• Nenhum resultado encontrado

PLANEJAMENTO OPERACIONAL

6.5 Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados

O Sistema de Metas para os Indicadores Estratégicos de Criminalidade do Estado foi implantado por meio do Decreto nº 41.931, de 25 de junho de 2009. A Resolução SESEG nº305, de 13 de janeiro de 2010, dá suporte a este decreto, trazendo como anexo o Manual68 de Procedimentos para o Sistema de Metas e Acompanhamento dos Resultados.

Este Sistema de Metas foi criado com o objetivo de melhorar a gestão da segurança pública no Estado, sendo desenvolvido pela SESEG e por sua Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional em parceria com uma consultoria externa69 a estrutura governamental.

67

Informações extraídas do site www.isp.rj.gov.br. Consulta feita em: 25/06/12.

68 As diretrizes adotadas para o Sistema de Metas, contidas neste manual, foram elaboradas por uma consultoria contratada pelo governo.

69 A consultoria contratada ficou sob responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG).

Trata-se do estabelecimento de uma rotina para o acompanhamento de um Sistema de Metas para Indicadores Estratégicos de Criminalidade do Estado, cujas regras e práticas encontram-se padronizadas num Manual de Procedimentos.

Os Indicadores Estratégicos de Criminalidade foram escolhidos entre os que causariam maior sensação de insegurança para a sociedade, segundo a percepção governamental. Deste modo, foram propostos para acompanhamento de metas os seguintes indicadores:

 Letalidades Violentas (Homicídio Doloso, Latrocínio, Auto de Resistência e Lesão Corporal Seguida de Morte);

 Roubos de Veículos;

 Roubos de Rua (Roubos a Transeuntes, Roubos em Coletivo e Roubos de Celular).

De acordo com o Manual, os crimes que compõem o elenco dos Indicadores Estratégicos poderão ser alterados a partir da orientação das políticas de segurança pública, de mudanças no cenário do Estado ou pelo alcance de resultados satisfatórios nos indicadores propostos inicialmente.

Para cada um dos indicadores selecionados há uma meta a ser atingida conjuntamente pela PCERJ e PMERJ, com o apoio da SESEG, num ciclo semestral. Portanto, este sistema considera que as metas sejam atingidas de forma integrada, por estas duas forças, com a elaboração de Planos de Ação, que deverão atuar sobre os resultados indesejados. Deste modo, além das metas para estes indicadores a serem atingidas pelo Estado, há também metas individualizadas desdobradas por RISP, AISP e CISP.

Assim, este programa busca incentivar os profissionais de segurança pública a trabalharem de forma integrada para a busca de resultados comuns, tendo como base o comportamento da mancha criminal em sua área de responsabilidade e a adoção de estratégias conjuntas. Estas metas dos Indicadores Estratégicos de Criminalidade são definidas periodicamente, a partir das análises dos resultados de suas séries históricas para identificação de oportunidades reais de melhoria para o ciclo seguinte.

No Manual de Procedimentos para o Sistema de Metas e Acompanhamento dos Resultados, além da determinação dos Indicadores considerados como estratégicos para o Estado, são estabelecidos os critérios para os cálculos de suas metas, sendo previsto o acompanhamento dos resultados atingidos em reuniões nos três níveis de planejamento (estratégico, tático e operacional).

O programa do Sistema de Metas prevê critérios para premiação dos profissionais de segurança pública do Estado em reconhecimento do desempenho atingido ao fim de um ciclo semestral. De acordo com a legislação estadual70 vigente sobre este programa fica autorizado o pagamento, a título de Gratificação de Encargos Especiais:

I – premiação por produtividade aos servidores lotados e em efetivo exercício nas atividades administrativas da Região Integrada de Segurança Pública – RISP que se colocar em primeiro lugar na classificação decorrente da aplicação do Sistema de Definição e Gerenciamento de Metas instituído por este Decreto;

II – premiação por produtividade aos servidores lotados e em efetivo exercício em unidades integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vinculadas às Áreas Integradas de Segurança Pública – AISP‟s que se colocarem nos três primeiros lugares na classificação decorrente da aplicação do Sistema de Definição e Gerenciamento de Metas instituído por este Decreto; III – premiação por produtividade aos servidores lotados e em efetivo exercício nas atividades administrativas da Região Integrada de Segurança Pública – RISP e em unidades integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vinculadas às Áreas Integradas de Segurança Pública – AISP‟s que atingirem as metas semestrais fixadas nos termos deste Decreto, excetuando os já contemplados nos incisos I e II deste parágrafo; (nova redação dada pelo Decreto nº 42.243, de 15/01/10)

IV – premiação por inovação a ser paga aos servidores lotados e em efetivo exercício nas Unidades Policiais Especializadas ou Especiais

70 Decreto nº 41.931, de 25 de junho de 2009, revisado pelos Decretos nº 42.243, de 15 de janeiro de 2010, e, nº 43.055, de 01 de julho de 2011.

da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que apresentem as três melhores iniciativas para o controle da criminalidade, a serem escolhidas pela Comissão instituída no artigo 3º deste Decreto.

V - premiação por produtividade aos servidores lotados e em efetivo exercício no SARPM (Serviço de Análises de Rotinas Policiais e Monitoramento) da Corregedoria Interna da PCERJ e no NUPESP (Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública) do ISP, desde que tais servidores cumpram suas atribuições definidas no art. 5º deste Decreto, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro horas) do prazo limite estabelecido, e de forma ininterrupta, durante o período do ciclo de avaliação. (Inciso incluído pelo Decreto nº. 43.055 de 01/07/11).

Esta premiação é feita com uma solenidade semestral com entrega de placa e diploma, e, com uma gratificação semestral em dinheiro para os profissionais de segurança pública contemplados de acordo com os critérios estabelecidos na legislação estadual.