1. Diplomados 2011/2012
1.6. Sugestões
Entre os 1765 diplomados respondentes, apenas 187 fizeram sugestões ou comentários (licenciaturas: 82 | mestrados integrados: 47 | mestrados: 58) que se distribuem pelas diferentes unidades orgânicas conforme está na tabela 17.
Tabela 17:Distribuição do número de sugestões pelas unidades orgânicas/departamento
Analisando as 187 sugestões/comentários deixados pelos diplomados, foi possível afetar cada uma delas a uma das sete categorias definidas (gráfico 30):
Alterações ao questionário: compreende 16.6% das sugestões e relacionam-se com melhorias ao questionário. Por exemplo, no caso dos diplomados do Mestrado Integrado em Medicina, estes referem que o inquérito deveria ser adequado ao curso dado que este segue um rumo diferente dos demais: ao concluírem o mesmo ingressam automaticamente no internato médico, logo nunca se encontram desempregados após a graduação.
Unidade Orgânica Licenciaturas
(N=82)
Mestrados Integrados (N=47)
Mestrados (N=58)
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física 5 - 1
Faculdade de Direito 17 - 3
Faculdade de Economia 18 - 11
Faculdade de Farmácia 2 5 2
Faculdade de Letras 20 - 12
Faculdade de Medicina - 13 2
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação 7 9 4
Faculdade de Ciências e Tecnologia 13 20 23
Departamento de Arquitectura - 1
-Departamento de Ciências da Terra - - 2
Departamento de Ciências da Vida 6 - 10
Departamento de Eng. Electrotécnica e de Computadores - 3
-Departamento de Engenharia Civil - 12
-Departamento de Engenharia Informática 3 - 3
Departamento de Engenharia Mecânica - 1 1
Departamento de Engenharia Química - 2
-Departamento de Física - 1 1
Departamento de Matemática 1 - 3
Adaptação do curso: 3.2% dos diplomados sugerem alterações à oferta formativa na UC, ou mesmo aos cursos, de modo a existir uma melhor adequação à realidade da região ou do país. Alguns, poucos, são favoráveis à integração de disciplinas de língua estrangeira no curso.
Gabinete de Saídas Profissionais: com 8% das sugestões/comentários, esta categoria compreende questões relacionadas com o funcionamento do Gabinete de Saídas Profissionais. É possível encontrar um apelo à elaboração de mais feiras de emprego, de mais workshops e conferências sobre a empregabilidade, à criação de uma ferramenta de divulgação de oportunidades de emprego por área científica e ao desenvolvimento de programas de mobilidade nacional/internacional para antigos estudantes/diplomados.
Mais prática ou integração de estágio no curso: esta é uma daa categoria com maior destaque, abrangendo 21.4% das sugestões. Neste caso, os diplomados referem que gostariam de ter tido uma maior componente prática ao longo dos mesmos. Muitos sugerem a integração de estágios curriculares no curso.
Divulgação/promoção do curso: com 5.9% das sugestões, os diplomados que se enquadram nesta classe referem que gostariam que houvesse uma maior divulgação do curso junto das entidades empregadoras, por julgarem que muitas delas desconhecem as suas competências práticas.
Informação complementar: categoria que abarca o maior número de comentários, 42.8%. Grande parte destes comentários remete para aspetos relativos ao percurso profissional ou a reclamações relativamente à situação de desemprego.
Outras: esta classe de sugestões, correspondente a 2.1%, inclui aquelas que não se enquadram nas categorias anteriores. Por exemplo, criação de cursos em regime pós-laboral ou cursos de e-learning.
Conclusão
O presente relatório pretende dar continuidade aos estudos, realizados pela Universidade de Coimbra (UC), sobre o trajeto académico e profissional dos seus diplomados.
O conhecimento destes percursos assume extrema importância para qualquer instituição do ensino superior, pois permite compreender de que modo é possível potenciar o ingresso dos seus diplomados no mercado de trabalho, e quais os aspetos a desenvolver para a integração de novos estudantes nas suas fileiras formativas.
A primeira análise permitiu olhar mais atentamente para os diplomados de 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011. Comparando os dados dos diplomados de 2011/12 com a análise anteriormente realizada, salienta-se uma evolução positiva no que diz respeito à taxa de resposta. Os dados permitem verificar que em 2011/2012 esta taxa se fixou nos 46.1%, contrastando com os valores de 17,6% em 2008/2009, 26.5% em 2009/2010 e 37,5% em 2010/2011.
Olhando para a situação profissional dos respondentes de 2011/12, a maioria encontrava-se empregada. Esta tendência mantém-se quando se desagregam os dados por ciclos de estudos. Os resultados de empregabilidade mais favoráveis estão patentes no grupo dos diplomados de Mestrados Integrados, sendo que a sua taxa de emprego é superior às dos restantes diplomados em mais de 12%. A grande maioria dos respondentes que conseguiu o primeiro emprego, após a conclusão do curso, pertence também ao grupo dos diplomados de mestrados integrados.
No que diz respeito à obtenção do primeiro emprego, para maioria destes diplomados empregados, este foi conseguido num período inferior a 6 meses após a conclusão do curso, maioritariamente em empresas privadas, portuguesas e predominantemente da região Centro, principalmente através de concursos públicos ou na sequência do estágio curricular/profissional. Percebe-se também que, na grande maioria dos casos, este primeiro emprego desenvolve-se na área científica do curso. É importante realçar que a grande maioria dos diplomados admite não ter sentido dificuldades no que concerne à obtenção ou manutenção do primeiro emprego. Permanecem nesta primeira experiência profissional, em média, de 6 a 12 meses, surgindo como principais motivos para a sua não manutenção, a cessação de contrato e o despedimento por iniciativa própria, essencialmente motivado por perspetivas de trabalho mais aliciantes e melhores condições laborais e salariais.
À semelhança do registado para os diplomados dos três anos letivos anteriormente estudados, os diplomados de 2011/2012, também não apresentam diferenças estatisticamente significativas no que respeita à relação entre obtenção de emprego e a participação em programas de intercâmbio e/ou estágios não curriculares ou de Verão, embora se sublinhe que há uma participação reduzida neste tipo de experiências.
Os diplomados que apresentam maiores dificuldades na conquista de um emprego na área do curso referem a fraca oferta de empregos, o excesso de diplomados na área e a falta de experiência profissional como os seus principais obstáculos.
O gráfico 31 corresponde à evolução da taxa de desemprego, entre os diplomados da UC, nos quatro anos letivos estudados até ao momento. Verifica-se uma redução nos valores do desemprego no último ano analisado, e em todos os ciclos de estudo. Em 2011/2012, a taxa de desemprego global desceu cerca de 33 pontos percentuais, relativamente ao ano anterior. É nas licenciaturas que se regista a maior queda (49.2%).
Gráfico 31:Evolução da taxa de desemprego entre dos diplomados de 2008/2009 a 2011/2012
A descida verificada nas taxas de desemprego segue a tendência nacional. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), a taxa de desemprego em 2013 foi de 16.2% e no primeiro trimestre de 2014 desceu para 15.1%. Note-se que os momentos de inquirição ocorreram precisamente nestes períodos. Os diplomados de 2008/2009, 2009/2010 e de 2010/2011 foram questionados entre novembro de 2012 e abril de 2013, enquanto o período de inquirição dos diplomados de 2011/2012 ocorreu de novembro de 2013 a abril do corrente ano.
Na análise por ciclo de estudos, observa-se que a maior taxa de desemprego se regista entre diplomados de cursos de mestrados (30.3%), seguindo-se os de licenciatura (28.2%) e os de mestrado integrado (22%).
As áreas das Ciências da Saúde e das Engenharias e Tecnologia registam, respetivamente, as duas maiores taxa de emprego, ao passo que as Artes e Humanidades, a maior taxa de desemprego.
Na sua grande maioria, os respondentes defendem que o aprofundamento de conhecimentos e competências é o principal motivo para o prosseguirem os seus estudos, situação que lhes pode vir a conferir valor acrescentado, uma vez que o mercado de trabalho atribui extrema relevância às qualificações adicionais.