5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.6 TESTE DE DEGRADAÇÃO COM SIMULAÇÃO DO
Teste de degradação das membranas de quitosana
A tabela 13 mostra os resultados do grau de degradação das membranas de quitosana: QUI30, QUI50 e QUI70 em solução tampão Clark-Lubs.
Tabela 13: Resultados da análise do grau de degradação das membranas de quitosana.
Membranas Intervalo deTempo Observação
QUI30 15 - 30 min
Ocorreu degradação total nos primeiros trinta minutos. QUI50 15 min - 1h Degradação observada após 30 min de submersão. Em 1h de experimento ainda se observava resquícios da membrana. QUI70 15 min - 3 h Nos minutos antecedentes a primeira hora da simulação a membrana sofreu degradação em metade. Sua degradação total só foi observada após 3 h de experimento.
Os resultados mostram que para as membranas QUI30 a degradação total ocorre entre 15 e 30 minutos. Para a membrana QUI70 a degradação total ocorre com 3 h de experimento, mostrando a fragilidade da mesma e a inutilidade para a liberação controlada de fármacos no trato estomacal. Haja vista, que, se vinculada com algum princípio ativo os níveis terapêuticos seriam insatisfatórios, pois haveria uma liberação e um decaimento abrupto do ativo. (FERNANDES, 2004)
Teste de degradação das membranas de quitosana com sulfato de neomicina
A Tabela 14 mostra os resultados do grau de degradação das membranas de quitosana com sulfato de neomicina: QUISN30, QUISN50 e QUISN70 em solução tampão Clark-Lubs.
Tabela 14: Resultados da análise do grau de degradação das membranas de quitosana com sulfato de neomicina
Membranas de
Quitosana com neomicina
Intervalo de tempo Observação
QUISN30 15 - 30 min
Degradação iniciada rapidamente, após 30 min, degradação total.
QUISN50 15 min - 3h
Degradação observada
após 30 min de
submersão. Em 1h de experimento ainda havia metade da amostra. Com 3h a amostra foi totalmente solubilizada.
QUISN70 15 min - 5 h
Primeira hora da simulação a membrana não sofreu degradação considerável. Com 3 h de experimento metade havia sido dissolvida. Sua degradação total só foi observada após 5 h de experimento.
Uma observação a ser feita é o quanto prolongado foi a degradação das membranas com sulfato de neomicina, sua maior resistência em relação a membrana de quitosana pura ao ambiente ácido do estômago mostra uma relevante eficácia no que tange a liberação controlada de fármacos, uma vez que para a membrana QUISN70 degrada totalmente após 5 h de experimento.
De acordo com a literatura, o polímero empregado para liberar o princípio ativo de forma controlada pode atuar retardando a dissolução do fármaco, inibindo a difusão do fármaco para fora do sistema terapêutico, ou controlando o fluxo da solução de fármaco (FERNANDES, 2004)
6 CONCLUSÕES
A partir dos dados obtidos foi possível obter as membranas de quitosanas, e quitosana com sulfato de neomicina, determinar as propriedades importantes da quitosana, bem como das membranasproduzidas com ela.
Através dos resultados é possível afirmar importantes constatações em relação as membranas de quitosana e membrana com sulfato de neomicina.
• Para as membranas obtidas com o volume de 30 ml, o teor de sólidos é maior do que para os demais volumes, tanto para as membranas com quitosana pura quanto para membranas com sulfato de neomicina, indicando maior evaporação da água;
• Através da caracterização da quitosana comercial utilizada, obteve- se satisfatórios de grau de desacetilação e de massa molar média, os quaismostraram-se coerentes com a literatura;
• As membranas de quitosana pura apresentaram menor grau de intumescimento do que as membranas com sulfato de neomicina, indicando que a membrana que contém apenas quitosana é mais estável;
• O baixo grau de intumescimento da membrana de quitosana e quitosana com sulfato de neomicina, comparado à literatura, proporciona também baixa probabilidade de degradação das fibras dos filmes e ataque de microorganismos, podendo ser utilizadas para tratamento de ferimentos napele.
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