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Notas Explicativas

31/03/2015 31/12/2014 Total Até 90 dias 365 dias De 90 a

De 1 a 3

anos De 3 a 5 anos Acima 5 anos Total

Empréstimos no exterior 6.300.435 3.522.097 2.778.338 - - - 4.411.564 Obrigações por empréstimos no exterior 6.300.435 3.522.097 2.778.338 - - - 4.411.564

Empréstimos no país 940.109 940.109 - - - - 799.240

Obrigações por empréstimos no país 940.109 940.109 - - - - 799.240 Obrigações por repasses no país 1.762.896 2.435 6.387 47.872 102.281 1.603.921 1.657.823 FINAME/BNDES 1.762.896 2.435 6.387 47.872 102.281 1.603.921 1.657.823 9.003.440 4.464.641 2.784.725 47.872 102.281 1.603.921 6.868.627

Em 31 de março de 2015, obrigações por empréstimos e repasses possuem taxas entre 1,78% a.a. a 11,25% a.a. (31 de dezembro de 2014 - entre 1,78% a.a. a 11,25% a.a.).

f. Dívidas subordinadas e instrumentos de dívida elegíveis a capital

31/03/2015 31/12/2014

Nome do papel - moeda Valor Principal (moeda original) Emissão Vencimento Remuneração a.a. Saldo contábil Saldo contábil

Letras financeiras - R$ (i) 4.161.000 15/04/2011 15/04/2021 Inflação + taxa pré 5.334.164 5.403.116

Notas subordinadas - US$ 800.000 28/09/2012 15/09/2022 5,75% 2.723.022 2.015.440

Notas subordinadas elegiveis a capital - US$ 1.300.000 12/09/2014

Perpétuo (opção de liquidação em

2019) 8,75% 4.144.952 3.497.836

Total 12.202.138 10.916.392

(i) Amortizações semestrais a partir de outubro de 2016.

16. Outras obrigações

a. Sociais e estatutárias

31/03/2015 31/12/2014

Dividendos e bonificações a pagar 66.199 327.294 Participações de funcionários nos lucros 70.112 448.710

Gratificações a pagar 100.170 432.324

236.481 1.208.328

Circulante 236.481 1.208.328

b. Fiscais e previdenciárias

31/03/2015 31/12/2014

Impostos e contribuições a recolher 199.853 144.765 Impostos e contribuições a pagar 478.500 346.845 Contribuição social e imposto de renda diferidos (Nota 18) 544.919 445.734

PIS e COFINS diferidos 105.810 96.783

Tributos com exigibilidade suspensa e outros passivos tributários (Nota 17 (c)) 1.378.705 1.398.983 2.707.787 2.433.110

Circulante 867.865 1.201.539

Longo prazo 1.839.922 1.231.571

c. Diversas

31/03/2015 31/12/2014

Obrigações por aquisição de bens e direitos (i) 1.071.597 1.034.142 Provisão para pagamentos a efetuar 703.656 450.214 Provisão para passivos contingentes (Nota 17(c)) 624.264 742.250 Credores diversos - país 2.645.975 1.291.646 Provisão de perda para fianças (Nota 10(e)) 208.318 236.139 Obrigações por operações vinculadas a cessão 154.336 196.266

Outras 5.754 3.115

5.413.900 3.953.772

Circulante 3.337.795 1.964.522

Longo prazo 2.076.105 1.989.250

(i) Refere-se a valores a pagar pela a aquisição de investimentos (substancialmente Banco Pan S.A. e Banco Sistema S.A.).

17. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais

A Administração do Banco e suas controladas avaliam as contingências existentes em função de processos judiciais movidos contra as empresas e constitui provisão, sempre que julgue necessário, para fazer face a perdas prováveis decorrentes dos referidos processos. O julgamento da administração leva em consideração a opinião de seus advogados externos e internos com relação à expectativa de êxito em cada processo.

a. Ativos contingentes

No trimestre findo em 31 de março de 2015 e exercício findo em 31 de dezembro de 2014 a instituição não tem contabilizados ativos contingentes.

i. Provisões trabalhistas

São compostas por demandas movidas por ex-funcionários principalmente com pedidos de horas extras e equiparação salarial. Os valores das contingências são provisionados de acordo com análise do valor potencial de perda, considerando o estágio atual do processo e o parecer de consultores jurídicos externos e internos.

ii. Provisões cíveis

Nas ações cíveis com potencial de perda (danos morais e patrimoniais e outros processos com pedidos condenatórios) os valores das contingências são provisionados com base no parecer de consultores jurídicos externos e internos.

iii. Provisões fiscais e previdenciárias

As provisões para processos fiscais e previdenciários são representadas por processos judiciais e administrativos de tributos federais, municipais e estaduais e são compostas por obrigações legais e passivos contingentes. Sua constituição é baseada na opinião de consultores jurídicos externos e internos e na instância em que se encontra cada um dos processos.

c. Composição e movimentação das provisões no período

A administração do Banco está questionando a constitucionalidade de alguns procedimentos fiscais relacionados aos tributos federais, bem como participa em outros processos judiciais, fiscais e cíveis. A administração do Banco, com base na opinião dos consultores legais, considera, para os processos judiciais em andamento, que as provisões para esses riscos em 31 de março de 2015 são adequadas para cobrir eventuais perdas decorrentes desses processos.

As provisões constituídas e as respectivas movimentações nos trimestres findos em 31 de março podem ser assim demonstradas:

31/03/2015 31/03/2014 Tributária Cívil Trabalhista Total Total Saldo no início do trimestre 1.398.983 702.372 39.878 2.141.233 792.487

Constituição 13.085 - 3.412 16.497 26.969 Baixa (33.363) (120.538) (860) (154.761) (1.336) Saldo no final do trimestre 1.378.705 581.834 42.430 2.002.969 818.120

Tributos com exibilidade suspensa e outras

contingências fiscais 1.378.705 793.308 Provisão para passivos contingentes 624.264 24.812

A natureza das principias provisões estão apresentadas a seguir.

i.Tributos com exigibilidade suspensa e outros passivos contingentes (Nota 16(b))

O Grupo BTG Pactual vem discutindo judicialmente a legalidade de alguns impostos e contribuições. Os valores referentes a obrigações legais e contingências avaliadas pelos advogados internos e externos como perda possível, estão integralmente provisionados. Dentre referidas discussões judiciais as seguintes merecem destaque:

PIS - Questionamento da incidência da contribuição para o PIS instituída nas Emendas Constitucionais nº 10 de 1996 e nº 17 de 1997.

CSL - Discussão da CSL exigida das instituições financeiras no período de 1996 a 1998 por alíquotas superiores às aplicadas às pessoas jurídicas em geral, em detrimento ao princípio constitucional da isonomia.

Em 31 de março de 2015, o Banco e suas controladas figuravam como parte em processos tributários com probabilidade de êxito possível, os quais não estão provisionados. Segue abaixo a descrição dos processos relevantes.

 Processos relativos ao pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos quais se discute a incidência de contribuição previdenciária sobre referidos valores e sua indedutibilidade da base de cálculo do IRPJ e CSLL. O valor envolvido é de R$602 milhões. Parte desse valor conta como garantia por cláusula de indenização, uma vez que se refere a período anterior à aquisição do Banco pelos atuais controladores.

 Ação judicial ajuizada para discutir exigência imposta pela Prefeitura Municipal de São Paulo, relativa ao ISS incidente sobre serviços prestados no Rio de Janeiro, por entender o fisco paulistano que tais serviços teriam sido efetivamente executados em São Paulo. O valor envolvido é de R$133 milhões. Parte desse valor conta com garantia por cláusula de indenização, uma vez que se refere a período anterior à aquisição do Banco pelos atuais controladores.

 Processos relativos à desmutualização e IPO da Bovespa e BM&F, em que se discute a tributação de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL sobre receitas auferidas na alienação das ações das sociedades mencionadas anteriormente. O valor envolvido é de R$17 milhões. Esse valor conta com garantia por cláusula de indenização, uma vez que se refere a período anterior à aquisição do Banco pelos atuais controladores.

 Em outubro de 2012 o Banco recebeu um auto de infração, que em 31 de março de 2015, totalizava R$2.326 milhões, alegando que a utilização da amortização de ágio pelo Banco para redução do montante do IRPJ e da CSLL a pagar era inapropriado. Tal ágio foi gerado na aquisição do Banco pelo UBS em 2006. A amortização desse ágio ocorreu de fevereiro de 2007 a janeiro de 2012, embora o auto de infração esteja relacionado apenas às declarações de IRPJ e CSLL para os anos de 2007, 2008 e 2009. O Banco apresentou defesa contra esse auto de infração. Em fevereiro de 2013, foi proferida decisão de primeira instância que reduziu parcialmente o valor do auto de infração. Com base na jurisprudência sobre o assunto, incluindo casos semelhantes recentes, o Banco acredita que o auto de infração não possui fundamento e que o recurso apresentado pelo Banco acabará por prevalecer. Como resultado, o Banco não espera incorrer em qualquer perda (além das despesas do recurso) com relação a esse assunto, e não estabeleceu (e não espera estabelecer) qualquer provisão em suas demonstrações financeiras. Além da avaliação do Banco quanto à improcedência do auto de infração, no caso do Banco incorrer em perdas com relação a este assunto, o Banco acredita ter o direito de ser indenizado por terceiros por partes dessas perdas. Dessa forma, em nenhum caso o Banco espera incorrer em qualquer perda material relacionado a este assunto.

ii.Outros passivos contingentes

Em 31 de março de 2015, o Banco BTG Pactual e suas controladas figuravam como parte em processos cíveis, trabalhistas e outras contingências, com probabilidade de êxito possível, os quais não estão provisionados.

18. Imposto de renda e contribuição social

A conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro com o produto da alíquota fiscal sobre o lucro antes do imposto de renda e da contribuição social é demonstrada como se segue:

31/03/2015 31/03/2014