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No documento VINTE TODO DIA FIXCICLANDO 11 (páginas 21-24)

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alterações introduzidas pela Lei nº 5.890, de 8 de junho de 1973 (art. 5º, item III, letra “c” do Decreto nº 72.771, de 6 de setembro de 1973).

§ 1º - Registrar-se-á na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador sua condição de temporário.

§ 2º - A empresa tomadora ou cliente é obrigada a comunicar à empresa de trabalho temporário a ocorrência de todo acidente cuja vítima seja um assalariado posto à sua disposição, considerando-se local de trabalho, para efeito da legislação específica, tanto aquele onde considerando-se efetua a prestação do trabalho, quanto a sede da empresa de trabalho temporário.

Art. 13 - Constituem justa causa para rescisão do contrato do trabalhador temporário os atos e circunstâncias mencionados nos artigos 482 e 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, ocorrentes entre o trabalhador e a empresa de trabalho temporário ou entre aquele e a empresa cliente onde estiver prestando serviço.

Art. 14 - As empresas de trabalho temporário são obrigadas a fornecer às empresas tomadoras ou clientes, a seu pedido, comprovante da regularidade de sua situação com o Instituto Nacional de Previdência Social.

Art. 15 - A Fiscalização do Trabalho poderá exigir da empresa tomadora ou cliente a apresentação do contrato firmado com a empresa de trabalho temporário, e, desta última o contrato firmado com o trabalhador, bem como a comprovação do respectivo recolhimento das contribuições previdenciárias.

Art. 16 - No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como em referência ao mesmo período, pela remuneração e indenização previstas nesta Lei.

Art. 17 - É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros com visto provisório de permanência no País.

Art. 18 - É vedado à empresa do trabalho temporário cobrar do trabalhador qualquer importância, mesmo a título de mediação, podendo apenas efetuar os descontos previstos em Lei.

Parágrafo único. A infração deste artigo importa no cancelamento do registro para funcionamento da empresa de trabalho temporário, sem prejuízo das sanções administrativas e penais cabíveis.

» TRABALHO AVULSO

Há dois tipos de trabalho avulso: o avulso portuário e o avulso movimentador de mercadoria em

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geral. O trabalho avulso é intermediado pelo sindicato da categoria profissional ou pelo órgão de gestão de mão de obra.

Segundo Henrique Correia (2018, p. 511), “a característica principal do trabalho avulso é a presença da intermediação de mão de obra, ou seja, o trabalhador avulso é colocado no local de trabalho com a intermediação do sindicato da categoria ou por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO”.

A Lei 12.023/09 dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho avulso, enquanto a Lei 12.815/13 dispõe sobre o trabalho avulso portuário.

O trabalhador avulso que realiza a movimentação de mercadorias em geral é intermediado pelo sindicato da categoria, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, conforme a seguir:

Art. 1º, Lei 12.023/09. As atividades de movimentação de mercadorias em geral exercidas por trabalhadores avulsos, para os fins desta Lei, são aquelas desenvolvidas em áreas urbanas ou rurais sem vínculo empregatício, mediante intermediação obrigatória do sindicato da categoria, por meio de Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para execução das atividades.

O portuário avulso, por seu turno, é intermediado pelo órgão gestor de mão de obra – OGMO, conforme art. 32, I, da Lei 12.815/13:

Art. 32, Lei 12.815/13. Os operadores portuários devem constituir em cada porto organizado um órgão de gestão de mão de obra do trabalho portuário, destinado a:

I - administrar o fornecimento da mão de obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso;

ATENÇÃO: Apesar de o avulso não ser empregado, eis que faltam os requisitos da pessoalidade e habitualidade, a CF/88 estendeu a ele todos os direitos trabalhistas (art. 7º, XXXIV, CF/88):

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso

» COOPERATIVAS DE TRABALHO

O cooperativado é um trabalhador autônomo, pois presta serviços por conta própria e assume os

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riscos da atividade econômica.

A doutrina destaca dois princípios básicos das cooperativas de trabalho:

a) PRINCÍPIO DA DUPLA QUALIDADE: o cooperado presta serviços à cooperativa, que, por sua vez, também oferece serviços aos seus associados (ex.: cooperativa de táxis, que oferece aos associados combustível a preços subsidiados, serviço de rádio-táxi, serviço de rastreamento via satélite etc.);

b) PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO PESSOAL DIFERENCIADA: só se justifica a reunião em cooperativa se for para melhorar a condição econômica dos associados. Assim, a remuneração deve ser diferenciada, até mesmo como forma de compensar a exclusão da proteção trabalhista (décimo terceiro, férias e demais parcelas asseguradas ao empregado).

OBS.: Observe-se que o parágrafo único do art. 442 da CLT alcança apenas as hipóteses em que a cooperativa é lícita. Caso o instituto da cooperativa tenha sido usado para desvirtuar autêntica relação de emprego, há que se reconhecer a existência desta (art. 9° da CLT). No mesmo sentido, é importante ressaltar que o art. 5° da Lei n° 12.690/2012 estabelece que “a Cooperativa de Trabalho não pode ser utilizada para intermediação de mão de obra subordinada”.

Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

Parágrafo único - Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela.

Importante saber os tipos de cooperativa:

a) Cooperativa de produção: É aquela cooperativa por excelência. Não há figura do patrão, do empregador e do capitalista. O objetivo é os trabalhadores se unem a fim de potencializar seus esforços por meio de ajuda mútua. Por isso, incide o princípio do mutualismo.

b) Cooperativa de trabalho autônomo ou eventual: Consiste na união de autônomos que, sem perder essa qualidade, se organizam em cooperativa para potencializar seus resultados e, notadamente, seus ganhos. Ex: cooperativa de táxis.

#ATENÇÃO: As cooperativas de produção e de trabalho autônomo ou eventual são lícitas e representam a ideia do cooperativismo: ajuda mútua.

Art. 4º A Cooperativa de Trabalho pode ser:

I - de produção, quando constituída por sócios que contribuem com trabalho para a produção em

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comum de bens e a cooperativa detém, a qualquer título, os meios de produção; e

II - de serviço, quando constituída por sócios para a prestação de serviços especializados a terceiros, sem a presença dos pressupostos da relação de emprego.

Parágrafo único. (VETADO).

Art. 5º A Cooperativa de Trabalho não pode ser utilizada para intermediação de mão de obra subordinada.

c) Cooperativa de mão de obra: Nesta não há qualquer traço cooperativista, e sim mero aluguel de trabalhadores, pois cooperativas são vistas como meros intermediadores de energia de trabalho humano, pois disponibilizam o trabalho de seus associados a outras empresas. Trata-se de uma cooperativa ilícita, configurando relação de emprego pela subordinação.

» TRABALHO VOLUNTÁRIO

Trabalho voluntário é nos termos do art. 1° da Lei 9.608/1998, “a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa.”

A grande distinção entre a relação de trabalho voluntário e a relação de emprego é a ausência da intenção onerosa na primeira, isto é, a prestação de serviços com intenção graciosa ou benevolente, ao passo que na relação de emprego há sempre intenção onerosa (animus contrahendi).

ATENÇÃO: Só é possível trabalho voluntario a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa.

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