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3.7. Desmame precoce

3.7.12. Tabus , Mitos e Crenças

No estabelecimento da amamentação podem surgir situações em que os ajudantes das lactantes interferem com opiniões sobre o aleitamento materno, baseadas em mitos, tabus, e crenças populares e que em muitos casos leva a essas lactantes a desistir de amamentarem seus bebês (SAVAGE, 1997).

Não é difícil encontramos mulheres que durante o período de gestação decidem a não amamentar porque acreditam que “dar de mamar faz os seios caírem” (WEIGERT, 2005). Outra fala que freqüentemente encontramos entre as lactantes e que é usada para justificar o desmame precoce é “meu leite é fraco”. Aqui, cabe aos profissionais de saúde trabalhar com as futuras lactantes e até mesmo com as lactantes no sentido de esclarecer que não existe leite fraco (ALMEIDA, 1999). De acordo com Rego (2001), todas as mulheres, mesmo as desnutridas leves e moderadas, produzem leite com a mesma composição nutricional, capaz de satisfazer as necessidades do recém-nascido nos primeiros 4 a 6 meses de vida.

40 “Meu leite não sustenta o bebê e ele chora de fome”, outra frase bastante usada pelas mães que amamentam como justificativa do desmame precoce. Accioly (2005) explica que nem sempre o bebê chora de fome, porque o choro é a única forma de comunicação. Segundo Accioly (2005), o choro do bebê pode significar frio ou calor, sono, cólica ou até falta de carinho.

Algumas mães acabam desmamando precocemente após o retorno as atividades profissionais. Uma das alegações é à distância percorrida da residência até ao local de trabalho, o que se torna para elas uma barreira à manutenção do aleitamento materno até os dois anos (KRAUSE, 2009). Para Accioly (2005), a mãe pode amamentar quando estiver em casa e ordenhar o leite para ser oferecido, sempre com copinho ou colher, quando estiver ausente. Almeida (1999) complementa dizendo que a mãe antes de sair para trabalhar, deve retirar o leite, colocar em frasco esterilizado e guardar em geladeira por até 24 horas. Acrescenta dizendo que se for guardado em freezer ou congelador, o leite poderá ser guardado por 15 dias. Rego (2001) recomenda que antes de oferecer o leite, este deve ser aquecido em banho-maria, ou deixado em temperatura ambiente até perder o frio.

3.8 Contra indicações do Aleitamento Materno

São raras as situações que constituem contraindicações absolutas a pratica da amamentação (VALDÉS, 1998). Rego (2001) aponta a galactosemia do lactente, uso de determinadas drogas, a quimioterapia/radioterapia oncológica materna, certas exposições ambientais e ocupacionais. No entanto, outras situações requerem do profissional de saúde um julgamento criterioso antes de abolir a amamentação (ACCIOLY, 2005).

Os riscos de contaminação pela maioria dos vírus e bactérias adquiridos pela mãe não contraindicam o aleitamento materno, pelo efeito protetor que o leite materno oferece (ALMEIDA, 1999). Vinha (2002), alerta que em casos específicos, como a infecção pelo HIV, a mãe não deve amamentar seu bebê.

3.9. Incentivo ao Aleitamento Materno no Brasil

Para auxiliar o estímulo a amamentação, o Brasil participou de uma iniciativa importante, que foi um encontro reque ocorreu em Florença - Itália, em 1990, denominado

41 “Aleitamento Materno na Década de 90: Uma Iniciativa Global”. Este encontro foi promovido pela OMS e pelo UNICEF, com o objetivo de encontrar mecanismos e ações que pudessem ser desenvolvidos para proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. O resultado foi à produção e adoção, pelos participantes, de um conjunto de metas que recebeu a denominação “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, que consiste em um conjunto de medidas que visam informar as gestantes sobre os benefícios e o correto manejo do aleitamento materno. Outro ponto importante no encontro foi à ênfase dada ao estímulo ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, devendo ser prolongado até os dois anos, porém com acréscimo de outros alimentos, recomendação que vem sendo adotada pelo Ministério da Saúde com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (LAMOUNIER, 1996; TOMA; MONTEIRO, 2001).

Também foi idealizada uma estratégia denominada Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), que tem como objetivo apoiar, proteger e promover o aleitamento materno. Seu objetivo básico consiste na mobilização de profissionais de saúde e funcionários de hospitais e maternidades para promoção de mudanças em rotinas e condutas, visando evitar o desmame precoce. A OMS e o UNICEF procuram atuar junto aos hospitais, devido aos fatores envolvidos no desestímulo à amamentação estarem relacionados com informações errôneas e práticas inadequadas, que são atribuídas à unidade de saúde ou ao profissional de saúde. Portanto, para que um Hospital entre para o grupo de Hospitais Amigos da Criança, ele precisa ser submetido a avaliações, tendo como base o cumprimento dos dez passos para o sucesso do aleitamento materno. No Brasil, esta avaliação é coordenada pelo Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM), que vinha ganhando forças desde a década de 80. Essa avaliação é realizada em duas etapas e, se aprovado, o hospital, quando vinculado ao SUS (Sistema Único de Saúde), recebe pagamento sobre assistência ao parto e atendimento no pré-natal. Todas estas medidas resultaram em um significativo aumento dos índices de amamentação no Brasil, e diversos trabalhos vêm demonstrando que as atividades de amamentação, quando bem estruturadas e coordenadas, levam ao aumento da prática de amamentar (LAMOUNIER, 1996; REA, 2003; MARQUES; MELO 2008).

Segundo Lamounier (1996), os hospitais credenciados como Amigos da Criança já somam mais de quatro mil em 170 países, e atualmente já existem dezenas de hospitais aprovados pelo PNIAM no Brasil, cujos dados mostram que a adoção dos dez passos e o trabalho de

42 incentivo ao aleitamento materno resultou em significativo aumento dos índices de amamentação no Brasil. O autor também afirma que, conforme alguns estudos mostram o impacto e a eficiência do programa desenvolvido pelos Hospitais Amigos da Criança, comparados com outros hospitais ou maternidades tradicionais, têm resultado em aumento na duração do aleitamento materno.

Em um estudo realizado por Caldeiras e Gonçalves (2009), teve como objetivo avaliar uma análise comparativa dos indicadores de aleitamento materno entre dois estudos transversais com amostras aleatórias de crianças com até 2 anos de idade, antes e depois da implantação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Foi observado que houve aumento nas taxas de aleitamento materno no período estudado. A duração mediana do aleitamento materno em geral passou de 8,9 para 11,6 meses e a do aleitamento materno exclusivo passou de 27 dias para 3,5 meses.

Porém, o aleitamento materno é uma prática que se inicia impregnada por valores, costumes e culturas provenientes dos familiares, que muitas vezes transmitem a crença de que o leite materno é fraco e insuficiente, e que deve se complementar a alimentação do recém nascido com água e chá, entre outros complementos. Este fato torna evidente a importância de se levar em consideração a experiência ou vivência das mães e estes costumes que elas trazem, ao orientá-las sobre o leite materno e sua importância nutricional, informando que o mesmo é um alimento completo e ideal para seus recém-nascidos. Para isso, deve-se usar uma abordagem pessoal e individual, baseada não só em informação e treinamento, mas também em sensibilidade e bom senso, objetivando fazer com que as mães realmente compreendam a importância do aleitamento materno exclusivo (REA, 2003; BARRETO; SILVA; CHRISTOFFEL, 2009).

Dessa forma, ao desenvolver um trabalho de orientação sobre aleitamento materno, os profissionais envolvidos devem considerar os aspectos culturais e necessidades do grupo de mães que irá receber as informações. Evidencia-se a necessidade de que alguns grupos populacionais deveriam ser priorizados pelos programas de incentivo à amamentação, pois se verifica que mães com baixa escolaridade, adolescentes e primíparas são categorias de risco para introdução de outros alimentos associados ao aleitamento materno. Afinal, estudos comprovam que mães que apresentam maiores conhecimento sobre aleitamento materno são mais motivadas a receber informações sobre o assunto e são as que possuem maior escolaridade, porém é possível, com a orientação correta, minimizar a desvantagem das

43 mulheres com menor escolaridade com relação aos conhecimentos em aleitamento materno (SUSIN et al. 1999; VENANCIO et al., 2002).

7- Resultado e Discussão

Apresenta-se, a seguir, a análise e a discussão das informações coletadas durante a pesquisa. Inicialmente, os perfis das mães entrevistadas são apresentados e, posteriormente, os resultados específicos do processo de amamentação.

Gráfico 1: Distribuição das mães com relação a idade ( n=60) Fonte: Dados coletados pelo autor.

Podemos observar que a maior parte das mães entrevistadas compreende a faixa etária entre 21 a 30 anos (48,30%), seguida pela faixa de idade entre 10 a 20 anos (36,6%). De acordo com Parissoto, 2010, a faixa de idade da adolescência em que o índice de amamentação é menor comparado a mulheres adultas. O test T de student revelou que não existe diferença entre as faixas etárias em relação ao índice de amamentação (p=1, 245).

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Gráfico 2: Distribuição das mães de acordo com a sua profissão (n=60) Fonte: Dados pesquisados pelo autor.

Assim como 91,60% das entrevistadas se declaram “do lar”, ou seja, na prática este fator social não pode estar relacionado com um possível desmame precoce das mães entrevistas, hipótese confirmada pelo teste de significância (p=2, 34546). De acordo com Ferreira et. al. 2011, em sua pesquisa sobre desmame precoce, 60% das mães que relataram motivos categorizados como sociais, referem ter desmamado seus filhos em razão da necessidade de retornarem ao trabalho. Silva (1994) também relata esse achado como um dos fatores determinantes para a decisão do desmame precoce. Conforme comentam Valdés, Sánches, Labbok, (1996), o número de mulheres que interrompe ou diminui a amamentação por ter que se incorporar ao trabalho fora do lar, é crescente e constitui uma das causas freqüentes de introdução precoce da alimentação complementar.

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Gráfico 3: Distribuição das mães de acordo com a escolaridade ( n=60) Fonte: Dados pesquisados pelo autor

De acordo com o gráfico 3, a maioria das mães ( 81,60%) não possuem o ensino fundamental completo e apenas 1,74% possuem o ensino superior completo. Estudo realizado por Freitas e Braz (2012), evidenciou que o nível educacional mais baixo tem relação com a menor duração do aleitamento materno. Fato este, não confirmado nesta pesquisa, uma vez que mesmo que a maioria das mães entrevistadas revelarem não possuírem o ensino fundamental completo, o tempo de duração do aleitamento materno foi satisfatório (p= 1, 35672).

Gráfico 4: Distribuição das mães de acordo com a situação marital (n=60) Fonte: Dados pesquisados pelo autor.

Neste estudo foi evidenciado que apenas 1,74% das mães entrevistadas não tem companheiro, 8,33% não mora com o companheiro e 90%, ou seja, a maioria mora com o

46 companheiro, diferentemente do encontrado no estudo de Araújo et. al, 2013, que mostrou que a maioria das mães ( 40%) não moravam com o marido. Contudo, Freitas e Braz 2012, evidenciaram que 51,24% das mães entrevistadas, ou seja, a maioria, morava com companheiro.

Gráfico 5: Distribuição das mães de acordo com a cor da pele ( n=60) Fonte: Dados pesquisados pelo autor

Podemos observar que a maioria das mães entrevistadas ( 58,33%) é mulata, seguida das de cor de pele branca ( 25%), e negra ( 16,67%). A cor branca da mãe como um fator de risco para a interrupção precoce do aleitamento materno também foi encontrado e relatado por Kummer et al, (2000). Esse achado poderia ser explicado, em parte, pela "cultura da amamentação" entre as mulheres negras que, até 1950, eram freqüentemente contratadas como amas-de-leite no Sul do País. O autor constatou na pesquisa que a cor da pele das mães não interferiu na pratica do aleitamento materno (p= 0, 008).

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Gráfico 6: Distribuição das mães de acordo com a renda familiar ( n=6). Fonte: Dados da pesquisa do autor.

Observando o gráfico 6, observamos que a renda familiar da maioria das mães entrevistadas ( n=49) está na faixa de 0 a 1 salário mínimo que equivale aproximadamente 81% das mães entrevistadas, seguida pela faixa 1,1 a 2 salários ( n=10) equivalendo, a 16,67% e apenas uma mãe entrevistada relatou que a renda familiar é superior a cinco salários, com uma equivalência a 1,74% das mães entrevistadas. Esse resultado vem de encontro com os resultados encontrados por Oliveira, 2012 que relatou no seu estudo sobre a prevalência do aleitamento materno exclusivo e fatores associados ao desmame precoce no município de Vitória da Conquista- BA, que a renda familiar da maioria das mães entrevistas estava compreendida até um salário mínimo e que a minoria, se enquadravam na faixa de renda acima de cinco salários mínimos. Vieira et. al.,( 2004) também demonstraram em seu estudo que aproximadamente 75% das mães entrevistadas relataram uma renda familiar até um salário mínimo, e demonstraram a relação entre os fatores sócio-econômico com o desmame precoce. Analisando mães com a mesma faixa salarial das mães dos estudo de Oliveira, 2012, a análise revelou que não havia relação entre a faixa salarial das mães entrevistadas em relação ao desmame precoce. ( p=1,3476).

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Gráfico 7: Distribuição das mães de acordo com quem divide o mesmo terreno ( n=23)

Fonte: Dados pesquisados pelo autor.

O estudo revelou que das mães entrevistadas e que dividem o mesmo terreno em que mora, essa divisão na sua a maioria ( 13/ 56,50%) se faz com a sua mãe, seguida da divisão com a sogra ( 4/39%). Não existe nenhum estudo científico que possa confrontar os dados encontrados neste estudo, contudo Arora et al. (2000), num estudo para identificar fatores que influnciam na decisão da mãe em relação à alimentação da criança , assim como nas taxas iniciais de aleitamento materno e na duração do mesmo, identificaram a avó materna como um fator importante. Outro estudo realizado por Giugliani et al. ( 2000), revelou que a maioria das mães tem contato frequente com suas mães e sogras, e que elas acham bom que elas, as mães, amamentem, mas menos da metade admitiu influênciadas avós nas suas decisões quanto à amamentação. Resultado também encontrado nesta pesquisa em que a análise dos dados revelou que não houve influencia das avós ou sogras no tempo da amamentação ( p= 1,12376).

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Gráfico 8: Distribuição das mães em relação à consulta de pré-natal (n=60)

Fonte: Dados pesquisados pelo autor.

Gráfico 9: Distribuição das mães em relação ao comparecimento nas consultas De pré- natal ( n=60)

Fonte: Dados da pesquisa do autor.

Neste estudo, o gráfico 8 mostra que todas as mães realizaram pré-natal. Estudo realizado por Parisotto, 2010, também evidenciou que todas as entrevistadas pela autora realizaram o pré-natal. Quando analisamos os dados do Gráfico 9, observamos que a maioria das mães entrevistadas compareceram a 10 consultas de pré-natal, totalizando 66,7%, seguido de nove, oito, consultas, totalizando um percentual de 18,33% e 11,60%, respectivamente. Os estudos e pesquisas realizados por Santos, Ferrari e Tonete (2009) confirmam que mães adolescentes iniciam tardiamente o acompanhamento pré-natal, com um número de consultas inferior ao preconizado, que são pelo menos seis consultas, impedindo-as de receber todas as informações que contribuam para o sucesso na amamentação. Fato que não foi verificado no estudo em questão, uma vez que, todas as mães realizam pelo menos seis consultas de pré-

50 natal durante o período de gestação (p= 1, 72342), ainda segundo o gráfico 9. O objetivo do pré-natal é acolher a mulher desde o início da gravidez para que a gestação seja bem sucedida. O mesmo tem a finalidade de descobrir precocemente as possíveis alterações que possam colocar em risco a saúde da mulher, sendo imprescindível que os profissionais da saúde possam orientá-las e ajudá-las com a intenção de que mãe e filho cheguem a um final de gravidez normal e satisfatório.

Gráfico 10: Distribuição das mães em relação a orientação recebida sobre aleitamento materno durante o pré-natal ( n=60).

Fonte: Dados da pesquisa do autor.

51 Gráfico 11: Distribuição percentual dos profissionais que ministrou alguma orientação

sobre o aleitamento materno para as mães entrevistadas. ( n= 50) Fonte: Dados da pesquisa do autor.

Questionadas em relação ao recebimento de alguma orientação sobre aleitamento materno, 90% das mães entrevistadas informaram que sim, sendo que deste percentual, 33,30% consideraram razoável, ou mais ou menos as informações passadas. Oliveira, 2012, também evidenciou em seu estudo, que 95% das mães entrevistadas receberam algum tipo de aorientação de um profissional sobre o aleitamento materno. A autora ressalta que o aconselhamento em amamentação ajuda a gestante a tomar decisões de forma empática, saber ouvir, e aprender, desenvolver a confiança e dar apoio. Ressalta a importância das gestantes sentirem o interesse do profissional da saúde para adquirirem confiança e se sentirem apoiadas. Ainda em relação a esta questão sobre orientação profissional, o gráfico 11 nos mostra que 58% dessas informações foram passadas pelo ginecologista , 24% pela nutricionista e 18% pela equipe de enfermagem. Parisotto,2010, também demonstrou em seu estudo que 57,9% das participantes informaram ter recebido informações do ginecologista, 21,1% do profissional enfermeiro e nenhuma mãe recebeu informações de um profissional nutricionista.

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Gráfico 12: Distribuição percentual da participação das mães em grupo ou curso de pré-natal ( n=60)

Fonte: Dados pesquisados pelo autor

Gráfico 13: Orientação sobre aleitamento materno e preparação das mamas (n=21).

Fonte: Dados da pesquisa do autor

No gráfico 12, verificamos que a maioria das mães ( 65%) informou que não participou grupo ou curso durante o pré-natal. Resultado este parecido com o encontrado por Freitas e Braz (2012) em que evidenciou em seu estudo que 70% das mães não participaram de nenhum curso ou grupo para gestante durante o pré-natal. O gráfico 13 nos mostra que das 21 mães que informaram ter participado de algum grupo ou curso durante o pré-natal, 100% tiveram orientação sobre o aleitamento materno e a preparação das mamas. Este resultado é semelhante ao encontrado por Parisotto,2010. Segundo a autora 80%, ou seja, a maioria das

53 maes informaram ter recebido in formações sobre às técnicas de amamentação. A não participação do curso não influenciou as mães que desmamaram precocemente seus filhos ( p= 1,22007).

Gráfico 14: Distribuição das mães em relação à intecorrência durante a gestação ( n=60) Fonte: Dados da pesquisa do autor.

Quando questionadas sobre alguma intercorrência durante a gestação, 93% das mães informaram que não tiveram, e apenas 7% apresentaram algum problema neste período. Pelloso, 2006, demostrou que 20% das gestantes informaram que tiveram alguma intercorrência durante a gestação. Logo este dado não está de acordo com os achados pelo autor.

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Gráfico 15: Distribuição das mães segundo o tipo de parto ( n=60). Fonte: Dados pesquisados pelo autor.

De acordo com o gráfico 15, 56,60% das mães entrevistadas, ou seja, 34, informaram que seu filho nasceu de parto normal, ou vaginal, contra 43,40%, ou seja, 26 partos cesáreo. Este resultado está de acordo com o encontrato por Cruz, 2009 que mostrou em seu estudo uma prevalência de 60% de parto vaginal, contra 40% , de cesáreo. Faleiros, Trezza e Carandina (2006) dizem que, quanto ao tipo de parto, parece haver maior facilidade para a lactação precoce e efetiva no parto vaginal, uma vez que não há o fator dor incisional ou o efeito pós- anestésico da cesárea, dificultando, portanto, as primeiras mamadas. No parto normal, o primeiro contato mãe-filho ocorre imediatamente, enquanto que na cesárea, dificilmente a criança vai até a mãe antes das primeiras seis horas pós-parto, propiciando a introdução de fórmula láctea ou glicose para o recém-nascido já no berçário e, o que é pior, em mamadeira. Carrascoza, Costa Júnior e Moraes, (2005) também observaram que a cesariana foi um fator de risco para o início da lactação, pois esse tipo de parto implicou o aumento do uso de anestésicos e analgésicos que retardaram o primeiro contato mãe-filho e o estabelecimento da amamentação. Além disso, acarretou uma recuperação mais difícil, gerando maior desconforto físico da mãe ao lidar com o bebê. Ainda assim, há pouca associação entre o tipo de parto e a duração da amamentação, de acordo com o trabalho de Barros et al. (1995) apud Carrascoza, Costa Júnior e Moraes (2005) que não encontraram diferença na prevalência de amamentação natural relacionada ao de tipo de parto.Dado confirmado pelo autor que também não encontrou relação do tipo de parto com a duração do aleitamento materno ( p=1,0027).

55 Gráfico 16: Distribuição dos bebês de acordo com a idade em anos de nascido (n=60)

Fonte: Dados da pesquisa do autor.

Em relação aos bêbes das mães entrevistadas, podemos perceber que no momento da pesquisa 17 se encontravam com a idade de três meses que equivale a 28% do total, seguido de 12, 11, 9, 7, 4 equivalendo a faixa etária de quatro, cinco, dois, um, e seis meses, respectivamente. Dados parecidos aos encontrados pela II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, 2006 que evidenciou um percentual de 28,8% de bebês na faixa etária entre 0 a 3 meses, e 27% , na faixa etária compreendida entre 3 a 6 meses.

Gráfico 17: Distribuição da frequência absoluta do número de filhos anterior ao último (n=60)

Fonte: Dados pesquisados pelo autor

56 Quando perguntado as mães entrevistadas sobre o número de filhos anterior ao último, de acordo com o gráfico 17 , podemos observar que a maioria 56,6% relata ser o primeiro filho, enquanto que a minoria corresponde 1,74%, representando 3 e 4 filhos. Esses resultados não estão em acordo com os achados de Araújo et al. 2013, que mostrou em seu estudo uma maior frequência absoluta de dois filhos anteriores ao último, e uma menor frequência

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