CAPÍTULO 4 – SUGESTÕES DE MELHORAMENTO
4.1. Sugestões de Melhoramento
Para minimizar e quando possível eliminar os problemas associados à má qualidade do ar interior nas salas de aula do edifício do Geociências da UTAD, é indispensável a incorporação de um conjunto de acções/procedimentos que actuem sobre os factores de risco, ou seja, que permitam identificar e reduzir ou remover as fontes de degradação da qualidade do ar interior. Estas acções/procedimentos devem ter um carácter preventivo, sempre que possível. Alguns exemplos deste tipo de acções são:
- Identificar e controlar as fontes poluentes (por exemplo, na Sala A3.02 poderiam ser retirados os armários, eliminando assim estas fontes de poluentes (possivelmente de microrganismos e de PM10); modificar atitudes dos ocupantes como por exemplo abrir e frechar
janelas.
- Alterar os procedimentos de limpeza das salas de aula e dos auditórios. Após ter limpo e desinfectado um espaço que, por exemplo, se encontrava contaminado por fungos, controlar a humidade relativa e a temperatura do ar deste espaço, de modo a criar condições desfavoráveis ao seu desenvolvimento de microrganismos. Também se poderia seleccionar produtos de limpeza menos poluentes; optar por técnicas de limpeza que não contribuam para a diminuição da QAI, como lavar o chão em vez de o varrer.
- Melhorar as condições de ventilação das salas abrindo, por exemplo, as janelas entre aulas para renovar o ar nos intervalos das aulas. Segundo Griffiths & Eftekhari 2008, dez minutos chegam para melhorar a QAI sem comprometer o conforto térmico.
- Colocar sensores controladores dos níveis de CO2 que alertem os professores, de forma
a controlar a exposição dos ocupantes;
- Desenvolver um perfil de QAI para o edifício do Geociências, visto ser o único edifício onde foram realizaram medições de QAI, e alargar estes estudos a todos os outros edifícios da UTAD;
- Sensibilizar os ocupantes dos edifícios da UTAD para os problemas de uma má QAI, nomeadamente, para as consequências a nível de saúde e produtividade no trabalho. Para isto seria imprescindível organizar acções formações e sensibilização sobre este tema. Consciencializar os docentes para a importância de fazerem mais intervalos durante as aulas para se abrirem as janelas sem prejudicar o conforto térmico, principalmente durante o inverno.
- Nomear Funcionários para se encarregarem de monitorizar a QAI do edifício Geociências da UTAD (entre outros, para abrirem as janelas durante 10 min entre as várias
aulas, fazer a manutenção dos sistemas de ventilação, controlar o aparecimento de fungos nas janelas);
- Desenvolver e implementar um plano de operações e manutenção para o edifício (por exemplo, ver como está o edifício a nível de sistemas de ventilação e aquecimentos. e estudar se é possível melhorar as condições de QAI e conforto térmico, uma forma económica e simples);
- Estabelecer procedimentos para resposta a queixas da QAI. Quando se registar queixa, alterar os métodos utilizados, bem como, os equipamentos, dependendo das situações e dos poluentes envolvidos, de forma a melhorar a medições de QAI;
- Efectuar a manutenção dos sistemas de climatização nos edifícios da UTAD em que estes existem;
- Relativamente à microbiologia ter em atenção a contaminação com ácaros que é um dos problemas que surgiu nas salas de aula analisadas (Capitulo 3.5) e não é prevista na legislação nacional em vigor. Encontrar as fontes de contaminação, e identificar os vários microrganismos existentes nas salas de aula. Comparar estes resultados com os obtidos no ar exterior.
Tornar o procedimento da Nota Técnica NT-SCE-02 (2009) obrigatória para a maioria das auditorias, embora, como se viu na concretização deste trabalho, a QAI varie consoante uma vasta gama de variáveis e situações, devendo, por isso, ser medida de maneira adequada a cada caso de estudo. A nota técnica tem que ser melhorada também relativamente aos poluentes a serem analisados (Capitulo 1.2.1.2), bem como, aos valores limite destes poluentes. A legislação nacional também deveria prever/definir eventuais medidas correctivas para aplicar a várias situações de não conformidade, bem como, definir a metodologia a aplicar num estudo de QAI para todos os espaços, incluindo edifícios que possuam uma grande variedade de áreas no que diz respeito às dimensões, actividades que nelas se desenvolvem e taxas de ocupação muito diferentes ao longo do tempo.
Futuramente seria importante desenvolver novos estudos no edifício do Geociências, bem como, em outros edifícios da UTAD, de forma a detalhar e/ou complementar o conhecimento criado neste trabalho e a contribuir para uma melhoria das auditorias e estado de QAI em Portugal. Por exemplo, um estudo da distribuição espacial dos poluentes nas salas de aula, irá gerar informação que poderá ser muito importante para complementar as conclusões obtidas neste trabalho. Outro destes estudos importantes, seria a determinação das concentrações de poluentes nos corredores, espaços para os quais a informação existente é nula. Além disso, no início das aulas, durante intervalos de tempo consideráveis, juntam-se nestes espaços um grande número de estudantes em frente às salas. Também seria interessante saber como variam as concentrações dos poluentes nos auditórios, visto serem as salas de aula do edifício do Geociências com uma maior taxa de ocupação e com maior área, para além de não possuírem qualquer ventilação.
CAPITULO 5
Conclusão
5.1. Conclusão
A maioria das pessoas passa mais de 90% das suas vidas dentro de locais fechados, razão pela qual a qualidade do ar interior influencia gravemente a sua saúde. Desta forma é importante o estudo desta temática, de forma a melhorar e se possível eliminar possíveis fontes de poluentes de ar interior, e consequentemente melhorar a saúde a nível mundial.
O presente estudo é pioneiro em Portugal, pois é o primeiro estudo de QAI em Universidades realizado no país. Este trabalho teve como objectivo principal criar conhecimento que permitisse desenvolver uma metodologia adequada para medições de QAI em espaços lectivos de estabelecimentos de ensino superior sem climatização. Pretendeu-se analisar a representatividade temporal da monotorização da QAI, mas também, a optimização do momento e duração da medição nas salas de aula, tendo em conta várias variáveis. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, nomeadamente, o edifício do Geociências pertencente à Escola de Ciências da Vida e do Ambiente, foram o alvo desta análise.
Neste trabalho optou-se por medir a variação da concentração de CO2, COVs, PM10 no
ar interior por serem poluentes com valor limite no RSECE, bem como, dos parâmetros físicos como temperatura e humidade do ar. Dos resultados obtidos em cinco salas de aula, durante o período de 15 de Novembro de 2010 até 29 Maio de 2011, verificou-se que a concentração de CO2 variou numa gama de valores de 538 mg/m3a 10780 mg/m3, a concentração de COVT
variou entre 0,0 mg/m3e 2,39 mg/m3, a concentração de PM10 variou entre 0,0 mg/m3e 1,0
mg/m3, a temperatura do ar registou valores entre 16 °C e 30 °C e, finalmente, a humidade
relativa do ar oscilou entre 21% e 60 %. No que diz respeito às condições ambientais da sala, a média da temperatura e da humidade no ar interior não diferem muito dos valores de conformidade. Observou-se também que o período mais provável de máximos de ocupação, e consequentemente, o máximo da concentração de CO2 e de COVs, é a meio ou final da manhã.
Relativamente ao período de medições no âmbito da auditoria de QAI, a Nota Técnica NT-SCE- 02 (2009) recomenda o período de duas a três horas, aproximadamente, após o início de actividade no espaço em estudo. No presente trabalho verificou-se que passado cerca de 30-45 min do início da primeira aula, o valor limite da concentração de CO2 (1800 mg/m3) era
ultrapassado na sala em análise e que esta situação de não conformidade se mantinha assim praticamente ao longo de todo o dia de aulas, vindo de encontro ao referido na nota técnica. Relativamente à duração da medição em salas de aula sem ventilação concluiu-se que os cinco minutos referenciados na nota técnica são suficientes, desde que sejam realizadas as medições
cerca de 45 min após o início de actividade. No que diz respeito aos resultados da análise Bivariada (Correlação de Spearman) concluiu-se que existe uma forte relação entre as concentrações dos poluentes CO2 e COVT e os parâmetros meteorológicos da sala. Também se
observou uma correlação positiva entre CO2 e ocupação, entre a concentração de PM10 e COVT,
e finalmente entre os vários poluentes e as condições meteorológicas na sala. Ainda se verificou uma correlação negativa entre a humidade relativa e o número de janelas abertas.
O radão é um dos poluentes em que o RSECE obriga a fazer medições em zonas graníticas, nomeadamente nos distritos de Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Viseu e Castelo Branco. Relativamente a este poluente não foram encontrados qualquer tipo de problemas na universidade. Este está sempre muito abaixo do valor limite, e as condições do ambiente interior e exterior, como geologia e condições de pressão, temperatura e humidade não favorecem a libertação deste poluente.
Na presente investigação efectuou-se a colheita de fungos e bactérias, microrganismos com valor limite no RSECE, com o objectivo de saber se realmente existe diferenças de concentração de microrganismos entre salas do mesmo andar e de andares diferentes. Os resultados obtidos mostraram que existem muitas diferenças no número de colónias viáveis destes microrganismos de sala para sala (Ex: Sala A1.10 – Baterias 462±181 NMP/m3 eFungos
171 ± 43NMP/m3 e Sala A2.13 – Baterias 708 ± 327 NMP/m3 eFungos 443 ± 106NMP/m3).
Concluiu-se assim que numa auditoria, deveria ser obrigatório realizar-se colheitas microbiológicas em todos os locais em estudo, pois de local para local, existem vários parâmetros que variam e que podem favorecer ou não o aparecimento de microrganismos.
Este trabalho, que veio colmatar, em certa medida, uma lacuna de conhecimento relativo à QAI em salas de aula de estabelecimentos de ensino superior sem climatização, veio dar um contributo importante para a melhoria de QAI no edifício do Geociências da UTAD. Espera-se que o conhecimento aqui gerado venha ainda a ser utilizado em outros edifícios da UTAD, de forma a reduzir os possíveis problemas de saúde e de produtividade causados por a má qualidade do ar nos vários locais onde se está diariamente.
CAPITULO 6
Bibliografia
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