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3.4 – SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL (UAB)

Para o marco legal, o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi organizado e criado pelo Ministério da Educação (MEC), através do Decreto nº 5.800, de 08 de junho de 2006, no âmbito do Fórum das Estatais pela Educação13, para a articulação e integração de um sistema nacional de educa-

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O Fórum das Estatais foi criado em 21 de setembro de 2004, com a finalidade de potencializar ações em educação no Brasil, articulando sociedade civil, trabalhadores, empresários e organismos internacionais. O grupo é constituído pelas seguintes instituições: Banco da Amazônia S/A (BASA), Banco do Brasil S/A, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Caixa Econômica Federal (CEF), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Cobra Tecnologia S/A (Cobra), Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), Centrais Elétricas Brasileiras S/A (Eletrobrás), Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), Centrais Elétricas S/A (Eletrosul), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Furnas Centrais Elétricas S/A, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Usina Hidrelétrica de Itaipu (Itaipu Binacional), Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A (Nuclep), Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Além de participar da implantação e consolidação do Sistema UAB, o Fórum também participa dos

ção superior a distância, visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades pertencentes às políticas públicas voltadas para a ampliação e in- teriorização da oferta do ensino superior a distância no país.

Apesar de muita gente não conhecer, essa forma de atuação da esfera pública é uma parceria entre consórcios públicos nos três níveis governamen- tais (federal, estadual e municipal), com as participações das universidades publicas e demais organizações interessadas. O primeiro curso criado atra- vés do Fórum das Estatais foi o Bacharelado em Administração a distância, financiado pelo Banco do Brasil, em regime de repasse direto para as IES, não foi necessário repasse direto de recurso no âmbito da UAB no período.

Nesse sentido, de acordo com Lima (2006, p. 167-168), o projeto que deu origem ao referido decreto foi apresentado como uma iniciativa conjunta do Fórum das Estatais pela Educação, do Ministério da Educação e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).

Na pesquisa de Carvalho sobre o Pró-licenciatura (2009, p. 128-129), que explicita melhor o contexto da época, a criação da UAB ocorre em junho de 2006, ao mesmo tempo em que seu projeto piloto do Curso de Adminis- tração a distância iniciava as atividades. Naquele momento, a articulação para a implementação do curso nas IES públicas, estava fundamentada no chamado Fórum das Estatais e na possível existência da Universidade Aber- ta do Brasil.

Ainda segundo a Carvalho, em dezembro de 2005 foi publicado um edi- tal, chamado posteriormente de Edital UAB 1, seis meses antes da criação

programas Brasil Alfabetizado e Escola Aberta. Ver

oficial do Sistema. No próprio site do MEC, encontramos a seguinte informa- ção sobre a criação da UAB:

A UAB foi criada em 2005 no âmbito do fórum das es- tatais pela educação e teve seu primeiro edital lançado em dezembro do mesmo ano. Este edital, chamado de UAB1, foi destinado às Universidades Federais para en- vio de propostas de oferta de cursos de educação supe- rior (Graduações, sequenciais, lato sensu e stricto sen- su) com foco em cursos de formação de professores e aos municípios e governos de estado para o envio de propostas de criação polos de apoio presencial (UAB/MEC, 2009 apud CARVALHO, 2009, p. 129).

O segundo edital, publicado em 18 de outubro de 2006, denominado UAB 2, diferiu da primeira experiência por permitir a participação de todas as instituições públicas, inclusive as estaduais e municipais.

Para Carvalho (2009, p. 129-130), que foi detalhista sobre os editais,

é fato que existia o fórum das estatais e foi a partir dele que a proposta da

UAB foi construída. Também fica claro que os editais UAB lançados em 2005, estavam inseridos no contexto do Pró-Licenciatura.

Nesse sentido, a criação da UAB é resultado de um contexto político dentro do Ministério da Educação (MEC), que defendia uma política de educação superior a distância em larga escala, inicialmente com o apoio direto do Banco do Brasil, com menos gestão pedagógica (padronização de material impresso e digital disponíveis em ambiente virtual de aprendizagem) das instituições, em situações diferentes a que tinham sido construídas desde 1999 no cenário brasileiro, através de vários atores e

suas respectivas instituições, passando pela Secretaria de Educação a distância do próprio Ministério da Educação (MEC), do Consórcio Universidade Virtual Pública do Brasil (UNIREDE), do Consórcio Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ) e do Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício no Ensino Fundamental e no Ensino Médio (Pró-Licenciatura).

Já a partir de 2007, com as novas atribuições da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o programa UAB passou a integrar as atividades da Diretoria de Educação a Distância (DED), com a missão fundamental de colaborar com o processo de formação inicial e continuada de professores para a educação básica. A Portaria do Ministério da Educação nº 318, de 2 abril de 2009, transfere a operacionalização da UAB para a CAPES, fortalecendo a diretoria de educação a distância (DED) e apontando para a centralização da educação a distância na estrutura da UAB.

Em 2008, merece destaque da atuação do Sistema UAB que fomentou a criação de cursos na área de Administração, de Gestão Pública e outras áreas técnicas, dando inicio a etapa de abertura e crescimento de cursos de bacharelado no âmbito da UAB.

A UAB tinha em cursos ativos em agosto de 2014 (SISUAB - http://sisuab.capes.gov.br/), 91 Instituições Públicas de Ensino Superior (09 no Centro-Oeste; 11 no Norte; 29 no Nordeste; 28 no Sudeste e 14 no Sul) com pelo menos um curso, 736 cursos de graduação e pós-graduação em 682 polos presenciais, totalizando 725.857 alunos em diferentes tipos de curso (aperfeiçoamento, bacharelado, especialização, extensão, formação pedagó-

gica, licenciatura, sequencial e tecnólogo), com 277.748 vagas para diversas licenciaturas.

3.5 – Plano de Ações Articuladas (PAR)

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), apresentado pelo Mi- nistério da Educação em abril de 2007, colocou à disposição dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, instrumentos de avaliação e implemen- tação de políticas de melhoria da qualidade da educação, sobretudo da edu- cação básica pública.

Nessa linha de discurso em favor da educação básica, o Plano de Me- tas Compromisso Todos pela Educação, um programa estratégico do PDE, instituído pelo Decreto nº 6.094, de 24 de abril de 2007, inaugurou certa forma um novo regime de colaboração, conciliando a atuação dos entes fede- rados sem lhes ferir a autonomia, envolvendo primordialmente a decisão polí- tica, a ação técnica e atendimento da demanda educacional, visando o objeti- vo da melhoria dos indicadores educacionais. Sendo um compromisso fundado em 28 diretrizes e consubstanciado em um plano de metas concretas e efe- tivas, que compartilha competências políticas, técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação bási- ca.

Concordando ou não, sabemos que a partir da adesão ao Plano de Me- tas, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal passaram à elaboração de seus respectivos Planos de Ações Articuladas (PAR) e programas de forma- ção de professores a distância foram no âmbito das instituições públicas de ensino superior passaram a fazer parte das ações em cada Município, de ma-

neira integrada e que será encontrada no levantamento dos cursos de licen- ciatura em geografia em funcionamento pelo país, prioritariamente, nos cur- sos fomentados pela Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Como resultado, a partir de 2011, os entes federados puderam fazer um novo diagnóstico da situação educacional local e elaborar o planejamento para uma nova etapa (2011 a 2014), com base no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos últimos anos (2005 a 2014), com um novo im- pulso na oferta de vagas para as licenciaturas a distância.

Para a implementação do PAR, inicialmente, os estados e municípios devem realizar um diagnóstico minucioso da realidade educacional local. A partir desse diagnóstico, desenvolverão um conjunto coerente de ações que resulta no PAR a ser desenvolvido.

O instrumento para o diagnóstico da situação educacional local está estruturado em quatro grandes dimensões: 1) Gestão Educacional; 2) Formação de Professores e dos Profissionais de Serviço e Apoio Escolar; 3) Práticas Pedagógicas e Avaliação; 4) Infraestrutura Física e Recursos Pedagógicos.

Cada dimensão é composta por áreas de atuação, e cada área apresenta indicadores específicos. Esses indicadores são pontuados segundo a descrição de critérios correspondentes a quatro níveis.

A pontuação gerada para cada indicador é fator determinante para a elaboração do PAR, ou seja, na metodologia adotada, apenas critérios de pontuação 1 e 2, que representam situações insatisfatórias ou inexistentes, podem gerar ações.

Vamos encontrar uma quantidade de cursos de formação de professores a distância fomentada pela Universidade Aberta do Brasil que

estão integrados ao PAR, estruturado no diagnóstico realizados nos Estados e Municípios, que é a única opção de parceria para a formação de professores com as instituições de ensino superior, ou seja, através da educação a distância.

3.6 – PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA