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5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1. INÍCIO – SONDAGEM (SCREENING)

5.1.2. Unidades de Conservação

5.1.2.7. Terras Indígenas

Os grupos indígenas localizados na região pertencem a dois grupos lingüísticos e culturais distintos, Macro-Jê e Tupi. Os grupos Macro-Jê são os Karajá (Karajá do Norte, Javaé e Karajá), o único representante do grupo Tupi é o Tapirapé (ANA, 2005). Está incluso também um fragmento da região sudestes da Tl do Xingu, permitindo que haja uma conectividade entre os mosaicos de UCs e TIs. Esta área é mercada por pressões advindas dos desmatamentos irregulares, e a expansão da pecuária conforme ilustrado nos mapas de cenários para a Amazônia Legal de 2007.

Apesar do longo tempo de contato e da drástica redução populacional e territorial sofrida nas primeiras décadas do contato, estes grupos vêm mantendo, com certa dificuldade, sua organização social e política, seus complexos sistemas rituais e suas línguas. O PIA, a principal reserva destinada aos Karajá e Javaé, está inserido na Ilha do Bananal, e tem uma área de aproximadamente 1.395.000 hectares, no Sudeste do Estado do Tocantins. Sua planta de delimitação de 1984, estabelece os limites pelos quais será feita sua demarcação física, prevista para agosto de 1998, pela diretoria de assuntos fundiários da FUNAI de Brasília. O Riozinho é divisor do território dos dois grupos. Na região norte da ilha, ao longo do baixo Javaés e do Araguaia, encontram-se aldeias habitadas por Javaé e Karajá. As aldeias localizam- se quase sempre próximas às lagoas, lagos e ípucas, e da barra de tributários do Araguaia, os quais são percorridos na época da seca ou mesmo nas chuvas, em excursões combinadas de pesca, coleta e caça conforme a importância destas atividades para sua subsistência. As aldeias Karajá estão localizadas no PIA e nas terras indígenas (TI’s) Karajá / Santana do Araguaia, São Domingos Aruanã I, II e III e Tapirapé/ Karajá. Muitos grupos Karajá, como os de Porto Luís Alves, Cocalinho, Mata Corá, Barreira do Campo e Lago Grande, boa parte deles convivem ao lado de povoados e cidades (ANA, 2005; ETT, 1999).

Figura 5. Cenário de distribuição das unidades de conservação e terras indígenas da área de influência do PGCEAB.

Quadro 3. Código/regiões para interpretação das áreas de pressão antrópica, inseridas na região de aplicação do PGCEAB (figura 4).

Cód. / Região Descrição

PA 033 – Marabá - Redenção

Grau de prioridade: A; Localização PA/TO; Município principal: Santana do Araguaia; Municípios abrangidos: 28; Pressões: Pecuarização, empobrecimento do solo, fragmentação de áreas; Principal ação recomendada: Conservação: 5; Uso sustentável de Recursos Naturais: 5; Produção Sustentável: 5; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 5; P&D de projetos piloto: 5.

PA 034 – PA-279 - Kaiapó

Grau de prioridade: B; Localização PA; Município principal: São Félix do Xingu; Municípios abrangidos: 6; Pressões: Antigas áreas de garimpo, exploração madeireira, presença de caça e pesca, pecuária extensiva no entorno, início de assoreamento dos cursos d´água, impactos decorrentes da extração seletiva de madeira; Principal ação recomendada: Conservação: 5; Uso sustentável de Recursos Naturais: 4; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 3.

PA 040 – Bico do Papagaio

Grau de prioridade: A; Localização: MA/PA/TO; Município principal: Araguatins; Municípios abrangidos: 39; Pressões: Pecuarização, empobrecimento do solo, fragmentação de áreas; Principal ação recomendada: Conservação: 5; Uso sustentável de Recursos Naturais: 5; Produção Sustentável: 5; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 5; P&D de projetos piloto: 5.

PA 041 – Belém - Brasília

Grau de prioridade: A; Localização: PA/TO; Município principal: Dois Irmãos do Tocantins; Municípios abrangidos: 52; Pressões: Desmatamento e Pecuária; Principal ação recomendada: Conservação: 5; Uso sustentável de Recursos Naturais: 5; Produção Sustentável: 5; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 5; P&D de projetos piloto: 5.

PA 042 – Gurupi

Grau de prioridade: A; Localização: GO/TO; Município principal: Araguaçu; Municípios abrangidos: 18; Pressões: Região de crescimento demográfico em função da rodovia Belém – Brasília, Tendência de ameaças futuras pela hidrovia Araguaia – Tocantins, ausência de UCs; Principal ação recomendada: Conservação: 3; Uso sustentável de Recursos Naturais: 4; Produção Sustentável: 4; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 4; P&D de projetos piloto: 2.

PA 046 – Cuiabá - Santarém

Grau de prioridade: A; Localização: MT/PA; Município principal: Marcelândia; Municípios abrangidos: 30; Pressões: Importante corredor de ocupação da Amazônia que reúne significativos pólos de atividades econômicas: pecuária, agricultura e exploração seletiva de madeira. Recém pavimentada acelerou o desmatamento e processo desordenado de ocupação e exploração de recursos naturais. O Corredor de ocupação vem produzindo crescente impacto sobre a biodiversidade associada à sociodiversidade do Parque Indígena do Xingu; Principal ação recomendada: Conservação: 4; Uso sustentável de Recursos Naturais: 5; Produção Sustentável: 5; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 5; P&D de projetos piloto: 4.

PA 047 – Barra do Garça – Vila Rica

Grau de prioridade: B; Localização: MT/PA/TO; Município principal: Querência; Municípios abrangidos: 24; Pressões: Área vem sofrendo intensa ação antrópica desde a década de 1950, com incentivos fiscais para a implantação de projetos agropecuários. Atualmente existe uma forte tendência para a penetração da cultura da soja e a atividade de desmatamento continua. A região já é dotada de uma boa rede rodoviária, o que facilita a ação antrópica; Principal ação recomendada: Elaboração de Políticas Públicas apropriadas: 4; P&D de projetos piloto: 5.

PA 048 – Canarana - Paranatinga

Grau de prioridade: B; Localização: MT; Município principal: Paranatinga; Municípios abrangidos: 6; Pressões: Região marca principais formadores do rio Xingu, fundamental para a conservação da bacia, cuja degradação vem gradativamente comprometendo a sustentabilidade da biodiversidade e sociodiversidade do Parque Indígena do Xingu. Região com crescente índice de desmatamento e multiplicação da malha viária. O acentuado crescimento da ação antrópico demanda uma interferência de ordenamento no processo de ocupação, de forma a resguardar os impactos sobre o rio e o Parque do Xingu; Principal ação recomendada: Conservação: 4; Uso sustentável de Recursos Naturais: 4; Produção Sustentável: 4; Elaboração e implementação de Políticas Públicas apropriadas: 5.

PA 049 – Rondonópolis

Grau de prioridade: A; Localização: MT; Município principal: Poxoréo; Municípios abrangidos: 28; Pressões: Pressão demográfica. Região de expansão de lavoura de soja e também de pecuária, com elevada densidade do efetivo de bovinos; Principal ação recomendada: Conservação: 5; Uso sustentável de Recursos Naturais: 4; Produção Sustentável: 4; Elaboração de Políticas Públicas apropriadas: 4; P&D de projetos piloto: 3.