Deus estão escritas na consciência − Questão 621 do Livro dos Espíritos”. A expressão consciência,
aqui utilizada pelos Guias da Humanidade, tem a mesma significação de Espírito, pois, se as leis divinas estivessem simplesmente na área consciencial do ego − sensações, percepções, emoções e motivações −, não teríamos maiores dificuldades de compreendê-la ou aplicá-las.
“Ao ignorarmos o potencial em nossa intimidade, nosso campo de visão existencial fica obscuro e distorcido, e não conseguimos nos firmar perante a existência”.
Esse é o ato de desentranhar do mais fundo de nós o nosso próprio ser para buscar a sabedoria existente em nosso mundo interior ou o “encontro do homem com o numinoso” segundo Hammed – página 127: O “nume” é a essência da idéia do divino. Essa essência é encontrada na inspiração ou intuição, enquanto sua vivência é sentida no âmago das criaturas através de um estado afetivo de confiança absoluta na “Ordem Divina”.
Nesse estado não devemos negar ou afirmar nada, apenas esperar confiantemente, porque o estado numinoso nos aproxima do que nos é útil e nos afastará do que não nos serve.
Esse contato se dá pelas vias do pensamento, mas devemos nos elevar acima da matéria nos soltando e entregando nas Mãos de Divinas, quando, então, poderemos compreender as coisas incompreendidas que nos é repassada pela Inteligência Superior. Nesse “estado” estamos nos conscientizando de nós mesmos.
E, ainda, como um método futura segundo “a voz da consciência” e não mais pela voz da razão que desvirtua os caminhos a serem seguidos quando se trata do rumo de suas vidas, no caso, pelos pais, quando encaminham os filhos em busca do sucesso e não da felicidade e os caminhos de Deus. Lembro que essa parte não teria nenhuma conotação religiosa.