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L

HAM AMOS

Fcbrcintermittente

aquella cujos symplomassc ma

-nifestam poraccessos

,

entreosquaessepódealgumas vezes apre

-ciar uma apirexia maisoumenosfranca

.

Aapirexia é o inlervallo dc calma maisou menoscompleta, que começa na cessação ou mesmo declinaçãosensível do movimento febril

,

c scterminanarcapparição desse movimento

,

queóoacccsso

.

II

.

Estão predispostosás febresintermittentes

,

osindivíduos dctemperamentolympha

-ticocnervoso,aquellesquese achamemum estadogeralde debilidade:as aflecções moracs

,

o abuso dasbebidasalcoólicas

,

odesregramentonamesac noscostumes pre

-dispõem lambema estas febres

.

III

.

Aquellesquejá temsidoaffectadosdc febres intermittentes

,

osindivíduosquesão obrigadosa trabalharouaresidir junta dc lugares pantanosos

,

estãopredispostosa

7

26

conlrahil

-

as:emfuniodas as circurastancias

,

que nos põesobainfluencia das

causas

determinantes

,

são

causas

prcdisponenlesdetaes febres

.

IV

.

Tem

-

se reconhecido

,

cconfirmado porobservações eexperiênciasafrequênciadas febres intermittentes noslugares onde abundam pantanos

,

cqualquer sorted’aguas estagnadas

,

emcujoseio hajam matcriaes de decomposições organicas

.

Osmiasmas

pantanososctodos aquellesque se desenvolvem pelaevaporaçãodessasaguas

,

são as causasdeterminantes mais frequentesemais activas destasfebres

.

v

.

Essas aguasobramnão tantopelasuaquantidade

,

massim pelo deposito maisou

menos

infecto

,

quepelasua evaporaçãoé posto emcontactocomaalmosphera

.

VI

.

Osclimas

,

astopographias

,

oestado calmoouagitadodo ar

,

asuatemperatura

,

c bygromelria

,

sãocondiçõesque regem a actividadedos miasmas paludosos

.

VII

.

Nãosão ospantanos

,

que obramcomo uma das causasdas febres intermittentes

,

dizemalgunspráticos

,

éaargila

. —

Naverdade oterrenodos pantanos 6argiloso; comludo acreditamosquea argilasó influe nodesenvolvimentodas febres pelasua impermeabilidade

,

eque odesprendimento dos miasmasseencarrega doresto

.

VIII

.

Experiências repetidastem demonstrado que a cultura decertasplaulaçòesdá origemásfebresintermittentes: talé

a

dotrigo

, arroz ,

etc

.

27

-IX

.

Couiquantoa

causa

maisgeral liasfebresintermittentes sejamas emanaçõesdelete

-rcas

,

comtudocilaspôdemseroccasionndaspelou^o demás aguas, pelasmudançasra

-pidas de temperatura

,

por umfrioexcessivo ehúmido:os lugares baixos e húmidos

,

aquellesemqueos raios solaresnãopenetramlivremente

,

eemqueaalmosplieranão éconvenientementeagitada

,

e renovada

,

algunspráticosconsideram favoráveisáde

-terminaçãodas febres intermittentes

.

X

.

Nãoéraro vér

-

seduranteamarcha deumafebre intermittente

,

quandoos

accessos

temjácedido dasua intensidade

,

eduração

,

aadministraçãodeum purgante despertar amoléstia

,

aqual seapresenta novamente com ocortejode todosos seussymplomas

.

XI

.

Oscorposestranhosnocanal da uretra

,

cassim asua cauterisação(dizem alguns Práticos) temdeterminado algumasvezes accessossemelhantes aosdafebreinter

-mittente

.

XII

.

Outrasvezesascausasda febreintermittente furtam

-

scámais apurada indagação

.

XIII

.

<)caracterpatoguomonicodas febresintermittentesé tirado do modo de invasãoc terminaçãodosaccessos,e daapirexiaque os separa :muirarasvezesos doentesaccu -sait)dôr em um ououtro membro

.

XIV

.

Aterminaçãomais

commun

)dasfebres

intermittentes

éa

cura

: porém muitasvezes elUssãoseguidas de

um

estado de cachexia

,

deiuflammaçõ

cs

chrouicasdo baço

c

fi

-—

28

gado

,

lesõesdocorarão, diversas bydropesias; algumasvezes sobrevémo edema dos membrosinferiores:a morteemalgunscasos póde terminaramoléstia

.

XV

.

Iheorias variadas

,

c sobre hypothesesmaisou menosbrilhantes

,

temprocurado explicara sede das febresintermittentes

.

Osorgãosdacavidadeabdominal,o eixo cerebro

-

spinal

,

osystemanervosoemgeral

,

o sangue,asartériaseocoração

,

ouos nervos gauglionarios

,

temsido apresentadoscomo sededa moléstia

.

XVI

.

Oestudodosystema nervoso cm suaspropriedades

,

em

suas

variadasa(Tecções

,

etc

. ,

applicaçãonaexplicaçãodaséde das febresintermittentes

,

assentam sobre ca sua

razõesque nãoémuitojusto rejeitar complctamcnle,atlento o papel importanteque parecemrepresentar na moléstiaotrisplunchnico

,

c opncumogaslrico

.

XVII

.

Asede das febresintermittentes

,

dizemautoridades respeitáveis

,

ecomcilasoSnr

.

Dr

.

Silva

,

existe nosystemalymphalico: naverdadeestaopiniãotambémsepresta

perfeitamenteáexplicaçãodofacto

.

XVIII

.

Quantoás lesões mnteriaes encontradasnoscadivercs

,

nãonosautorisai» por ora áestabelecer de umamaneira positivacinalacavclasede dasfebres intermittentes: a alteraçãodo baço, c ado ligado são as «pie se temmostrado maisconstantes

,

e depoisas lesõesdocora ção

,

asbydropesias

,

o edema dosmembrosinferiores ; porém estas mesmaslesões dão

-

semuitas

vezes

nasautopsias deindivíduos

,

quenuncasof

-freramfebres intermittentes

.

XIX

.

Chama

-

se

Augio

-

Lcucile

ainllammaçãodosvasosegauglios lymphaticos

.

(Gran

-denumero dePráticos estrangeirose nacionaes empregaestapalavracomosynonymica

- 29

-de Elephantiasis dosArabes,synonymia adoptada pcloSnr

.

Dr

.

Silva;cdebaixodeste pontode vista

XX

.

A Angio

-

LeuciteouElephantiasisdosArabes (como asfebresintermittentes)atacade preferencia osIndivíduos detemperamentolymplialico:as mulheres estãomaispre

-dispostasá esta moléstia

.

XXI

.

Em geral podemos dizerque sãocausaspredisponcntes da Angio

-

Leuciteas

mesmas

quedasfebresintermittentes

.

XXII

.

Ascausas

,

queexaminámos

,

capazesdedeterminar asfebres intermittentes

,

eque são relativas ánaturezado solo, aoestadoda atmosphera

,

etc

. ,

pódetnobrar algumas vezescomo causaslambem determinantes daAngio- Leucite

.

XXIII

.

Umadascausasdeterminantes da Angio

-

Leucite

,

que

,

segundoasobservaçõesde Hcndy, parece exercermaior influencianaproducçãoda moléstia

,

éosveutos

,

que imprimem aoarqualidades maisou menosperigosas segundoasuadirecção

,

os paizesque elles tem atravessado

,

eoseucontrastecomaalmospnera

.

XXIV

.

A Angio

-

Leucite manifesta

- se

porsymptomaslocaesegeraes:napbysionomia dos symptomasLeucitese terminamgeraeslia alguns traesesuccçosèdent«los

,

comodas febresosacccssosintermittentesdasfebres:os ataques daintermittentesAngio

,

mas

-não deumamaneira tão franca : lia dôr«juasiconstantecm umououtromembro, quesc inlluuitnamaisoumenosquasisempre

,

oqueé muiraronasfebres intermittentes

.

8

- 30

XXV

.

Nasfebresintermittentesnão ha

uma

lesãolocalapreciável

,

queexpliqueomovi

-mento pathologico: na Angio

-

Leucitc essemovimento é

a

traducçã

o , ou

é sympto

-inatico deumalesãolocalisada

,

conhecida

,

emuitas

vezes

limitada

.

XXVI

.

A terminaçãoda Anglo

-

Leucilcéa

cura

cmalgunscasos;na maiorparlea disfor

-midade dosmembrosinferiores

,

do escroto

,

após os ataquesrepelidos damoléstia : algumasvezesappareccm aí

tec

ções no apparelhocirculatórioc nosorgãosabdomi

-naes: outrasvezes

em

ílm

a

morteèa suaconsequência

.

\WII

.

A

s

éde daAngio

-

Leucitcé nosystcmalymphatico

.

XXVIII

.

As lesões materiaes encontradas nos exames nccroscopicos localisam

-

sc essen

-cialmente no systcma lymphatico: ha lambem alteraçõesnosorgãosabdominacs

e

thoraxicos

,

como

nas

febresintermittentes

:

comludo nãopodemosainda dizer deuma maneira definitiva

ha

uma

lesão constante nasduasmoléstias

,

aqualporsiexplica o movimento pathologico

,

asperturbaçõesorganicascmambas:aanatomia palhologlca

,

obscura ainda

nas

febresintermittentes

,

o

nol

- o

permilte

,

e portantonão nos apre

-senta dadosseguros com que possamos estabelecersehacometleilorelaçõ

es ana

-tomo

-

palhologicas

, c

quaes entreas duas moléstias

.

Serams ä ccmenas .

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