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E. Dispensa de Medicamentos

F.5) Teste de Gravidez

Este teste é bastante particular na medida em que deverá ser feito com a máxima privacidade e isenção de opinião.

Para esta determinação, recorre-se á detecção qualitativa da hormona gonadotrofina coriónica (HCG), na urina. Este teste é de fácil execução, podendo ser feito em casa ou na própria farmácia. É de salientar que esta hormona apenas é detetada após cerca de quatorze dias após a conceção e que a urina utilizada deverá ser a primeira da manhã pois esta possui uma maior concentração da hormona.

Ao longo do meu estágio não tive oportunidade de realizar o teste na FSA mas dispensei vários testes, representando um papel fundamental no esclarecimento de eventuais dúvidas acerca da utilização do mesmo.

G. Outros Serviços

G.1) VALORMED

A VALORMED é uma sociedade responsável pela gestão dos resíduos de embalagens e medicamentos fora de uso, disponibilizando contentores próprios para a recolha de medicamentos e embalagens que, neste caso, se encontra na zona de

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atendimento, o que facilita a sua acessibilidade [22].

Relativamente aos resíduos abrangidos, estes devem ser pós-consumo, isto é, resíduos de embalagens produzidas por consumidores finais, na sequência da utilização de medicamentos ou produtos equiparados que tenham sido adquiridos em estabelecimentos devidamente autorizados [22].

Na FSA, pude verificar que existe uma grande adesão por parte dos utentes que se encontram bastante disponíveis na colaboração de recolha de embalagens e medicamentos fora de uso.

G.2) Farmacovigilância

A OMS define Farmacovigilância como sendo “o conjunto de actividades de detecção, registo e avaliação das reacções adversas, com o objectivo de determinar a incidência, gravidade e nexo de causalidade com os medicamentos, baseadas no estudo sistemático e multidisciplinar dos efeitos dos medicamentos” [17].

A implementação da Farmacoviglância possui enúmeras vantagens, entre as quais as que se referem a seguir:

 Identificação de possíveis acontecimentos adversos com medicamentos;

 Monitorização da segurança dos medicamentos na prática clínica;  Avaliação da relação benefício-risco e implicações para a Saúde

Pública;

 Intervenção para minimizar o risco e maximizar o benefício;  Transmissão de informações sobre dados de segurança;  Monitorização do impacto das acções desenvolvidas.

Assim, o Farmacêutico possui um papel fundamental na Farmacovigilância, devendo notificar o INFARMED, através do preenchimento de um formulário específico, sempre que suspeitar de reacções adversas medicamentosas (RAM) desconhecidas até á data, mesmo que não sejam graves, e ainda todas as suspeitas de aumento da frequência de RAM.

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H. Faturação

Como já mencionado anteriormente, existe um grande diversidade de organismos e modelos de comparticipação, sendo que a percentagem paga pelo utente vai depender directamente da percentagem comparticipada.

Todo este processo inicia-se no momento e venda, em que é calculado no sistema informático, o valor a pagar pelo utente e pelo organismo comparticipante de determinado medicamento. Seguidamente, as receitas são separadas de acordo como regime de comparticipação e agrupadas em lotes de trinta receitas, com a exeção do último lote que pode não conter trinta receitas.

Na FSA, é feita diariamente e sempre que disponível a conferência de receitas, para que sejam detetados atempadamente possíveis erros durante a dispensa. Assim, é fundamental que exista conformidade nos seguintes parâmetros:

 Concordância entre a entidade de comparticipação e organismo;  Presença do número e utente ou beneficiário;

 Assinatura do Médico;

 Validade da receita e a data de dispensa dos medicamentos;  Concordância entre o medicamento dispensado e o prescrito;  Assinatura do utente;

 Assinatura do profissional  Carimbo da farmácia

Deste modo, sempre que todos os parâmetros acima mencionados estejam de acordo com o previsto, são emitidos os Verbetes de Identificação do Lote (ANEXO 11), sendo estes anexados aos lotes correspondentes. Em cada um destes documentos constam as seguintes informações:

 Identificação da Farmácia e respectivo número de inscrição na ANF;

 Carimbo da Farmácia;  Mês e ano a que se refere;  Organismo de comparticipação;  Número de lote;

 Número total de receitas e etiquetas.

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se respectivamente com a emissão de todos os lotes que ainda não tinham sido emitidos ao longo do mês, fecho dos lotes com fecho efectivo da facturação do mês corrente para cada organismo, impressão da Relação do Resumo de Lotes (ANEXO 12) e emissão da respectiva Fatura Mensal para o organismo correspondente.

Por último, são emitidas quatro faturas (duas para o SNS, uma para a contabilidade outra para a ANF) e duas Relações de Resumo de Lotes para o SNS.

Deste modo, é necessário que o verbete de identificação do lote, a relação resumo dos lotes e a fatura mensal referente ao SNS sejam reencaminhados para o Centro de Conferência de Faturas (CCF), sendo neste caso o da Maia. Na eventualidade de existirem erros ou anomalias, o CCF deverá devolver as receitas á farmácia, estando estas acompanhadas de uma Lista Identificativa de devoluções e da Relação de Resumo de Lotes e ainda enviar um relatório que enumere os motivos para tais devoluções. A Farmácia dispõe de um período de sessenta dias para corrigir os erros e de um período de quarenta dias para reclamar tais decisões por parte do CCF.

Quando o organismo comparticipante não é o SNS, os verbetes e respectiva documentação, são enviados para a ANF, que procederá à regularização do pagamento.

Durante o meu estágio, tive a oportunidade de contactar várias vezes com este procedimento, o que foi bastante importante pois permitiu-me adquirir conhecimentos nesta área e também fez com que eu ficasse mais atenta ao facto de o Farmacêutico também possuir uma presença ativa no que diz respeito á gestão e sistema burocrático da farmácia.

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I. Conclusão

Em primeiro lugar, quero realçar mais uma vez a importância deste estágio uma vez que permitiu um contacto mais próximo com a realidade desta profissão.

Ao longo destes quatro meses, tive a oportunidade de pôr em prática muitos dos conhecimentos teóricos adquiridos durante o Mestrado em Ciências Farmacêuticas.

Este estágio permitiu o meu crescimento não só como profissional mas também como pessoa pois adquiri e fortaleci valores como a amizade, interajuda, espírito de equipa e companheirismo. Devo ainda realçar que se tornou ainda mais evidente a necessidade de formação contínua nesta profissão pois estão sempre a surgir novos medicamentos e produtos com diferentes particularidades.

Uma das primeiras tarefas que me foi atribuída foi a recepção de encomendas e o armazenamento de medicamentos nos respectivos locais, o que foi bastante útil para todas as etapas que se seguiram pois esta primeira actividade permitiu um contacto mais aprofundado com os nomes comerciais dos medicamentos, as suas diferentes apresentações e respectivas posologias.

A seguinte fase foi o atendimento ao balcão, que se deu de forma gradual. Inicialmente, esta actividade foi marcada por um nítido nervosismo mas, ao longo do tempo, fui adquirindo mais confiança e tudo decorreu de forma mais natural. Neste ponto, tenho muito a agradecer a toda a equipa pela ajuda, apoio e disponibilidade para o esclarecimento de eventuais dúvidas que foram surgindo.

É notável a interajuda e companheirismo que existe entre todos os membros da equipa da Farmácia Santo António pois todos possuem um objectivo em comum, a saúde e bem estar de todos os utentes.

Assim, termino agradecendo mais uma vez a toda a equipa da Farmácia Santo António que me recebeu e me ajudou em todas as etapas destes quatro meses.

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J.Bibliografia

[1] Decreto-Lei nº 307/2007, 31 de Agosto [2] Decreto-Lei nº 172/2012, 1 de Agosto

[3] Boas Práticas Farmacêuticas para a farmácia comunitária (BPF), Conselho Nacional da Qualidade Ordem dos Farmacêuticos, 3ª Edição, 2009

[4] Decreto-Lei nº 65/2007, 14 Março [5] Decreto-Lei nº 15/93, 22 de Janeiro [6] Decreto-Lei nº 176/2006, 30 de Agosto [7] Decreto-Lei nº 53/2007, 8 de Março [8] Decreto-Lei nº 134/2005, 16 de Agosto [9] Decreto-Lei nº 489/2008, 24 de Setembro [10] Decreto-Lei nº 94/95, 9 de Maio

[11] Diretiva 2004/27/CE, 31 de Março 2004 [12] Decreto-Lei nº 148/2008, 29 de Julho [13] Decreto-Lei nº 136/2003, 28 de Julho [14] Decreto-Lei nº 30/2003, 14 de Fevereiro [15] Decreto-Lei nº 145/2009, 17 de Junho [16] Portaria 137-A/2012, 14 de Maio

[17] www.infarmed.pt, acedido em 10 de Julho de 2013 [18] Portaria nº1501/2002, 12 de Dezembro

[19] Decreto-Lei nº 106-A/2010, 1 de Outubro [20] Decreto-Lei nº 15/94, 22 de Janeiro

[21] Associação Nacional de Farmácias;(2005); CHECKSAÚDE-GUIA PRÁTICO, Risco Cardiovascular

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K.Anexos

Anexo 1- Nota de Encomenda Anexo 2- Fatura de Encomenda

Anexo 3- Requisição de Psicotrópicos/Estupefacientes Anexo 4- Nota de Crédito

Anexo 5- Listagem dos prazos de validade Anexo 6- Receita renovável

Anexo 7- Receita manual

Anexo 8- Impressão no verso da Receita

Anexo 9-Receita com prescrição de Medicamentos Psicotrópicos/Estupefacientes Anexo 10- Boletim de Registo de Determinações Bioquímicas

Anexo 11- Verbete Identificação de lote Anexo 12- Relação resumo de lotes

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Anexo

9-Receita

com

prescrição

de

Medicamentos

Psicotrópicos/Estupefacientes

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F e v e r e i r o / M a r ç o 2 0 1 3

Fevereiro/Março

de 2013

Relatório de Estágio

Centro Hospitalar do Alto Ave

Ana Cristina Castro Rodrigues

Ana Rita Dias Mesquita

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto | 1 Ana Cristina Rodrigues (080601077); Ana Rita Mesquita (080601110)

Estágio Curricular de dois meses, inserido no Mestrado Integrado de Ciências Farmacêuticas, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

Local: Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Alto Ave

Período de estágio: de 1 de fevereiro a 31 de março de 2013

Dra. Ariana Estela Vila Real Araújo

(Diretora dos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Alto Ave)

(Carimbo)

Guimarães, de de 2013

Ana Cristina Castro Rodrigues (estagiária)

Ana Rita Dias Mesquita (estagiária)

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto | 2 Ana Cristina Rodrigues (080601077); Ana Rita Mesquita (080601110)

Declaração de Integridade

Eu, _______________________________________________, abaixo assinado, nº __________, estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração desta monografia / relatório de estágio.

Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto | 3 Ana Cristina Rodrigues (080601077); Ana Rita Mesquita (080601110)

Declaração de Integridade

Eu, _______________________________________________, abaixo assinado, nº __________, estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração desta monografia / relatório de estágio.

Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto | 4 Ana Cristina Rodrigues (080601077); Ana Rita Mesquita (080601110)

Agradecimentos

O estágio nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Alto Ave, fez-nos crescer enquanto profissionais de saúde, permitindo a aquisição de competências e conhecimentos a vários níveis, que futuramente ser-nos-ão bastante úteis, já que muitos deles serão aplicados no nosso quotidiano.

Esta curta experiência tornou possível a aplicação dos conhecimentos teóricos, adquiridos ao longo dos cinco de formação académica na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, de uma forma prática.

Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer à Dra. Ariana (Diretora Técnica dos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar do Alto Ave) pela sua disponibilidade e oportunidade de realização do estágio.

Agradecemos, de igual forma, a todos os farmacêuticos, técnicos e assistentes operacionais pelo acolhimento e transmissão de conhecimentos a todos os níveis.

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Lista de acrónimos

AAM – Auxiliar de Acção Médica

AIM – Autorização de Introdução no Mercado AO - Assistente Operacional

CA - Conselho de Administração

CFLH – Câmara de Fluxo Laminar Horizontal CFT – Comissão de Farmácia Terapêutica CFLV – Câmara de Fluxo Laminar Vertical CHAA – Centro Hospitalar do Alto Ave DCI – Denominação Comum Internacional

DIDDU – Distribuição Individual Unitária e Unidose DT – Director(a) Técnico(a)

FEFO – First Expired First Out

FHNM – Formulário Hospitalar Nacional de Medicamento FR - Farmacêutico (a) Responsável

GHAF – Gestão Hospitalar de Armazém e Farmácia HEPA - High Efficiency Particulate Air

HDP -Hospital Dia Polivalente

IDT -Instituto Droga e Toxicodependência IM - Intramuscular

NP – Nutrição Parentérica

RNM – Reacções Negativas à Medicação SC – Serviços Clínicos

SF(s) – Serviço(s) Farmacêutico(s)

SFH - Serviços Farmacêuticos Hospitalares TDT – Técnico de Diagnóstico e Terapêutica

UCA - Unidade Cuidados Ambulatório

UCIN – Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais UCIP - Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente UCPC - Unidade Central de Preparação de Citotóxico

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Índice

1. Introdução ………... 9 2. Organização dos Serviços Farmacêuticos... 10

2.1. Localização……… 11 2.2. Recursos Humanos………...……… 11 2.3. Sistema Informático………... 12 2.4. Horário de funcionamento………..………. 13 3. Gestão Hospitalar ... 13 3.1. Aquisição e Aprovisionamento………. 14 3.1.1. Hemoderivados……….. 15 3.1.2. Estupefacientes e Psicotrópicos………...….. 15 3.1.3. Medicamentos Sujeitos a autorização especial……… 15 3.2. Recepção e verificação………. 16 3.2.1. Hemoderivados……….. 16 3.2.2. Estupefacientes e Psicotrópicos………...….. 16 3.2.3. Medicamentos Sujeitos a autorização especial……… 16 3.3. Armazenamento Geral……….. 17 3.4. Armazenamento Especial………. 17 3.5. Prazo de Validade……….. 17

4. Distribuição dos Medicamentos ... 18

4.1. Distribuição Unitária ……….……… 18 4.1.1. Em que consiste ……… 18 4.1.2. Papel do Farmacêutico………. 18 4.1.3. Distribuição dos medicamentos……….. 19 4.1.4. Medicamentos que não pertencem ao formulário interno………... 20 4.1.5. Devolução aos SF de medicação……… 20 4.2. Distribuição clássica……….. 21 4.2.1. Em que consiste ………... 21 4.2.2. Requisição pelos SC para reposição de stocks nivelados………. 21 4.2.3. Requisição pelos SC para reposição de stocks nivelados por troca de módulos……….………. 22 4.3. Distribuição de Medicamentos em Regime Ambulatório………. 22 4.4. Medicamentos sujeitos a controlo especial………... 25 4.4.1. Distribuição individualizada……….. 25 4.4.2. Distribuição de gases medicinais……….... 26 4.4.3. Distribuição de Hemo derivados………. 26

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4.4.4. Distribuição de Estupefacientes e Psicotrópicos……….. 27 4.4.5. Distribuição de Metadona………. 28 4.4.6. Medicamentos de justificação obrigatória……….. 28 4.4.7. Medicamentos Extra-formulário………..……… 28

5. Unidade de Produção ... 29

5.1. Citotóxicos……….………..………... 29 5.1.1. Generalidades ………... 29 5.1.2. Unidade Centralizada de preparação dos citotóxicos………. 30 5.1.3. Vestuário………. 30 5.1.4. Circuito do medicamentos citotóxico……….. 30 5.1.5. Controlo da CFLH e das preparações………... 31 5.2. Nutrição Parentérica ………..………... 32 5.2.1. Considerações gerais ………... 32 5.2.2. UMNNP……… 33 5.2.3. Circuito do medicamento……….…. 33 5.2.4. Instalações……….. 34 5.2.5. Controlo da CFLH………... 34 5.2.6. Vestuário………. 35 5.3. Preparação de medicamentos não estéreis……….. 35 5.4. Reetiquetagem………... 36

6. Comissões Técnicas ... 37

6.1. Comissão de Farmácia e Terapêutica………..………... 37 6.2. Comissão de Ética para a Saúde……… 37 6.3. Comissão de higiene e controlo de infecção hospitalar……….. 38 6.4. Outras Comissões………. 39

7. Conclusão ... 40 8. Bibliografia ... 41

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Índice de Imagens

Imagem 1: Planta Farmácia Hospitalar………..10

Imagem 2: Página Inicial GHAF ………...…..11

Imagem 3: Circuito da Unidade de Nutrição Parentérica ……….………...…..32

Índice de Tabelas

Tabela 1: Lista de Medicamentos utilizados em S.O.S, não fornecidos em DIDDU ……...19 Tabela 2: Elementos contemplados na receita ………....22

Índice de Esquemas

Esquema 1: Recursos humanos ……...11 Esquema 2: Sistema Informático ……...12

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1. Introdução

As raízes históricas deste Hospital remontam aos finais do Século XVI, época em que foi instituído o Hospital da Misericórdia de Guimarães, que funcionou neste formato até à Revolução de 1974, altura a partir da qual passou a ser designado de Hospital Distrital de Guimarães. Em meados dos anos 80 do Século passado, surgiu a necessidade de construir um novo edifício para que se servisse de forma adequada a população da região. E, deste modo, começa a história das atuais instalações do Centro Hospitalar do Alto Ave.

O projeto para a construção deste novo edifício teve início em 1978, tendo como objetivo a obtenção de um total de 485 camas.

O CHAA está localizado à entrada sul da cidade de Guimarães. Foi dotado de dois edifícios, um corpo principal com 11 pisos, tendo os dois primeiros pisos edifícios circundantes funcionando como uma espécie de base. O segundo corpo foi dotado de 3 pisos, ligado ao edifício principal por galeria semi-enterrada.

O novo Hospital entrou em funcionamento a 25 de Setembro de 1991, tendo sido inaugurado oficialmente a 8 de Fevereiro de 1992 pelo atual Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva.

O hospital funcionou neste formato até ao ano de 2002, quando foi transformado em Sociedade Anónima (SA) de capitais exclusivamente públicos pelo Decreto-Lei nº 285/2002.

Em 2005 houve uma nova alteração na natureza jurídica do Hospital, decretada pela tutela central.

Em 2007, surge então o Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE, pelo DL 50-A/2007 de 28 de fevereiro, que fundiu os antigos hospitais da Senhora da Oliveira e S. José de Fafe num único Centro Hospitalar, com sede em Guimarães. Mantendo-se o estatuto jurídico EPE.

Atualmente o CHAA tem por área de influência os Concelhos de Guimarães, Fafe, Vizela, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Felgueiras.

Este possui um total de quase 1700 profissionais, dispersos pelos diversos Serviços e por ambas as Unidades. [1]

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O CHAA, bem como outros seis hospitais com o mesmo estatuto, iniciou no mês de Maio de 2004 um processo que visa a sua Acreditação pelas normas da Joint Comission International, sendo que esta tem como objetivo os seguintes aspetos:

 Avaliar globalmente a organização, tendo como pressuposto que o utente representa um conjunto bastante complexo de processos e funções.

 Utilizar normas consensuais para a avaliação da Qualidade.

 Envolver todos os profissionais de saúde no desenvolvimento das normas e avaliação dos processos.

 Focalizar no utente o desenvolvimento das normas e a avaliação dos processos, bem como as questões da segurança e efetividade dos cuidados prestados.

 Criar uma cultura de Melhoria Contínua da Qualidade. [2]

2. Organização dos Serviços Farmacêuticos

2.1. Localização

A localização dos Serviços Farmacêuticos deverá sempre que possível, obedecer às seguintes normas:

 Facilidade de acesso externo e interno;

 Implantação de todas as áreas, incluindo os armazéns, no mesmo piso;

 O sector de distribuição de medicamentos a doentes ambulatórios, se existir, deverá localizar-se próximo da circulação normal deste tipo de doentes, como por exemplo junto das consultas externas e ter entrada exterior aos serviços farmacêuticos;

 Proximidade com os sistemas de circulação vertical como monta-cargas e elevadores. [3,4]

Os SF do CHAA estão situados no piso 1 (rés-do-chão) do edifício principal do Hospital, o que permite um fácil acesso a todos os fornecedores, profissionais de saúde e utentes que necessitem de medicação de ambulatório.

O espaço físico encontra-se dividido nas seguintes áreas:  Gabinete Administrativo

 Vestiários

 Gabinete Diretora Técnica  Instalações Sanitária Femininas  Instalações Sanitária Masculinas  Sala de Convívio

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto | 11 Ana Cristina Rodrigues (080601077); Ana Rita Mesquita (080601110)

 Armazém de Psicotrópicos, Estupefacientes, Benzodiazepinas e Hemoderivados  Laboratório

 Reembalagem

 Gabinete Distribuição Clássica  Área de Distribuição Clássica  Armazém

 Armazém de Produtos Inflamáveis e Gases Medicinais

 Gabinete de Distribuição Individual Diária em Dose Unitária (DIDDU)  Área de DIDDU

 Armazém Antibióticos

 Área de preparação de Citotóxicos e Nutrição Parentérica  Ambulatório

 Armazém de Produtos de Grande Volume (ANEXO I)

Imagem 1 – Planta Farmácia Hospitalar

2.2. Recursos humanos

Em primeiro lugar, é importante referir que para que qualquer serviço funcione corretamente, são necessários recursos humanos adequados. Deste modo, no CHAA, o número de pessoas envolvidas em todos os sectores dos SF, está de acordo com aquilo que é desejável para o número de camas existentes no hospital.

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