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Técnicas, Procedimentos e Meios Utilizados

No documento RCFTIA 4Encarnação (páginas 40-43)

CAPÍTULO 3 METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS

3.3. Técnicas, Procedimentos e Meios Utilizados

As técnicas e os meios utilizados na presente investigação, foram selecionados com base no exposto dos manuais de investigação de Sarmento (2013) e Quivy & Campenhoudt (2005). Numa investigação é recorrente a utilização de várias técnicas para recolher informação, garantindo-se uma análise através de perspetivas distintas, mas complementares, a sobreposição de dados e a possibilidade de comparabilidade. Desta feita, a recolha de dados foi através da análise documental e de forma a comunicar com os interlocutores que lidam com a temática realizaram-se entrevistas e inquéritos por questionário. No que concerne ao procedimento científico adotado elegeu-se os princípios do procedimento científico de Quivy & Campenhoudt (2005), que é constituído por três atos: a rutura15, a construção16 e a verificação17. Importa referir que “os três atos do procedimento

(…) não são independentes uns dos outros. (…) constituem-se mutuamente” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 28).

No que concerne, aos meios utilizados na presente investigação, realça-se o emprego dos meios informáticos na obtenção e no tratamento de dados, sendo que, o recurso à Internet possibilitou aumentar a celeridade na obtenção dos mesmos.

3.3.1. Entrevistas

As entrevistas permitem ao investigador interagir de forma presencial com os interlocutores, o que as torna num “método de recolha de informação, no sentido mais rico da expressão” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 192). Em resultado, o teor das entrevistas,

15 A rutura representa o desmistificar “dos preconceitos e as falsas evidências” (Quivy & Campenhoudt, 2005,

p. 26), que iludem a perceção das coisas.

16A construção, é a elaboração de um modelo de análise para se “erguer as proposições explicativas do

fenómeno a estudar e prever qual o plano de pesquisa a definir” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 26).

17 Só pode ser reconhecido rigor cientifico às preposições, que podem “ser verificadas pelos factos. (…)

após ser objeto de análise, permite-nos adquirir fundamentos que são essenciais para testar as hipóteses de investigação (Quivy & Campenhoudt, 2005).

No que tange ao processo de elaboração e execução das entrevistas seguiu-se a metodologia de Sarmento (2013). Antes da elaboração das entrevistas realizou-se uma pesquisa sobre o assunto em estudo, de forma a otimizar e focar os conteúdos e as informações a extrair das entrevistas.

Posteriormente, elaborou-se um guião da entrevista inicial, com o objetivo de focar o entrevistado a responder só ao que lhe é perguntado. Desta forma, quanto ao tipo a entrevista classifica-se exploratória, e quanto à estrutura, esta classifica-se estruturada.

De modo a outorgar validade ao guião da entrevista inicial, este tem de ser validado “com pelos menos quatro especialistas, de modo a que as perguntas estejam corretamente formuladas” (Sarmento, 2013, p. 35), assim sendo os especialistas foram: Professora Doutora Maria Manuela M. S. Sarmento Coelho, Major de GNR - Administração Miguel Amorim, Major de GNR - Infantaria Vítor Salgueiro e Tenente de GNR - Administração Diogo Regueira.

Após terem sido realizadas todas as alterações ao guião inicial, elaborou-se a entrevista pré-definitiva, e posteriormente efetuou-se um pré-teste, junto do Capitão de GNR - Administração Pedro Roxo, Capitão de GNR - Administração David Morais constatando- se que não seria necessário realizar mais alterações, dando lugar ao guião da entrevista que se encontra no Apêndice G.

Salienta-se ainda que, quanto ao modo de realização, todas as entrevistas foram presenciais, assegurando assim, que todas as questões foram respondidas pelo entrevistado, bem como, a veracidade das mesmas.

3.3.2. Inquéritos por Questionário

A aplicação de inquéritos por questionários permite ao investigador colocar um conjunto de questões sobre áreas de interesse do investigador e “quantificar uma multiplicidade de dados e de proceder (…) a numerosas análises de correlação” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 189) com o intuito de recolher dados que após a sua análise originam resultados e atestam as “hipóteses teóricas e a análise das correlações que essas hipóteses sugerem” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 188).

O inquérito por questionário utilizado na presente investigação é o resultado do cruzamento entre a análise efetuada ao ambiente interno e externo dos SSGNR e a análise das entrevistas exploratórias realizadas aos responsáveis pelo planeamento estratégico, com

a análise e estudo do modelo Hoshin Kanri e da entrevista exploratória realizada ao Sr. Manuel Thomaz autor português conceituado na aplicação do modelo em Portugal.

Desta forma, o inquérito por questionário, teve por base uma análise SWOT e os fatores críticos18 de sucesso que podem por em causa a implementação do modelo nos

SSGNR, (Apêndice E). Com aplicação dos questionários procurou-se determinar junto dos gestores dos vários níveis da Instituição a relevância que atribuem às potencialidades, vulnerabilidades, oportunidades, ameaças e ainda aos fatores críticos na implementação do modelo Hoshin Kanri.

A metodologia empregue na conceção e elaboração dos inquéritos, segue o exposto em Sarmento (2013). Deste modo, após a validação da coerência do inquérito elaborou-se um pré-teste, de forma “avaliar se o questionário está ajustado em termos da ordem das questões e vocabulário” (Sarmento, 2013, p. 95).

No que concerne à validação do inquérito esta foi realizada por: Professora Doutora Manuela Sarmento, Major de GNR - Administração Miguel Amorim, Major de GNR - Infantaria Vítor Salgueiro e Tenente de GNR - Administração Diogo Regueira.O pré-teste foi realizado junto do Capitão de GNR - Administração Pedro Roxo e do Capitão de GNR - Administração David Morais.

Neste contexto, o inquérito por questionário (Apêndice M), apresenta três grandes partes, sendo elas: o preâmbulo, onde são descritos os objetivos e a finalidade, a caracterização sociodemográfica dos inquiridos e o questionário propriamente dito.

No que diz respeito aos conteúdos apresentados na última parte, é o resultado da análise da envolvente estratégica da Instituição em estudo (Apêndice E). Esta parte “pode ser composto por várias seções, módulos ou grupos” (Sarmento, 2013, p. 97), no entanto, optou-se por utilizar questões de resposta fechadas com base na escala de Likert, constituída por sete níveis, Sarmento (2013).A escolha por uma escala de Likert impar, reside no facto de ser congruente ter na análise respostas neutras por parte do inquirido.O inquérito foi de administração direta via Internet, dado que “é o próprio inquiridor que o preenche” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 188).

18 De acordo com Flynn & Arce (1997), os FCS podem ser distinguidos em internos ou externos. Os autores

afirmam que os FCS internos estão relacionados com as ações que ocorrem dentro da organização, e que podem ser controlados exclusivamente pelos gestores, enquanto os FCS externos estão associados a ações externas à organização, as quais, estão fora do controlo dos gestores da organização.

No documento RCFTIA 4Encarnação (páginas 40-43)

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