• Nenhum resultado encontrado

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

5.1.2. Temperatura do ar

A variação dos valores da temperatura do ar nos dias de coleta e a média mensal obtida junto ao IAG/USP em 2004 e 2005 estão representadas na figura 20.

Com relação à temperatura do ar em 2004, o maior valor encontrado durante as coletas foi em março (24ºC) e o menor em junho (13ºC). Na coleta de fevereiro e de julho, a temperatura do ar registrada foi de 21ºC e 19ºC respectivamente. Contudo, segundo as médias mensais de temperatura do ar, o mês de coleta considerado mais quente em 2004 foi o de fevereiro (20,8ºC) e o mais frio, o de julho (15,3ºC). Os meses de março e junho apresentaram médias mensais de 20,3ºC e 16ºC respectivamente (IAG-USP). 0 4 8 12 16 20 24 28 32

fev mar jun jul mar abr mai jun jul ago set

2004 2005 T em p er at u ra d o ar

Temp. local Temp. média

T em p er at u ra d o ar ( ºC )

Figura 20: Variação dos valores de temperatura na hora da coleta e de temperatura média mensal do ar em 2004 e 2005. Fonte: FBDS (2004) e Estação Meteorológica do IAG/USP.

No período de coleta do ano de 2005, o maior valor de temperatura do ar encontrado foi em abril e setembro (29ºC) e o menor em julho (18ºC). No entanto, segundo as médias mensais de temperatura do ar, o mês de coleta considerado mais

quente em 2005 foi o de março (21,7ºC). O mês com média de temperatura mais baixa corresponde, assim como o da coleta, ao de julho (16ºC) (IAG-USP).

5.2. Variáveis hidrológicas

Os dados das diversas variáveis hidrológicas, durante o período de fevereiro a agosto de 2004, nas diferentes etapas do sistema de alagados construídos estão representados na tabela 7.

Tabela 7: Dados das variáveis hidrológicas nas diferentes etapas do sistema durante o período de estudo de 2004.

Balanço Hídrico 2004 Valores Médios unid.

Vazão de entrada do sistema (P1) 0,139 L.s-1

Vazão de saída do Canal Macrófitas (P2) 0,137 L.s-1

Taxa de Perda Parcial (P1-P2) 1,4 % Vazão de Saída Solo filtrante (P3) 0,126 L.s-1

Taxa de Perda Parcial (P2-P3) 8 % Taxa de Perda Total (P1-P3) 9,4 % Volume (Decantação + Canal de MAFE) 482 m3

Mínima 70 Altura da

Lâmina d`água do

canal de MAFE Máxima 72

cm Altura da Lâmina d`água do Solo filtrante 8 cm Tempo de Retenção Hidráulico nos Canais 40,7 dias

Taxa de aplicação nos solos 9,7 L.s-1.ha.-1

Fonte: FBDS (2004).

Os resultados obtidos, durante o monitoramento hidrológico do alagado construído em 2004 indicam que a vazão média de entrada no sistema foi de 0,139 L.s e a vazão média de saída do canal de MAFE foi de 0,137 L.s-1. Com taxa de perda parcial

de 1,4%. A altura mínima da lâmina d`água foi de 70 cm enquanto que a máxima foi de 72 cm. O Tempo de Retenção Hidráulico médio do efluente no tanque de decantação e canal de macrófitas durante o período de estudo foi de 41 dias.

Com relação ao sistema de solos filtrantes, a vazão média de entrada nos módulos foi de 0,137L.s-1,com uma taxa de aplicação média de 9,7 L.s-1 ha.-1.A taxa de perda parcial foi de 8%. A altura média da lâmina d`água mantida nos solos filtrantes foi de aproximadamente 8 cm.

Durante o estudo, houve uma perda hídrica total de 9,4% .

Os dados das variáveis hidrológicas, durante o período de março a setembro de 2005, nas diferentes etapas do sistema de alagados podem ser visualizados na tabela 8.

Tabela 8: Dados das variáveis hidrológicas nas diferentes etapas do sistema durante o período de estudo de 2005.

Balanço Hídrico 2005 Valores Médios unid.

Vazão de entrada do sistema (P1) 0,137 L.s-1

Vazão de saída do Canal Macrófitas (P2) 0,135 L.s-1

Taxa de Perdas Parcial (P1-P2) 1,5 % Vazão de Saída Solo filtrante (P3) 0,126 L.s-1

Taxa de Perdas Parcial (P2-P3) 6,6 % Taxas de Perdas Totais (P1-P3) 8 % Volume (Decantação + Canal de MAFE) 482 m3

Mínima 70 Altura da

Lâmina d`água do

canal de MAFE Máxima 72

cm Altura da Lâmina d`água do Solo filtrante 8 cm Tempo de Retenção Hidráulico nos Canais 41,3 dias

Taxa de aplicação nos solos 9,6 dias

Os resultados obtidos, durante o monitoramento hidrológico do alagado construído em 2004 indicam que a vazão média de entrada no sistema foi de 0,137 L.s e a vazão média de saída foi de 0,135 L.s-1. Com taxa de perda parcial de 1,5%. A altura mínima da lâmina d`água foi de 70 cm enquanto que a máxima foi de 72 cm. O Tempo de Retenção Hidráulico médio do efluente no conjunto canal de decantação e de macrófitas durante o período de estudo foi de 41 dias.

Com relação ao sistema de solos filtrantes, a vazão média de entrada nos módulos foi de 0,135L.s-1, com uma taxa de aplicação média de 9,6 L.s-1 ha.-1. A taxa de

perda parcial foi de 6,6%. A altura média da lâmina d`água mantida nos solos filtrantes foi de aproximadamente 8 cm. Como a vazão trabalhada no estudo foi menor do que a projetada para o sistema (0,5L.s-1), não se atingiu a variação de 1 a 26cm recomendada.

Durante o estudo, houve uma perda hídrica total de 8% .

O tempo de retenção hidráulico do canal de decantação e de macrófitas (média de 41 dias), durante o período de estudo, foi maior do que o estipulado no projeto (média 9 dias) devido a taxa de vazão de entrada do sistema que foi regulada abaixo do valor proposto de 0,5L.s-1. Por causa da menor taxa de vazão, não se atingiu a variação de 1 a 26cm recomendada nos solos e a taxa de aplicação média também foi mais baixa.

Segundo Kadlec e colaboradores (2000), devido à estreita relação entre a performance do sistema (para quase todas as variáveis limnológicas) e a taxa de aplicação recomenda-se que a taxa de aplicação inicial do sistema de tratamento seja regulada abaixo dos valores recomendados no projeto conceitual. Esta medida visa alcançar melhores resultados de eficiência no período inicial de funcionamento do sistema e proporcionar melhores condições para estabilização da biota.

As perdas hídricas nos canais podem ser atribuídas aos processos de evaporação e evapotranspiração no sistema wetlands, onde em geral para aquelas condições (superfície de água livre e agrupamentos de plantas aquáticas), perdas de 1,0 a 2,5% são consideradas aceitáveis (FBDS, 2004). Já no sistema DHS entre os pontos de entrada e saída dos solos filtrantes houve, em média, perdas superiores à 6%, indicando que além das perdas por processos naturais (evaporação e evapotranspiração), ocorreram perdas por infiltração (FBDS, 2004).

Outros sistemas combinados de alagados construídos apresentaram uma perda hídrica superior à encontrada no estudo. Como exemplo pode-se citar a estação para tratamento de água de Analândia, com registro de 18% (ELIAS, 2003) e a estação para tratamento de esgoto do SEMAE de Piracicaba (NOGUEIRA, 2003), com uma média de 42 a 55%. Cecconello (2005), ao trabalhar com tratamento de percolados de aterro sanitário com canais de macrófitas emergentes, verificou uma perda hídrica que variou de 10,8 a 16,3%.

5.3. Variáveis físicas e químicas da água

Documentos relacionados