O primeiro aplicativo a ser estudado pelos alunos foi o Screencast-o-Matic. Um aplicativo gratuito e de fácil instalação. Esta aula foi explanada mediante uma oficina desenvolvida em formato PDF, exposta na pasta criada no Dropbox, de acesso fácil e disponível a todos. Após as explicações sobre a instalação, uso das ferramentas disponíveis no
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ScreenCast e apresentação de exemplos prontos, a partir do seu arquivo de instalação foi
pedido aos alunos o instalassem e que realizassem uma tarefa prática para casa, na qual todos deveriam fazer um filme utilizando esta ferramenta. Os alunos, por meio da apresentação e publicação dessa tarefa demonstraram assimilação e cumpriram o dever proposto. Sendo assim, pode-se perceber, pelos relatos dos alunos que a ferramenta Screencast-O-Matic foi de fácil assimilação e útil nas atividades escolares, como auxiliar as tarefas de matemática ou de qualquer outro conteúdo disciplinar que poderão ser explicados por uma vídeo-aula.
O segundo aplicativo explorado foi o Poly Pro, um software também gratuito e de realidade virtual. O software é bem atrativo para aqueles que fazem uso dele para apresentações e estudos de Geometria Espacial (conteúdo desenvolvido no segundo ano do Ensino Médio). Neste aplicativo consegue-se visualizar os sólidos em 3 D, planificado e/ou visto da perspectiva de cima. É possível assim “girar” o objeto e estudar seus vértices, arestas e faces. Também é possível trocar as cores dos sólidos através de um painel de cores disposto na interface do Poly. Os alunos instalaram o aplicativo, manusearam, escolheram alguns entre os diversos modelos que se encontram prontos e puderam fazer o que o aplicativo permite, ou seja, girar, planificar e mudar de cor. Os alunos acharam fácil sua instalação e uso, no entanto, acharam-no bem limitado para as tarefas, uma vez que só podem manuseá-lo e não alterá-lo.
As figuras 37, 38, 39 e 40 a seguir, apresentam algumas tarefas realizadas com a utilização do ScreenCast e do aplicativo Poly Pro:
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Figura 38 - Apresentação da tarefa pelo aluno B.
Figura 39 - Apresentação da tarefa pelo aluno C.
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Para a captura de imagens, a maioria dos alunos explicaram que utilizavam a tecla
PrintScreen do teclado dos seus computadores, depois abriam o aplicativo Paint, recortavam
a parte interessada na imagem, cortavam e salvavam com um nome escolhido por eles, o arquivo feito. Este processo é válido, no entanto são necessárias várias ações para que se chegue ao produto final. Então, para minimizar o trabalho, sem perder a sua qualidade, foi demonstrado aos alunos que para capturar imagens para seus projetos com Realidade Aumentada com rapidez e qualidade, foi estudado o aplicativo ScreenHunterFree, um aplicativo gratuito de captura de imagens. Todos aprenderam como se instala e perceberam como é fácil sua utilização e importância no desempenho de um trabalho no qual se precisam de imagens que podem estar disponíveis na internet ou em suas câmeras e celulares. Nenhum aluno apresentou dificuldades no desenvolvimento desta aula e puderam fazer a captura de várias imagens buscadas em sites diversos da internet. Neste momento, foi lembrado e debatido com os alunos sobre o uso de imagens e a licença do Creative Commons. Esta licença permite que outros distribuam remixem, adaptem ou criem obras derivadas, mesmo que para uso com fins comerciais, contanto que seja dado crédito pela criação original. Para usar a licença, basta seguir o link http://creativecommons.org/choose, em que você deverá responder duas perguntas que determinarão o escopo da licença que você utilizará. A partir daí, deve-se usar o código html21, as imagens e os textos – em linguagem comum e em termos jurídicos – que lhe serão apresentados para informar às pessoas com quem você compartilhar sua obra as permissões que têm. É gratuito e é você quem determina o que os outros poderão fazer com a obra.
Assim, para que se disponibilizem conteúdos de forma livre e aberta, é importante se preocupar com os direitos de autoria e propriedade intelectual destes conteúdos. Existe muita informação na internet, porém, na maioria dos casos, há limitações e restrições quanto à forma de utilização legal desses materiais.
No Brasil, o autor detém automaticamente os direitos autorais completos sobre suas obras, assim que estas são criadas. Assim, imagens, vídeos, sons e páginas que estão acessíveis na internet são, na maioria das vezes, protegidas por direito autoral. Em inglês isso é conhecido como copyright e pode ser identificado com o símbolo ©.
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HTML (abreviação para a expressão inglesa HyperText Markup Language, que significa Linguagem de
Marcação de Hipertexto) é uma linguagem de marcação utilizada na construção de páginas na Web.
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O quarto software trabalhado foi o GeoGebra. Para compreender e aprender a utilizar todos os recursos do Geogebra seriam necessárias muitas aulas, no entanto, foram expostas apenas duas demonstrações e proposto um estudo particular, em casa, com acompanhamento via Facebook pelo professor de outras aplicações desse software. A intenção do minicurso, com relação ao Geogebra foi a de ensinar como se procede para desenhar polígonos, bem como suas dimensões e cores. As tarefas propostas nas aulas também foram apresentadas com facilidade pelos alunos que puderam desenvolver um trabalho sobre mosaicos pedido pelo professor. Os alunos não sabiam que este software fora distribuído pelo governo do Estado e estão dispostos em todos os computadores de suas escolas. Mencionaram que nenhum professor acessou e/ou fez demonstrações de aulas utilizando essa poderosa ferramenta.
As figuras 41, 42, 43, 44 e 45 apresentam a tarefa proposta sobre a construção de mosaicos usando o software Geogebra e realizada por alguns alunos:
Figura 41 - Tarefa apresentada pelo aluno D.
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Figura 43 - Tarefa apresentada pelo aluno F.
Figura 44 - Tarefa apresentada pelo aluno G.
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Os softwares MS Excel e MS Power Point, foram apresentados aos alunos por meio de demonstrações feitas pelo professor. Assim como o Geogebra, foi explicado a todos que para aprenderem utilizar todas as possibilidades oferecidas nos softwares necessitar-se-ia de bastante estudo e o tempo do minicurso não seria suficiente. Apresentaram-se então algumas aplicações matemáticas mais utilizadas nas quais os alunos puderam exercitar por meio de adaptações aos trabalhos apresentados. Pelos relatos durante as aulas, a maioria dos alunos informou que apenas uma vez um professor, em sua escola, utilizou o Excel para uma demonstração de uma aula e algumas professoras de outras disciplinas, que não as de matemática, utilizaram o software Power Point para apresentação de um conteúdo de sua matéria.
Questionou-se junto aos alunos cursistas se seriam capazes de realizar uma gravação de áudio e guardar esse arquivo. Unanimemente responderam que não, nunca tinham precisado de gravações em trabalhos escolares. Como parte dos recursos tecnológicos a serem ensinados e que seriam fundamentais no desenvolvimento de um projeto no Flaras, foi apresentado então o passo-a-passo sobre o recurso Free Sound Recorder iniciado por uma vídeo-aula. Foi trabalhado desde a sua instalação e algumas funções importantes, até a gravação-teste, feita e apresentada por cada um deles.
Neste recurso, é possível fazer uma gravação de uma áudioaula que poderá ser utilizada numa apresentação em Power Point, por exemplo. O Free Sound é uma ferramenta que pode auxiliar um trabalho escolar, pois o aluno pode utilizar se quiser a própria voz na exposição das narrações das apresentações do trabalho proposto pelos professores. Agindo assim, ele se torna parte integrante daquele trabalho, tornando-se protagonista no seu processo de aprendizagem.
Diante das informações dadas pelos alunos sobre a não utilização dos recursos tecnológicos pela maioria dos seus professores, independente da escola onde ele estude, pode se entender a necessidade imediata da promoção de um curso de formação tecnológica continuada a docentes, principalmente os da área de matemática, que poderá ser proposto e promovido pelo Núcleo Tecnológico Educacional-NTE, órgão interno da Superintendência Regional de Ensino-SRE e que poderá ser desenvolvido no próprio L.I.F.E., implementado também para este fim.
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