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Superior Tribunal de Justiça Primeiro Grau

No documento Superior Tribunal de Justiça (páginas 35-44)

Pois bem. Compulsando as brilhantes premissas que edificaram o voto do Ministro Relator, denota-se que se pretende, por meio da afetação do recurso, definir "(a) da necessidade ou não de indicação de um montante mínimo pelo

postulante e (b) da necessidade ou não da produção de prova, durante a instrução criminal, para a fixação, em sentença condenatória, da indenização por danos morais sofridos pela vítima de violência doméstica ".

Após delimitar a controvérsia e fazer escorço acerca da evolução jurisprudencial rumo à maior proteção da vítima, especialmente nos casos de violência doméstica, define o Relator que a imposição de valor mínimo, em sentença penal condenatória que trate de violência doméstica, a título de indenização pelos danos morais suportados pela vítima, (a) exige pedido expresso, ainda que desprovido da indicação do montante pelo postulante, e (b) dispensa a necessidade de prova específica acerca da profundidade e extensão da mácula, em razão da natureza do dano (dano moral in re ipsa), bastando a demonstração da imputação criminosa.

Não obstante as razões do acórdão vitorioso do Tribunal de origem em sede de Embargos Infringentes, discordo de sua conclusão, acompanhando o eminente relator, por compactuar há longo tempo do entendimento exteriorizado em seu voto.

Com efeito, a previsão do inc. IV, do art. 387, do Código de Processo Penal, abrange tanto o dano material, como o dano moral, e para a fixação deste último pelo sentenciante basta a existência de pedido por parte do Ministério Público, por ocasião da denúncia, ou da vítima, ainda que não delimitado o seu montante, desde que oportunizada defesa. E isto se dá, porque o Juiz não está adstrito a eventual valor indicado pela parte, cabendo-lhe valorar de acordo com as circunstâncias concretas amealhadas, o que torna despicienda a mensuração pelo postulante. Exige-se, todavia, pedido expresso e motivado, como forma de permitir o contraditório, afastando o risco da surpresa ao réu, e a ofensa ao princípio da inércia. Sobre o tema, leciona a doutrina:

'O réu há de ter, para que possa defender-se, certa dose de previsibilidade. Por isso é que o pedido há de ser certo e determinado, apesar de o texto da lei aludir à conjugação ou. É por isso também que o juiz não pode pinçar, como ratio decidendi, causa petendi diferente daquela eleita pelo autor na

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formulação da peça inicial. ' (in ARRUDA ALVIM WAMBIER, Teresa. Nulidades do processo e da sentença, 6 ed. rev., atualizada e ampliada. São Paulo: Ed. RT, 2007, vol. 16, p. 298)

'(...) não acreditamos que o magistrado possa reconhecer o pleito indenizatório sem que tenha havido requerimento neste sentido. Não funcionaria como um efeito automático da sentença condenatória, que até então apenas tornava certa a obrigação de indenizar. O magistrado não pode julgar extra petita , de sorte que só estabelecerá o valor da indenização se tal requerimento lhe for apresentado, em regra, com a apresentação da inicial acusatória. ' (in TAVORA, Nestor, e ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 3. Ed. Salvador: JusPODIVM, 2009, p. 182/183 ).

'(...) para que se admita que o juiz penal, na sentença, fixe o valor da indenização, é absolutamente essencial que isso tenha sido pedido, sob pena de se ter uma sentença incongruente ' (in CÂMARA, Alexandre Freitas. Efeitos civis e processuais da sentença condenatória criminal - reflexões sobre a Lei 11.719/2008. Revista IOB de Direito Penal e Processual Penal, 56, jun.jul/2009, p. 71/81 ).

A reforma do processo penal, ao prever a regra do art. 387, inc. IV, do Código de Processo Penal, autorizando o juiz a fixar valor mínimo da indenização dos danos decorrentes da infração penal, teve, dentre outros objetivos, remodelar o papel da vítima no processo. O lesado passou a ter seus interesses (patrimoniais e extrapatrimoniais) tutelados, ainda que de modo parcial e acessório. Essa tendência de 'reposicionamento' da vítima se reflete na preocupação do sistema penal também com a responsabilidade civil. Nesse sentido:

'(...) a nova regra remodela o papel da vítima no processo penal brasileiro, o que também foi sentido no direito comparado nas últimas décadas. Com efeito, o lesado passa a ter seus interesses patrimoniais parcialmente tutelados, o que imporá certamente novas configurações das faculdades e poderes processuais do assistene de acusação.' (in CABRAL, Antonio do Passo. O Valor Mínimo da Indenização Cível Fixado na Sentença Condenatória Penal: Notas sobre o Novo Art. 387, IV do CPP. Revista da EMERJ, v. 13, n. 49, 2010, p. 307).

E tal caminho vem sendo reiteradamente acolhido por esta Corte Superior, ao admitir, tanto a fixação de danos morais na sentença penal condenatória, como a dispensa da exigência de quantificação do montante pretendido por ocasião do pedido, até mesmo para se evitar o desvirtuamento da finalidade precípua da ação penal, que diz respeito a elucidação da infração penal propriamente dita.

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Bem esclarece o posicionamento desta Corte o excerto do voto do Senhor Ministro Sebastião Reis Júnior, proferido no julgamento do Recurso Especial n. 1.651.518/MS:

"Por fim, verifica-se que apesar de o Ministério Público não ter especificado na inicial que o dano seria o moral, diante da ocorrência do crime de ameaça e da forma em que foi narrada a conduta na inicial, presume-se, facilmente, que o dano seria o moral, não tendo que se falar em cerceamento de defesa por tal motivo.

Ademais, esta Corte Superior entende que para que seja possível fixar indenização a título de danos morais, deve haver pedido expresso do ofendido ou do Ministério Público. Não se exige, portanto, que no primeiro momento, a acusação especifique qual o dano que foi violado, mas que apenas pleiteie pela indenização."

De outro modo, quanto a prova, já assentado em inúmeros julgados desta Corte, tratar-se de hipótese de dano moral in re ipsa, o que dispensa a colheita de elementos acerca do dano propriamente dito e sua extensão, bastando a demonstração do evento criminoso como deflagrador da hipótese reparatória por prejuízo extrapatrimonial. Isto se dá, porque a humilhação, a dor moral, advém quase que necessariamente da situação de violência doméstica. Como muito bem ponderado pelo Senhor Relator "a própria condenação pelo ilícito penal já denota o tratamento

humilhante, vexatório e transgressor à liberdade suportado pela vítima ".

Também, com proficiência, manifestou-se o Ministério Público Federal em seu parecer final (fl. 462): '11. Os danos morais em questão, decorrentes de

ameaça e lesões corporais domésticas, são considerados in re ipsa e, por isso, não se exige instrução processual específica para a sua verificação e quantificação. Significa dizer que, no caso, a pretensão reparatória era conhecida da defesa desde o oferecimento da denúncia e as circunstâncias dos crimes atribuídos ao réu dispensam a produção de provas, pelo que não há falar em cerceamento de defesa. '

Desse modo, uma vez configurado o ilícito, através do reconhecimento da prática da violência doméstica por sentença penal condenatória, dela decorrerá igualmente a possibilidade de arbitramento, pelo sentenciante, de indenização mínima por dano moral, desde que pugnada.

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No mesmo sentido, colaciono os seguintes precedentes:

"RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. CRIME DE AMEAÇA. ART. 387, IV, DO CPP. REPARAÇÃO DE DANO MORAL. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO NA DENÚNCIA. EXISTÊNCIA. INSTRUÇÃO PROBATÓRIA ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. RESTABELECIMENTO DO VALOR FIXADO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA.

1. Esta Corte Superior entende que para que seja possível fixar indenização a título de danos morais, deve haver pedido expresso do ofendido ou do Ministério Público.

2. In casu, apesar de a acusação não especificar, na inicial, qual o dano que foi violado, diante da ocorrência do crime de ameaça e da forma em que foi narrada a conduta na inicial, presume-se que o dano seria o moral, não tendo que se falar em cerceamento de defesa por tal motivo.

3. Ademais, em se tratando de violência doméstica e familiar contra a mulher, estamos diante do dano moral in re ipsa, o qual dispensa prova para sua configuração.

4. Recurso especial provido para restabelecer a condenação por danos morais, nos termos da sentença condenatória."

(REsp 1651518/MS, Sexta Turma, Rel. Ministro Sebastião Reis

Júnior, DJe 13/06/2017).

"AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. REPARAÇÃO PELOS DANOS CAUSADOS À VÍTIMA. LEI N.º 11.719/2008. EXISTÊNCIA DE PEDIDO FORMAL E EXPRESSO. DESNECESSIDADE DE INSTRUÇÃO ESPECÍFICA.

1. Este Superior Tribunal de Justiça pacificou sua jurisprudência no sentido de que basta que haja pedido expresso e formal na inicial acusatória para que seja determinada a reparação dos danos causados à vítima, de modo a viabilizar o devido contraditório, não se exigindo, para tanto, indicação de valores na denúncia, já que cabe ao magistrado fixar um valor mínimo.

2. O dano moral ex delicto ocorre in re ipsa, ou seja, exsurge da própria conduta típica que já foi devidamente apurada na instrução penal, não havendo necessidade de instrução específica para apuração de valores, mormente porque se trata de um valor mínimo de indenização, fixado nos termos do disposto no artigo 387, IV, do Código de Processo Penal.

3. Agravo regimental improvido." (AgInt no REsp

1694713/MS, Sexta Turma, Relª. Ministra Maria Thereza de Assis

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"PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ART. 387, IV, DO CPP.VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. DANO MORAL IN RE IPSA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. "Em se tratando de violência doméstica e familiar contra a mulher, estamos diante do dano moral in re ipsa, o qual dispensa prova para sua configuração. " (REsp 1.651.518/MS, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 01/06/2017, DJe 13/06/2017)

2. Agravo regimental desprovido." (AgRg no REsp

1675877/MS, Quinta Turma, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, DJe 06/10/2017).

"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AMEAÇA. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. REPARAÇÃO DE DANO MORAL. ART. 387, IV, DO CPP. PEDIDO EXPRESSO NA DENÚNCIA. CABIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DESACORDO COM A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DESTA CORTE SUPERIOR. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. OFENSA. INEXISTÊNCIA.

1. O julgamento monocrático do recurso especial, com esteio em óbices processuais e na jurisprudência dominante desta Corte, tem respaldo nas disposições do CPC e do RISTJ.

2. "Nos termos do entendimento desta Corte Superior a reparação civil dos danos sofridos pela vítima do fato criminoso, prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, inclui também os danos de natureza moral, e para que haja a fixação na sentença do valor mínimo devido a título de indenização, é necessário pedido expresso, sob pena de afronta à ampla defesa" (AgRg no REsp 1666724/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 27/6/2017, DJe 1°/8/2017).

3. Cabível, no caso, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima porque o Ministério Público requereu expressamente a reparação civil no oferecimento da denúncia, nos moldes da orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça.

4. Agravo regimental a que se nega provimento." (AgRg

no REsp 1668955/MS, Sexta Turma, Rel. Ministro Antonio Saldanha

Palheiro, DJe 09/10/2017).

Logo, na hipótese vertente, havendo pedido expresso de fixação de indenização por dano moral, bem assim incontroversa a prática de violência no âmbito doméstico e familiar, necessária a reforma do Acórdão do Tribunal de origem, com o fim de restabelecer o valor arbitrado pelo Juízo de Primeiro Grau, a título de danos

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morais, com fulcro no art. 387, inc. IV, do Código de Processo Penal.

Destarte, anuindo à tese apresentada, que bem reflete a conclusão

alcançada, acompanho o relator.

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RECURSO ESPECIAL Nº 1.675.874 - MS (2017/0140304-3) RELATOR : MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ

RECORRENTE : S C DE M

ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO

DO SUL RECORRIDO : A DOS S

ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO

DO SUL

INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECA:

Senhor Presidente, estou de acordo com o Relator.

Sem pedido do Ministério Público, não há que se falar em reconhecimento e/ou fixação de dano moral. Na hipótese, houve pedido expresso do

Parquet.

Em relação ao aspecto da necessidade ou não de instrução específica para fixação de quantum indenizatório mínimo, a título de dano moral, reconheço que já decidi, no passado, por tal exigência, considerando os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Todavia, após melhor refletir, alterei meu posicionamento inicial, considerando os princípios, o objeto e a finalidade das Leis 11.340/2006 e 11.719/2008, que merecem ser prestigiados pelo Estado-Juiz. Trata-se, na realidade. de dano moral in re ipsa, que dispensa instrução específica.

Nesse sentido, passei a decidir:

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DANO MORAL CAUSADO POR INFRAÇÃO PENAL. VIAS DE FATO E AMEAÇA. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. ART. 387, INCISO IV, DO CPP. FIXAÇÃO. POSSIBILIDADE.

1. O Juiz, com fundamento no art. 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, pode estabelecer a reparação por danos morais, quando entender haver elementos suficientes para o seu arbitramento.

2. Considerando que a norma não limitou nem regulamentou como será quantificado o valor mínimo para a indenização e considerando

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que a legislação penal sempre priorizou o ressarcimento da vítima em relação aos prejuízos sofridos, o juiz que se sentir apto, diante de um caso concreto, a quantificar, ao menos o mínimo, o valor do dano moral sofrido pela vítima, não poderá ser impedido de fazê-lo (REsp 1585684/DF, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, Sexta Turma, julgado em 09/08/2016, DJe 24/08/2016).

3. Agravo regimental não provido.

(AgRg no REsp 1663470/MS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 09/05/2017, DJe 15/05/2017).

No mesmo diapasão:

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. ART. 387, IV, DO CPP. REPARAÇÃO CIVIL. DANOS MORAIS. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO NA DENÚNCIA. POSSIBILIDADE. INSTRUÇÃO PROBATÓRIA ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. DANO IN RE IPSA. AGRAVO PROVIDO. 1. Admite-se a fixação de valor mínimo para reparação de danos morais, nos termos do art. 387, IV, do Código de Processo Penal, desde que haja pedido expresso do Ministério Público na denúncia. 2. A Sexta Turma desta Corte, em julgados recentes, tem adotado a orientação de que, em se tratando de violência doméstica e familiar contra a mulher, configurado o dano moral in re ipsa, que dispensa instrução específica.

3. Agravo regimental provido para dar provimento ao recurso especial.

(AgInt no REsp 1686318/MS, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 21/11/2017, DJe 01/12/2017).

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. REPARAÇÃO PELOS DANOS CAUSADOS À VÍTIMA. LEI N.º 11.719/2008. EXISTÊNCIA DE PEDIDO FORMAL E EXPRESSO. DESNECESSIDADE DE INSTRUÇÃO ESPECÍFICA. 1. Este Superior Tribunal de Justiça pacificou sua jurisprudência no sentido de que basta que haja pedido expresso e formal na inicial acusatória para que seja determinada a reparação dos danos causados à vítima, de modo a viabilizar o devido contraditório, não se exigindo, para tanto, indicação de valores na denúncia, já que cabe ao magistrado fixar um valor mínimo.

2. O dano moral ex delicto ocorre in re ipsa, ou seja, exsurge da

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penal, não havendo necessidade de instrução específica para apuração de valores , mormente porque se trata de um valor mínimo de indenização, fixado nos termos do disposto no artigo 387, IV, do Código de Processo Penal.

3. Agravo regimental improvido.

(AgInt no REsp 1694713/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 10/10/2017, DJe 16/10/2017).

Reconheço, pois, a reformulação do meu entendimento anterior (AgRg no REsp 1485087/GO, QUINTA TURMA, julgado em 10/12/2015, DJe 16/12/2015), a respeito do tema, para acompanhar o douto voto condutor deste julgamento, consoante o acórdão acima indicado (AgRg no REsp 1663470/MS, de minha

relatoria, QUINTA TURMA, julgado em 09/05/2017, DJe 15/05/2017).

Acompanho, portanto, o voto do eminente Ministro Relator.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO TERCEIRA SEÇÃO

Número Registro: 2017/0140304-3 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.675.874 / MS

MATÉRIA CRIMINAL Números Origem: 00422233320158120001 0042223332015812000150002 082015000664380 422233320158120001 42223332015812000150002 82015000664380 PAUTA: 13/12/2017 JULGADO: 28/02/2018 SEGREDO DE JUSTIÇA Relator

Exmo. Sr. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ Presidente da Sessão

Exmo. Sr. Ministro NEFI CORDEIRO Subprocurador-Geral da República

Exmo. Sr. Dr. HAROLDO FERRAZ DA NOBREGA Secretário

Bel. GILBERTO FERREIRA COSTA

AUTUAÇÃO

RECORRENTE : S C DE M

ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RECORRIDO : A DOS S

ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL ASSUNTO: DIREITO PENAL - Lesão Corporal - Decorrente de Violência Doméstica

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia TERCEIRA SEÇÃO, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

Retomado o julgamento, após o voto-vista antecipado do Sr. Ministro Felix Fischer, acompanhando o voto do Sr. Ministro Relator, dando provimento ao recurso especial para restabelecer a indenização mínima fixada pelo Juízo de primeiro grau, a título de danos morais à vítima da violência doméstica, e os votos dos Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Maria Thereza de Assis Moura, Jorge Mussi e Sebastião Reis Júnior no mesmo sentido, a Terceira Seção, por unanimidade, deu provimento ao recurso especial para restabelecer a indenização mínima fixada pelo Juízo de primeiro grau, a título de danos morais à vítima da violência doméstica, estabelecendo a seguinte tese: Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a quantia, e independentemente de instrução probatória, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.

Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Felix Fischer, Maria Thereza de Assis Moura, Jorge Mussi e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.

No documento Superior Tribunal de Justiça (páginas 35-44)

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