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TESTE DE AVALIAÇÃO 3 TESTE A

No documento Guia do Professor Contos e Recontos 8 (páginas 53-57)

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aia morrer daquele modo inesperado e cruel, soltou um novo e dolorido ai. Era o sexto, e o sétimo foi a última coisa que disse, no momento em que viu a adaga voltear para lhe cair sobre o pescoço.

Quando pouco depois D. Mendo voltou com uma escolta, ficou tristemente espantado: afinal cum- prira-se a maldição!

D. Mendo jurou vingança e a partir desse dia tornou-se o cristão mais desapiedado que os mouros jamais encontraram no seu caminho.

E, em memória da moura que desejara e uma maldição matara, chamou, àquele recanto de Sintra, Seteais.

Fernanda Frazão (investigação, recolha e textos), Lendas Portuguesas. Amigos do Livro Editores.

1.Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de acordo com o sentido do texto. Escreve os números e as letras correspondentes na tua folha de prova. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez.

2.A decisão tomada por D. Mendo de Paiva de fazer prisioneira a moura contraria o que ficara acordado entre mouros e cristãos.

2.1.Comprova-o com elementos do texto.

3.“A velha […] achou que era melhor confessar o seu segredo ao cristão.” (ll. 20-21)

3.1.Explica, por palavras tuas, em que consistia o referido segredo.

4.Seleciona a opção correta de modo a completares a afirmação que se segue.

4.1.A frase “Os mouros da localidade alcançaram continuar em paz na região, que, tal como agora, era fertilíssima e agradável” (ll. 3-4) pode ser substituída por...

Coluna A Coluna B

1. Primeiro suspiro A. A moura apercebeu-se de que ia ser morta. 2. Segundo suspiro B. O cavaleiro não acreditou nas palavras da aia. 3. Terceiro suspiro C. A moura percebeu que fora descoberta.

4. Quarto suspiro D. O cavaleiro declarou que a moura era sua prisioneira.

5. Quinto suspiro E. A jovem viu a aia ser morta.

6. Sexto suspiro F. A aia afirmou que a sua ama fora amaldiçoada.

7. Sétimo suspiro G. O cavaleiro declarou que as mouras eram suas prisioneiras.

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A. Os mouros da localidade sempre viveram em paz na região, que, tal como agora, era

fertilíssima e agradável.

B. Os mouros esforçaram-se para alcançar a paz na região, que, tal como agora, era

fertilíssima e agradável.

C. Os mouros conseguiram continuar em paz na região, que, tal como agora, era fer-

tilíssima e agradável.

D. Os mouros recusaram manter a paz na região, que, tal como agora, era fertilíssima

5.Indica a expressão do texto a que se refere o pronome “eles” (l. 11).

6.Seleciona o título que melhor se adequa ao texto. Justifica a tua escolha.

6.1.Redige um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 100 palavras, no qual explicites a opção tomada na questão anterior. O teu texto deverá respeitar a se- guinte planificação:

• uma parte introdutória, em que identifiques o conteúdo nuclear da lenda;

• uma parte de desenvolvimento, na qual indiques algumas das características de uma lenda;

• uma parte final, em que justifiques o título escolhido por ti em 6.

GRUPO II

1.A coluna A apresenta conjuntos de palavras, cujo sentido está associado a uma das pa- lavras da coluna B.

Faz corresponder a cada conjunto da coluna A a única palavra da coluna B que lhe está associada.

2.Seleciona a opção em que a palavra muito é um advérbio de predicado.

Coluna A Coluna B

1. pentágono, hexágono, heptágono A. distância

2. televisão, telecomando, telefone B. campo

3. aeronave, aeroplano, aeronauta C. ângulo

4. biologia, biografia, biorritmo D. coração

5. cardíaco, cardiologia, eletrocardiograma E. vida

6. agricultura, agrícola, agricultor F. ar

A. A lenda de Sintra

B. A lenda da moura encantada C. A lenda de Seteais

A. Muitos mouros fugiram dos cristãos.

B. A aia estava muito preocupada com a sua ama. C. A aia desejava muito que a jovem não suspirasse. D. Muitos dos mouros queriam a paz.

3.Indica, para cada item, a função sintática que a expressão sublinhada desempenha em cada frase.

a) O cavaleiro considerava a moura uma jovem bela.

b) Uma jovem bela estava à porta da fortaleza.

c) O cavaleiro viu uma jovem bela perto de uma porta secreta.

GRUPO III

Imagina que és um cronista que vai publicar a sua crónica semanal num jornal.

O facto que motiva a tua crónica desta semana será a lenda que acabaste de ler. Este tema permitir-te- -á refletir sobre as consequências dos conflitos entre provos diferentes.

GRUPO I

Lê atentamente o texto e de seguida responde às questões colocadas.

Em menos de um quarto de hora tinham acabado a volta pelo barco, uma caravela, mesmo trans- formada, não dá para grandes passeios. É bonita, disse o homem, mas se eu não conseguir arranjar tripulantes suficientes para a manobra, terei de ir dizer ao rei que já não a quero, Perdes o ânimo logo à primeira contrariedade, A primeira contrariedade foi estar à espera do rei três dias, e não desisti, Se não encontrares marinheiros que queiram vir, cá nos arranjaremos os dois, Estás doida, duas pessoas sozinhas não seriam capazes de governar um barco destes, eu teria de estar sempre ao leme, e tu, nem vale a pena estar a explicar-te, é uma loucura, Depois veremos, agora vamos mas é comer. Su- biram para o castelo de popa, o homem ainda a protestar contra o que chamara loucura, e, ali, a mulher da limpeza abriu o farnel que ele tinha trazido, um pão, queijo duro, de cabra, azeitonas, uma garrafa de vinho. A lua já estava meio palmo sobre o mar, as sombras da verga e do mastro grande vieram deitar-se-lhes aos pés. É realmente bonita a nossa caravela, disse a mulher, e emendou logo, A tua, a tua caravela, Desconfio que não o será por muito tempo, Navegues ou não navegues com ela, é tua, deu-ta o rei, Pedi-lha para ir procurar uma ilha desconhecida, Mas estas coisas não se fazem do pé para a mão, levam o seu tempo, já o meu avô dizia que quem vai ao mar avia-se em terra, e mais não era ele marinheiro, Sem tripulantes não poderemos navegar, Já o tinhas dito, E há que abastecer o barco das mil coisas necessárias a uma viagem como esta, que não se sabe aonde nos levará, Evi- dentemente, e depois teremos de esperar que seja a boa estação, e sair com a boa maré, e vir gente ao cais a desejar-nos boa viagem, Estás a rir-te de mim, Nunca me riria de quem me fez sair pela porta das decisões, Desculpa-me, E não tornarei a passar por ela, suceda o que suceder. O luar ilu- minava em cheio a cara da mulher da limpeza, É bonita, realmente é bonita, pensou o homem, que desta vez não estava a referir-se à caravela. A mulher, essa, não pensou nada, devia ter pensado tudo durante aqueles três dias, quando entreabria de vez em quando a porta para ver se aquele ainda con- tinuava lá fora, à espera. Não sobrou migalha de pão ou de queijo, nem gota de vinho, os caroços das azeitonas foram atirados para a água, o chão está tão limpo como ficara quando a mulher da limpeza lhe passou por cima o último esfregão. A sereia de um paquete que saía para o mar soltou um ronco potente, como deviam ter sido os do leviatã, e a mulher disse, Quando for a nossa vez faremos menos barulho. Apesar de estarem no interior da doca, a água ondulou um pouco à passagem do paquete, e o homem disse, Mas baloiçaremos muito mais. Riram os dois, depois ficaram calados, passado um bocado um deles opinou que o melhor seria irem dormir, Não é que eu tenha muito sono, e o outro concordou, Nem eu, depois calaram-se outra vez, a lua subiu e continuou a subir, em certa altura a mulher disse, Há beliches lá em baixo, o homem disse, Sim, e foi então que se levantaram, que des- ceram à coberta, aí a mulher disse, Até amanhã, eu vou para este lado, e o homem respondeu, E eu vou para este, até amanhã, não disseram bombordo nem estibordo, decerto por estarem ainda a praticar na arte.

José Saramago, O conto da ilha desconhecida. 4.ª ed., Lisboa: Editorial Caminho, 1999.

SEQUÊNCIA 2

Escola: ____________________________________________________________ Ano letivo: ___________________________ Nome: ____________________________________________________________ Turma: ___________ Data: _______________

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