2 LIVROS ILUSTRADOS INFANTIS
2.4 TIPOS DE L.I.I.I
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que livros de literatura infantil ainda são adotados pelo ensino, considerando-se pretextos para trabalhar conteúdos escolares e domínios do interesse majoritário.
Documentos identificados
Nesta partição, apontam-se quais documentos fazem parte do corpo teórico desta seção, conforme o resultado da RBS e RBA, com a síntese de suas propriedades. Os principais autores estão sinalizados em destaque.
QUADRO 6 – SÍNTESE DO CORPO TEÓRICO SOBRE O L.I.I. NACIONAL
Andrade (1969) O autor conta a história do contexto do livro ilustrado infantil, junto das mudanças sociais no Brasil.
Camargo (1995) O autor contextualiza o L.I.I. no âmbito nacional.
Cavalheiro (1955) O autor aborda a história do L.I.I., aos olhos de Monteiro Lobato.
*Coelho (1991) O autor percorre a história do L.I.I., desde as influências europeias até o Brasil.
Franca (2007) O autor expõe o contexto da história do L.I.I. brasileiro ,contrapondo-o com a crítica literária europeia.
*Martins et al. (2008) Os autores argumentam sobre o aumento da relevância no
desenvolvimento do aprendizado infantil, favorecendo as pesquisas aplicadas no desenvolvimento da participação da criança na elaboração de sistemas (portal).
*Soares (2015) O autor discorre a respeito da existência de interesses políticos e econômicos que interferem no desenvolvimento da educação nacional.
Vasques (2012) A autora disserta sobre o desenvolvimento da literatura nacional e o contextualiza, de acordo com o progresso social.
*Zilberman (2014) A autora aborda o percurso e o desenvolvimento do livro ilustrado infantil no Brasil.
FONTE: A autora (2019).
2.4 TIPOS DE L.I.I.I.
Há inúmeros tipos de L.I.I. voltados para o público infantil; assim, é primordial discriminá-los, a fim de constatar e depreender os diferentes elementos, considerando-se que há modos específicos de ler livros que contenham imagens. Embora haja divergências com relação à maneira de interpelar o livro ilustrado, seja pela sua definição conceitual, seja pelas relações estipuladas entre o texto e a imagem, é indiscutível a preocupação dos pesquisadores em destacar essa dependência existente entre as duas linguagens inerentes ao livro ilustrado.
O livro de imagem é constituído por ilustrações narrativas e significativas, contudo, nem todos podem ser considerado livros ilustrados. No livro de imagem, não há narratividade; como apresentado anteriormente, o livro ilustrado abarca a narrativa, inter-relacionando as duas linguagens: visual e verbal.
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No guia para professores fornecido pelo Ministério da Educação (acervo do Programa Nacional Biblioteca na Escola - PNBE), há uma seção específica dedicada ao livro de imagem, a qual reforça a ideia de que se trata de objeto específico e demonstra várias formas de se aplicar em sala de aula:
[…] os livros de imagem, se bem observados, têm função narrativa – mostram cenas, ações encadeadas e na configuração do espaço e simulação do tempo criam histórias. As ideias ilustradas expressam sentido, colocam em jogo códigos culturais e compõem uma estética apreciável atra’ves das situações ilustradas. (PNBE, 2014, p. 48).
No contexto nacional, a relação dos livros com imagens é acompanhada de uma definição clara quanto a sua terminologia e seu conceito, oferecendo orientação metodológica aos mediadores. A exemplo desse tipo de trabalho, pode-se mencionar a obra do ilustrador brasileiro Odilon Moraes, O presente, de 2010, que é constituído apenas por imagens. A narrativa nacionalista se desenvolve no cenário da vibração do futebol, onde o protagonista veste uma camiseta da seleção brasileira.
Inúmeros sentidos podem ser percebidos/interpretados por meio das ilustrações, conforme o repertório do receptor/leitor.
FIGURA 20 - SEQUÊNCIA DE O PRESENTE
FONTE: Site crianças de lá e de cá (MORAES, 2010)
Linden (2011), Nikolajeva e Scott (2011) e Paiva (2013) distinguem e classificam os L.I.I.
conforme as inúmeras relações entre texto e ilustração. Seguem oito variantes dessa conexão:
x Livro com ilustração: obra cujo “texto” predominante é autônomo e que se sustenta na perspectiva do sentido. O texto escrito é amparado com poucas imagens. Nikolajeva e Scott (2011) usam o termo “histórias ilustradas”para designar o livro com ilustração, ou seja, as imagens são subordinadas ao texto;
x Primeiras leituras: tem a forma característica do romance, a narrativa é sequencial, por capítulos curtos e objetivos. A diagramação se parece com livros ilustrados, contudo, está emoldurada no meio do texto;
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x Livros ilustrados: a imagem é preponderante ao texto, até mesmo ausente da linguagem textual. A narrativa se desencadeia de maneira articulada entre o texto e a imagem (paratextual);
x História em quadrinhos: forma de expressão que articula imagens compartimentadas em quadros que podem ser sobrepostos em inúmeros níveis;
x Livros pop-up: livros que, em determinado espaço interno do livro, por exemplo, na página dupla, acomodam sistemas ocultos, como dobras que revelam sequências da história, encaixes reveladores, entre outros. O sistema permite mobilidade dos elementos ou desdobramento para terceira dimensão;
x Livros-brinquedo: livro que contém objetos integrados, como figuras de plástico, tecidos, são brinquedos em terceira dimensão; Paiva (2013) afirma também que o livro-brinquedo reúne materialidade adaptada à atividade lúdica, num suporte de leitura na finalidade de promover a leitura brincando. A partir da sua estratégia visual, formal, o gênero convida a criança à ação direta.
x Livros interativos: possibilitam a interação por inúmeros suportes de atividades, como desenho, pintura, recortes, colagens; podem oferecer materiais (canetinhas, cadernos), além do papel;
x Livros imaginativos (lúdicos): caracterizam-se por apresentar simultaneamente toda a organização material e a funcionalidade intrínseca. Possuem linguagem por meio das imagens, abarcam representações em sequência que, por vezes, combinam equivalente linguístico, geralmente estando agrupados de maneira lógica.
Para a presente pesquisa, serão estudadas três dessas categorias: o livro ilustrado, o livro interativo e o livro imaginativo/lúdico. Segundo Linden (2011) e Vasques (2013), o livro ilustrado é composto da imagem como elemento predominante em relação ao texto. A narrativa percorre de modo articulado entre o texto e a imagem (LINDEN, 2011; VASQUES, 2013). Hunt (2010) acrescenta que as palavras podem contradizer, aumentar, ecoar, expandir ou mesmo interpretar as imagens e vice-versa.
A maleabilidade da expressão desse tipo de livro contribui para o desenvolvimento do método.
O livro interativo é aquele que se apresenta como alicerce de várias atividades como a pintura, o recorte ou colagem, as quais possam conter outros materiais além do papel, como tinta, miçangas, adesivos, canetinhas hidrográficas, lápis de cor, tesoura para realizar a interação manual (LINDEN, 2011 p. 24). Esse tipo poderá ser desenvolvido através do método, conforme a orientação preferencial da criança no processo.
O livro imaginativo corresponde àquele que apresenta simultaneamente toda a organização material, as funcionalidades intrínsecas e a linguagem, por meio das imagens; as representações sequenciais podem ser desenvolvidas com as crianças.
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Classificação Narrativa do L.I.I.
Na perspectiva da classificação narrativa, pode-se distinguir como gênero: a poesia, presente no poema, cantigas de ninar, cantigas de natal, cantigas de roda, quadrinhas; o conto, seja ele literário, popular ou mítico; o folclore como fábula, lenda, adivinha, provérbio; teatro, que pode ser contado por meio da comédia, por fantoches ou marionetes. A ação, na escrita da poesia infantil, pressupõe o conhecimento de inúmeras variações de canções de rodas, aliterações, cores e reiterações, pois a criança é um ser inquieto, está descobrindo o mundo e reage tanto às reações exteriores quanto a seu plano mental interno (KOHAN, 2013).
Para Linden (2014), o livro ilustrado não corresponde a um gênero; o que se encontra nele é um tipo de linguagem que assimila os gêneros e, dependendo do tipo de linguagem e de ilustração, é constituído de forma específica de expressão (LINDEN, 2014, p. 29).
No que se refere à poesia, a sensibilidade da criança pode ser estimulada com o ritmo poético e musical na escrita, bem como pelas palavras repetitivas. Já o romance seria mais indicado às crianças com mais de doze anos de idade, tanto quanto os jogos verbais, minicontos mais elaborados.
O conto é narrativa breve escrita em prosa, mais curto que o romance e a novela, o qual envolve enredo, personagens, tempo e espaço. A estrutura do conto é fechada e objetiva, na medida em que esse tipo de texto é formado por apenas uma história e um conflito (CÂNDIDO, 2012).
As séries são romances juvenis que seguem uma certa sequência e continuidade narrativa, com estas características: o ritmo é regular, para não haver perda do interesse, abrangendo o ambiente familiar do leitor, com alguns elementos de ruptura, ação, diálogos que tenham pouca descrição. (KOHAN, 2013, p. 21).
A identificação com os personagens está presente nas séries. O cenário da história pode ser um lugar real, o qual permite ao leitor criar suas fantasias, desenvolvendo um problema para o personagem; tendo em vista o contexto habitual do personagem, como protagonista/antagonista;
aplica-se a linguagem usual, de acordo com o personagem construído. Muitas das séries abrem oportunidades para que o leitor possa interferir com as escolhas do desfecho, oferecidas pelo escritor.
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Documentos identificados
Nesta partição, são destacados quais documentos fazem parte do corpo teórico desta seção, conforme o resultado da RBS e RBA, com a síntese de suas propriedades. Os principais autores estão sinalizados em destaque.
QUADRO 7 – SÍNTESE DESCRITIVA DO CORPO TEÓRICO SOBRE OS TIPOS DE L.I.
*Cândido (2012) O autor manifesta o desenvolvimento da formação do homem, de acordo com a leitura literária.
*Kohan (2013) A autora discorre sobre os métodos para o desenvolvimento da escrita para a criança
Paiva (2013) O autor aborda os vários tipos de livros ilustrados infantis, os quais contribuem na alfabetização e desenvolvimento no ensino para crianças.
Voigt et al. (2015) Os autores fundamentam o conceito de mímesis na perspectiva de Platão.
FONTE: A autora (2019).