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do STJ: “A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício.”

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Quando o réu alegar que é parte ilegítima, deverá indicar quem deverá figurar no polo passivo da demanda sob pena de arcar com as despesas processuais.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Se o autor aceitar a indicação deverá, no prazo de 15 (quinze) dias, alterar o polo passivo da ação, alterando a petição inicial para a substituição do réu.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

A legitimidade ad causam deve ser examinada sob o prisma da teoria da asserção.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

“A legitimidade ativa ad causam é uma das condições da ação. Sua aferição, em conformidade com a teoria da asserção, a qual tem prevalecido no STJ, deve ocorrer in status assertionis, ou seja, à luz das afirmações do demandante.” (AgRg no AREsp 205.533/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma,DJe 8/10/2012; AgRg no AREsp 53.146/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 5/3/2012; REsp 1.125.128/RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe 18/9/2012

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

A teoria da asserção está ligada às condições da ação, visto que o juiz de direito deverá analisar as condições da ação no momento da distribuição da petição inicial, inclusive a legitimidade do polo passivo da demanda.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Art. 340 do CPC

Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

O réu deve manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, exceto nos seguintes casos:

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

I - não for admissível, a seu respeito, a confissão:

São os casos de direitos indisponíveis como, por exemplo, aqueles referentes à personalidade. Uma pessoa não pode vender um órgão do seu corpo, embora ele lhe pertença. Aplica-se também o caso de direito indisponível nas ações de alimentos. (Outros exemplos: divórcio, reconhecimento de paternidade etc.)

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

I - Tratando-se de demanda que envolve direito indisponível (alimentos de filho menor), nada obstante a ausência de resposta do réu, não incide o efeito da revelia de presunção dos fatos como verdadeiros. A fixação dos alimentos, assim, mesmo quando inerte o genitor requerido, será fruto de juízo norteado pelo binômio necessidade-possibilidade, que recairá sobre os elementos de prova constantes nos autos. Não há falar, portanto, em automático acolhimento da pretensão alimentar deduzida, persistindo o ônus da parte autora de demonstrar os fatos que alega. Processo: 0014564- 27.2013.8.24.0020 (Acórdão) - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato:

A norma está de conformidade com aquela indicada no artigo 406 do Código Processo Civil que registra o seguinte: “Quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta”.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Demanda que versa sobre propriedade do terreno (ação reivindicatória) a petição inicial deverá vir com instrumento público que comprove a propriedade do terreno.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto:

Acontece essa situação jurídica, quando o autor desenvolve uma série de fatos na petição inicial e o réu impugna diretamente apenas alguns, porém da impugnação destes surge, ainda que implicitamente, a rejeição dos demais, por incompatibilidade lógica entre o que foi arguido e os acontecimentos não apreciados pelo réu.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Depois da contestação, o réu somente poderá deduzir novas alegações quando:

a) Relativas ao direito superveniente: direito superveniente: Pelo termo “superveniente” entende-se o surgimento um novo direito para o autor que ocorre posteriormente à contestação.

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b) Reconhecimento de ofício pelo juiz: as objeções

processuais, defesas que digam respeito à matéria de ordem pública.

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c) Por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo: essa hipótese coincide com a anterior, em parte, porque a matéria que o réu pode alegar, por autorização legal, são as de ordem pública, não sujeitas à preclusão.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

A defesa material ou de mérito classifica-se em:

a) defesa de mérito de forma direta: o réu resiste diretamente ao fato constitutivo ou ao direito alegado pelo autor. Este deve comprovar a veracidade dos fatos alegados.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

b) defesa de mérito de forma indireta: reconhecimento pelo

réu da existência de fato jurídico alegado pelo autor, mas com a apresentação de um fato novo que modifica, impede ou extingue o direito do autor.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

RECONVENÇÃO – Art. 343 do CPC

Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

A reconvenção será proposta na própria contestação. Em razão disso, o autor será intimado para se manifestar sobre a contestação e a reconvenção.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

Não se esqueça de dar valor à causa na reconvenção.

PROF. JOSEVAL MARTINS VIANA

A extinção da ação não obsta o prosseguimento da reconvenção.

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