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SOBRE A IMPORTÂNCIA DE PRESERVARMOS A ÁGUA…

Thomas Martin Lowry (1874 – 1936)

SOBRE A IMPORTÂNCIA DE PRESERVARMOS A ÁGUA…

É sabido que a Água é essencial à vida na Terra. Sem água nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o ser humano, poderia sobreviver. Cerca de 70% da nossa alimentação e do nosso próprio corpo são constituídos por água.

Infelizmente, apesar de ser o composto mais abundante no planeta, a água hoje é um bem escasso. Menos de 0,01% do volume total de água existente na Terra está disponível para ser usada pelo ser humano. De facto, a maior parte da água não pode ser consumida pois é salgada ou encontra-se sob a forma de gelo, pelo que nos resta a água vinda dos rios, lagos e aquíferos subterrâneos. Além disso, 70% dessas águas subterrâneas encontram-se a grandes profundidades, dificultando a sua utilização económica.

De década para década, as questões relacionadas com a água disponível têm-se agravado, revelando uma preocupação com múltiplas vertentes. Pensando no ciclo natural da água (…) o ser humano foi introduzindo um elo que altera o equilíbrio global e que apresenta duas facetas: os níveis de consumo de água e a poluição da mesma.

A nível de consumo, o aumento da procura de água, não só à superfície como também no subsolo, devido a fatores como o estilo de vida dos cidadãos dos países desenvolvidos, tem levado à sobre-exploração de “depósitos” que podem levar muito tempo a recuperarem para, assim, reequilibrarem o ciclo da água.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável.

A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.

Às modificações na quantidade de água disponível (…) soma-se a faceta (…) poluição. A contaminação das águas que são devolvidas pelo ser humano ao meio recetor (rios, mar ou solo) tem tomado a forma de esgoto doméstico (detergentes), poluição industrial (vários produtos químicos) e agrícola (pesticidas e fertilizantes). Quando se fala de gestão dos recursos hídricos, o trinómio água-ambiente-saúde deve, assim, estar lado a lado. Daí a importância do controlo da qualidade da água que consumimos todos os dias. Nesse sentido, as análises à água para o nosso consumo são sempre realizadas em dois pontos: na fonte onde é captada e à saída das torneiras (tendo a água, entretanto, passado por uma estação de tratamento de águas (ETAR).

A classificação da qualidade da água é feita de acordo com uma série de parâmetros para os quais existem:

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 Valores Máximos Recomendáveis (VMR), para que a água possa ser considerada em ótimas condições;

 Valores Máximos Admissíveis (VMA), acima dos quais a água deve ser considerada imprópria para consumo.

Em suma, o aumento exponencial do consumo aliado à crescente adição de substâncias estranhas e tóxicas aos recursos hídricos, têm feito diminuir a quantidade de recursos hídricos disponíveis e, consequentemente, tem crescido a necessidade de se pensar em novas opções de gestão, a nível local, regional e global, deste bem tão precioso e nem sempre suficientemente valorizado.

Pegada Hídrica

Portugal tem uma das mais elevadas “pegadas hídricas” por habitante do mundo (em inglês, “water footprint”).

Entre os seis países que têm a mais elevada pegada hídrica (de um total de 140) estão cinco da região Mediterrânica: Grécia, Itália, Espanha e Chipre, além de Portugal.

A pegada hídrica de um país é um conceito relativamente recente, mas cada vez mais importante, sempre que falamos em escassez de água.

Define-se como o volume total de água usado globalmente para produzir os bens e serviços consumidos pelos seus habitantes, tanto em território nacional como no estrangeiro, no caso dos bens importados.

A World Wildlife Fund (WWF) estima que, em Portugal, a utilização de água seja aproximadamente de 52 m³/pessoa/ano, variando entre 130 litros e mais de 290 litros.

De acordo com o Relatório da Pegada Hídrica em Portugal 2010 (WWF), cada habitante do nosso País é responsável pela utilização de 2.264m3/ano. Mais de 80% desse valor diz respeito à produção e consumo de produtos agrícolas, e mais de metade corresponde à importação de bens para consumo – ou seja, 54% da pegada hídrica em Portugal é externa.

A pouca eficiência do sector agrícola nacional, a dependência dos bens agrícolas que importamos (principalmente de Espanha), e as diferenças geográficas internas, com problemas de escassez de água a sul, são as principais causas da elevada pegada hídrica nacional.

Com a escassez de água cada vez maior no nosso país, é necessário tomar algumas medidas urgentes de poupança de água. Cada um de nós tem a responsabilidade de poupar água no seu dia-a-dia.

Veja o Relatório da Pegada Hídrica em Portugal em:

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Adaptado de http://ambiente.maiadigital.pt/ambiente/agua/mais-informacao-1/sobre-a- importancia-de-preservarmos-a-agua

157 GRUPO B

A Importância Do Mar

Publicado em Setembro 29, 2013 por Jose Matias

O Mar, que ocupa cerca de 71% da superfície da Terra, tem uma importância enormíssima na vida na Terra. Basta dizer que 70% do oxigénio existente na Terra é produzido pelo fitoplâncton marítimo – e todos sabemos da importância do oxigénio, para a vida.

O Mar tem uma importância fundamental e decisiva no clima que rodeia a Terra – as nuvens são formadas fundamentalmente pela água do Mar evaporada e depois filtrada e transformada em água doce. E todos nós sabemos qual a importância da água doce na vida da Terra.

Portanto, o Mar regula a vida na Terra!

Desde a Revolução Industrial, iniciada em meados do século XVIII, que o homem tem consumido recursos naturais a uma velocidade estonteante, sem a preocupação da rentabilização, nem preocupações ecológicas e sem grandes critérios. O ambiente foi todo posto em causa – nem o próprio Mar escapou a essa voragem transformadora provocada pela revolução tecnológica e produção descontrolada, que tudo poluiu.

A população a nível mundial tem crescido a um ritmo galopante. (…) a população mundial atingiu a soma astronómica de 7000 milhões de habitantes! Os recursos da Terra começaram, por isso, a escassear. Foi então que o homem começou a olhar para o mar e viu nele possivelmente aquilo que não tinha visto antes. Percebeu que o Mar tem uma extensão muito superior à da terra e que muitos segredos tem ainda guardados e inexplorados.

Portugal, como país virado para o Oceano Atlântico, (…) com uma zona marítima exclusiva cerca de 20 vezes superior à do território continental, tem todas as condições estratégicas, e algum know how, para vir a dar ainda muito ao mundo. Aliás, sou adepto, tal como muitos outros, de que o Mar é, e vai ser, a grande aposta de Portugal para sairmos da infeliz situação económica em que nos encontramos. Esperemos que entretanto a sociedade civil seja fortemente mobilizada e aliciada a intervir e a contribuir com a sua criatividade e conhecimentos parcelares para este Grande Projeto Nacional de aproveitamento das potencialidades do Mar, de uma forma sustentável e ecológica. Cabe, por isso, às Entidades Governamentais respetivas, um papel central de regulamentação, definição de estratégias e de áreas de atividade, de gestão, mobilização, etc.. Pretende-se que, a partir de um Grande Projeto Nacional, seja possível atrair grandes investimentos internacionais, necessários para lhe dar dimensão e projeção internacional.

Dito isto, só devemos esperar que o aproveitamento do potencial marítimo seja feito de uma forma ecológica e sustentável, preservando essa enorme riqueza – o Mar – que é a base da sustentabilidade da vida na Terra.

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Revista Economia e Sociologia, nº 81, pp.131-152, Évora, 2006

“A gestão económica da água na agricultura: perspetivas de utilização no Alentejo” de

Rui Fragoso e Carlos Marques

(…)A dessalinização de águas marinhas e salobras é outra alternativa para aumentar a oferta de água, que tem crescido rapidamente, mas ainda só representa 1% da água consumida no Mundo. Apesar das melhorias registadas no processo de eliminação dos sais da água, continua a ser uma tecnologia bastante dispendiosa. No entanto, segundo Cánovas Cuenca (1997), a dessalinização de águas salobras mediante osmose inversa constitui uma opção vantajosa para o abastecimento de alguns regadios (…).

(…) Os benefícios ambientais são também consideráveis, porque diminuem os problemas de alagamento e de salinização dos solos, que em muitos casos levam à diminuição da sua produtividade e ao consequente abandono do regadio. No entanto, muitas destas obras implicam custos de investimento substanciais comparáveis aos de novas infra-estruturas, por isso é necessário confrontar os custos adicionais das obras de melhoria e reabilitação com os benefícios esperados.

Retirado de:

Exame Nacional de Fisica e Quimica A 11º/12º Anos de Escolaridade

Prova 715, 2ª Fase, V1, 2009

“A maior parte da água na Natureza está já contaminada – pelo sal. Este simples facto torna essa água completamente inútil para os organismos em terra, uma vez que, mesmo para a maior parte dos fins industriais, a água do mar é demasiado corrosiva.

Para satisfazer a necessidade e a procura crescentes de água, o ideal seria, obviamente, aumentar a quantidade total de água doce disponível para o consumo humano. Poderemos, assim, redimir a água do mar e fazer com que ela nos sirva diretamente?

A resposta é afirmativa, mas a um preço que é, na maior parte dos casos, completamente proibitivo. A remoção dos sais da água do mar ou da água salobra – um processo designado por dessalinização fornece menos de 0,2% da água doce utilizada no globo.

O método mais antigo e mais simples de dessalinização é a destilação, sendo realizado, em larga escala, apenas em países cuja necessidade desesperada de água está associada a uma economia relativamente abastada. A primeira de todas as unidades de dessalinização, construída no mar Vermelho, para abastecer os navios coloniais britânicos, utilizava este método, continuando ainda hoje, depois de vários melhoramentos introduzidos, a fornecer uma parte considerável da água dessalinizada do mundo.

O principal método alternativo de dessalinização fornece água potável a menos de metade do custo, verificando-se, contudo, que o método de remoção dos

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sais utilizado nessa técnica de dessalinização não é suficientemente eficaz, o que torna a técnica passível de ser utilizada apenas na purificação de água salobra.”

Philip Ball, H2O– Uma Biografia da Água, Temas e Debates, 2002 (adaptado) GRUPO C

RECURSOS HÍDRICOS PROGRAMA NACIONAL PARA O USO