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Tipos de procedimentos para relacionamento entre a indústria e o

No documento COR Pedro Palhares (páginas 107-111)

A participação das empresas privadas na área da defesa pode seguir os seguintes quadros de relacionamento com o MoD:

Figura 3 - Elementos do programa PPP do Reino Unido

• Externalização de serviços de apoio (Outsourcing), tipicamente contratos de 5 a 7 anos de duração, sendo exemplo o “Defence High Frequency Communications Service”, sistema estratégico de comunicações entre Exército, Marinha, Força Aérea e Estado-maior. • Contratos das PFI (PFI), sendo exemplo o Joint Services Command and Staff

College, com o pacote de treino do helicóptero de ataque.

• Análise de exploração de capacidade sobrante de instalações do MoD (Wider

Market), começou em 1998 com a iniciativa governamental “Wider Markets Initiative”.

Como exemplo de um resultado prático foi a parceria entre a Navy Recruitment and Training Agency (NRTA) e a Flagship Training Ltd. para a exploração de instalações de

treino do MoD.

• Contrato principal (Prime Contracting), em que o Governo retém a propriedade e responsabilidade dos custos totais das novas instalações, mas a empresa privada gere o projecto, a construção e a execução do serviço.

• Acordos de parceria (Partnership), em que mediante determinados acordos, o governo estimula as empresas privadas a procurarem focos de inovação e mais-valia para os investimentos, na área da defesa.

PPP

Outsourcing PFI Wider

Market Prime Contracting Partnership Privatização Total Sistema Tradicional

Apêndice VII - Programa Contractors on Deployed Operations (CONDO) e Sponsored

Reserve (SR)

Como resultado dos trabalhos realizados pelo PSSG, foram estabelecidos dois programas principais: CONDO, com a intenção de harmonizar os procedimentos a aplicar em todos os contratos de apoio a operações destacadas e o SR, que consiste em incorporar num serviço de reserva das FFAA, elementos das empresas, que serão utilizados quando estas prestem serviços na linha da frente. Adicionalmente, foi estabelecido o CONLOG Contract, permitindo um contrato comercial de apoio a capacidades de “Combat Support (CS), e “Combat Service Support (CSS)”.

1. Programa CONDO

Com esta iniciativa o MoD do Reino Unido procurou, por um lado, assegurar uma capacidade para o comandante da força, tão segura e efectiva como possível, e por outro lado garantir às empresas um negócio rentável.

Antes do programa CONDO o PJHQ tinha limitada visibilidade e controlo sobre os contratos comerciais de suporte às operações, faltando uma visão global do seu envolvimento, das suas capacidades no teatro e do âmbito dos contratos.

O CONDO permitiu a integração da capacidade de apoio do contratado no processo de planeamento operacional do PJHQ, reduzindo assim os muitos receios existentes sobre a prontidão e capacidade do contratado. A Divisão de Logística do PJHQ tem em permanência um “CONLOG Plans”, que, continuamente, identifica e administra os actuais ou futuros requisitos de apoio por contrato, e um “CONLOG Operations Team”, responsável pelo planeamento específico e implementação de apoio comercial, em operações especificas.

Adicionalmente, o CONDO inclui mecanismos para harmonizar o tratamento do pessoal contratado, e para garantir uma adequada preparação para destacamentos operacionais. Estas medidas incluem treino e instruções específicas, para o pessoal contratado, em segurança e defesa, disciplina, seguro e indemnização, e guia detalhado para os comandantes sobre os aspectos legais do emprego de contratados em destacamentos. Finalmente, o CONDO inclui algoritmos para apoio à tomada de decisão na utilização de apoio por contrato, fornecendo um critério para identificar as

circunstâncias em que o apoio contratado maximiza os recursos e a operação, e também, na análise do impacto operacional de uma potencial retirada do contratado.

Porém, a evidência mostra que ainda permanecem por resolver importantes constrangimentos de comando e controlo (C2). Apesar de o CONDO e o CONLOG terem estabelecido protocolos mais robustos, o MoD ainda tem uma matriz complexa de cerca de 7,000 contratos, isolados, de apoio, efectuados pelo “Defence Procurement Agency” (DPA), pelo “Defence Logistics Organization” (DLO), e pelo “Single Service Front Line

Commands” (FLCs). Além disso, a filosofia de delegação do MoD, implica que estes

organismos continuem a celebrar contratos, fora da política geral definida, baseados no “value for money” (Uttley, 2005: 44).

Embora o CONLOG considere um contrato principal para facilitar e integrar pacotes de apoio logístico às operações destacadas, este contrato, actualmente, apenas representa cerca de 10% das despesas do MoD com estes serviços. Há indicações de que o MoD pretende racionalizar estes contratos, durante os próximos 5 anos, aglutinando os vários contratos num número, substancialmente menor, de novos contratos principais, mas, até esta racionalização estar concluída, haverá deficiências ao nível do C2 (Uttley, 2005: 45).

Análises efectuadas à intervenção no Iraque, em 2003, sugerem que “embora alguns passos positivos tenham sido dados, nos anos recentes, para definir a política do MoD no CONDO,” ainda há áreas para melhorar. Uma área residual de preocupação é que o CONDO não identifica nem reduz os riscos das empresas, nas operações destacadas, nomeadamente, na área de segurança de pessoal e defesa, na cobertura do seguro, e na reputação da empresa. Outra preocupação é que o CONDO não estabelece sistemas para avaliar o impacto de situações operacionais desconhecidas nos contratos com a indústria, além de que, devia incrementar as ferramentas para análise das vulnerabilidades do contratado, a sua disponibilidade e prontidão para o apoio às operações destacadas.

2. Conceito de Sponsored Reserve

O conceito de contratação de serviços visa assegurar o aumento das capacidades militares, devendo ser mínimos os riscos associados a uma potencial retirada da empresa contratada. Os algoritmos de desenvolvimento do CONDO fornecem o critério e aconselhamento adequados ao comandante, para assegurar que este só irá contratar serviços, em circunstâncias em que esteja disponível uma alternativa militar, para minimizar os efeitos de uma retirada inopinada da empresa. Para diminuir o risco de

potencial retirada da empresa contratada é criada a politica do “Sponsored Reserve (SR)28”, a qual é entendida como “value for money without an unacceptable diminution of

capability [bymaking use of] skills found in the civilian sector to provide support to operations in nonbenign area” (Uttley, 2005: 42).

A iniciativa SR decorre do estudo efectuado no MoD “Regular/Reserve Forces,

Mix Study”, o qual recomendava a análise do emprego de civis em funções de apoio

operacional com o estatuto de reserva, o que veio a ser legislado no “1996 Reserve Forces

Act (Part V)”. Este conceito permite ao MoD contratar empresas para funções de suporte,

sendo que os funcionários trabalham como civis em tempo de paz, e como reservistas fazendo parte integral da força destacada, em zonas de conflito. Em termos de C2, o facto de o pessoal contratado se tornar membro das forças de reserva implica a sua completa integração na cadeia de comando militar. Em termos conceptuais, o MoD vê o SR como “a ponte entre os serviços que uma empresa pode facilmente fornecer, rotineiramente, com civis, e que não pode fornecer, rotineiramente, com civis, durante determinado desenvolvimento operacional” (Uttley, 2005: 46)

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Os funcionários das PMI são considerados reservistas das FFAA e receberão treino em concordância. Quando em serviço com as FFAA estarão sujeitos ao “Discipline Acts and Service Regulations”.

Apêndice VIII - Tipos de contrato, princípios e considerações ao planeamento de

No documento COR Pedro Palhares (páginas 107-111)