ABSTRACT
The present article develops in order to analyze the socio-legal adven-tures important for the conjuncture of the South American ABC region, under the context of Dumping. According to the social and guarantor aspects, the bases are built for the structuring of the reforms applied as negative, for relativizing Austerity and constituting a return to Social Rights. As a primary objective, it establishes a comparison between the reflexes of the social security changes in Argentina and Chile, using as methodology the construction of the history of the present time, which consists of contemporary reflections for the theoretical construction of what happens today. We conclude with the negative construction referring to the Brazilian social security reform based on a comparative basis in the writings of neighboring Chileans and Argentines. Through bibliographic analysis, we seek to constitute the fostering base in a critical context, in an attempt to refute the application of such measure as being substantially harmful, not only for the economy but also for society.
Keywords: Austerity. Social Security. Reform. South America.
1 INTRODUÇÃO
Enfrentamos, atualmente, uma era de câmbios onde os ins-titutos que visam a promoção do bem-estar social se encontram em deterioração, sendo iniciados com as reformas de âmbito estruturais. Podemos destacar como principais para o recorte sula-mericano aquelas reformas aplicadas às três maiores economias do sul americano: Argentina, Brasil e Chile.
A assunção de novos governos e a vertente principal em desvirtuar direitos sociais mínimos propagados e defendidos nas constituições cidadãs contemporâneas tornam-se a cada dia um empecilho para o desenvolvimento de determinadas garantias
sociais dentro do país e, nesse sentido, são propostas medidas antidemocráticas para barrar e incentivar o desenvolvimento de setores que não possuem ligação direta com o povo, mas com a economia e propostas que não são veiculadas à população acabam por serem direcionadas de forma grosseira ao crivo popular.
No âmbito do sul da América, após as correntes antidemocrá-ticas, vivenciamos um momento de paz e cooperação, onde países destacaram-se e, conforme interesses, desenvolveram acordos regionais, estabelecendo uma unidade fortalecendo a comunica-ção entre os integrantes dos pólos internacionais em desenvol-vimento. A força, nesse sentido, passou a ser estabelecida com base na relação desses e no intento de mudança do panorama internacional estabelecido e o jogo de participação mais ativo, em busca de polos econômicos que passam a ser foco das relações internacionais, repercutindo, diretamente, na forma como os países assumem as responsabilidades internas e internacionais em suas vertentes global e local.
Importa ressaltar o contexto brasileiro como exemplo, pois há a institucionalização de um discurso de violação reiterada de direi-tos em virtude do desenvolvimento econômico. Essa medida busca nada além de tornar a cultura estrutural econômica mais atraente e favorecer a entrada de empresas que utilizam da faceta da globa-lização com a finalidade de obter um capital exploratório amplo.
As relações estabelecidas no sul do continente americano serão analisadas e partindo do contexto das reformas recém apli-cadas às soberanias, em seus regimes democráticos de direito, especificando-se a estrutura que compõe a reforma, o contexto de sua aplicação e garantia do bem estar social para o país, diante de seu papel de promoção da austeridade.
A metodologia utilizada para a construção deste artigo pres-supõe a aplicação da história do tempo presente, contemplando a análise dos marcos temporais contemporâneos de forma mais próxima embasada nas mudanças oriundas do avanço do tempo e sociedade em consonância com a pesquisa bibliográfica sobre os impactos destas reformas para a sociedade, fomentando escritas
que não sejam unicamente acadêmicas, mas que se sustentam em notícias de jornais e relatos de experiência de acordo com os movimentos sociais.
Dessa forma, propõe-se a organização deste artigo com a finalidade de se expandir o estudo acerca dos institutos interna-cionais elencados e proporcionar uma autoavaliação regional da política externa direcionada à região. Nesse sentido, a construção perfaz um liame apresentando a globalização e seus avanços sob o contexto das reformas em seu desenvolvimento, especialmente diante do fomento à teorização sobre as reformas estruturais e seu desenvolvimento no sentido de atingir a Assistência Social, conforme constante na apresentação a seguir descrita.
2 A EVOLUÇÃO CONCEITUAL SOBRE A
GLOBALIZAÇÃO E O CONTEXTO DAS REFORMAS PREVIDENCIÁRIA
Vislumbramos, atualmente, notícias de que veiculam o advento das reformas estruturais como necessárias ao desenvolvimento da sociedade contemporânea e que fomenta a manutenção de uma estrutura benéfica para o futuro, em uma a base de longo prazo, para a estipulação, viabilização e impacto nas governanças internas de países em desenvolvimento. O caso do Brasil é um dos mais recentes e para a região sul americana, dois outros casos podem ser atribuídos como basilares históricos referenciais: Argentina e Chile que já implementaram outrora e enfrentaram problemas no sentido de assegurar a austeridade e prestação de garantias para toda a sociedade. Nesse contexto, para analisar as bases decorrentes das construções aplicáveis aos casos, instrumentalizaremos a análise do contexto originário, com o desenvolvimento da globalização e as bases teóricas estruturais às reformas sul americanas, partindo dos exemplos dos países elencados: Argentina, Brasil e Chile.
2.1 GLOBALIZAÇÃO
A égide da presente construção tem por base o instituto da globalização em seu aspecto histórico. De acordo com a teoria
tradicional, a globalização pode ser caracterizada como traçada por competitividade e setorizada com base na exploração, cons-truindo os seus pilares fundamentais.
Costa Jr, sob a influência de Santos (1997), expõe a globaliza-ção como a “[...] releitura do colonialismo de exploraglobaliza-ção, uma vez que pretende, com a vassalagem entre nações, buscar ambiente propício ao revigoramento do comércio, estagnado pela saturação de zonas negociais nos países de capitalismo central”.
Ainda sobre a globalização, Santos (1997) ilustra, de forma apro-fundada, o período de transição e sua cadeia de dogmas econômicos:
[…] vou dizer que o fim dos 30 anos de crescimento geral do mundo leva à morte do cidadão pleno e da democracia plena. Podemos agora nos referir ao fenômeno que aparece como paralelo a essa tendência, com uma redução da cidadania e uma diminuição da democracia, que é a globalização. A globalização é essa marca, esse momento de ruptura de um processo que vinha se fazendo, lentamente, nos quatro sécu-los precedentes, e que marca a morte de um sonho verdadeiro de globalização. (SANTOS, 1997, p.12).
Silva (2017), apresenta em sua construção sobre globalização e a reforma trabalhista que:
[…] somente fora possível quando da influência da técnica, sendo vista como marco histórico de cada período que se expressa na sapiência do homem pela evolução. Desta forma, criaram-se teorias, prin-cipalmente a partir do século XVII, que adotavam o homem como um valor considerável, atribuindo-lhe força política, importante para a disseminação desse valor em prol do seu aproveitamento social. A técnica maquinaria surge, portanto, como meio a viabilizar um ficto desenvolvimento social, que teria a base no esforço do homem em tentar se igualar a uma máquina (fordismo) sendo, assim, aceito pela socie-dade e tornando-se um ser político (SILVA, 2017, p.3).
Destacamos, aqui, ser de relevante valor social o instituto da globalização e seus reflexos sociais pois, de certa forma, reapresen-tam o caráter de ser social como aquele que vincula sua virtude ao trabalho. O ser político e social somente poderia ser visualizado
desta forma diante do exercício do trabalho e para aqueles que não possuíam ou possuem meios de se manter à disposição do mercado de trabalho, deixava de ter um condão sócio político e trilhava um caminho outro.
Especialmente após as revoluções tecnológicas ocorridas em seu terceiro e quarto tomo é que visualizamos uma mudança na forma de se concretizar os ditames da acumulação flexível e movimentando o capital, tão necessário para a sociedade, de forma livre, sem amarras e desenvolvendo uma estrutura muito mais baseada no comércio e liberdade, podendo ser realizado a partir da adequação basilar, rompendo especialmente com os limites territoriais.
Sobre a estrutura de Estado, a busca pelo bem estar social passa a desencadear novos diálogos e a partir da estruturação de novas correntes econômicas, passamos a analisar também o ter-ritório e sua limitação estrutural. O bem estar passa a possuir um desprestígio engendrado por correntes econômicas mais fortes e são exigidos, nessa ótica, padrões de Estados mais distantes do assistencialismo contudo focados na exploração.
Silva (2017), nesse sentido também desenvolve que:
Quando tratamos da ideia de ausência do Estado para com os fins econômicos, passamos à formulação esta-belecida principalmente por essa corrente econômica, onde os meios de produção capitalistas necessitam de um Estado flexível para impetrar seus desejos e premissas e obter daí a exploração esperada, tendo como exemplo a privatização e a terceirização para caracterizar os pontos mais importantes de relativi-zação trajados nesse sistema. [...]
O território passa a ser o requisito menos importante para o desenvolvimento do capital, avançando-se, dessa forma, a um período onde as novas tecnologias se inserem nos meios de desenvolvimento do trabalho, o que possibilita termos uma empresa com sede em país com a defesa dos direitos sociais, do trabalho e políticos abalados e escassos, produzindo matéria e bens de consumo para os outros países que possuem um direito social, político e do trabalho consolidados
e bem estruturados em sua defesa, diminuindo o desenvolvimento econômico e alavancando índices de desemprego para aqueles que vivem nos países com direitos consolidados, e aumentando cada vez mais o subemprego nos países que não possuem os direitos assegurados plenamente pelo Estado (SILVA, 2017, p.4-5).
Com a prevalência da globalização, a meta de se atingir uma sociedade de austeridade, vislumbrada como aquela que pressupõe todos os meios necessários para intermediar o contato entre público e privado, passa a ser muito mais utópica que realista já que o capital é expansivo e pleiteia a participação irrestrita, sem se limitar por critérios relacionados a território ou regimes jurídicos locais.
Ainda nesse sentido, incumbe destacar a análise oriunda dos ditames da globalização por intermédio de Silva (2017), que, ao referenciar o geógrafo baiano Milton Santos, destaca a crescente minimização da estrutura permanente de Estado em face do avanço desenfreado do modelo de acumulação capitalista.
Vivemos no mundo da competitividade, onde o Estado deixa de prestar com o mínimo necessário para o desenvolvimento do senso de justiça e, diante dessa falta, quando se perpassa à empresa, que não possui finalidade social, acrescida de sua qualidade global pós moderna, ou se é cada vez mais individualista ou se desaparece.
Por fim, se faz necessário elucidar a impossibilidade do tema da globalização com o que se instrui como internacionalização. O primeiro pode ser classificado como um processo que visualiza promover a união do mundo, partindo dos pilares estruturantes do poder. Já o segundo, pode ser classificado como recurso para a relativização do trabalho e distribuição das empresas como vin-culadas ao mundo (mundialização) e não somente a uma nação (territorialidade) (SANTOS, 1997).
Dessa forma, possibilita-se, ao empresário, que este inviabi-lize a estrutura local e legal diante da competitividade e fomento de um exército definido como de reserva para a execução de toda estrutura de exploração do capital internacional. Assim, a assis-tência e formas de prestação oriundas do Estado para a promoção
da austeridade deixam de ser visualizadas como basilares e pas-sam a fomentar a distribuição cada vez mais setorizada do que podemos enquadrar como exploração, motivadora de estruturas determinantes para o papel das reformas contemporâneas.
2.1 AS REFORMAS ESTRUTURAIS E A ASSISTÊNCIA SOCIAL
A previdência social faz parte de uma das ramificações dos direitos de segunda geração que relacionam, diretamente, uma atenção do Estado e sua responsabilidade para com seu povo em promover o Bem-Estar. Essa construção se origina dos direitos humanos nos quais, onde, a partir de seus estudos históricos, de acordo com a época e necessidades populares, especialmente das minorias dentro de cada construção social, se fazia necessário tutelar de uma forma mais ativa os direitos para sanar even-tuais danos e lesões que pudessem efetivar um prejuízo coletivo.
Esses direitos podem ser observados com maior força a partir da revolução francesa e seus princípios que evocam liberdade, igualdade e fraternidade.
Os operários, principais alvos dos direitos apresentados, passaram a ter suas necessidades primárias supridas pela corrente, constituindo direitos básicos (alimentação, vestimenta, moradia, saúde, segurança, assistência à doença, à velhice, ao desemprego, etc.) tutelados pelo Estado. Essa corrente teórica ganha força inter-nacional, passando a ser estudada e aplicada também em outros países além de incorporada em constituições ao redor do globo.
Este foi o caso da constituição mexicana de 1917 e da constituição de Weimar, em 1919, onde, por meio da manifestação de descon-tentamento operário, asseguraram-se direitos, pelo Estado, na vertente do garantismo e assistencialismo.
No âmbito dos direitos sociais, necessário se faz o destaque para as conferências engendradas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a promoção dos princípios basilares à Decla-ração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Estas estipulam a fixação de um rol de direitos inseridos como responsabilidade
do Estado, que devem ser tutelados com vias ao estabelecimento de liberdade, participação e democracia em seu sentido amplo de oportunidade. Dentre os direitos, foram inseridos: dignidade do ser humano, liberdade de expressão e de associação, formação profissional, universal a educação, seguridade social, trabalho e à proteção contra o desemprego. Como principais direitos ligados ao contrato de trabalho, podem-se destacar remuneração igual por trabalho igual, salário mínimo, livre sindicalização dos trabalha-dores, repouso e lazer, limitação da carga horária da jornada de trabalho, férias remuneradas, educação: ensino elementar obriga-tório e gratuito, a generalização da instrução técnico-profissional, igualdade de acesso ao ensino superior.
Em breve síntese, Ignacio (2017) define direitos sociais como aqueles direitos que
Buscam melhorar as condições de vida e de traba-lho para todos; São cedidos à todos pelo Estado e dependem de sua atuação e regulamentação; Com o auxílio de outras leis, alcançam diferentes áreas de amparo aos indivíduos como: direitos trabalhistas;
seguridade social (direitos à saúde, à previdência social e à assistência social); proteção à maternidade, à infância e aos desamparados (IGNACIO, 2017, p.2).
É nesta ramificação que encontramos o objeto focal de estudo:
a seguridade social. Esta se caracteriza como um dos pilares para o instituto dos direitos sociais. Diante da ramificação elaborada por Karel Vasak, em 1979, os direitos humanos podem ser divididos em gerações e essas gerações representam a qual tipo de tutela se espera que o Estado dê para seus integrantes.
A seguridade social integra o quadro de direitos garantidos pela segunda geração que buscam garantir um ambiente plural e participativo onde há a atividade de pessoas em uma perspectiva mais abrangente e igualitária, passando a utilizar terminologias como cidadão e Política-Pública, visando garantir o bem-estar social. É nessa geração onde surgem direitos fundamentais que serão desfrutados pela sociedade, conforme determina a consti-tuição federal brasileira.
A seguridade social representa um grupo de direitos que asseguram, por meio da iniciativa integrada dos poderes públicos e da sociedade, direitos relativos à saúde, à previdência e à assis-tência social, conforme estabelecido pela constituição Brasileira em seu título VII, capítulo II. Partindo dessa base constitutiva dos direitos sociais e da seguridade social brasileiras podemos afirmar que tanto as constituições Argentina como a Chilena prevêem, de forma similar, a existência da previdência social e garantias para a consecução de uma sociedade mais garantista com foco no desenvolvimento de uma política de Estado focada no bem-estar.
Contudo, insurge o questionamento acerca deste instituto em sua contemporaneidade, especialmente no que tange aos câmbios implementados para a estrutura da assistência social e previdência brasileiras, aprovada em 2019 perante seus representantes gover-namentais, ao defender o estado de crise econômica para o país.
Aumentaram o período de contribuição e idade para aposentadoria, tempo mínimo de trabalho em determinados aspectos especiais (que visavam garantir estabilidade para funcionários que mane-jam materiais nocivos), retiraram direitos que eram garantidos às pessoas submetidas a condições especiais e ainda continua sendo aplicado o discurso do melhor interesse do Estado por meio de seu interesse público.
Ao serem analisados os trajetos Argentinos e Chilenos, de formas similares, podem ser visualizados os impactos concer-nentes ao desenvolvimento econômico no qual onde se supõe a manutenção de padrões garantistas em um viés minimalista. Na Argentina, por exemplo, as reformas de cunho relativizador das garantias são visualizadas como estruturalmente intrincadas aos impactos fiscais da privatização da previdência. Pinheiro (2001), em sua construção analítica, aponta que
Como resultado da privatização da previdência na Argentina, o déficit do sistema aumentou de US$
891 milhões, em 1993, antes da reforma, para US$ 6,7 bilhões no ano 2000, condicionando a deterioração no resultado do setor público. O déficit público argentino, de US$ 6,9 bilhões, é praticamente da mesma dimen-são do déficit previdenciário (PINHEIRO, 2001, p. 1).
O mesmo autor apresenta o contexto da economia da gover-nança chilena, conforme o trecho que se segue
No Chile, a privatização da previdência também indu-ziu a diminuição da cobertura de 71,2%, em 1975, para 63,6% no ano 2000. De acordo com os especialistas, isso ocorre devido aos elevados custos administrativos das AFPs, à vulnerabilidade do valor do benefício, às oscilações do mercado e à garantia de um benefício mínimo assistencial por parte do Estado aos que não têm capacidade contributiva. (PINHEIRO, 2001, p. 3).
Exemplos decorrentes do que aconteceu em outras nações sul americanas revelam o contexto completamente prejudicial referente a essas reformas. O exemplo chileno possui uma história de um período superior a trinta anos de execução e sua estrutura privatizada, seguindo padrões de exploração do capital que são visualizados como diminuidores da poupança pública e principal motivo para o endividamento local diante do diálogo entre público e privado por meio da capitalização.
Neste mesmo sentido podem ser destacadas notícias temporâneas que reafirmam a teoria aqui apresentada, con-forme a seguir destacado:
O presidente do Chile, Sebastian Piñera, anunciou na quarta-feira (15) que enviará um projeto de lei ao Congresso nesta semana para reformar o atual sis-tema previdenciário, que deixa muitos aposentados vivendo em situação de pobreza e tem sido uma das principais queixas dos manifestantes que protestam há meses. Em um pronunciamento de rádio e televi-são, Piñera disse que vai propor um aumento de 6%
na contribuição previdenciária por trabalhador. O sistema de pensões do Chile é formatado no esquema de capitalização, em que os trabalhadores pagam pelo menos 10% de seus salários por mês para fundos com fins lucrativos, chamados de Administradores de Fun-dos de Pensões (AFPs). O ajuste proposto implica um aumento de 3% na contribuição do empregador. Além disso, os empregadores contribuiriam com outros 3% para um fundo estatal destinado a melhorar as aposentadorias atuais e futuras (Portal R7, 2020, p 1).
Enquanto o Brasil busca mudar a sua Previdência para, segundo o governo Michel Temer, combater um rombo fiscal que está se tornando insustentável para as contas públicas, o Chile, o primeiro país do mundo a privatizar o sistema de previdência, também enfrenta problemas com seu regime. Reformado no início da década de 1980, o sistema o país abandonou o modelo parecido com o que o Brasil tem hoje (e continuará tendo caso a proposta em tramitação no congresso seja aprovada) - sob o qual os trabalhadores de carteira assinada colaboram com um fundo público que garante a aposentadoria, pensão e auxílio a seus cidadãos (REVERBEL, 2017, p.1).
Sob intensos protestos, o congresso da Argentina aprovou na segunda-feira uma polêmica reforma em seu sistema previdenciário, que muda a forma como se reajustam os benefícios sociais de estimados 17 milhões de argentinos. Foi uma importante vitória política do presidente Mauricio Macri, patrocinador do projeto - aprovado por 127 votos a favor, 117 contra e duas abstenções. (...) Por mais que esteja disseminada a ideia de que mudanças são necessárias para conter o escalonamento dos gastos públicos, é difícil obter um consenso sobre quem deve sofrer com os cortes. Na Argentina, a votação foi seguida de enfrentamentos entre manifestantes e policiais nas ruas, com um saldo de 200 feridos e dezenas de pessoas detidas, além de
Sob intensos protestos, o congresso da Argentina aprovou na segunda-feira uma polêmica reforma em seu sistema previdenciário, que muda a forma como se reajustam os benefícios sociais de estimados 17 milhões de argentinos. Foi uma importante vitória política do presidente Mauricio Macri, patrocinador do projeto - aprovado por 127 votos a favor, 117 contra e duas abstenções. (...) Por mais que esteja disseminada a ideia de que mudanças são necessárias para conter o escalonamento dos gastos públicos, é difícil obter um consenso sobre quem deve sofrer com os cortes. Na Argentina, a votação foi seguida de enfrentamentos entre manifestantes e policiais nas ruas, com um saldo de 200 feridos e dezenas de pessoas detidas, além de