A relação do trabalho com o ciclo vital, nomeadamente no que se refere à forma como ele influencia a qualidade das nossas vidas, opera a partir de duas grandes categorias de factores: — factores intrínsecos e factores extrínsecos (SCHULZ & EWEN, 1993, p. 276)).
10 A expressão latina adultus est refere-se ao estado do organismo que deixou de crescer, tendo adquirido a sua forma final.
A
38 Os factores intrínsecos operam de forma directa e de alguma forma envolvem
a relação específica que temos com aquilo que nos acontece no próprio contexto profissional. Pode ter a ver, por exemplo, com a nossa satisfação ou insatisfação com aquilo que fazemos no nosso local de trabalho. Os factores extrínsecos operam de forma indirecta e normalmente afectam outras áreas da nossa vida como sejam a nossa vida pessoal e familiar. Efectivamente o trabalho em si pode representar para nós uma actividade absorvente que contribui para a nossa reali-zação pessoal ou, pelo contrário, envolver tarefas perfeitamente rotineiras e monótonas, não apresentando qualquer oportunidade de desenvolvimento pessoal ou profissional. Outro aspecto em que a ocupação está intrinsecamente relacionada com a nossa qualidade de vida de um ponto de vista pessoal é a forma como o facto de exercer uma profissão contribui para a definição da nossa identi-dade social e permite dar expressão ao nosso sentido de generativiidenti-dade. Mais adiante, abordaremos estes aspectos de forma mais desenvolvida.
De uma forma indirecta e extrínseca o trabalho afecta a nossa qualidade de vida na medida em que permite, ou não, o acesso a uma boa habitação, alimenta-ção vestuário, educaalimenta-ção dos filhos e actividades de lazer. Factores extrínsecos associados à ocupação podem igualmente afectar a nossa qualidade de vida na medida em que condicionam a relação com outros elementos do nosso espaço vital como sejam a nossa família, os nossos amigos, etc.. Mais adiante veremos mais em pormenor este aspecto.
Esta distinção entre factores intrínsecos e extrínsecos parece-nos interessante na medida em que existem pessoas que dão mais valor aos factores intrínsecos enquanto que outras valorizam mais os aspectos extrínsecos.
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DENTIDADE EG
ENERATIVIDADEComo já vimos, especialmente para os homens, mas também cada vez mais para a s mulheres, a área ocupacional implica um enorme investimento em termos de tempo, energia e empenhamento pessoal. Normalmente o início deste período de intenso envolvimento marca a resolução da questão da identidade segundo o modelo de desenvolvimento psicossocial de ERIKSON. É assim porque a escolha e entrada numa profissão é ela própria em certa medida determinada pelo nosso sentido de identidade. Depois, a realização satisfatória e bem-sucedida de uma carreira profissional acaba por reafirmar e reforçar esse sentimento de identidade individual ao mesmo tempo que proporciona um reconhecimento social dessa mesma identidade.
Aquilo que fazemos na área ocupacional acaba por ser um aspecto importante da nossa identidade social, rivalizando em importância com outros elementos como o nosso nome, género, cidadania, etc.. É óbvio que esta ligação entre o trabalho e a nossa identidade é mais clara em profissões do género “Sou advo-gado” ou “Sou médico” ou ainda “Sou professor universitário”, contudo, sempre que alguém está integrado numa carreira profissional, esse facto acaba sempre
39 por se reflectir nas atitudes, valores e até opções políticas. Não custa admitir que
se fizéssemos um estudo de opinião poderíamos encontrar mais pessoas com posições conservadoras entre elementos da polícia e oficiais das forças armadas do que entre professores ou operários fabris.
A distribuição das pessoas pelas várias áreas ocupacionais está também relaci-onada com factores como classe social e educação, isto porque normalmente as profissões de estatuto mais elevado exigem elevados níveis de instrução e, como se sabe, o nível de instrução está directamente relacionado com classe social.
Ainda outro aspecto a considerar é que, segundo a teoria de ERIKSON, a actividade ocupacional é um factor importante de generatividade porque é uma das vias através da qual cada um de nós pode deixar a sua marca neste mundo.
Mais uma vez, esta relação entre ocupação e generatividade varia de acordo com a profissão em causa. Esta ligação é mais óbvia em profissões criativas no domínio das artes, ciência ou literatura do que em actividades mais rotineiras e indiferenciadas.
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CUPAÇÃO E FAMÍLIAA interacção entre a família e trabalho pode ser vista como um sistema de factores mutuamente actuantes que podem agravar ou compensar problemas e dificulda-des em ambos os contextos. Quer dizer, um emprego frustrante vivido num contexto despersonalizante que não oferece qualquer oportunidade para a reali-zação pessoal nem fornece nenhum sentido de utilidade muitas vezes vai realçar o papel da família enquanto fonte de satisfação e sentimento de valor individual.
A família funciona neste caso como o lugar de satisfação e realização pessoal que a pessoa não encontra no seu local de trabalho. Pode também acontecer que as tensões que resultam de a pessoa transferir as suas frustrações do trabalho para a família, introduzam uma perturbação familiar que acaba por amplificar os problemas laborais que passam a ser experimentados não somente pela pessoa, mas também pela sua família. Assim, se a família for demasiado solicitada a compensar as frustrações ocupacionais isso pode gerar um efeito bola de neve gerando uma crise familiar que por sua vez se reflecte no trabalho.
Por outro lado, problemas ao nível familiar como por exemplo uma relação conjugal insatisfatória podem fazer com que o trabalho se torne a única fonte de satisfação e gratificação, funcionando como uma espécie de escape das frustra-ções da vida familiar. No concreto isto pode levar a pessoa a arranjar um segundo emprego ou a dedicar mais tempo ao emprego existente.
Pode também acontecer que a família e a o mundo ocupacional entrem numa forma de competição no que respeita às exigências que colocam à atenção e disponibilidade da pessoa. Por exemplo uma pessoa com uma carreira exigente e absorvente pode ter que sacrificar parte da sua vida familiar para alcançar metas profissionais, como por exemplo, obter uma promoção.
40 Podemos assim verificar que existem muitas inter-influências entre família e
trabalho – algumas são óbvias e facilmente reconhecíveis enquanto que outras são mais subtis e só perceptíveis após uma análise atenta. HOFFMAN (1986) fez uma revisão da investigação sobre os efeitos do trabalho na família e chegou à definição de 10 processos gerais através dos quais o mundo do trabalho afecta a vida familiar.
1. Os recursos materiais que resultam do rendimento do trabalho afectam a família de variadas formas. Por exemplo, a forma como as crianças são educadas depende da adequação do alojamento familiar, da disponibili-dade de electrodomésticos que reduzem o tempo gasto nas tarefas fami-liares e da vulnerabilidade económica. Por exemplo. A forma como se pune uma criança por partir ou estragar qualquer coisa em casa pode ser um sinal mais significativo da realidade económica da família do que da personalidade dos pais.
2. O autoconceito e a posição do trabalhador na família assim como a posição da família na comunidade são afectados pelo estatuto ocupacional dos seus membros. Isto vê-se, por exemplo, na escola onde a investigação mostra que a forma como os professores se relacionam com os alunos depende da sua origem familiar. Esta questão do estatuto, contudo, não tem unicamente a ver com o nível de rendimento, mas, também com o tipo de trabalho e ainda o tipo de relação contratual – normalmente um trabalhador independente é mais valorizado que um trabalhador por conta de outrem e dentro destes um emprego seguro tem mais peso que uma situação precária.
3. Muitas vezes o comportamento ocupacional pode aparecer reflectido em casa – exemplos típicos disto são os professores que parecem dar aulas aos seus filhos e oficiais do exército que impõem em sua casa uma disciplina militar. Contudo não está claro se este processo é unicamente reflexo da influência do trabalho ou se haverá aqui também a influência de factores de personalidade que levam as pessoas a escolherem determinadas áreas ocupacionais.
4. As experiências ocupacionais influenciam os padrões educativos. Um conjunto de estudos realizados por KOHN e colaboradores (1982, cit. in KIMMEL, 1990, p. 281) mostram que a forma como os pais castigam os filhos está relacionada com a classe social. Da mesma forma, os valores são passados aos filhos (por exemplo, autodeterminação e independência vs.
obediência e conformismo) reflectem as expectativas e experiências dos pais no seu local de trabalho.
5. A personalidade do trabalhador é afectada pelas suas experiências profis-sionais e naturalmente as alterações a nível de personalidade acabam por afectar a vida familiar assim como os estilos de educação das crianças. Por exemplos, quando um membro da família trabalha num contexto profissio-nal onde é chamado a tomar decisões, a resolver problemas e de forma
41 geral a participar na vida nos vários aspectos da vida profissional isso vai
melhorar a sua capacidade para ouvir os outros, aumentar as suas competências sociais e assim de forma geral promover a comunicação como forma de resolver os problemas familiares.
6. Os padrões de exercício da autoridade na área ocupacional são muitas vezes replicados nas relações familiares mas especificamente na interac-ção dos pais com a criança. Este factor, como já vimos no ponto anterior, está associado a outro tipo de factores como o nível de instrução e os rendimentos do trabalhador.
7. O efeito do ambiente laboral no humor e disposição do trabalhador pode ser transferido para o ambiente familiar. Esta é uma noção relativamente intuitiva mas naturalmente algo difícil de investigar.
8. Os mundos da família e do trabalho podem complementar-se um ao outro enquanto fonte de satisfação para um conjunto variado de necessidades pessoais. Por exemplo um adulto pode investir muita energia e entusiasmo às tarefas da paternidade, porque cuidar da sua prole pode satisfazer as suas necessidades de interacção calorosa, carinho, alegria, de uma forma que o trabalho não pode satisfazer. As interacções familiares podem ter até um efeito reparador das frustrações e problemas laborais.
Ilustração 6 - A interacção familiar pode ser uma fonte de satisfação emocional para o adulto.
9. A relação entre a vida familiar e o tempo gasto no trabalho não é, ao contrário do que algumas noções do senso comum poderiam levar a pensar, nem simples nem directa. Sendo verdade que se o tempo gasto no trabalho for excessivo isso pode ter implicações na qualidade da vida familiar, contudo o facto de se ter todo o tempo para a família resultante de uma situação de desemprego pode ser igualmente uma fonte de estresse. Depois, a questão do tempo para o trabalho versus tempo para a família, não é somente uma questão de quantidade, mas também de qualidade. Por um lado um trabalhador pode gastar muito tempo no trabalho, mas se tiver um trabalho gratificante tanto do ponto de vista pessoal como material, o tempo que resta para a família pode ser vivido
42 com qualidade sendo melhor aproveitado do que numa situação em que o
trabalhador tem bastante tempo para a sua família, mas ao mesmo tempo tem tantos problemas e dificuldades no trabalho que isso acaba por transbordar para a vida familiar. Por outro lado, passar 10 ou até 12 horas fora de casa pode ser menos problemático do ponto de vista da vida familiar se isso acontecer durante o dia, do que passar 8 horas fora de casa, se isso corresponder a um horário nocturno.
10. Tanto as exigências da vida familiar como as exigências da vida laboral podem ser uma fonte de estresse que acaba por ter um efeito prejudicial nas relações familiares. A investigação mostra que os rapazes tendem a ser mais vulneráveis ao estresse dos pais do que as raparigas.
Naturalmente, cada um destes pontos necessita de ser melhor investigado espe-cialmente para identificar quais os processos específicos envolvidos, por exemplo, nas reacções emocionais relacionadas com o trabalho, ou se dependem de outro tipo de influência, como factores de personalidade.
C
ICLO OCUPACIONALO conceito de ciclo ocupacional deriva da análise da profissão numa perspectiva desenvolvimentista, o que, significa ter em atenção a sua progressão ao longo do tempo, reconhecer a existência de períodos críticos em que podem ser seguidas várias vias. Obviamente, a existência de um ciclo ocupacional é mais facilmente perceptível em carreiras que seguem um padrão ordenado tipo progressão por etapas e categorias bem definidas. Contudo, muitas outras pessoas não possam durante a sua vida ocupacional por uma sequência tão ordenada e progressiva.
Esta é uma tendência que tende a aumentar com a crescente precariedade das situações laborais que faz com que um cada vez maior número de pessoas mude de local de trabalho várias vezes durante a sua vida e até de área de actividade.
Assim, apesar de um ciclo ocupacional comportar dois momentos fundamen-tais que são um momento inicial de entrada na profissão ou carreira e um momento terminal de saída, normalmente com a passagem à reforma, a forma como cada pessoa faz esse percurso pode seguir diversas vias entre estes dois pontos. Dado que a reforma é um marco fundamental neste percurso, este aspecto será abordado mais em detalhe num capítulo à parte. Já de seguida será dedicada particular atenção a fase que marca a entrada no mundo ocupacional assim como alguns factores envolvidos na escolha ocupacional. Serão igualmente analisadas algumas variações nos padrões de desenvolvimento do ciclo ocupacio-nal assim como o conceito de “relógio da carreira”.
Escolha ocupacional
Há dois aspectos fundamentais a ter em conta no que diz respeito à escolha ocupacional. Em primeiro lugar trata-se de um processo, isto é, algo que acontece ao longo de um determinado período de tempo seguindo um conjunto de fases e
43 etapas e que geralmente começa muito antes da opção efectiva. Quer dizer,
apesar de intuitivamente termos muitas vezes a noção de que optámos por um curso ou uma profissão num momento determinado, na verdade a conjugação de factores que nos levou a fazer essa opção começou a desenhar-se algum tempo atrás, eventualmente mesmo antes de termos nascido. Em segundo lugar, é importante ter a noção de que a escolha ocupacional é mais do que uma simples questão de escolha de um curso ou de um emprego, mas envolve todo um processo através do qual uma pessoa se enquadra num corpo profissional. Quer dizer, a pessoa e a profissão encontram-se a partir da escolha ocupacional reali-zada pelo indivíduo com vista à satisfação das suas necessidades pessoais e sociais assim como através de um processo de aculturação e socialização desencadeado pelos novos papéis e expectativas ocupacionais.
Efectivamente uma parte significativa do processo de socialização na infância e adolescência tem como finalidade preparar o indivíduo para os eventuais condicionalismos associados aos papéis ocupacionais. Alguma investigação reali-zada nesta área mostra como a escola é um poderoso factor de condicionamento das escolhas ocupacionais através dos processos de tipificação dos alunos através de processos de estereotipização e rotulação dos alunos pelos professores através daquilo que ficou conhecido como Efeito Pigmaleão. Este processo está muitas vezes associado a formas de discriminação assentes na origem étnica, socioeconó-mica, cultural, etc..
Assim, na verdade o processo de escolha ocupacional começa muitos anos antes da entrada num determinado curso ou profissão e os factores condicionan-tes dessa escolha começam a actuar muito ancondicionan-tes da escolha efectiva. Podem ser factores de background, (que reflectem os efeitos de uma socialização precoce), de modelos identificatórios, experiência pessoal, interesses, personalidade e eventuais pesquisas que a pessoa realizou acerca das várias profissões. Analisare-mos em seguida, com mais pormenor, cada um destes factores condicionantes.
Factores de background
Os factores de background incluem aspectos tais como o estatuto socioeconó-mico, origem étnica, inteligência, género, raça, etc. Este conjunto de factores opera de forma complexa e muitas vezes de forma não muito explícita para condicionar o leque de opções ocupacionais que se colocam a um indivíduo.
Significa isso que muitas vezes as pessoas conseguem através das suas opções pessoais ultrapassar os condicionalismos que à partida lhe são colocados pelo seu backgroung. É assim que vemos um aluno oriundo de uma família de fracos recursos e progenitores pouco instruídos, por ser inteligente e motivado, ir para a universidade e seguir uma carreira notável de nível superior. Isto é verdade, mas também é verdade que se fizermos uma análise do backgroung de médicos, juízes, engenheiros, vamos encontrar diferenças significativas de background relativamente ao verificado em outras profissões como operários da construção civil, pescadores, condutores de táxi.
44 De forma geral estes factores actuam da mesma forma que os factores que
condicionam a forma como um parceiro conjugal, isto é, delimitam o campo e o âmbito dentro do qual fazemos a nossa busca por uma ocupação (ou um/a namorada/o), assim como as experiências que nos são proporcionadas no quadro dessa busca.
Para além disso, dado que muitas profissões exigem uma preparação e instru-ção especializada, só estão naturalmente ao alcance das pessoas que possuem essa preparação, por isso a opção que se coloca a muitos jovens num determinado momento da sua vida, nomeadamente no final do ensino básico e secundário é tentar arranjar um emprego com a qualificação que já possui ou continuar a estudar. Ora, existem estudos que mostram que a forma como se faz esta opção é profundamente condicionada pelos factores de background.
Modelos identificatórios
Muitas vezes acontece que escolhemos uma ocupação tendo como base a identi-ficação com alguém dessa profissão. Normalmente trata-se de alguém que respeitamos e admiramos e de alguma forma tentamos emular. Pode dar-se o caso de ser alguém da nossa família frequentemente os nossos progenitores, dando assim origem às conhecidas “famílias de militares”, “famílias de médicos”, famílias de professores” etc., mas também pode acontecer tratar-se de alguém que não partilha do nosso background, mas com quem contactamos enquanto “clientes”
dos seus serviços, como por exemplo professores ou educadores11. Experiência
Uma pessoa pode também escolher uma profissão com base em factores ligados à sua experiência pessoal. Como já vimos, essa experiência pode consistir numa experiência relativamente comum como por exemplo alguém que resolve seguir uma carreira artística na área da música pelo facto de os seus pais serem músicos e a música estar sempre presente no seu ambiente familiar, mas pode também ser uma experiência ocasional como acontece quando uma jovem decide estudar para ser educadora de infância como resultado de ter trabalhado como auxiliar num Jardim de Infância durante as suas férias escolares.
11 Um aspecto particular da minha experiência enquanto professor em cursos de educação confirma esta noção. Quando nas aulas de apresentação perguntava aos alunos, na verdade, quase sempre alunas, o que as tinha levado a quererem ser professoras ou educadoras, muitas delas referiam terem sido influenciadas por professoras e educadoras que elas próprias tinham tido quando crianças.
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Ilustração 7 - O trabalho temporário num Jardim de Infância pode levar uma jovem a querer ser educadora de infância.
Convém mais uma vez realçar que este tipo de influências não opera de forma directa nem linear pois de forma geral vão interagir com outro tipo de factores como por exemplo os interesses individuais.
Interesses
Não é difícil de compreender que os interesses, preferências, valores, etc., de um indivíduo jogam um papel essencial na escolha de uma área ocupacional, pelo menos na medida em que essa opção está acessível ao sujeito. Essa acessibilidade pode estar dependente de factores pessoais, por exemplo o jovem pode querer ser médico, mas não possui média suficiente para entrar numa faculdade de medicina, ou até de factores circunstanciais, como por exemplo, um jovem em Portugal pode querer ser astronauta, mas, naturalmente vai ter algumas dificul-dades porque o nosso país não participa em nenhum programa de voos espaciais tripulados.
Não é difícil de compreender que os interesses, preferências, valores, etc., de um indivíduo jogam um papel essencial na escolha de uma área ocupacional, pelo menos na medida em que essa opção está acessível ao sujeito. Essa acessibilidade pode estar dependente de factores pessoais, por exemplo o jovem pode querer ser médico, mas não possui média suficiente para entrar numa faculdade de medicina, ou até de factores circunstanciais, como por exemplo, um jovem em Portugal pode querer ser astronauta, mas, naturalmente vai ter algumas dificul-dades porque o nosso país não participa em nenhum programa de voos espaciais tripulados.