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Território de Identidade da Chapada Diamantina

TERRITÓRIO DA CHAPADA DIAMANTINA

FFigura 22 Território de Identidade da Chapada Diamantina

A expansão do setor de turismo e lazer, a partir de 1986, é o resultado proveniente de políticas econômicas da Região da Chapada Diamantina, anteriormente pautada em ciclos extrativos do ouro e

diamante.

A atividade turística da região está centrada na singularidade do local, cuja diversidade de elementos naturais expressa à paisagem formada por um conjunto de vales e serras, riqueza arquitetônica das cidades históricas, vegetação exótica, quedas d‗água, (Figura 23), contando com a presença

constante de cascatas e outros atrativos naturais. Nessa região, também, encontra-se nascentes de inúmeros cursos de água, cavernas e ruínas de antigos povoados, que evocam o auge da mineração vegetação rica e variados.

3.2 Potenciais turísticos dos Municípios que delimitam o Parque Nacional da Chapada Diamantina

O município de Andaraí foi criada em 1884, por uma resolução provincial, (Figura 24). É o município mais populoso da região com 13.620 habitantes (IBGE 2010). Localiza-se a cerca de 430 km de Salvador. Tem uma altitude de 405m, e temperatura média anual de 23,3 C, º com um

período chuvoso que se estende de meados de outubro a fevereiro. A cidade de Andaraí se destaca pela arquitetura colonial de seus casarões, que abrigavam os barões do diamante na fase de esplendor, além das belezas naturais em sua volta.

A cidade é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e dispõe de uma precária infraestrutura urbana, e o seu acesso se dá pela rodovia estadual BA-142. Dentre as principais atrações turísticas destacam-se a Cachoeira do Ramalho, a Cachoeira da Donana e Igatu ou Xique-Xique de Andaraí.

A Cachoeira do Ramalho localiza-se no leito da margem direita do rio Baiano, cerca de 6 km a noroeste de Andaraí e só pode ser alcançada a pé. A outra, Cachoeira da

Autor: Alessandro Varela, 2009.

Autora: Delza R. de Carvalho, 2010.

Figura 23- Cachoeira do Recanto Verde- Ibicoara-Ba.

Donana, situa-se próximo à ponte sobre o rio Paraguaçu, na estrada Andaraí-Mucugê. Ainda, nesse município localizam-se Marimbus (área alagada), e as praias do Paraguaçu e a vila Igatu ou Xique-Xique de Andaraí. Igatu fica no alto da serra, entre as cidades de Mucugê e Andaraí, são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pertence ao município de Andaraí.

Outro município em destaque na região é Ibicoara, (Figura 25). Na década de 1940 passou a distrito com o nome de

Ibicoara, sendo emancipado de Mucugê em 20.07.1962. Esse apresenta uma população de 17.213habitantes (IBGE, 2010).

Tem uma unidade territorial de 977

Km2 e altitude de 1027m. Nesse município, destacam-se os recursos naturais, Cachoeira Véu de Noiva, Cachoeira Fumacinha, Serra do Sincorá, Cânion do Buracão, Cânion da Fumacinha, Poço da Pedra Solta, Rio Preto,

Rio do Agustinho, Cachoeira do Buracão, que desempenham funções imprescindíveis ao funcionamento da economia turística.

Mais um município que merece destaque é Lençóis. Criado por uma lei provincial no tempo do Império em 18.12.1856, conta com uma população de 10.368 habitantes (IBGE, 2010), e localiza-se a uma

distância 420 km de Salvador. O distrito sede do município fica a uma altitude de 445 m, e

uma temperatura média anual de 22,9 Cº. Lençóis é a principal cidade da Chapada

Diamantina e se destaca pela arquitetura colonial de suas casas e sobrados, além das belezas naturais em sua volta, (Figura 26). Efetivou-se em 1973 o tombamento, desta

cidade, pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio nacional.

Autora: Delza R. de Carvalho, 2010.

Figura 25- Praça Tancredo Neves, Ibicoara-Ba.

Figura 26- Centro de Lençóis

A configuração do espaço turístico da Chapada Diamantina apresenta-se concentrado na cidade de Lençóis, a qual polariza a atividade turística da região, inclusive, absorve a maior parte do fluxo de turistas nacionais e internacionais. Esses turistas visitam a região para conhecer os espaços naturais do município e seu entorno (serras, rios, cachoeiras, morros, cascatas, grutas), a exemplo, de Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta do Lapão, Cachoeira do Serrano/Salão de Areias Coloridas, Cachoeira Primavera/Cachoeirinha/Poço Paraíso e Ribeirão do Meio/Ribeirão de Baixo.

Mucugezinho é um ponto turístico, de fácil acesso, a 20 km de Lençóis, situa-se no riacho do mesmo nome, às margens da BR-242. Trata-se de uma ―escorregadeira‖ natural no leito do rio, que culmina num poço de águas profundas e escuras. O Poço do Diabo está situado no leito do riacho Mucugezinho, a 1,5 km a jusante da ―escorregadeira‖ do rio é um poço profundo e amplo escavado em arenitos e conglomerado. Os elevados paredões laterais do poço servem como ―trampolim‖ aos banhistas.

A Gruta do Lapão localiza-se a 4 km a NW de Lençóis. Possui cerca de 1.200 m de extensão e constitui a maior gruta do Brasil. Outros espaços naturais, como a Cachoeira do Serrano, esculpida em rochas conglomeráticas e o Salão de Areias Coloridas27, ambas, encontram-se situadas no perímetro urbano de Lençóis.

Ainda, no espaço turístico de Lençóis encontram-se a Cachoeira Primavera/Cachoeirinha/Poço, locais situados, logo após, a Cachoeira do Serrano, no rio Lençóis e afluentes, onde os cursos d‘água cortam arenitos e conglomerados diamantíferos.

Outros espaços turísticos são - o Ribeirão do Meio/Ribeirão de Baixo-, situados no leito do rio Ribeirão, acerca de 5 km a sul de Lençóis. O Ribeirão do Meio é um ―tobogã‖. Constituído em arenitos e conglomerados, em tudo similar ao Mucugezinho, (Figura 27).

27

Representam conglomerados intemperizados onde fragmentos de composição e tonalidades diversas encontram-se decompostos

Autora: Delza R. de Carvalho, 2009.

Figura 27- Ribeirão do Meio

O Ribeirão de Baixo é um poço amplo e profundo situado na foz do rio. A Cachoeira do Sossego, localizada no leito do rio Ribeirão, descortina-se em degraus sucessivos, cai por cerca de 15m - 20m, num remanso de águas escuras. Por fim, não se pode deixar de mencionar a Garganta do Diabo, e o Poço Halley nos municípios de Lençóis.

O outro município, que merece destaque, é Mucugê (Figura 28). Criado por uma lei provincial em 17.05.1847. Ocupa 52% do

Parque Nacional da Chapada Diamantina, e conta com uma população de 10.514 habitantes (IBGE, 2010).

A apreensão da paisagem da cidade de Mucugê, encravada em meio a grandes serras, revela o resultado da realização e materialização de ideias, dentro de determinados sistemas de significados. Berço

do ciclo do diamante na região foi à primeira cidade, a atrair os exploradores de pedras preciosas de grande valor.

O distrito sede do município fica a uma altitude de 984m e uma temperatura média anual de 19,5 C º. Tem-se registro do início oficial do garimpo desde 1844, tornando a cidade um importante centro urbano com contato com a cultura europeia.Por seu conjunto arquitetônico em estilo colonial foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional é hoje referência para o turismo ecológico.

Os recursos naturais do município compreendem rios, cachoeiras, formações rochosas antigas, grande diversidade botânica e arquitetura (casario) de estilo Neo Clássico e Neo-Gótico, que reporta o apogeu do ouro e diamante, associado ao surgimento e história da cidade.

Dentre os atrativos turísticos, destaca- se o Cemitério Santa Isabel (Figura 29), construído no século XIX. É, o único cemitério em estilo bizantino da América Latina, plantado ao pé da serra, com o costume de se transferirem os restos mortais

Figura 28- Vista de Mucugê-Ba

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Autora: Delza R. de Carvalho, 2010. Autora: Delza R. de Carvalho, 2010.

para jazigos feitos na pedra.

Dentre as principais atrações turísticas de Mucugê, destaca-se o Parque Municipal, criado pelo Decreto Lei no. 235 de 15 de Março de 1999. O Parque teve impulso com a aprovação e realização do ―Projeto Sempre-viva‖, Figura 30. Nesse espaço, reúnem atrativos naturais de grande

interesse para o lazer da comunidade e para o turismo. Abrange uma área de 270 ha, sendo limitado ao sul pela cidade de Mucugê e ao norte, leste e oeste pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina.

A área do Parque tem como objetivo proteger as áreas dos diferentes tipos de ecossistema, preservando a flora e da fauna; desenvolver a pesquisa e a

prática do ecoturismo; proteger áreas importantes para a história e cultura do município; preservar conjuntos cênicos naturais de grande importância para a Região e para o Estado; proteger uma espécie endêmica ameaçada de grande importância para a flora e economia do município, a Sempre-Viva-de-mucugê (Syngonanthus mucugensis

Giulietti).

O Projeto Sempre-viva foi resultado da união de várias propostas de projetos de proteção dos recursos naturais, históricos e culturais da região, que adotou esta missão como uma das suas principais metas levantadas e discutidas por grupos organizados da comunidade local que encontrou apoio no que se refere à liberação de recursos do Governo Federal, Estadual, Municipal e da Universidade Católica do Salvador – UCSAL.

Outro município é Palmeiras, (Figura 31). Criado por um ato estadual em 23.12.1890, conta com uma população de 8.404 habitantes (IBGE 2010), e localiza-se a uma distância de 448 km de Salvador. O distrito sede do município fica a uma altitude de 700m, e uma temperatura

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