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2.5 Custos e terminologias

2.5.2 Sistemas de Custeio

Um sistema de custeio é definido pelo critério utilizado para apropriar os custos dos fatores de produção às entidades objeto de acumulação de custos. Esse sistema deve fornecer um tratamento adequado para identificar os custos de produção às entidades objeto de acumulação do método de custos. Os métodos de custeio serão analisados considerando-se que a entidade objeto de acumulação de custos é o produto, Padoveze (2004).

Ainda conforme Padoveze (2004), o método de custeio do produto é o processo de identificação do custo unitário de um produto, partindo dos custos diretos e indiretos.

Os métodos de custeio são: Custeio por absorção, Custeio direto (ou Variável), Custeio Baseado em Atividades ou custeio ABC (Activity Based Costing), e a abordagem da gestão econômica (modelo GECOM), conforme abaixo:

- Custeio por Absorção (ou Integral): Esse sistema de custeio usa a metodologia de apurar o valor de todos os custos dos bens ou serviços, tomando como base todos os custos da produção incluindo os diretos, indiretos, fixos e variáveis da estrutura ou os operacionais, e de maneira simplificada são absorvidos pelos produtos. Assim, todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos (rateados) para todos os produtos feitos. A principal distinção existente no uso do custeio por absorção é entre custos e despesas. A separação é importante porque as despesas são jogadas imediatamente contra o resultado do período, enquanto que, apenas os custos relativos aos produtos vendidos terão o

mesmo tratamento (PADOVESE,2004).

Já os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados, que não tenham sido vendidos, são ativados nos estoques desses produtos. Esse método foi derivado do sistema desenvolvido na Alemanha, no início do século XX, conhecido por RKW (Reichskuratorium für Wirtschaftlichkeit). Na legislação tributária brasileira do imposto de renda, para fins fiscais, é obrigatório a utilização do custeio por absorção, pois é o método derivado da aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade.

- Custeio Direto (ou Variável): É um método de custeio que se fundamenta na separação dos custos em variáveis e fixos. De acordo com Martins (2003), esse método consiste em considerar como custo de produção do período apenas os custos variáveis incorridos. Os custos fixos, pelo fato de existirem mesmo que não haja produção, não são considerados como custo de produção e sim como despesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.

Desse modo, o custo dos produtos vendidos e os estoques finais de produtos em elaboração e produtos acabados só conterão custos variáveis. A diminuição da necessidade de rateio se deve ao fato de que, no sistema de custeio variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos variáveis e, como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos, não alocando os rateios dos custos indiretos.

O método de custeio direto é usado para eliminar qualquer distorção na apuração dos custos oriundos de problemas com rateios, pois os custos fixos são tratados como despesas. Porém, esse método de custeio não é aceito para demonstrativos externos, pois fere um os princípios contábeis aceito no Brasil e também não é aceito perante a legislação do imposto de renda. Portanto, a empresa que desejar adotá-lo, deverá fazê-lo mediante controles e relatórios distintos em complemento à informação contábil.

- Custeio Baseado em Atividades ou Custeio ABC (Activity Based Costing): É um método de custeio que está baseado na alocação dos custos indiretos com base nas atividades relacionadas que a empresa efetua no processo de fabricação de seus produtos. Procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas pelo uso do rateio. Para Martins (2003), o Custeio ABC é uma

metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. Esse sistema tem como fundamento básico a busca do princípio da causa, ou seja, procura identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente causador do custo para lhe imputar o valor.

Fundamentalmente, o sistema ABC parte da premissa de que as diversas atividades desenvolvidas pela empresa geram custos, e que os diversos produtos consomem/utilizam essas atividades. Esse processo de transformação da empresa pode ser analisado por meio de uma abordagem dedutiva, ou seja, partindo-se do processo de transformação total, é possível identificar uma hierarquia de processos menores que compõem o processo total. Esses processos analíticos são as atividades. Quanto mais perto se chega a relacionar os custos às suas causas, mais úteis são as informações contábeis para orientar as decisões gerenciais da empresa.

Assim de acordo Martins (2003), o ABC é considerado um sistema de custeio que se utiliza da discriminação de atividades para a atribuição de custos, passando pela sua acumulação em centro de atividades, que funcionam como elos entre a acumulação e os produtos ou serviços, o Cost-Drive, ou seja, o direcionador de custos, que deve manter relação com a atividade desenvolvida. Apura-se o custo das diversas atividades sendo esses custos alocados aos produtos via direcionadores específicos.

- GECON: É um modelo de Gestão Econômica que utiliza a mensuração de custos baseando-se na gestão por resultados econômicos. Também conhecido por Grid Economics and Business Models Work. Idealizado pelo Prof.

Armando Catelli – USP, no final dos anos setenta, vislumbra a necessidade de

adequação dos modelos da administração das organizações à realidade empresarial, e também a ineficácia dos sistemas de contabilidade e de custos para o apoio do processo decisório. Para implantação do modelo de mensuração de custos, GECON, é necessário o uso de um aplicativo para controlar e mensurar os custos econômicos e financeiros da empresa. Basicamente, a apuração do resultado econômico de cada setor da empresa é comparado com o resultado de outros setores, desta forma, a análise de custos versus resultados são fundamentais para a busca de uma constante eficiência versus eficácia nos processos

(PADOVESE,2004).

Assim foi considerado, na escolha metodológica, para tratar os dados coletados nas planilhas de campo da pesquisa, o uso do Método de Custeio por Absorção por apropriar os valores de todos os custos acumulados da produção, diretos, indiretos, fixos e variáveis da estrutura operacional, de forma que, simplesmente, são absorvidos pela atividade produtiva do SILP. Esse método de custeio também é legalmente aceito pela Secretaria de Receita Federal.

3 CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DO ESTUDO DE CASO

O objetivo deste capítulo é descrever as características da unidade de pesquisa e os procedimentos adotados na execução e aplicação das atividades preconizadas.

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