Art. 212. É contado, para todos os efeitos, o tempo de serviço público estadual, ressalvados os casos em que a lei exija exercício ininterrupto ou no mesmo cargo.
Art. 213. A apuração do tempo de serviço é feita em dias, que são convertidos em anos, considerado o ano como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Art. 214. São consideradas como de efetivo exercício as ausências decorrentes de:
I – férias;
II – exercício de:
a) cargo ou função de governo ou administração, em qualquer parte do território nacional, por nomeação ou designação do Presidente da República, ou do Governador do Estado;
b) cargo em comissão ou função de direção, chefia ou assessoramento em órgão ou entidade dos Poderes do Estado, da União, de outro Estado ou Município, do Distrito Federal ou de Território Federal;
III – missão oficial, a serviço do Estado, no exterior ou no território estadual;
IV – afastamento para estudo, estágio ou treinamento;
V – desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, exceto para efeito de promoção por merecimento;
VI – júri e outros serviços obrigatórios por lei; VII – licença:
a) Por motivo de gestação, adoção ou guarda judicial; b) Para tratamento da própria saúde;
c) Para o desempenho de mandato classista; d) Por assiduidade;
e) Por convocação para o serviço militar;
VIII – participação em competição esportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional, no País ou no exterior, conforme estabelecido em Lei específica.
Seção X
Do Direito de Petição
Art. 215. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo.
Art. 216. O requerimento é dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 217. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.
§ 1º. O requerimento e o pedido de reconsideração, de que tratam os artigos anteriores, devem ser despachados no prazo de 05 (cinco) dias, e decididos no de 30 (trinta) dias, contados do seu registro no protocolo.
Art. 218. Cabe recurso:
I – do indeferimento do pedido de reconsideração;
II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
§ 1º. O recurso é dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.
§ 2º. O recurso é encaminhado na forma do art. 216.
Art. 219. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da ciência pessoal, pelo interessado, da decisão recorrida.
Art. 220. O pedido de reconsideração e o recurso não têm efeito suspensivo, mas, uma vez providos, os efeitos da decisão retroagem à data do ato impugnado.
§ 1º. O efeito suspensivo deve ser admitido, pela autoridade competente, quando de sua falta puder resultar a ineficácia da decisão final que acolher o pedido.
§ 2º. No caso do parágrafo anterior, a autoridade competente pode exigir depósito ou fiança.
I - em 05 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial ou créditos resultantes das relações de trabalho;
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
§ 1º. O prazo de prescrição é contado da data da publicação do ato ou, na falta, da ciência pessoal do interessado.
§ 2º. A prescrição não ocorre em caso de ato omissivo.
§ 3º. A prescrição interrompe-se com o requerimento, o pedido de reconsideração e o recurso.
Art. 222. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art. 223. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído.
Parágrafo único. Em se tratando de advogado, legalmente habilitado, é-lhe facultado receber o processo ou documento, pelo prazo legal, para exame fora da repartição.
Art. 224. A administração deve rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 225. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.
TÍTULO VI
DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I
DOS DEVERES
Art. 226. São deveres dos servidores da carreira de Perícia Técnico-Científica de polícia, além daqueles inerentes aos demais servidores públicos civis:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo, observando as normas legais e regulamentares;
II – zelar pela dignidade da função;
III– cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
IV– observar a disciplina;
V – ter conduta pública irrepreensível;
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII – freqüentar com assiduidade, para fins de aperfeiçoamento e atualização de conhecimentos profissionais, os cursos instituídos periodicamente pela SUGEP ou estabelecimento congênere, em que tenha sido efetivamente inscrito;
VIII – atender com zelo e presteza;
a) ao público em geral, prestando informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) ao requerimento de expedição de certidões para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;
c) os serviços a seu encargo e aos que, na forma da lei lhes sejam atribuído;
IX – zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
X – não utilizar para fins particulares, qualquer que seja o pretexto, o material pertencente ao órgão, ou destinado à correspondência oficial;
XI – guardar sigilo sobre assuntos do órgão;
XII– manter conduta compatível com a moralidade administrativa; XIII – ser assíduo e pontual ao serviço;
XIV – tratar com urbanidade as pessoas;
XV – representar contra a ilegalidade, omissão ou abuso de poder no cumprimento da lei.
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XV deste artigo deverá ser feita à autoridade imediatamente superior ao representado e apreciada pelo chefe do Órgão, ocasião em que este servidor deverá assegurar-lhe a oportunidade de defesa ao representado.
CAPÍTULO II