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Técnicas Destinadas a retirar a água em excesso das paredes

ensaiados conduziram a resultados similares. A dificuldade está em efetivamente executar a barreira de forma contínua. Ainda constataram que, conforme os resultados do ensaio, quanto menos permeável ao vapor for o revestimento (executado em ambas as faces da parede) maior é o nível atingido pela umidade.

Também foi verificado que o efeito negativo pela presença de sais não consegue ser minimizado quando se executa uma barreira química. Os sais fizeram aumentar intensamente a quantidade de água absorvida.

Alfano et al (2006), em uma pesquisa a longo prazo (em paredes observadas ao longo de 12 anos) concluíram que os melhores desempenhos foram os produtos a base de silano. Já Lubelli, Van Hees e Hacquebord (2013), em uma pesquisa mais recente, estudaram o espalhamento de diversos produtos: cremes, produtos à base de solvente e produtos à base de água. Estes autores concluíram que em um substrato seco, a maioria dos produtos pode se espalhar bem e garantir uma boa eficácia. Produtos à base de água garantiram um bom espalhamento também em altos graus de saturação, diferente dos com outras bases, que tiveram maiores dificuldades de espalhar.

Entre os melhores resultados estão os dos produtos à base de siloxano. Mesmo assim os autores não puderam afirmar se os produtos são realmente eficazes caso o substrato, após o tratamento, mantenha o mesmo suprimento de umidade que tinha antes da intervenção.

3.3 TÉCNICAS DESTINADAS A RETIRAR A ÁGUA EM EXCESSO DAS

Estes tubos de arejamento também são conhecidos por Tubos de Knappen, já que Knappen foi o idealizador desta técnica. Ela é baseada na experiência de mergulhar um tubo de ensaio com água em um recipiente com óleo e verificar que a água aos poucos vai substituindo o óleo por ser mais densa (HENRIQUES, 2007).

Carrió critica a técnica afirmando ser limitada a baixas pressões capilares e a paredes de fechamento que tenham baixa importância visual, onde a estética não é importante, já que os tubos são visíveis. Além disso, os tubos podem ser saturados por sair microscópicos levados pela água e, caso isso ocorra, inutiliza o sistema.

Além dos tubos de Knappen, Silva (2012) apresenta duas técnicas que classifica como evolução da que utiliza os Tubos de Knappen. Estas são System for combating rising damp e Sifon atmosferico bivial para el desecamientode muros. Assim como o sistema anterior, funciona através de tubos de cerâmicos introduzidos nas paredes que tem por objetivo induzir a umidade contida na parede a migrar para os tubos para posteriormente evaporar. A diferença é que os tubos são anexados a um rodapé que possui uma cavidade oca. Este rodapé possui orifícios para permitir que o ar do ambiente entre nos tubos permitindo a absorção da umidade. Através dos orifícios inferiores do rodapé o ar úmido sai devido a circulação de ar natural. A Figura 36 mostra em corte o funcionamento deste sistema.

Figura 36 - (a) Corte esquemático do System for Rising Damp. (b) Corte esquemático do sistema com o ciclo do fluxo de ar. Adaptado de Silva (2012).

Já o sistema Sifon atmosferico bivial para el desecamiento de muros utiliza duas peças de cerâmicas unidas que juntas formam um sifão atmosférico. A troca de massas de ar ocorre pela ação osmótica, capilar e por impulso dos gases ascensionais, assim permitindo a evaporação da

umidade, esta evapora através das perfurações dos sifões. A Figura 37 mostra a composição do sifão e o funcionamento do mesmo (SILVA, 2012).

Figura 37 – (a) Perspectiva do Sifão composto de duas peças cerâmicas coladas; (b) Corte esquemático do sifão na base da parede com setas que indicam o movimento de fluxo de ar. Adaptado de Silva (2012).

Silva (2012) ainda lembra que esta técnica requer cuidados como a limpeza e proteção contra a entrada de insetos o que implica em manutenção periódica e custos adicionais.

Silva (2012) e Morais (2011) consideramos tubos de arejamento econômicos e que tenta melhorar as condições de evaporação da parede. No entanto, os autores acreditam que estes tubos não impedem a ascensão da umidade e o efeito estético é bastante desagradável. A Figura 38 ilustra uma fachada com os tubos de arejamento.

Figura 38 - Tubo de arejamento. Adaptado de Teixeira 2007.

3.3.2 ELETRO-OSMOSE

Esta técnica consiste em uma drenagem linear, na base das paredes, que utiliza o terreno de contato como o polo positivo e a parede como negativo. A água exerce o papel de condutor de corrente elétrica (CARRIÓ, 2010).

Há pouca disponibilidade de soluções para sistemas como a eletro-osmose devido à sua eficácia reduzida (FREITAS, 2014). Apesar de ter um aspecto menos agressivo à fachada e poder atuar em casos diversos, em geral esta técnica é pouco eficaz e inadequada quando a resistência elétrica do terreno é elevada.

Carrió (2010) considera a eletro-osmose como um sistema de uso limitado, que exige manutenção e cuidados e mesmo quando utilizado materiais inoxidáveis, estes acabam corroendo-se. Além disso, o autor considera esteticamente desagradável.

Os quatro grupos existentes de eletro-osmose descritos por Freitas, Torres e Guimarães (2008) são apresentados a seguir.

a) Eletro-osmose passiva

Executa-se uma ligação entre os eletrodos da parede (ânodo) e do terreno (cátodo). Os eletrodos são da mesma natureza.

Figura 39 - Corte esquemático da técnica de eletro-osmose passiva. Fonte: Freitas, Torres e Guimarães. (2008).

b) Eletro-osmose semi-passiva

Método similar ao anterior, porém os eletrodos são de materiais diferentes, dessa forma, introduz-se uma tensão, criando uma espécie de pilha.

Figura 40 - Corte esquemático da técnica de eletro-osmose semi-passiva. Fonte: Freitas, Torres e Guimarães. (2008).

c) Eletro-osmose ativa

Insere-se entre os eletrodos da parede e terreno uma fonte de corrente contínua de baixa tensão.

Esta colabora para o estabelecimento de uma diferença de potencial (máximo de 1,6 Volts) para não acontecer eletrólise da água.

Figura 41 - Corte esquemático da técnica de eletro-osmose ativa. Fonte: Freitas, Torres e Guimarães. (2008).

d) Eletro-osmose forese

A fim de solucionar o inconveniente dos processos anteriores (interrupção do funcionamento do sistema), esta técnica utiliza o ânodo em cobre e o cátodo em aço galvanizado. Logo se executa a introdução de ―produtos de forese‖ com partículas metálicas em suspensão.

Funcionando o sistema sob a ação da corrente criada, a água desloca-se arrastando consigo os produtos que irão preencher os tubos capilares (dentro de aproximadamente um ano e meio a dois anos totalmente preenchidos).

Figura 42 - Corte esquemático da técnica de eletro-osmose forese. Fonte: Freitas, Torres e Guimarães. (2008).

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