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TABELA III

apresentados na Tabela IV.

(a)

(b)

Fig. 11. Protótipos: (a) CDP (80 x 135 x 30) mm; (b) microinversor fotovoltaico de 250 W (180 x 120 x 40) mm.

TABELA II

Parâmetros do Sistema e Especificação Elétrica do CDP

Potência média nominal (Ppv = Pav) 250 W Tensão do capacitor de desacoplamento (VCf) 250 V

Tensão do barramento (VCb) 420 V

Frequência da rede (frede) 60 Hz

Frequência de comutação PDC (fs) 50 kHz

Ganho modulador (kPWM = 1) 1,0

Ganho do sensor da tensão do capacitor de desacoplamento

(kvcf) 1,0

Ganho do sensor da tensão de barramento 1,0

TABELA III

Principais Componentes de Potência

Cbus 50 µF/500 V C3D2H506KMCAC00

Cf e Cfd 30 µF/500 V MKP1848S63050JY5C

Rfd 15 Ω/3 W ERG-3SJ150V

Interruptores 900 V C3M0280090J-TR

Lf 2 x 1,0 mF MMTF75T2711 (Toroidal)

]TABELA IV

Parâmetros dos Controladores

Controlador PI da malha para controle do valor médio de VCf

0,0012 τ 9,12ms

c z

k

Controlador FF para controle da ondulação de

tensão do barramento CC kff 26,5 Controlador PR para controle da ondulação de

tensão do barramento CC

0,01 1 ω 2π120 rad/s

p r r

k k

Durante a inicialização, a CDP é conectada ao barramento CC e controlada por um algoritmo de partida suave, que garante a evolução gradativa de VCf de zero até seu valor nominal. Uma vez que a tensão no capacitor de desacoplamento tenha alcançado seu valor nominal, a CDP passa a operar para mitigar a ondulação de tensão do barramento CC.

A Figura 12.a exibe as formas da onda da tensão do barramento CC e no capacitor de desacoplamento, bem como das correntes no indutor da CDP e injetada na rede elétrica, durante a conexão da CDP no barramento CC, no instante t = 4,25 s. Por sua vez, a Figura 12.b apresenta os detalhes dessa mesma forma de onda, enfatizando a inicialização da CDP. A partir dos resultados apresentados, é possível perceber que, imediatamente após a inicialização da CDP, a ondulação de tensão no barramento CC é mitigada, sendo significativamente reduzida de ∆VCb = 30,2 V (7,2%) para

∆VCb = 5,0 V (1,12%).

O desempenho em regime permanente na potência nominal do microinversor fotovoltaico implementado sem e com a CDP também é ilustrado na Figura 12.c. Observa-se a partir da tensão vCb e da corrente iLf, que a ondulação de tensão foi transferida com sucesso do barramento CC para o capacitor de desacoplamento, Cf, que passou a apresentar uma ondulação de tensão de 120 Hz igual a ∆VCf = 54 V sobreposto ao valor médio de aproximadamente 250 V.

Além disso, destaca-se que depois da inserção da CDP no barramento CC, a THDi da corrente irede injetada na rede pelo microinversor teve leve melhora, passando de 3,13% antes para 2,81% depois da ativação.

Os resultados obtidos evidenciam a capacidade da CDP em mitigar o conteúdo harmônico de baixa frequência da tensão do barramento CC. Dessa forma, desde que seu projeto seja otimizado para também garantir competitividade em termos de eficiência, densidade de potência e custo, certamente seu emprego torna-se uma alternativa viável frente aos capacitores eletrólitos em inversores e microinversores fotovoltaicos.

Fig. 12. Formas de onda experimentais: (a) Inicialização e desconexão da CDP; (b) detalhes no momento da inicialização e (c) comportamento em regime permanente.

Base de tempo da medição: (a) 1,0 s/div e (b) 10 µs/div.

Escalas: vCf (100 V/div); vCb (200 V/div); (a) iLf (2,0 A/div) e (b) irede (1,0 A/div). As medições foram realizadas com o osciloscópio DSO-X 4054A, da Keysight Technologies.

VII. CONCLUSÃO

Este artigo apresentou uma célula de desacoplamento de potência para um microinversor fotovoltaico, capaz de mitigar a ondulação de tensão do barramento CC que ocorre no dobro da frequência da rede. A análise teórica demonstrou que a supressão de ondulações somente é eficaz quando uma estratégia adequada é aplicada para controlar a célula de desacoplamento, garantindo elevada atenuação da pulsação de 120 Hz da tensão do barramento CC.

Os resultados experimentais demonstraram que a ondulação da tensão diminui significativamente após a inserção da célula de desacoplamento de potência no barramento do microinversor fotovoltaico, passando de 30,2 V (antes) para 5,0 V (depois), mantendo o mesmo capacitor de barramento e sem degradar a THD da corrente injetada na rede elétrica. Apesar de a célula de desacoplamento ter sido utilizada aqui para suprimir a ondulação de tensão, entendê-la como um capacitor ativo é o primeiro passo para expandir seu uso para novas e ainda mais relevantes aplicações.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradem ao CNPq pelo suporte financeiro (Processo nº: 422276/2016-2).

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[37] R. W. Erickson, D. Maksimovic, Fundamentals of Power Electronics, Springer US, 2001

DADOS BIOGRÁFICOS

Thiago A. Pereira, nascido em Florianópolis, Brasil.

Recebeu o título de Tecnólogo em Mecatrônica Industrial (2011) pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Engenheiro Eletricista, Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, em 2016 e 2018, respectivamente. Atualmente é Pesquisador na Universidade de Kiel, Kiel, Alemanha. Suas áreas de interesse são: conversores cc-cc, transformadores de estado sólido, microrredes e processamento de energia proveniente de fontes renováveis. É membro da SOBRAEP e do IEEE.

Lenon Schmitz, nascido em Blumenau, SC, Brasil, em 28 de março de 1990. Recebeu os títulos de Engenheiro Eletricista, Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2013, 2015 e 2020, respectivamente. Suas áreas de interesse incluem conversores estáticos de potência, processamento de energia proveniente de fontes renováveis e sistemas conectados à rede elétrica.

É membro da SOBRAEP e do IEEE.

Thamires P. Horn, nascida em São Miguel do Oeste, em junho de 1991. Recebeu o título de Engenheira de Controle e Automação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2018. Atualmente é mestranda no Instituto de Eletrônica de Potência (INEP/UFSC). Suas áreas de interesse incluem circuitos elétricos, estabilidade de microrredes, técnicas de controle aplicadas em conversores de potência, energia solar, rastreamento de máxima potência, conversores elevadores de alto ganho.

Denizar C. Martins, nasceu em São Paulo, SP, Brasil, em 24 de abril de 1955. Recebeu o título de Engenheiro Eletricista e Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), SC, Brasil, em 1978 e 1981, respectivamente, e o título de Doutor em Engenharia Elétrica pelo Instituto Nacional Politécnico de Toulouse, Toulouse, França, em 1986. Atualmente é professor titular do Departamento de Engenharia Elétrica da mesma instituição, onde desenvolve trabalhos nos seguintes temas: conversores estáticos CC-CC e CC-CA, correção de fator de potência, qualidade de energia, processamento eletrônico da energia solar fotovoltaica, redes ativas de distribuição, simulação de conversores estáticos e acionamento elétrico. É membro do IEEE, da SOBRAEP e da SBA.

Roberto F. Coelho, nasceu em Florianópolis, em 19 de agosto de 1982. Recebeu o título de Engenheiro Eletricista, Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), SC, Brasil, em 2006, 2008 e 2013, respectivamente. Atualmente é professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica da mesma instituição, onde desenvolve trabalhos relacionados ao processamento de energia proveniente de fontes renováveis e ao controle e estabilidade de microrredes. É membro do IEEE e da SOBRAEP.

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No documento Volume 25 Número 2 abr.jun. 2020 (páginas 43-47)