4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.4 Fase da Avaliação
4.4.1 Teste do Aplicativo em um Programa de Mestrado em Administração
Por meio dos dados do relatório Coleta Capes dos anos de 2010, 2011 e 2012 (estimativa) de um programa de mestrado em Administração foram realizados testes com a planilha consolidada (Tabela 18) e o aplicativo para a obtenção de uma estimativa da nota da avaliação triênal do programa, desta maneira foi construido um teste para a logica estabelecida.
Ja as Figuras 23, 24, 25, 26, 27 e 28 apresentam as telas do aplicativo referentes aos testes realizados seguindo o roteiro: Proposta do Programa; Corpo Docente; Corpo Discente/Teses e Dissertações; Produação Intelectual; Inserção Social e Resultado Final (Nota).
Tabela 18 –Planilha com os dados consolidados de um programa de mestrado em Administração.
1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 M. Bom Bom Regular Fraco Deficiente
Linhas Pesquisa X
Projetos X
30,00% Relevancia e impacto X
30,00% Convênios de cooperação X
30,00% Processo de seleção X
5,00% Processos de credenciamento e renovação de
credenciamento de docentes X
5,00% Financiamento ou apoio de entidades externas X
Recursos fisicos X
Laboratório X
Biblioteca X
Assinatura de bases de dados X
Diversidade de formação NDP X
Compatibilidade do corpo docente X
Experiencia
Avaliação docente X
Apoio a formação, congressos etc X
Credenciamento de orientadores X Intercambio acadêmico 25% do NDP X Financiamento de pesquisa 25% do NDP X 20% X Graduação X IC X Programas de capacitação X 20% X
15% 3.2. Distribuição das orientações X
7,14% Processo de formação das comissões avaliadoras (inclui a titulação capes) X 7,14% Vinculação com as linhas de pesquisa e trabalho
X 7,14% Examinadores externos ao curso X 7,14% Examinadores externos a IES X 7,14% Vinculo das dissertações a linhas de pesquisa X 7,14% Produção dos dicentes pós-graduação > dois anos até dois anos da form X 7,14% Produção dos dicentes graduação (caso tenha) > dois anos até dois anos da form X
15% 3.4. Eficiência do Programa X 55% 4.1. Publicações qualificadas X 30% X 7,50% Produção tecnologica X 7,50% Produção tecnica 12,50% Educacional X 12,50% Social X 12,50% Cultural X 12,50% Tecnologico X
10,00% Participação sistemática de cooperação e intercâmbio X 10,00% Participação em projetos de cooperação entre PG X 10,00% Participação em atividade de apoio ao ensino X
10,00% Manutenção de página web X
10,00% Garantia de amplo acesso as teses e dissertações X 35% 15% 4.3. Produção técnica Produção Intelectual 7,50% 7,50% 7,50% 7,50% 4,17% 3,33% 3,33% 4,17% 4,17% 22,50% 22,50% 2.3. Distribuição das atividades
Inserção Social 10% 50% 5.1. Inserção e impacto 30% 5.2. Integração e cooperação 20% 5.3 - Visibilidade ou transparência Quisito
Avaliado Peso Desdobramento de cada quesito
Avaliação Proposta do programa 0% 50% 1.1 - Coêrencia e consistência 25,00%
4.2. Distribuição de publicações qualificadas 4,17% 45% 2.2. Adequação e dedicação 25,00% 20% 1.2. Planejamento do programa Corpo docente 20%
25% 2.1. Perfil do corpo docente
90,00%
10,00%
30% 1.3. Infra-estrutura
10% 2.4. Contribuição dos docentes
3,33% 4,17% 4,17% Corpo Discente, Teses e Dissertaçõ es 35%
3.1. Quantidade de teses e dissertações defendidas
50% 3.3. Qualidade das Teses e Dissertações
Figura 23 – Janela do aplicativo referente ao item Proposta do Programa. Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 24 - Janela do aplicativo referente ao item Corpo Docente Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 25 - Janela do aplicativo referente ao item Corpo Discente/ Teses e Dissertações Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 26 - Janela do aplicativo referente ao item Produção Intelectual. Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 27 - Janela do aplicativo referente ao item Inserção Social. Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 28 - Janela do aplicativo referente ao calculo final da nota Fonte: Elaborado pelo autor
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As principais considerações referentes a pesquisa desenvolvida estão descritas a seguir.
a) A CAPES é responsável por reconhecer, monitorar e avaliar os Programas de Pós- Graduação Stricto Sensu no Brasil. Para Ferreira & Moreira, (2001); Balbachevsky, (2005); Schwartzman, (2005) e Maccari et al. (2009) o sistema de avaliação da CAPES é um dos melhores e mais bem estruturados do mundo, sendo dinâmico e reativo, adaptando-se as necessidades da sociedade.
b) A avaliação dos Programas de Pós-Graduação no Brasil compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os Programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós-Graduação. Os resultados desse processo, expressos pela atribuição de uma nota na escala de "1" a "7" fundamentam a deliberação CNE/MEC sobre quais cursos obterão a renovação de "reconhecimento", a vigorar no triênio subsequente (CAPES, 2012b).
c) Segundo Maccari (2008) o acompanhamento anual dos Programas ajuda a identificar possíveis desvios de desempenho sem atribuir conceitos. Esta avaliação anual é a base para a avaliação trienal, que por meio dos pareceres e comentários realizados durante o processo culminam na avaliação trienal, esta visando estabelecer os conceitos de cada curso.
d) Para continuidade da sua contribuição para a Pós-Graduação, a CAPES deve manter-se em constante movimento evoluindo para novas necessidades. Balbachevsky (2011) afirma que a avaliação realizada em 1996 demonstrou a fragilidade do sistema que estava em vigor, desta forma a CAPES estava perdendo sua função discriminadora. Ainda segunda a autora, a reação da CAPES foi reformular o seu sistema de avaliação, iniciando em 1998, um modelo mais rígido. Preserva-se a autoridade dos comitês de avaliação por pares, porém é adotado um novo conjunto de indicadores e regras mais claras que devem ser observadas por todos os comitês de área.
e) Nas IES os departamentos de Pós-Graduação apresentam certo grau de independência em relação à graduação. No entanto, ainda que independente, a Pós-Graduação influência fortemente a imagem e a visibilidade institucional. Desta maneira, cabe aos administradores e
responsáveis pela gestão da Pós-Graduação construir e realizar estratégias eficientes e eficazes na condução destes setores (Macedo, 2008).
f) As IES são um caso singular na gestão do conhecimento, sendo que estas lidam de maneira corriqueira com o conhecimento. Mais do que isso, as IES geram conhecimento e tem sua razão centrada no fado de serem elas as responsáveis pela disponibilização desta. Porém seu desempenho como organizações gestoras do conhecimento parece não corresponder à natureza de seu negocio. Da mesma forma que o conhecimento e seu principal produto, seus processos são compatimentalizados em blocos especialistas de conhecimento, geralmente limitados pela sua estrutura adocrática.
g) O modelo proposto para a elaboração do aplicativo de acompanhamento da avaliação da CAPES dos Programas de Pós-Graduação da Área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo mostraram-se satisfatório quanto a sua aplicação. O aplicativo desenvolvido para o ocompanhamento dos quesitos da avaliação CAPES atendeu ao objetivo principal do trabalho.
f) Os testes do aplicativo em um programa de mestrado profissional em Administração mostrou que a lógica do mesmo é aplicavel.
g) Na otica dos projetos de TI Kerzner (2000) e Pinto (2002) afirmam que em sua grande maioria os projetos promovem mudanças e consequentemente têm de vencer resistências. Neste sentido a utilização da gestão de projetos de TI contribuiu para se manter alinhado o projeto com o objetivo estratégico dos Programas de Pós-Graduação. E ainda de acordo com Pressman (2006), o processo de desenvolvimento do software exige a confecção de documentos que servem de suporte ao levantamento e definição de requisitos e funcionalidades específicas do cliente ao qual devem ser implantadas ao novo software sendo desenvolvido. O qual pode ser observado durante toda a execução desta pesquisa.
h) Foi possível verificar o alinhamento das etapas da pesquisa-ação em conformidade com a gestão de projetos de Tecnologia da Informação (TI) no desenvolvimento do aplicativo proposto, sendo que a lógica do sistema proposto pela CAPES é passível de sistematização e acompanhamento objetivando alinhar a gestão estratégica dos Programas de Pós-Graduação.
i) A experiência de pesquisa-ação no desenvolvimento de um aplicativo foi um processo rico em geração de ideias e conceitos sobre o sistema. Desta forma contribuiu para o
desenvolvimento do mesmo. Isso vai ao encontro do que afirma Thiollent (2009) que o a construção de um projeto de pesquisa-ação em uma organização não é um procedimento de percurso único. Em cada passo da investigação e o desencadeamento da ação sempre requerem a construção de novas ideias, parcialmente sugeridas pelos pesquisadores /consultores e em parte expressados pelos demais atores.