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Tipo de Pesquisa

No documento UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (páginas 48-51)

3 MATERIAL E MÉTODO DA PESQUISA

3.1 Tipo de Pesquisa

Ao contemplar as declarações expostas por Prodanov e Freitas (2013) sobre o que é a pesquisa científica, e as características que a integram, é possível depreender que a pesquisa científica, em palavras simples, é a realização de um estudo feito com a finalidade de compreender, explicar e até encontrar possíveis soluções para um determinado problema.

Por consequência, percebe-se que para a realização de uma pesquisa científica é preciso percorrer um longo caminho de intensas buscas. Primeiramente, o pesquisador esforça-se à procura por aportes teóricos que embasem uma determinada ideia, hipótese ou fenômeno. E posteriormente, parte-se para uma investigação mais direta, pretendendo analisar fatos ou realizar experiências com o fito de comprovar uma determinada teoria. Ou seja, é um estudo preciso, construído meticulosamente sob a ótica da verificação e validação dos acontecimentos.

Em conexão com o exposto, Gil (2002, p. 17) declarou que “pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos”. De acordo com o autor, a pesquisa é desenvolvida por meio de um longo processo que engloba inúmeras

etapas, que vão desde o momento em que se formula o problema até que se alcance a tão esperada apresentação dos resultados.

Assim, ao considerar as narrativas exibidas por Prodanov e Freitas (2013), e ponderar as colocações apresentadas por Gil (2002) acerca do conceito e processo que contornam a pesquisa, pode-se perceber a complexidade que envolve as vertentes da pesquisa científica, bem como todo esforço e dedicação por parte do pesquisador para a concretização desse processo. Uma vez que é preciso diagnosticar um determinado problema presente na sociedade, e ir em busca de respostas reais para mesmo, de novas informações e investigar as que já existem na área. Para só assim, poder cruzar os conhecimentos e contestar as evidências descobertas.

Dentro desta ótica, a pesquisa científica, como apontaram Prodanov e Freitas (2013), recebe várias classificações. Logo, existem diversos tipos de pesquisas e cada tipo apresenta seus procedimentos, métodos e especificidades próprias. Assim, quanto à classificação da pesquisa científica, do ponto de vista dos procedimentos técnicos, citados pelos referidos autores, o presente estudo enquadra-se como uma pesquisa de campo. Acerca do conceito de pesquisa de campo, Prodanov e Freitas (2013, p. 59) declararam que:

Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referentes e no registro de variáveis que presumimos relevantes, para analisá-los.

Seguidamente, quanto ao ponto de vista de seus objetivos, esta pesquisa de campo se classifica como descritiva. Com relação ao objetivo das pesquisas descritivas, Gil (2002) proferiu que: “As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis”. (GIL, 2002, p. 42). O autor destacou ainda que incontáveis estudos podem se enquadrar nessa classificação. E a caraterística típica deste tipo de pesquisa são as técnicas uniformes de coletas de dados, que se apresentam na forma de questionários e de observação.

Ao dar continuidade à classificação da pesquisa científica, do ponto de vista da forma de abordagem do problema, esta pesquisa tem uma abordagem qualitativa.

Nessa perspectiva, Prodanov e Freitas (2013) traçaram alguns critérios que marcam esse tipo de abordagem em uma pesquisa cientifica. De acordo com os autores, interpretar fenômenos e atribuir a eles significados são ações básicas no processo que abrange a pesquisa qualitativa.

Os autores elucidaram ainda que, diferentemente da pesquisa quantitativa, este tipo de pesquisa não exige o uso de métodos e técnicas estatísticas. Neste caso, o próprio campo empírico representa a fonte direta para a coleta dos dados, e o

pesquisador aponta-se como instrumento significativo para a realização desse

processo. Além disso, na pesquisa qualitativa os dados coletados são descritivos, devendo apresentar o máximo possível dos elementos existentes na realidade que está sendo investigada.

Quanto à análise dos dados da pesquisa, Prodanov e Freitas (2013, p. 70) afirmaram que nesse processo “[...] não há preocupação em comprovar hipóteses previamente estabelecidas, porém estas não eliminam a existência de um quadro teórico que direcione a coleta, a análise e a interpretação dos dados”.

Face ao exposto, pode-se dizer que uma pesquisa que segue uma abordagem

qualitativa, por não preocupar-se em comprovar dados preestabelecidos, traz

vantagens ao pesquisador, uma vez que esse pode investir tempo para aproximar-se de forma mais intensa da realidade que envolve o problema pesquisado.

No que tange aos dados colhidos, como apontado pelos autores, o pesquisador apenas os descreve, não podendo interferir nas declarações. Entretanto, é pertinente ressaltar que a coleta desses dados pode permitir ao pesquisador a criação de novos questionamentos sobre a problemática analisada. E esses questionamentos podem norteá-lo para um melhor direcionamento de sua própria pesquisa ou até mesmo agregar outros conhecimentos para possíveis novos estudos na área pesquisada. Em síntese, diante das colocações acima, para a produção deste trabalho foi realizada uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa. Assim, foi feita uma pesquisa de campo com educadoras de instituições de Educação Infantil de um município do sertão da Paraíba, com o intuito de conhecer a visão dessas profissionais acerca da ludicidade, e analisar a compreensão que essas têm acerca do lúdico utilizado como metodologia de ensino para os educandos da Educação Infantil, e em particular, para as crianças público-alvo da Educação Especial.

No documento UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (páginas 48-51)