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TABELA 3.3 PRINCIPAIS PROJETOS DOS LD (2008-2011)

AREAS DE ATUAÇÃO & PROJETOS

TABELA 3.3 PRINCIPAIS PROJETOS DOS LD (2008-2011)

2008 2009 2010 2011 P OR TU GA L 1 Centre Apoio Escolar - CSPC

1 Centre Apoio Escolar - CSPC

1 Centre Apoio Escolar - CSPC

1 Centre Apoio Escolar - CSPC IN TE R N A C ION A L s.d. 42 48 Desenvolvimento - missões com equipas expatriadas Desenvolvimento - projetos s.d. 33 Desenvolvimento - missões com equipas expatriadas Desenvolvimento - projetos 6 26 Desenvolvimento - missões com equipas expatriadas Desenvolvimento - projetos 6 19 Desenvolvimento - missões com equipas expatriadas

Desenvolvimento - projetos

RECURSOS HUMANOS & ESTRUTURA

Das três organizações em estudo, os Leigos detêm a equipa menor de pessoal contratado: sete (de 2008 a 2010) e oito (em 2011). Este facto, deve-se, não apenas, ao menor número de projetos total da Organização, mas também ao princípio da Gratuidade da intervenção dos voluntários expatriados e nacionais, os quais são recursos vitais da sua intervenção. Em 2010 foram enviados para as missões

22 voluntários e um técnico contratado, tendo reduzido ligeiramente o número de voluntários, para dezanove, em 2011. O CSPC contou com a colaboração de 28 professores voluntários em 2011. Ao nível da estrutura, as reformulações estratégicas definidas em 2010 implicaram a distinção do papel executivo e não executivo dos dirigentes: foi extinta a figura de secretário-geral e foi nomeada uma nova diretora executiva. Desde então, houve uma maior especialização dos departamentos executivos, passando a existir, por exemplo, a distinção entre o departamento de Imagem e Comunicação e o departamento de Angariação de Fundos.

SITUAÇÃO FINANCEIRA

Em 2011 a situação líquida dos Leigos era relativamente positiva dada a dimensão da Organização: 254.427,04€. No entanto, no período em análise, verificou-se alguma instabilidade nos seus resultados líquidos, havendo anos positivos e outros negativos: 201.771,77€ (2008); - 235.850,63€ (2009); - 14.269,75€ (2010); 154.780,58€ (2011). Os Leigos, apesar do contexto externo de dificuldades económicas, esperam vir a obter resultados positivos nos próximos anos dados os investimentos estratégicos ocorridos ao nível da angariação de fundos e diversificação das fontes de financiamento desde 2011.

De acordo com as informações prestadas no questionário realizado por este estudo, só a partir de 2012 a contabilidade da Organização passou a ser feita de acordo com Sistema Normativo Contabilístico, tendo nos anos anteriores apenas sido efetuada a contabilidade por caixa.

MUDANÇAS ESTRATÉGICAS

Como tem sido referido ao longo desta apresentação dos LD, o ano de 2010 foi marcante ao nível das mudanças estratégicas a vários níveis. Estas alterações ficaram registadas num plano estratégico definido para 2011-2015, cuja elaboração permitiu a participação ativa de voluntários, membros e associados. Dos sete eixos estratégicos definidos, destacam-se os seguintes eixos no âmbito deste estudo: Anciãos43 e Dinâmica associativa; Angariação de Fundos e Sustentabilidade; Imagem e Comunicação Externa.

Ao nível da dinâmica associativa, decidiu-se alargar o número de associados e atribuir maior relevância ao papel da Assembleia-geral na reflexão e decisões-chave da Instituição. Para tal, foram perspetivados incrementos ao nível da informação e comunicação com os associados e anciãos.

Tendo em vista a sustentabilidade financeira dos LD, ao nível da angariação de fundos, decidiu-se apostar na diversificação de fontes de financiamento, procurando reduzir o impacto de fundos públicos e aumentando os fundos mobilizados a partir das empresas e de benfeitores individuais (também nos países de missão). O grupo de voluntários (antes de partir em missão) passou a envolver-se mais ativamente nas ações de angariação de fundos, através de apadrinhamentos de missões, vendas de

merchandising e organização de eventos. Para a coordenação funcional da angariação de fundos, a Organização decidiu passar a dedicar um técnico destacado para estas funções.

Na tentativa de reforçar a credibilidade e a notoriedade dos Leigos, percebeu-se a necessidade de rever os meios e produtos de comunicação utilizados, sendo destacado outro recurso humano para este fim. No seguimento do Plano Estratégico, procedeu-se à alteração de estatutos em Dezembro de 2011.

OUTROS ASPETOS

Ao nível da imagem e comunicação destacam-se o facto de, em 2011, ter sido alterada a imagem corporativa e renovados os materiais promocionais. Foi lançado um novo website e os LD passaram a estar nas redes sociais. Foram convidadas algumas personalidades da sociedade portuguesa para assumir o papel de Embaixadores LD, a propósito das comemorações dos 25 anos de existência da Instituição. Relativamente às redes e parcerias, destaca-se o facto de a LD ser membro da Plataforma Portuguesa de ONGD e de ter um acesso privilegiado a parcerias com organizações católicas quer em Portugal quer nos países de missão.

4. ANÁLISE DE DADOS E RESULTADOS

Após a caracterização das ONGD em estudo, chegou o momento de analisar os dados recolhidos com o propósito de responder à principal questão do estudo: Em que medida as ONGD Portuguesas estão a utilizar a angariação de donativos, nomeadamente de doadores particulares, para assegurar o seu financiamento na atual conjuntura política e económica (2008 a 2011)?

Neste sentido, serão apresentados, de seguida, os dados relativos às questões de investigação derivadas:

1) Qual o peso dos donativos (particulares, empresas e fundações) no financiamento das ONGD? 2) Existiu um decréscimo de doadores (particulares, empresas e fundações) entre 2008 e 2011? 3) Que estratégias e campanhas de angariação junto de particulares tiveram maior rentabilidade? 4) Que investimentos em angariação foram realizados durante este período?

5) Que referenciais éticos as ONGD adotaram relativamente às suas ações de angariação?

4.1. O PESO DOS DONATIVOS

Foi pedido às ONGD que indicassem os valores angariados em donativos de particulares, empresas e fundações, durante o período 2008 a 2011, com o intuito de se perceber o peso que estes tiveram na estrutura de receitas das organizações, bem como a evolução que os donativos sofreram neste período. Importa referir que na categoria de donativos, além das ofertas voluntárias, estão incluídos os valores das quotas dos associados (no caso das associações).

O contributo proporcional que os donativos tiveram para o financiamento das ONGD neste período foi bastante significativo no caso dos LD e da AMI e menos expressivo para a OIKOS. De acordo com os dados apresentados na Figura 4.1, enquanto a percentagem média dos donativos nos quatro anos representou 55% do financiamento para os LD e 43% para a AMI, apenas contribuiu com 11% para o financiamento da OIKOS. No entanto, o montante médio anual angariado pela AMI (5.283.668€) é muito superior ao angariado pela OIKOS (402.250€) e pelos LD (352.775€).

FIGURA 4.1 - DONATIVOS & RECEITAS

6 300 928 € 5 989 467 € 5 026 341 € 3 817 936 € 346 326 €442 575 €385 898 € 434 201 € 367 710 € 231 636 €299 486 € 512 265 € 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 AMI OIKOS LD

Olhando à evolução ocorrida nos processos de angariação das ONGD, verificou-se três comportamentos distintos. Comparando os resultados do ano de 2008 com os de 2011, a AMI viu os seus donativos reduzidos em 39%, perdendo peso (-11%) no seu financiamento. No sentido oposto, os Leigos viram os seus donativos crescer 39% de 2008 para 2011. A OIKOS teve um crescimento mais ligeiro (25%) dos seus donativos.

Os dados compilados na Figura 4.2 ajudam a perceber o contributo específico de cada categoria (particulares, empresas e fundações) nos resultados dos donativos.

Em média, os donativos de particulares foram a principal fonte de donativos da AMI (57%) e dos LD (37%). No caso da OIKOS, os donativos de fundações tiveram maior peso (50%), seguindo-se os donativos de particulares (47%). Salienta-se, ainda, a tendência de crescimento dos donativos de empresas no financiamento dos LD.

No caso da AMI não foi possível distinguir os donativos provenientes das empresas dos donativos das fundações, pelo que foi calculado44 pelo investigador os valores para a rubrica "donativos de empresas + fundações".