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Lista de questões vistas na aula

12) TCE-ES – Procurador Especial de Contas 2009 – CEBRASPE

O controle externo, a cargo do Poder Legislativo e do TC, classifica-se em político e técnico. Com relação a esse assunto, à luz das disposições constantes na CF, assinale a opção correta.

a) O controle externo, nos municípios, é exercido pelas respectivas câmaras municipais, com o auxílio dos TCs de âmbito estadual, salvo no caso dos municípios que têm TCs próprios.

b) A fiscalização, sob o aspecto da legitimidade, é de âmbito do controle político e, portanto, fora do alcance do TC.

c) O controle financeiro, introduzido pela CF, permite verificar se os objetivos foram atingidos, se os meios utilizados foram os mais adequados e se foi obtido o menor custo possível.

d) O exame da economicidade permite verificar se uma obra ou serviço foi realizado ao menor custo possível, diferentemente da eficiência, que tem como foco o custo adequado, razoável e pertinente.

e) A avaliação da relação custo-benefício, pela sua transcendência, está circunscrita ao controle político, razão pela qual ultrapassa as competências dos TCs.

13)

TCE/MG – Analista 2018 – CEBRASPE

Proferidas por meio de acórdãos nos quais são consubstanciados os julgamentos de contas e de processos oriundos de fiscalizações, as decisões do TCU

A) estão sujeitas ao controle do Poder Judiciário, por meio de mandado de segurança de competência originária do STJ.

B) estão sujeitas ao controle do Poder Judiciário, por meio de mandado de segurança de competência originária do STF.

C) são irreformáveis pelo Poder Judiciário, uma vez que o TCU é cúpula da jurisdição administrativa, que não se confunde com a jurisdição do Poder Judiciário.

D) são reformáveis pelo Poder Judiciário, por meio de recurso extraordinário interposto para o STF.

E) são reformáveis pelo Poder Judiciário, por meio de recurso especial interposto para o STJ.

14)

TCE/PE – Auditor 2017 – CEBRASPE

A despeito de ser um tribunal, uma corte de contas não produz coisa julgada material, de modo que suas decisões podem ser revistas pelo Poder Judiciário.

15)

TCU – TEFC 2015 – CEBRASPE

O TCU é órgão vinculado e subordinado ao Poder Legislativo.

16)

TCU – AUFC 2015 – CEBRASPE

Se a decisão final do TCU resultar na aplicação de multa a determinado gestor público, o valor correspondente a essa multa poderá ser cobrado independentemente de inscrição na dívida ativa ou de abertura de novo processo administrativo para a cobrança.

17)

TCDF – Procurador 2012 – CEBRASPE

As decisões dos TCs não são imunes à revisão judicial, mas, quando imputarem débito ou multa, constituirão título executivo extrajudicial.

18)

TCDF – Auditor 2002 – CEBRASPE

Determinado processo de denúncia foi convertido em tomada de contas especiais (TCE) e, ao proceder ao julgamento da tomada de contas, o TCDF julgou irregulares as contas dos administradores, condenou-os em débito e aplicou-lhes multa. Em face dessa situação, julgue os itens subsequentes.

A decisão do TCDF, que aplicou multa e imputou débito, independerá de inscrição em dívida ativa para a sua execução.

19)

TCDF – Auditor 2002 – CEBRASPE

A execução das decisões do TCDF que aplicaram multa e imputaram débito competirá ao Ministério Público que atua junto ao tribunal.

20)

TCDF – Auditor 2002 – CEBRASPE

Segundo jurisprudência do STF, a decisão do TCDF que julgou irregulares as contas dos administradores poderá ser anulada pelo Poder Judiciário, que não poderá, todavia, julgar se as referidas contas são regulares.

21)

TCU – ACE 2007 – CEBRASPE

Todas as manifestações das cortes de contas têm valor e força coercitiva, entretanto, só os acórdãos condenatórios têm eficácia de título executivo, ou seja, unicamente os processos de contas, abrangendo tanto as contas anuais quanto as contas especiais, podem ser julgados, ensejando a constituição de título executivo e podem ter como efeito a produção de coisa julgada.

22)

TCU – ACE 2004 – CEBRASPE

No sistema brasileiro de controle externo, em face das competências atribuídas pela Constituição da República ao TCU, a doutrina e a jurisprudência são majoritárias no sentido de que as decisões daquele órgão têm natureza jurisdicional e, por isso mesmo, não podem ser reexaminadas pelo Poder Judiciário.

23)

TCU – TCE 2007 – CEBRASPE

O TCU tem atribuições de natureza administrativa; porém, quando julga as contas dos gestores e demais responsáveis por bens e valores públicos, exerce sua natureza judicante. Mesmo assim, não há consenso na doutrina quanto à natureza do tribunal.

24)

TCU – ACE 2004 – CEBRASPE

De acordo com a doutrina, a condenação de gestor público por parte do TCU constitui título executivo de natureza judicial, por força da competência conferida pelo art. 71 da Constituição àquele órgão, para julgar contas de pessoas responsáveis por dinheiro público.

25)

TCU – Procurador 2004 – CEBRASPE

Sempre que se julgar lesado por decisão tomada pelo TCU, o cidadão poderá recorrer ao Poder Judiciário, mas o remédio juridicamente adequado não será a impetração de mandado de segurança contra o ato do tribunal, seja porque as decisões deste somente podem ser desconstituídas mediante dilação probatória, seja porque o tribunal não poderá figurar no pólo passivo da ação mandamental.

26)

TCE/ES – Procurador Especial de Contas 2009 – CEBRASPE

O julgamento das contas dos administradores e responsáveis é atribuição peculiar dos TCs, de acordo com a CF. Como órgãos especializados no julgamento das contas, suas decisões não estão sujeitas a revisão do Poder Judiciário, salvo quando

a) houver observância do devido processo legal.

b) o mérito da decisão envolver questões atinentes à legitimidade dos atos praticados pelos administradores e responsáveis.

c) o MP representar contra decisão de mérito do TC.

d) a decisão alterar o entendimento do TC até então vigente.

e) houver vício de forma, como, por exemplo, a inobservância de direitos e garantias individuais.

27)

TCU – ACE 2004 – CEBRASPE, adaptada

Pode o TCE-GO constituir título executivo contra empresa privada.

28)

TCE/BA – Procurador 2010 – CEBRASPE

A execução das decisões que resultem em imputação de débito ou multa cabe aos tribunais de contas.

29)

TCDF – Procurador 2012 – CEBRASPE

Em relação ao controle externo exercido pelo Congresso Nacional, a fiscalização financeira diz respeito ao acompanhamento da execução do orçamento e da verificação dos registros adequados nas rubricas orçamentárias.

30)

TCU – ACE 2005 – CEBRASPE

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a fiscalização contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial do município será exercida pelo Legislativo municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno dos poderes Executivo e Legislativo municipais, na forma da lei. Assim, o parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.

31)

TCU – AUFC 2010 – CEBRASPE

O correto funcionamento de um sistema de fiscalização exercida pelo controle interno de determinada empresa pública dispensa a atuação do controle externo sobre aquela entidade.

32)

TCU – ACE 2007 – CEBRASPE

A relevância do controle externo no Brasil não se restringe aos aspectos concernentes à eficiente gestão das finanças ou à adequada gerência administrativa do setor público. Envolve também o equilíbrio entre os poderes na organização do Estado democrático de direito.

33)

TCU – ACE 2004 – CEBRASPE, adaptada

Nos termos da Constituição do Estado de Goiás, pode o TCE-GO, em certos casos, apreciar elementos de discricionariedade envolvidos nos atos da administração pública e aspectos ligados à gestão das respectivas entidades e ao desempenho das funções destas; não precisa sempre ater-se unicamente à conformidade desses atos com as normas jurídicas aplicáveis, sob o prisma da legalidade.

34)

TCE/AC – ACE 2009 – CEBRASPE

A CF, ao estender aos tribunais e conselhos de contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios as disposições aplicáveis no âmbito da União, destacou, como um dos aspectos objeto do controle, a legitimidade, que envolve diversos critérios. Não faz parte dessas considerações o exame da

a) conveniência.

b) legalidade.

c) prioridade.

d) pertinência.

e) oportunidade.

35)

TCE/PA – CEBRASPE 2016, adaptada

A jurisdição do TCE-GO se estende aos órgãos subordinados e às entidades vinculadas aos poderes públicos estaduais e municipais do estado.

36)

TCU – TEFC 2015 – CEBRASPE, adaptada

A jurisdição do TCE-GO engloba todo o território estadual e abrange qualquer pessoa responsável por haveres públicos, inclusive seus sucessores, de forma ilimitada.

37)

TCDF – Analista 2014 – CEBRASPE, adaptada

Entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado criadas com a finalidade de prestar serviço de interesse público estão abrangidas, em razão de sua finalidade, pela jurisdição do TCE-GO.

38)

TCE/RS – OCE 2013 – CEBRASPE, adaptada

Considere que o governo do estado de Goiás tenha instituído subsídio para os eletrodomésticos de alta tecnologia, reduzindo dois pontos percentuais na alíquota do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS). Nessa situação, constitui responsabilidade do TCE-GO examinar o ato de concessão do referido subsídio.

39)

TCU – AUFC 2011 – CEBRASPE, adaptada

A jurisdição do TCE-GO estende-se aos sucessores de ex-dirigentes de entidades estatais que cometam irregularidades que resultem em prejuízo para os cofres públicos, até o limite do prejuízo apurado e não ressarcido, independentemente do patrimônio transferido.

40)

TCDF – ACE 2012 – CEBRASPE, adaptada

A jurisdição do TCE-GO abrange tanto as pessoas físicas como as jurídicas públicas e privadas que tenham recebido recursos públicos sob a responsabilidade do Estado de Goiás, podendo atingir os sucessores dos responsáveis por esses recursos.

41)

TCU – TCE 2007 – CEBRASPE, adaptada

Considere que determinada organização civil de interesse público, que atua na área de defesa e conservação do meio ambiente, tenha sido contratada pela administração pública do Estado de Goiás, por meio de termo de parceria. Nessa situação, mesmo sendo pessoa jurídica de direito privado, essa organização civil está sujeita à jurisdição do TCE-GO.

42)

TCE/RO – ACE 2013 – CEBRASPE

Apesar de abranger recursos repassados diretamente às prefeituras pelo Poder Executivo estadual, a jurisdição do TCE-GO não inclui organizações não governamentais (ONGs) beneficiadas por convênios com o governo estadual.

43)

TCDF – Auditor 2002 – CEBRASPE

O STF já pacificou o entendimento de que empresas públicas e sociedades de economia mista, não obstante possuam personalidade de direito privado e seus bens não sejam públicos, submetem-se a processo de tomada de contas especial.

44)

TCDF – Auditor 2002 – CEBRASPE, adaptada

Se, para a execução de obra, o Estado de Goiás e a União celebrarem convênio para o aporte de recursos federais e do próprio Estado, conforme entendimento pacífico do STF, a fiscalização da obra ficará limitada à atuação do TCU.

45)

TCU – TEFC 2012 – CEBRASPE, adaptada

As empresas públicas estaduais não estão sujeitas à fiscalização do TCE-GO, pois são pessoas jurídicas de direito privado.

46)

TCE/ES – Procurador Especial de Contas 2009 – CEBRASPE

No que concerne à fiscalização e ao controle interno e externo dos orçamentos, assinale a opção correta.

a) A atuação do TCU é caracterizada pela atividade jurisdicional, cabendo a esse órgão até mesmo apreciar a constitucionalidade de atos do poder público.

b) A decisão do TCU faz coisa julgada administrativa, não cabendo ao Poder Judiciário examiná-la e julgá-la.

c) As sociedades de economia mista, integrantes da administração indireta federal, não estão sujeitas à fiscalização do TCU, haja vista seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista.

d) Ainda que as cerimônias festivas estejam previstas em lei orçamentária, o dispêndio excessivo com elas pode ter sua legitimidade questionada pelo TCU.

e) Cabe ao TCU fiscalizar a aplicação de subvenções, que são auxílios governamentais concedidos apenas às entidades públicas.

47)

TCU – Procurador 2004 – CEBRASPE, adaptada

Os liquidantes de empresas sob intervenção do poder público estadual são nomeados pela autoridade competente para decretar a intervenção; nesses casos, a pessoa do liquidante não está sujeita à jurisdição do TCE-GO, mas sim, à da autoridade que o nomeou, pois será dela a responsabilidade pelos atos daquele.

48)

TCDF – Procurador 2002 – CEBRASPE, adaptada

A competência do TCE-GO restringe-se aos órgãos e entidades que integram a estrutura do Governo do Estado de Goiás, não alcançando, por exemplo, uma pessoa de direito privado que, por força de convênio, receba recursos do Estado.

49)

TCE/AC – ACE 2009 – CEBRASPE

A empresa supranacional encontra-se sob a jurisdição dos órgãos de controle externo, desde que a União detenha, de forma direta ou indireta, a maioria do capital social dessa empresa, nos termos do seu tratado constitutivo.

50)

TCE/PA – CEBRASPE 2016

O TCU poderá fiscalizar as contas nacionais de empresas cujo capital multinacional tenha a participação da União, ainda que a participação brasileira no capital seja minoritária.

51)

TCU – AUFC – 2009 – CEBRASPE

Se o governo brasileiro decidir que a PETROBRAS formará com a Bolívia uma empresa binacional de exploração de petróleo, caberá ao TCU fiscalizar as contas nacionais dessa nova empresa.

52)

TCE/RS – OCE 2013 – CEBRASPE, adaptada

A jurisdição do TCE-GO sobre empresas com sede no exterior e cujo capital seja parcialmente de propriedade de órgãos públicos estaduais somente é aplicável se a administração pública for detentora da maioria do capital.

53)

TCE/PE – CEBRASPE 2004

Sujeitam-se à jurisdição do TCE-GO o responsável por entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado que receba contribuições parafiscais e preste serviço de interesse público ou social.