Capítulo 4 – Resultados: análise e discussão
4.2. Teste das hipóteses
Com base nos dados obtidos pela regressão linear múltipla, acima descritos e interpretados, prossegue-se a análise das cinco hipóteses propostas no capítulo 3.
H1: A identidade europeia é reforçada pelo contacto entre cidadãos europeus.
Pode afirmar-se que não são todas as formas de contacto entre os jovens portugueses e os restantes cidadãos europeus que influenciam a sua identidade europeia.
O contacto entre jovens europeus apenas se manifesta em 2010 enquanto fator explicativo da identidade europeia dos mesmos, com a expressão do fator referente a ver televisão noutro idioma que não português. As restantes variáveis de contacto – visitar outro país da UE, socializar com outros europeus, usar a internet para comprar produtos ou serviços de outros países europeus e ler noutra língua que não a materna – não influenciam o sentimento europeu. Em 2017 não há expressão de nenhuma destas variáveis.
Se Sigalas (2010) e Wilson (2011) evidenciavam fatores como viajar, ou ter a experiência de mobilidade, enquanto promotores da identificação europeia; e Kuhn (2012) privilegiava as noções preconcebidas dos jovens portugueses face à identificação europeia; os dados acima analisados revelam que o contacto entre cidadãos europeus não adquire uma expressão contínua nos anos analisados, bem como, nem todas as formas de contacto promovem a identidade europeia.
Esta hipótese não se verifica para o ano de 2017 provavelmente porque a interiorização desses moldes de aproximação ao sentimento de pertença à União Europeia se tornaram comuns com a acumulação de experiências.
H2: A identidade europeia está associada à avaliação da União Europeia em termos do funcionamento da sua democracia e dissociada das atitudes em relação ao sistema político nacional.
Os resultados evidenciam que a avaliação pelos jovens do funcionamento da democracia na União Europeia não determina a sua identidade, uma vez que não há expressão significativa deste fator perante a identificação europeia. Face ao funcionamento da democracia a nível nacional, a ausência da expressão estatisticamente significativa da variável evidencia a dissociação estabelecida.
Deste modo, a perspetiva de Eichenberg e Dalton (2009) não se verifica para os jovens portugueses, uma vez que a imagem dos mesmos sobre a comunidade europeia não está relacionada com a satisfação dos mesmos face ao funcionamento da sua democracia. As visões de Fligstein, Polyakova & Sandholtz (2012) e Risse (2003) também não são verificadas. Os autores focam-se na consensualidade entre a democracia nacional e europeia, mas também num eventual desfasamento entre ambas, que não se verifica no caso da camada jovem portuguesa, isto é, os inquiridos elegem a satisfação com o funcionamento da democracia na União Europeia enquanto fator que caracteriza a existência desta identidade nos mesmos.
H3: A identidade europeia é determinada pelo interesse e pelo conhecimento acerca da UE.
De acordo com os dados das tabelas 2 e 3, o índice de conhecimentos acerca da União Europeia não revela expressão em nenhuma das variáveis dependentes.
Consequentemente, o reconhecimento das instituições europeias não adultera a identidade europeia. Esta variável, ao não exercer nenhum efeito sobre a variável dependente, evidencia que os conhecimentos acerca da União Europeia não assumem qualquer efeito na progressão da identidade europeia, não confirmando a perspetiva de Anderson (1998).
H4: Escolaridade e pertença a estratos sociais médios e superiores estão associados ao sentimento de identificação com a União Europeia.
A escolaridade não exerce uma influência nos conhecimentos dos direitos enquanto cidadãos europeus dos jovens inquiridos ou no sentimento de cidadania europeia. No entanto, a classe social exerce efeitos sobre sentir-se europeu no ano de 2017. Este efeito é positivo, pelo que a pertença a estratos sociais médios e superiores está associada ao sentimento de identificação com a União Europeia.
A verificação desta hipótese, apenas relativa à classe social, não confirma os resultados do estudo realizado por Inglehart, Rabier & Reif (2014), no qual os autores destacam as gerações mais escolarizadas enquanto baluarte da identificação europeia.
H5: A identidade europeia está associada de forma positiva à avaliação do caminho seguido pela União Europeia e pelo país.
A hipótese apenas se verifica para o ano de 2010, onde se regista que a direção atual da União Europeia explica o conhecimento dos direitos enquanto cidadãos europeus.
Tendo em conta que o fator em causa foi categorizado com base em categorias mais baixas correspondentes à direção errada e categorias elevadas à direção correta, os inquiridos expressam uma perspetiva de um caminho na direção certa seguido pela UE.
Deste modo, existe apenas uma relação entre a direção da União Europeia e o nível de conhecimentos acerca dos direitos europeus por parte dos jovens portugueses. O caminho seguido pelo país não tem impacto.
5. Conclusões
O presente estudo pretendeu verificar que fatores influenciam e determinam a identidade europeia dos jovens portugueses em dois momentos concretos: 2010, o epicentro da crise económica, e 2017 no rescaldo da mesma. A escolha destas balizas temporais teve o intuito de apurar de que forma se enraízam ou se alteram as bases das referências identitárias.
Para tal, na literatura analisada foram identificados vários debates e, por conseguinte, considerada informação pertinente para averiguar a sua expressão nos jovens portugueses em concreto. Destacaram-se autores como Sigalas (2010), e a sua alusão a experiências como viajar e famílias multiculturais, enquanto promotores de identidade europeia; Wilson (2011) que acrescenta a importância da experiência Erasmus enquanto um evento potenciador de identidade europeia. Eichenberg e Dalton (2009), assumem uma igual importância no debate da identidade europeia com o estudo da opinião pública enquanto fator crucial sobre a consolidação do projeto europeu. Hobolt (2012) pretendeu apurar a existência de uma relação entre a satisfação com a democracia europeia e com a democracia nacional. Numa perspetiva referente a fatores sócio demográficos, destacam-se Inglehart, Rabier & Reif (2014) que sustentam que indivíduos mais escolarizados são mais propensos a manifestarem uma postura pró-europeia face aos menos escolarizados.
Com base nestes pressupostos, e com suporte noutras perspetivas, selecionaram-se fatores que poderiam influenciar o selecionaram-sentimento europeu e os conhecimentos dos jovens portugueses face aos seus direitos enquanto cidadãos europeus. Para a realização da investigação foi utilizada a informação já recolhida e devidamente compilada pelo Eurobarómetro. A análise da mesma foi realizada com recurso ao SPSS, a qual pressupôs um tratamento cuidado das bases de dados para a execução da regressão linear múltipla.
A informação científica recolhida e analisada cingiu-se mais a aspetos relativos à participação política dos jovens portugueses no rescaldo das eleições, do que a aspetos relacionados com a identidade europeia num âmbito não eleitoral. A informação produzida por autores relativamente ao cenário identitário português é mais escassa que a produzida por autores face ao panorama europeu. A igual descontinuidade do estudo de fatores, posteriormente publicados pelo Eurobarómetro, constituiu outra limitação no estudo de variáveis que poderiam produzir efeitos sobre a identidade europeia dos jovens portugueses.
Os resultados da investigação permitem afirmar que os fatores que explicam a identidade europeia são o contacto entre europeus, nomeadamente ver televisão noutra língua que não a materna, a avaliação da direção atual da União Europeia e a classe social.
Ainda que a sua expressão não se revele contínua em ambos os anos analisados, estes fatores explicam efetivamente a presença de identidade europeia nos inquiridos e confirmam a inexistência de efeitos de outros fatores, como a ideologia política ou socializar com outros europeus, sobre as variáveis dependentes selecionadas.
Contudo, a expressão destes fatores exerce efeitos positivos sobre as variáveis dependentes. Os três fatores que se expressam potenciam não só o sentimento europeu como um maior nível de conhecimento dos direitos enquanto cidadãos europeus. Estes efeitos são constantes nos inquiridos na faixa etária selecionada, são independentes da imagem e da confiança depositada na UE, entre os restantes fatores analisados.
Com base nos resultados acima descritos, pode afirmar-se que os fatores que explicam a existência de identidade europeia nos jovens portugueses não são estanques, não têm uma expressão contínua ao longo do tempo e não estão restritos a uma categoria específica.
Inserindo no contexto de crise económica, no ano de 2010 há uma maior expressão de fatores que efetivamente influenciam a identidade europeia face a 2017. Este facto poderá estar relacionado com a internalização do sentimento europeu nos indivíduos durante o período de crise e, por conseguinte, fazer parte da sua noção de identidade num período pós-crise económica. Os resultados obtidos, numa perspetiva mais ampla, evidenciam que num hiato de 7 anos não sobressaíram fatores determinantes de identidade europeia associados à identificação emocional dos indivíduos, aos conhecimentos que os mesmo detêm sobre a União Europeia e a própria imagem acerca da mesma. A percentagem de indivíduos que se sente europeu e que conhece os seus direitos enquanto cidadão europeu, manteve-se na categoria “Sim, em parte sim” para ambos os anos. Este posicionamento evidencia provável coexistência de identidade nacional e identidade europeia no quadro de referências dos próprio indivíduos.
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