seja dentro de seu veículo, em casa ou no trabalho, dando-lhe assim poder de decisão sobre as opções disponíveis para sua viagem. Incluem, por exemplo, informações sobre condições meteorológicas, condições de estradas, locais de incidentes e rotas ótimas;
• Sistemas Avançados de Controle de Veículos (AVCS - Advanced Vehicle Control Systems): oferecem ao motorista maior conhecimento sobre o seu veículo em deter- minadas situações, principalmente aquelas que podem resultar em maior eficiência e segurança no seu uso. Sistemas de alerta a colisões são um bom exemplo de AVCS, além de sistemas que auxiliem manobras como estacionar um veículo;
• Operações de Veículos Comerciais (CVO - Commercial Vehicle Operations): adota- dos por companhias privadas de táxis, vans ou ônibus visando melhoria na produ- tividade e eficiência de suas operações;
• Sistemas Avançados de Transporte Público (APTS - Advanced Public Transportation Systems): aplicáveis a processos que visem, por exemplo, disponibilizar informações ao usuário do transporte público e auxiliar na melhoria do escalonamento e itinerário dos veículos que fazem parte da rede pública.
• Sistemas Avançados de Transporte Rural (ARTS - Advanced Rural Transportation Systems): desafios sobre como ITS podem ser exatamente aplicados a este setor ainda requerem alguns esforços de pesquisa.
3.2
Sistemas de controle de tráfego
O trânsito nas cidades é um problema inserido na vida das pessoas. Principalmente nas grandes cidades, a populacão enfrenta problemas com filas e congestionamentos, o que traz desconforto e prejudica o dia-a-dia dessas pessoas. Para tentar amenizar esse problema, pesquisadores estão estudando maneiras de controlar o tráfego urbano, pois, controlando o tráfego, consegue-se redução nos congestionamentos, propiciando mais se- gurança e qualidade de vida aos motoristas e pedestres [Andrade 2008].
As interseções (junções) constituem a parte crítica do sistema urbano, pois, em razão dos movimentos conflitantes de veículos e pedestres que ali ocorrem, são os pontos onde é menor a capacidade de tráfego e maior a frequência de acidentes. Nas interseções com menor volume de veículos e pedestres, a operação com uma das vias como preferencial, isto é, com prioridade de passagem, constitui uma solução adequada no tocante ao desem- penho operacional. No entanto, com o crescimento do tráfego começa a haver dificuldade dos veículos e dos pedestres para entrar ou passar pela via principal, com consequente formação de filas, maior demora e, quase sempre, aumento da freqüência de acidentes. Quando a situação fica crítica, é indicada a implantação de um sinal de trânsito (semá- foro) no local [Bezerra 2007]. Sinais de trânsito são um dos meios mais efetivos de controle
de tráfego [Kutz 2004].
Semáforos instalados sem indicação técnica e/ou com projetos inadequados (físico e/ou operacional) podem ocasionar problemas como aumento da demora e da quantidade de paradas, redução da capacidade, aumento da frequência de acidentes, aumento nas violações das regras de trânsito e utilização de rotas alternativas para evitar o semáforo, gerando problemas para as ruas de características locais [Kutz 2004]. Por outro lado, semáforos instalados com indicação técnica e com projeto adequado trazem em geral as seguintes vantagens: redução da demora e da quantidade de paradas, aumento da capacidade, redução do tamanho das filas, redução da freqüência de acidentes, redução da emissão de poluentes e a redução no consumo de combustível [Kutz 2004].
Diversos estudos [Matzoros e Van Vliet 1992] [Martins 1996] [Robertson et al. 1996] mostram que semáforos com programação deficiente aumentam consideravelmente o con- sumo de combustível, a emissão de poluentes e o ruído. Outros estudos, como os de [King e Goldblatt 1975] [Datta e Dutta 1990], suportam a idéia de que a instalação de semáforos reduz o número de acidentes.
A partir das constatações anteriores, entende-se que os semáforos são importantes para o controle de tráfego. Além disso, um bom projeto de construção e implantação dos sinais de trânsito ajuda na utilização de semáforos com qualidade. No processo de construção dos semáforos, o software é uma parte importante. A criação de modelos adequados que consigam refletir a realidade deste sistema ajuda na melhor compreensão do software proposto. Este trabalho atuará nesse ponto, propondo modelos que reflitam adequadamente a realidade de um sistema de controle de tráfego para tentar diminuir problemas relativos à implementação de software em sistemas de controle de trânsito.
Sinais de trânsito são aplicados para reduzir o congestionamento e atrasos, regular o fluxo de veículos, avisar e melhorar a segurança em uma interseção para veículos e pedestres [Roess et al. 2004]. Entre as principais vantagens dos sinais de trânsito são a sua flexibilidade a esquemas de sinalização, a habilidade de fornecer tratamento de prioridade e coordenação das ruas.
O primeiro sinal foi instalado em Londres em 1868 na interseção das ruas George e Bridge, próximo a Casa do Parlamento. O principal propósito do sinal era fornecer proteção aos pedestres. O primeiro semáforo mecânico apareceu nos Estados Unidos por volta de 1913 em Detroit. Ele mostrava as palavras “STOP” e “GO” em faces alternadas. O primeiro sistema de sinais de trânsito interconectados foi instalado em Salt Lake City em 1917, com seis interseções controladas simultaneamente por um dispositivo manual. A fase de amarelo, adicional às fases verde e vermelho, foi adicionada em Detroit em 1920. O propósito da luz amarela era sinalizar aos motoristas para se retirar da área da interseção [Mueller 1970].
Controladores de tráfego modernos implementam temporização nos sinais e garantem que as indicações dos sinais operem consistentemente e continuamente de acordo com