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2 MAPAS INTERATIVOS E DINÂMICOS

2.1 CARACTERÍSTICAS DOS MAPAS INTERATIVOS E DINÂMICOS

2.1.2 Tecnologias envolvidas nos mapas interativos

Para os MI estarem disponíveis na Internet se faz necessário que eles sejam produtos cartográficos construídos com base em diversos tipos de tecnologias de mídias interativas, que são uma combinação de produtos de software conectados na Web. Ou então, que eles sejam sites Web interativos apontados a partir de links disponíveis em outros sites Web. Em ambas as situações, o usuário interage por meios que são perceptíveis nas interfaces. Ou seja, esses ambientes são disponibilizados na Internet, nos quais, por meio de suas interfaces são viabilizados os processos de comunicação entre os usuários e o mapa.

Pode-se dizer que diariamente, milhões de pessoas acessam informações geográficas na Internet, como se vê nas consultas sobre as condições meteorológicas ou nas consultas para determinar um trajeto em um mapa, e a maioria dessas pessoas não sabe que estão usando, por trás da interface, um Sistema de Informações Geográfica (HARDER, 1989, p.1). De acordo com esse autor, a Internet não muda a natureza fundamental de um SIG, apenas o coloca online por meio de um sistema de acesso para os usuários. Os casos de mapas interativos encontrados na Internet mostram uma variedade de técnicas usadas para produção e apresentação desses produtos (STEVENSON et al., 2000, p.83). No entanto, essa variedade de técnicas não é produzida exclusivamente para o mapeamento, ou seja, são produtos para qualquer área de conhecimento que é disponibilizada na Internet.

Uma série de sites de mapeamento foi examinada por STEVENSON et al. (2000, p.84). Esses autores detalharam as técnicas que foram encontradas, bem como as tecnologias usadas para gerar os mapas apresentados na Internet, as quais incluem:

Imagens estáticas: São imagens inseridas no formato bitmap, como o formato GIF e JPEG;

Linguagem HTML: HyperText Markup Language é uma linguagem de construção para páginas na Internet, sendo possível o uso de editores como o Front Page da Microsoft;

Mapas interativos Client-side: São MI cujo processamento se realiza no computador do usuário, como exemplo, um mapa fonte subdividido em hiperlinks;

Mapas interativos Server-side: São MI onde o processamento se realiza no servidor, como os mapas que possibilitam mudanças de escala ou pesquisa de endereços;

Applets Java: É um pequeno programa escrito em linguagem Java que pode ser transferido do servidor para ser executado no computador do usuário por meio do navegador Web. O código executável é independente da plataforma computacional (hardware, sistema operacional e navegador);

JavaScript: É uma linguagem de programação usada para manipular elementos da página Web e criar animações executadas no computador do usuário;

Aplicações de criação de conteúdo dinâmico: São aplicações que incorporam informações de banco de dados, os quais podem ser em tempo real, nas páginas Web;

Flash: É um programa que possibilita visualizar animações de arquivos em formato vetorial, com a sobreposição de camadas de informação;

Dinamic HTML: É uma extensão do HTML, que incorpora o conceito de usos de camadas de informação;

VRML: Virtual Reality Modelling Language é uma linguagem para a modelagem de cenas em realidade virtual que visa mostrar representações 3D;

QuickTime VR: É uma alternativa do VRML para apresentação, por exemplo, de uma imagem panorâmica em 360º;

RealMedia Player: É um programa usado para apresentar movimentos e som em hiperlinks de imagens.

Com base na arquitetura para as aplicações apresentadas na Internet, é possível configurar para as aplicações de MI três modelos de funcionamento, os quais dependem da distribuição das tarefas e do local de processamento da informação (GARTNER, 1999, p.306). No primeiro modelo apresentado na Figura 2.2, o processamento das informações geográficas é realizado no servidor, onde se encontra o software do MI. Nesse modelo o

navegador Web envia uma requisição (1) no formato HTTP9 ao servidor Web. Esse servidor recebe a requisição e invoca um programa externo em formato CGI10, passando a ele os dados da requisição (2). O programa CGI ativa o software de MI (que pode ser também um SIG ou outro aplicativo) usando os dados da requisição (3). Ao receber os resultados do processamento do MI (4), o programa CGI os converte em formato HTML e os devolve ao servidor (5), que simplesmente os devolve ao cliente da rede (6) para a apresentação (7).

No segundo modelo apresentado na Figura 2.2, o processamento das informações geográficas é realizado no servidor e a apresentação dos resultados se efetiva por meio de plug-ins no software do MI. Nesse modelo, o navegador Web envia uma requisição no formato HTTP ao servidor Web (1). O servidor Web recebe a requisição, a processa (eventualmente consultando um sistema SIG externo) e devolve ao navegador Web os resultados em formatos diversos de acordo com os dados solicitados (2). Ao receber os dados, o navegador verifica se é possível apresentá-los ao usuário (3), ou necessita de produtos de software adicionais (como os plug-ins) para apresentar os dados recebidos. Caso não disponha dos plug-ins necessários, ele os solicita ao servidor (4). Uma vez recebido os plug-ins necessários (5) ele os instala e procede à apresentação dos dados (6).

No último modelo mostrado na Figura 2.2 a apresentação dos resultados do processamento das informações geográficas é realizada por meio de um aplicativo applet que interage com o software do MI no servidor. Do mesmo modo como nos modelos anteriores, o navegador Web envia uma requisição no formato HTTP ao servidor Web (1). O servidor Web recebe a requisição, a processa e envia para o computador do usuário um applet Java (2). O navegador Web lança o aplicativo applet (3), o qual interage com o software do MI no servidor enviando (4) e recebendo dados geográficos (5) que são apresentados pelo próprio aplicativo applet (6).

9 HTTP: HyperText Transfer Protocol é um protocolo usado para a comunicação entre clientes e servidores Web.

10 CGI: Common Gateway Interface é uma tecnologia usada para intermediar a comunicação entre servidores Web e programas externos, fazendo as conversões necessárias de formatos de dados.

FIGURA 2.2 – ARQUITETURAS DE FUNCIONAMENTO DE MI NA INTERNET

MODELO 1

MODELO 2

MODELO 3

Fonte: Adaptado de GARTNER (1999, p.307)