pelo autor.
363 364
365
Associação entre adiponectina plasmática e calibre de vasos da retina em indivíduos hipertensos
MARINA BELTRAMI MOREIRA, ÚRSULA MATTE, ANGELA MARIA VICENTE TAVARES, MARCELO M MAESTRI, HELENA M PAKTER, VITOR F PAMPLONA, LEILA BELTRAMI MOREIRA, MANUEL M OLIVEIRA, FLAVIO DANNI FUCHS e SANDRA CRISTINA PEREIRA COSTA FUCHS
Hospital de Clínicas de Porto Alegre/UFRGS, Porto Alegre, RS, BRASIL - IATS/
CNPq, Porto Alegre, RS, BRASIL - Instituto de Informática/UFRGS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: Adiponectina (APN) protege contra fatores de risco cardiovascular na população geral, mas se associa a pior prognóstico em pacientes de alto risco.
Evidências atuais sugerem que APN reduz dano vascular em hipertensos. Objetivo:
Avaliar associação entre APN plasmática e calibre arteriolar e venular da retina em hipertensos. Métodos: Estudo transversal incluiu 172 participantes com 18 a 80 anos de idade e diagnóstico prévio de hipertensão. Indivíduos com eventos cardiovasculares recentes, insuficiência cardíaca avançada e insuficiência renal dialítica foram excluídos. Dados clínicos e demográficos foram obtidos em entrevista estruturada. Pressão arterial correspondeu à média de quatro aferições. Amostras de sangue foram coletadas para avaliação laboratorial e quantificação APN. Calibre arteriolar e venular foram medidos através de análise de retinografias pelo método microdensitométrico, calculando-se a média em micrômetros. Resultados: Entre indivíduos abaixo da mediana APN, a média de idade foi de 58,3±11,3 e 40,7% eram homens. Para aqueles acima da mediana, média de idade foi de 61,2±10,8 (P=0,09) e 32,6% eram homens (P=0,3). O segundo grupo apresentou menor circunferência da cintura (98,6±11,8 vs 102±10 cm, P=0,04), menos diabéticos (33,7 vs 50,0%, P=0,03), menores níveis de HbA1c (6,8±1,4 vs 6,4±0,8%, P=0,008), e HDL mais elevado (50,7±14,0 vs 45,7±10,9 mg/dl, P=0,02). Na análise bivariada, calibre arteriolar associou-se a idade (ρ = 0,190, p=0,03) e HbA1c (ρ=-0,211, p=0,01), homens apresentaram maior calibre venular (132,3±17,9 vs 127,2±11,4, p=0,01 ). Na análise multivariada, houve associação inversa de adiponectina plasmática (β = -0,176, P
= 0,04), HbA1c (β = -0,278, P = 0,001) e pressão arterial diastólica de consultório (β = -0,190, P = 0,02) com calibre arteriolar. Não foram identificados preditores independentes para calibre venular. Conclusões: Adiponectina associa-se de forma inversa e independente com diâmetro arteriolar retiniano em pacientes hipertensos.
Estudos prospectivos são necessários para estabelecer a relação de causalidade.
Título AUTORES Instituição
Fundamento: Bla bla bla bla. Objetivo: Bla bla bla bla. Delineamento: Bla bla bla bla. Amostra: Bla bla bla bla. Métodos: Bla bla bla bla. Resultados: Bla bla bla bla.
Conclusão: Bla bla bla bla.
Influência da prática de atividade física nos níveis de HDL-c em pacientes atendidos em eventos comunitários realizados pelo serviço de Endocrinologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
KARISE NAVES DE REZENDE, ISADORA CARVALHO M FRANCESCANTONIO, ALDA LINHARES DE FREITAS BORGES, ISABEL CRISTINA C M FRANCESCANTONIO e ISABELA JUBE WASTOWSKI
Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, GO, BRASIL.
Introdução: As partículas de HDL-c, transportam o colesterol sanguíneo até o fígado, promovendo o transporte reverso do colesterol. O HDL-c possui propiedades importantes para diminuir o risco de aterosclerose. Além dos componentes lipídicos, o estilo de vida sedentário é outro fator de risco que concorre para o desenvolvimento da placa aterosclerótica. A maior parte dos estudos demonstra modificações benéficas nos níveis de HDL-c com a prática contínua de exercícios físicos. Métodos: Após aprovação no comitê de ética, foi realizado um estudo transversal com 655 pacientes, 65,6% mulheres e 34,4% homens, com idades entre 18 e 89 anos. As variáveis mensuradas foram:
sexo, idade, HDL-c, prática de atividade física, frequência e período das atividades.
Os pacientes foram agrupados em 3 grupos: Sedentário (não pratica atividade física), Atividade Física Ocasional (< 30 minutos/sessão de atividades < 5 dias/semana; < 60 minutos/sessão de atividade < 3 dias/semana) e Atividade Física Regular (≥ 30 minutos/
sessão de atividades ≥ 5 dias/semana; ≥ 60 minutos/sessão de atividade ≥ 3 dias/
semana). Os dados foram tabulados em planilha do programa Microsoft® Excel 2007 e analisados estatisticamente pelo teste Kruskal-Wallis. Resultados: Estatisticamente verificou-se que as correlações entre HDL-c e prática de atividade física combinadas duas a duas têm forte tendência à positividade para ambos os sexos. No sexo feminino, 77,6% das sedentárias tiveram HDL-c > 40mg/dl, 81,6% das mulheres que praticavam atividade física ocasional tiveram HDL-c > 40mg/dl, e 83,7%% daquelas que praticavam atividade física regular tiveram HDL-c > 40mg/dl. No gênero masculino 54,9% dos sedentários apresentaram HDL-c > 40mg/dl; os praticantes de atividade física ocasional com HLD-c > 40mg/dl totalizaram 73,7%; 67,7% dos que praticavam atividade física regular apresentavam HDL-c > 40mg/dl. Conclusão: Fica evidente que a prática de atividade física tem influência significativa sobre os níveis de HDL-c. Considerando a sua associação com fatores de risco cardiovasculares, intervenções visando estimular a prática de atividade física são de extrema importância para a prevenção e controle de doenças cardiovasculares.
Relação entre estresse e pressão arterial em pacientes atendidos em oficinas comunitárias realizadas pela Liga Acadêmica de Medicina Cardiovascular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
KARISE NAVES DE REZENDE, MARIO HENRIQUE BITAR SIQUEIRA, JESSICA RODRIGUES BORGES LEAO, ADRIELLE ARAUJO DIAS, MÁRCIA CRISTINA CRUZ EBBING, HELLEN SOUZA DO NASCIMENTO, VIVIANE BATISTA DE MAGALHAES PEREIRA, PEDRO HENRIQUE AZEREDO BASTOS RODRIGUES DA CUNHA, PATRÍCIA FREIRE CAVALCANTE e ANTONIO DA SILVA MENEZES JUNIOR Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, GO, BRASIL.
Introdução: O nível e a variabilidade da pressão arterial (PA) sofrem importantes influências genéticas em associação com fatores ambientais. Dentre as causas ambientais, o estresse tem ganhado importância nas últimas duas décadas. Assim, este estudo teve como objetivo investigar a associação entre o nível de estresse e o nível da pressão arterial em pacientes atendidos em oficinas comunitárias da Liga Acadêmica de Medicina Cardiovascular em 2011. Método: Foi realizado um estudo transversal com 157 pacientes, que concordaram e assinaram o termo de consentimento livre-esclarecido, previamente aprovado no conselho de ética. Desses, 64,3% eram do gênero feminino e 35,7% do masculino, com intervalo de idade variando de 18 a 80 anos. As variáveis mensuradas foram: sexo, idade, PA e Termômetro do Estresse (uma fita graduada de 0 a 10 em que o paciente quantifica seu nível de estresse). Os dados foram tabulados em planilha do programa Microsoft® Excel 2007 e analisados por testes de porcentagem e pelo Coeficiente de correlação de Pearson. Resultados:
Analisando os níveis de PA Sistólica (PAS) e os níveis de estresse selecionados no Termômetro do Estresse, obteve-se uma correlação fraca negativa (r= -0,17) entre as duas variáveis. Para os níveis de PA Diastólica (PAD) e os níveis de estresse, obteve-se uma correlação fraca negativa (r= -0,14). Quando associado as variáveis idade e PAS obteve-se uma correlação fraca positiva (r=0,31), e para PAD e idade observou-se uma correlação fraca positiva ( r=0,25). Quando analisado idade e nível de estresse obteve-se correlação fraca negativa (r= -0,19). 42,6% dos adultos jovens, 34,2% dos adultos de meia idade e 25% dos idosos apresentavam nível de estresse
> 8. Conclusão: Diante do exposto concluímos que, na amostra estudada, não houve aumento da pressão arterial à medida que se aumentava o nível de estresse. Esse resultado pode ser justificado pela maior prevalência de hipertensão arterial na faixa etária idosa e pelo baixo nível de estresse nesse intervalo de idade, pelo alto índice de estresse entre os adultos jovens, faixa etária pouco atingia pela hipertensão, além do nível de pressão arterial sofrer influências multifatoriais.
366
Correlação entre o critério eletrocardiográfico de reperfusão com resultado angiográfico em pacientes submetidos a trombólise química
LEONARDO DE FREITAS CAMPOS GUIMARÃES, FELIPE JOSÉ DE ANDRADE FALCÃO, JULIANA APARECIDA SOARES, CARLOS ALEXANDRE LEMES DE OLIVEIRA, CLAUS R ZEEFRIED, FATIMA CRISTINA DE AZEVEDO PEREZ, ADRIANO HENRIQUE PEREIRA BARBOSA, JOSE MARCONI ALMEIDA DE SOUSA, CLAUDIA MARIA RODRIGUES ALVES e ANTONIO CARLOS DE CAMARGO CARVALHO
Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, sao Paulo, SP, BRASIL.
Introdução: A análise do eletrocardiograma (ECG) após a trombólise, em pacientes com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST), é um dos itens utilizados para determinar se houve sucesso dessa terapia. Objetivo: Avaliar a relação entre o critério eletrocardiográfico e o angiográfico de reperfusão miocárdica. Métodos: Entre fev/2010 e fev/2012, cinco pronto-socorros municipais da cidade de São Paulo e as ambulâncias avançadas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) utilizaram tenecteplase (TNK) para tratamento de pacientes com IAMCSST. Os pacientes foram encaminhados a um único hospital terciário e submetidos a cateterismo cardíaco precoce, dentro de 48 horas, durante a internação. Os critérios de reperfusão pelo ECG e angiográficos foram a redução do supradesnível de ST superior a 50% após 90 minutos da terapia trombolítica e a presença de fluxo TIMI III, respectivamente. Resultados:
Foram avaliados 270 pacientes, dos quais 213 (78,8%) apresentaram critérios eletrocardiográficos de reperfusão. Destes, 128 (60,1%) também apresentaram fluxo coronariano TIMI 3 pela angiografia. No entanto, em 85 (39,9%) pacientes com critérios de reperfusão eletrocardiográfica não houve presença de reperfusão pela angiografia, apesar de ser o ECG a melhor variável, dentre as analisadas, para predizer o sucesso angiográfico (OR: 1,737 IC 95%: 1,4787 – 1,865 p <0,001).
Conclusão: A intervenção precoce deve ser considerada mesmo em pacientes que apresentem reperfusão pelo ECG, visto que ocorreu falha desse critério em cerca de 40% da amostra estudada.
367 368
369
Avaliação do Valor Prognóstico Incremental do Escore Syntax-Clínico em Relação as Escore Syntax Original em Síndromes Coronarianas Agudas sem Supradesnível do Segmento ST
LUIS C L CORREIA, MATEUS S VIANA, MICHAEL S R SOARES, GUILHERME GARCIA, MARIANA B ALMEIDA, FELIPE K B ALEXANDRE, ISIS LIMA, MAIRA C IVO, J PÉRICLES ESTEVES e MARCIA M N RABELO
Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL - Escola Bahiana de Medicina, Salvador, BA, BRASIL.
Fundamento: Uma vez realizada a coronariografia de pacientes com síndromes coronarianas agudas sem supradesnível do ST (SCA), a conduta clínica é guiada pela gravidade angiográfica, a qual pode ser traduzida pelo Escore Syntax. Não está estabelecido se dados clínicos devem ser incorporados à estimativa de risco fornecida pelo Escore Syntax. Objetivo: Testar a hipótese de que o valor prognóstico de um Escore Syntax-Clínico é superior ao Escore Syntax original em pacientes com SCA. Métodos: Indivíduos admitidos com critérios objetivos de angina instável ou infarto sem supradesnível do segmento ST e que realizaram coronariografia durante o internamento foram consecutivamente incluídos no estudo. Foram excluídos da análise aqueles que haviam realizado cirurgia de revascularização prévia, pois este representa um subgrupo de análise angiográfica diferenciada. O Escore Syntax foi calculado conforme originalmente definido. O Escore GRACE foi incorporado do Escore Syntax, gerando o Escore Syntax-Clínico. Desfechos hospitalares foram definidos pela combinação de óbito, infarto não fatal e angina refratária não fatal.
Resultados: Foram estudados 215 pacientes, idade 66 ± 13 anos, 53% masculinos, Escore Syntax com mediana de 8 (IIQ = 0 – 22) e incidência de desfechos hospitalares de 19% (14 óbitos, 10 infartos, 16 anginas). O Escore Syntax apresentou estatística-C de 0,77 (95% IC = 0,69 – 0,85; P < 0,001) na predição de desfechos hospitalares. Em análise de regressão logística, o Escore GRACE se mostrou preditor de eventos (P = 0,007) após ajuste para o Syntax. Desta forma, o GRACE foi incorporado do Syntax, gerando o Escore Syntax-Clínico. O Escore Syntax-Clínico apresentou estatística-C de 0,78 (95% IC = 0,70 – 0,86; P < 0,001), sem incremento significativo em relação ao escore Syntax original. Conclusão: Em pacientes com SCA, o advento do Escore Syntax-Clínico não incrementa o valor prognóstico obtido pelo Escore Syntax original.
Título AUTORES Instituição
Fundamento: Bla bla bla bla. Objetivo: Bla bla bla bla. Delineamento: Bla bla bla bla. Amostra: Bla bla bla bla. Métodos: Bla bla bla bla. Resultados: Bla bla bla bla.
Conclusão: Bla bla bla bla.
Preditores clínicos de reperfusão pós-trombólise em sala de emergência no Hospital de Sobradinho
SUZARA SOUTO LOPES, VANESSA DALVA GUIMARÃES CAMPOS e BRUNO NOGUEIRA CESAR
Hospital Regional de Sobradinho, Brasília, DF, BRASIL.
Introdução: A terapia de reperfusão de escolha em pacientes com infarto do miocárdio com supradesnivel de ST é Intervenção Coronariana Percutânea, porém se não houver possibilidade de realizá-la em menos de 90 minutos, a trombólise química é indicada salvo em caso de contra-indicações. Objetivo do trabalho é determinar o valor preditivo dos critérios clínicos de reperfusão pós trombólise química, seu impacto e importância em pacientes com infarto com supradesnivelamento de ST, submetidos à trombólise com tenecteplase, no Hospital de Sobradinho. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, descritivo em pacientes com diagnóstico de Infarto do Miocárdio com elevação do segmento ST ou novo/presumivelmente novo bloqueio de ramo esquerdo que realizaram a medicação tenecteplase na Sala de Emergência de janeiro de 2009 a julho de 2011. A partir dos resultados da coronariografia, foi avaliada a reperfusão angiográfica após trombólise química. Resultados: A amostra foi de 34 pacientes, 20 homens (58,8%) e 14 mulheres (41,1 %). A média de idade foi de 57,3 anos (22 a 78 anos), 17,6% acima de 75 anos. Dentre os pacientes que apresentaram reperfusão angiográfica (73,4%), 70,6% apresentaram critérios de reperfusão. Houve pelo menos 1 critério de reperfusão em 76,47% dos pacientes.
Destes, 56% apresentam diminuição da elevação do segmento ST. O valor preditivo positivo dos critérios associados ou isolados é de 92,8% e o negativo de 77,8%.
O valor preditivo positivo da diminuição do supradesnivelamento do segmento ST é 92,8% e o negativo é de 100%, Já a diminuição da dor como critério, tem valor preditivo positivo de 92,3% e negativo de 100%, semelhante ao da diminuição do supradesnivellamento do segmento ST. Os critérios de pico precoce das enzimas e arritmias de reperfusão não alcançaram dados suficientes para inclusão no estudo.
Conclusão: A diminuição da elevação do segmento ST mostrou-se melhor preditor clínico de reperfusão coronariana, além de ser uma ferramenta acessível no pronto-socorro, proporciona dados objetivos e de valor prognóstico para tratamento da síndrome coronariana com elevação do segmento ST.
Valor prognóstico dos escores angiográficos em pacientes com síndromes coronarianas agudas sem supradesnível do segmento st
MATEUS S VIANA, CAROLINA E BARBOSA, MARIANA B ALMEIDA, MICHAEL S R SOARES, GUILHERME GARCIA, FELIPE K B ALEXANDRE, CLAUDIO M B VIRGENS, J PÉRICLES ESTEVES, MARCIA M N RABELO e LUIS C L CORREIA Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL - Escola Bahiana de Medicina, Salvador, BA, BRASIL.
Fundamento: O valor prognóstico de escores angiográficos em pacientes com síndromes coronarianas agudas sem supradesnível do segmento ST (SCA) não está demonstrado. Objetivo: Em pacientes com SCA submetidos a coronariografia, testar a hipótese de que a quantificação da extensão da doença coronária por meio de escores angiográficos possui superior valor prognóstico em relação à simples descrição do número de artérias acometidas. Métodos: Indivíduos com critérios objetivos de SCA e que realizaram coronariografia durante o internamento foram incluídos no estudo. Foram calculados cinco escores: Gensini Modificado, Friesinger, Escore de Doença Proximal, Duke Jeopardy e Syntax. Além disso, foi feita a descrição do número de artérias com obstrução ≥ 70%, classificação que variou de 0 a 3, sendo presença de obstrução ≥ 50% em tronco de coronária esquerda caracterizada por 4. Os valores prognósticos destes escores foram comparados entre si e com a descrição numérica das artérias acometidas, levando-se em consideração o desfecho hospitalar composto de óbito, infarto não fatal ou angina refratária. Resultados: Estudados 215 pacientes, idade 66 ± 13 anos, 53%
masculinos, GRACE 117 ± 38, 30% com doença triarterial ou tronco de coronária esquerda, 17% biarterial, 25% uniarterial e 28% sem obstrução coronária significativa.
Eventos hospitalares ocorreram em 19% dos pacientes (14 óbitos, 10 infartos e 16 anginas refratárias). Todos os escores apresentaram predição de eventos (P <
0,001), com estatísticas-C semelhantes: Gensini = 0,76, Friesinger = 0,73, Escore de Doença Proximal = 0,74, Duke Jeopardy = 0,76, Syntax = 0,77) – P > 0,10 na comparação entre os escores. A simples classificação do número de artérias acometidas apresentou estatística-C de 0,73 (P < 0,001), sem diferença significativa em relação aos escores (P > 0,10). Conclusão: A quantificação da extensão da doença coronária por escores angiográficos não oferece vantagem prognóstica em relação à simples descrição do número de artérias acometidas em pacientes com SCA submetidos a coronariografia.
370
Evolução do Tempo Porta-balão após Implementação de Protocolo Assistencial em Pacientes Submetidos a Angioplastia Primária por Infarto com Supradesnível do Segmento ST: Estudo de Efetividade
LUIS C L CORREIA, MARIANA B ALMEIDA, MICHAEL S R SOARES, GUILHERME GARCIA, IRACY MATTOS, PETER JACOBS, ADEMAR S FILHO, ANTONIO J N SOUZA, MATEUS S VIANA e MARCIA M N RABELO
Hospital São Rafael, Salvador, BA, BRASIL - Escola Bahiana de Medicina, Salvador, BA, BRASIL.
Objetivos: (1) Descrever a adequação do tempo porta-balão em hospital de referência em cardiologia, cuja impressão subjetiva sugeria tempo de atendimento satisfatório; (2) Descrever a efetividade de um Protocolo de Qualidade Assistencial na redução do tempo porta-balão. Métodos: Entre maio de 2010 e outubro de 2011, foram analisados todos os indivíduos que realizaram angioplastia primária por infarto com supradesnível do segmento ST. O momento Porta foi registrado eletronicamente pela retirada da senha para atendimento na emergência, o que antecede o preenchimento da ficha e a triagem. O momento Balão foi definido como o início da abertura da artéria. Os primeiros 5 meses correspondem ao período pré-implementação do Protocolo, enquanto os 13 meses subseqüentes correspondem aos atendimentos pós-implementação. O Protocolo se constitui de definição do fluxo de ações desde a chegada do paciente no hospital, sensibilização da equipe quanto à priorização do tempo e feed-back dos resultados. Resultados: Foram avaliados 40 pacientes, 57 ± 13 anos, 75% masculinos, mediana do tempo de sintoma 2,5 horas (IIQ 1,9 – 3 horas). No período pré-implementação do Protocolo (10 primeiros casos) observou-se um tempo porta-balão médio de 200 ± 77 minutos.
Após a implementação do Protocolo, foram tratados com angioplastia primária 30 casos de infarto, observando-se redução do tempo porta-balão médio para 140 ± 58 minutos. Quando os 40 pacientes foram divididos em quatro grupos de 10 pacientes seqüenciais (um grupo pré e 3 grupos pós-protocolo), observou-se que a melhora do tempo ocorreu no primeiro período, estagnando nos períodos subseqüentes (200 ± 77 vs. 134 ± 85 vs. 154 ± 46 vs. 130 ± 37 minutos, respectivamente). Conclusões:
(1) O prolongado tempo porta-balão sugere que a impressão subjetiva não garante qualidade assistencial, evidenciando a importância da mensuração sistemática de indicadores; (2) A implementação do Protocolo resultou em melhora substancial do tempo porta-balão; (3) Os 13 meses avaliados foram insuficientes para alcançar a meta ideal (< 90 minutos).
371 372
373
Dados eletrocardiográficos e ecocardiográficos de pacientes com indicação de gastroplastia e seu impacto na liberação/contra-indicação da cirurgia.
MAURO RENATO AMORIM DE BARROS, MARIA ALAYDE MENDONCA DA SILVA, IVAN ROMERO RIVERA, JOSE MARIA GONCALVES FERNANDES, RODRIGO AZEVEDO BEZERRA SANTOS, LARISSA DA COSTA OLIVEIRA, EDMO ARRUDA AGUIAR SOBREIRA DA SILVEIRA, GUSTAVO ALVARES PRESÍDIO, ANDRE FELIPE DOS SANTOS FERREIRA e ARGEMIRO MACEDO DE SOUZA NETO Universidade Federal de Alagoas, Maceió, AL, BRASIL.
Introdução: A obesidade pode levar à aterosclerose, insuficiência cardíaca, cor pulmonale, arritmias cardíacas, situações que aumentam a chance de morte cardíaca súbita. A avaliação cardiovascular pré-operatória visa identificar e tratar as condições que contribuem para esse risco. Objetivo: Pesquisar alterações eletrocardiográficas e ecocardiográficas em obesos candidatos à gastroplastia, submetidos à avaliação do risco cardiovascular pré-operatório. Identificar o impacto das alterações encontradas na liberação/contra-indicação cirúrgica. Métodos: Seleção consecutiva e análise prospectiva de obesos com indicação de gastroplastia encaminhados para avaliação cardiológica pré-operatória. Variáveis: Idade, sexo, IMC, Cintura, alterações eletrocardiográficas e ecocardiográficas. Aprovação pelo Comitê de Ética da UFAL.
Resultados: Entre 04/11/2004 e 24/05/2010 foram avaliados 151 pacientes, com idade entre 18 e 61 anos (mediana 36 anos), 128 mulheres. O IMC variou entre 35 e 82 Kg/m2 (mediana 46); cintura variou entre 98 e 195 cm (mediana 129). O ECG e o ecocardiograma foram simultaneamente normais em 73 (48%). ECG Normal e ecocardiograma alterado em 27 (disfunção diastólica em 14; HVE em 6; aumento do VE em 3; aumento do AE em 2; disfunção sistólica em 2). ECG e ecocardiograma simultaneamente alterados em 27 pacientes (disfunção sistólica em 1 com ADRV;
1 com DCIV; 1 com DEEE; 2 com FA e 1 com inativação septal). Conclusões:
Na amostra estudada, disfunção sistólica esteve presente em 5% da amostra e concomitante à FA identificou os pacientes de maior risco, que necessitavam de maior cuidado. Os achados eletrocardiográficos e ecocardiográficos permitiram importantes ajustes terapêuticos no pré-operatório dos demais.
Título AUTORES Instituição
Fundamento: Bla bla bla bla. Objetivo: Bla bla bla bla. Delineamento: Bla bla bla bla. Amostra: Bla bla bla bla. Métodos: Bla bla bla bla. Resultados: Bla bla bla bla.
Conclusão: Bla bla bla bla.
Suplementação de ácido folínico melhora a função endotelial de indivíduos infectados pelo HIV em uso de terapia antirretroviral: um ensaio clínico randomizado
SHANA SOUZA GRIGOLETTI, EDUARDO SPRINZ, GRACE GUINDANI VIDAL, RUY SILVEIRA MORAES FILHO e JORGE PINTO RIBEIRO
Serviço de Cardiologia Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, BRASIL - UFRGS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Introdução: A infecção pelo HIV está associada com disfunção endotelial e aumento no risco de doenças cardiovasculares. A administração de folatos melhora a função endotelial de diferentes populações.Objetivo: Determinar o efeito da suplementação de ácido folínico por 4 semanas sobre a função endotelial em indivíduos HIV positivos (HIV+) em uso de terapia antirretroviral. Metodologia: Neste ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, foram compararados os efeitos da ingestão diária de 5 mg de ácido folínico (n=15) ou placebo (n=15) sobre a função endotelial de indivíduos HIV+. Os participantes deveriam estar em uso contínuo de terapia antirretroviral por pelo menos 6 meses, com carga viral indetectável (<50 cópias/mL) e contagem de CD4>200 células/mm3. Os critérios de exclusão foram diabetes mellitus, infecção ativa, doença hepática, doença renal, história de doença cardiovascular ou hipertensão não controlada, gravidez e uso de drogas ilícitas. Concentrações séricas de ácido fólico e de homocisteína plasmática foram medidas antes e após a intervenção. A função endotelial foi avaliada por pletismografia de oclusão venosa na artéria braquial pelo protocolo de hiperemia reativa e após a administração de dose única de dinitrato de isossorbida sublingual. Resultados: Os dados basais foram comparáveis entres os grupos. A média de idade foi de 45 anos e havia 8 mulheres em cada grupo, não havendo diferença quanto ao regime de terapia antirretroviral. A suplementação de ácido folínico resultou em aumento do ácido fólico sérico, redução nos níveis de homocisteína e melhora significativa da hiperemia reativa (de 14,9 para 21,2 ml/min/100ml). O grupo placebo não alterou os níveis de ácido fólico e homocisteína nem a hiperemia reativa (de 15,3 para 14,6 ml/min/100ml; grupo p= 0,017; tempo p< 0,001; interação p< 0,001). A resposta ao dinitrato de isossorbida permaneceu inalterada em ambos os grupos. Conclusões: A suplementação de ácido folínico, durante 4 semanas, melhora a função endotelial com aumento da hiperemia reativa em indivíduos HIV+ em terapia antirretrovial. O impacto desta intervenção em desfechos clínicos merece investigação futura.
Diminuição da progressão da aterosclerose após a interrupção da terapêutica com GH em adultos com deficiência de hormônio de crescimento isolada congênita SYDNEY CORREIA LEÃO, HERTALINE MENEZES DO NASCIMENTO ROCHA, WANDER FAGUNDES SOARES DE LIMA, NICOLAS NASCIMENTO SANTOS, OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, MANUEL HERMINIO AGUIAR-OLIVEIRA, ANDERSON CARLOS MARÇAL e TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
Grupo de Anatomia Molecular (DMO/UFS) , Aracaju, SE, BRASIL - Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário (HU/UFS), Aracaju, SE, BRASIL.
Introdução: A espessura da íntima da artéria carótida tem sido utilizada como eficaz ferramenta na monitorização de aterosclerose. Estudos demonstram que adultos com deficiência isolada de hormônio do crescimento (GH) têm aumento da espessura da íntima da artéria carótida após terapia de deposito com GH durante seis meses.
Pretende-se, portanto analisar o perfil lipídico, além da espessura da íntima das artérias carótidas de pacientes com deficiência isolada de GH oriundos da cidade de Itabaianinha/SE após 12 meses e 60 meses do término da terapia. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo transversal prospectivo com 19 portadores de deficiência isolada de GH entre os anos de 2006 e 2011. Os pacientes foram avaliados logo após o término da terapia, no 12º. mês e no 60º. mês pós-GH. Foram coletadas informações referentes ao índice de massa corpórea (IMC), colesterol total (CT), triglicérides (TG) e espessura da íntima da artéria carótida. A análise estatística foi realizada através de medidas de tendência central e variância. Resultados: A amostra foi formada por 10 homens e nove mulheres, com idade média de 46±14,5 anos. O IMC médio foi de 24,75±3,23 (pós-GH), 24,51 ±3,68 (12 meses) e 26,14±4,61 (60 meses) As médias de CT foram de 185,05±37,92 (pós-GH), 209,42±50,65 (12 meses) e 234,56±58,59 (60 meses). As médias de TG foram de 129,21±101,52 (pós-GH), 140,79± 90,91(12 meses) e 129,61± 57,74 (60 meses). Já a espessura da íntima da artéria carótida teve médias de 0,68±0,14 (pós-GH); 0,8± 0,17 (12 meses) e 0,68± 0,15 (60 meses). A única medida que teve variação significativa estatisticamente foi à espessura da íntima (p<0,05).
Conclusões: Observou-se redução da espessura da íntima da artéria carótida após longo período sem terapia de reposição de GH, o que estaria associado à redução do risco de aterosclerose. Novos estudos devem ser feitos, com amostras maiores, para ratificar (ou não) os resultados.
374
Marcadores de estresse miocárdico, em ausência de síndrome coronariana aguda, em pacientes diabéticos com e sem doença arterial coronária.
CARLOS ALEXANDRE WAINROBER SEGRE, MARÍLIA DA COSTA OLIVEIRA SPRANDEL, ANTONIO CASELLA FILHO, CELIA MARIA CÁSSARO STRUNZ, ALESSANDRA ROGGÉRIO, RODRIGO MOREL VIEIRA DE MELO, THIAGO HUEB, FERNANDO TEIICHI COSTA OIKAWA, LEANDRO MENEZES ALVES DA COSTA e RAUL CAVALCANTE MARANHAO
Instituto do Coração HC FMUSP, São Paulo, SP, BRASIL.
Introdução: O aumento na concentração de marcadores de estresse miocárdico como troponinas e peptídeo atrial natriurético (BNP) são conhecidos em situações de lesão cardíaca aguda como no infarto do miocárdio ou embolia pulmonar. Recentemente foi descrita elevação destes marcadores em situações crônicas de estresse miocárdico.
Novos métodos desenvolvidos possibilitaram a identificação de troponinas em quantidades mínimas no plasma – troponinas ultra sensiveis, ampliando assim sua aplicação clínica em situações de morbidade cardíaca crônica. Objetivo: Analisar os níveis de troponina I ultra-sensível hS-TnI e BNP em pacientes diabéticos com e sem doença arterial coronária DAC. Métodos: Os níveis de hs-TnI foram determinados em 85 pacientes diabéticos: 46 com DAC multiarterial e 39 com coronárias normais.
Dessa amostra 51 eram mulheres sendo: 22 com DAC multiarterial e 29 com coronárias normais. 34 homens sendo: 24 com DAC e 10 com coronárias normais. Os níveis de BNP foram determinados em 78 mulheres sendo 34 com DAC multiarterial e 44 com coronárias normais. Os pacientes foram pareados por idade e índice de massa ventricular. Todos os pacientes tinham função ventricular normal e mesmo tempo de diabetes. Foram excluídos pacientes com co-morbidades que pudessem interferir no nível de troponinas e BNP. Resultados: os níveis plasmáticos de hs-TnI foram maiores em mulheres com DAC em relação àquelas com coronárias normais com DAC=12,95+5,55 pg/mL vs sem DAC=8,02+2,62 pg/mL; p=0,0005. Os níveis de hs-TnI também foram significativamente maiores em homens com DAC em relação àqueles com coronárias normais com DAC=10,60+4,39 pg/mL vs sem DAC=6,94+1,67 pg/mL;
p=0,0086. Os níveis de BNP foram significativamente mais altos em mulheres diabéticas com DAC em relação àquelas com coronárias normais com DAC=50,4 IC:37,8-67,3 vs sem DAC=27,1 IC:17,7-41,5; p=0,0171. Conclusões: Neste estudo, a hs-TnI e BNP foram fortes marcadores da presença de DAC em pacientes diabéticos com acometimento multiarterial em relação aos diabéticos com coronárias angiograficamente normais, evidenciando seu potencial uso como ferramenta de avaliação diagnóstica em pacientes diabéticos sem doença coronária aguda.
375 376
377
Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em pacientes jovens
IVAN PETRY FEIJÓ, LUIS CARLOS CHAMMA SOBRINHO, LA HORE CORREA RODRIGUES, RENATO BUDZYN DAVID, GUILHERME LUIZ DE MELO BERNARDI, SABRINA KOEHLER TORRANO, DAYANE DIEHL, ROGÉRIO SARMENTO-LEITE, CARLOS ANTONIO MASCIA GOTTSCHALL e ALEXANDRE SCHAAN DE QUADROS
Instituto de Cardiologia, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Introdução: A epidemiologia do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAM) tem modificado nos últimos anos, com incidência maior em pacientes (pts) jovens. em pacientes jovens seja baixa, no entanto estudos revelam que seja de 4-8 %. Diversos fatores de risco nestes pacientes (pts) parecem estar relacionados, além de outras características laboratoriais e angiográficas. Objetivo:
O objetivo deste estudo foi comparar o perfil clínico, laboratorial e angiográfico, além dos desfechos intra hospitalares e seguimento de 30 dias, entre os pacientes com IAM com supra desnivelamento do segmento ST (SST) com menos e mais (<
e >) de 40 anos de idade, submetidos à intervenção coronária percutânea primária (ICPp) em um centro de referência. Métodos: Estudo de coorte prospectivo com pts consecutivos com IAMSST e submetidos a ICPp entre Dez 2009/Nov 2010.
Foram avaliadas características clínicas, laboratoriais e angiográficas, além dos desfechos intra hospitalares e seguimento de 30 dias. As variáveis foram testadas através do Teste qui-quadrado, curva T e teste de Mann-Whitney através do programa SPSS. O p significativo foi considerado menor que 0,005. Resultados:
No período do estudo, 1149 pts foram incluídos consecutivamente. A idade média dos pts < 40 anos foi de 34,1 ± 4,5 anos e nos > 40 anos foi de 61,3 ± 11,1 anos.
Houve prevalência significativa de tabagismo e história familiar nos pts < 40 anos (p: 0,001 e 0,008 respectivamente). A raça negra teve uma prevalência de 21,2%
com < 40 anos e apenas 8,2% com > 40 anos. Quanto às variáveis laboratoriais, os pts jovens apresentaram significativamente mais atividade inflamatória na dosagem de leucócitos (p:0,006). Conclusões: A análise do estudo sugere que história familiar positiva e tabagismo são fatores de risco consideráveis para IAM em pacientes < 40 anos.
Título AUTORES Instituição
Fundamento: Bla bla bla bla. Objetivo: Bla bla bla bla. Delineamento: Bla bla bla bla. Amostra: Bla bla bla bla. Métodos: Bla bla bla bla. Resultados: Bla bla bla bla.
Conclusão: Bla bla bla bla.
Marcadores de estresse oxidativo em pacientes diabéticos com e sem doença arterial coronária obstrutiva
CARLOS ALEXANDRE WAINROBER SEGRE, MARÍLIA DA COSTA OLIVEIRA SPRANDEL, ANTONIO CASELLA FILHO, CELIA MARIA CÁSSARO STRUNZ, ALESSANDRA ROGGÉRIO, RODRIGO MOREL VIEIRA DE MELO, THIAGO HUEB, LAURA INES VENTRURA BRANDIZZI, LEANDRO MENEZES ALVES DA COSTA e RAUL CAVALCANTE MARANHAO
Instituto do Coração HC FMUSP, São Paulo, SP, BRASIL.
Introdução: O estresse oxidativo é um mecanismo descrito nas fases do processo de aterosclerose e pode contribuir significativamente na fisiopatologia da aterosclerose em diabéticos. A mieloperoxidase MPO, nitrotirosina Ntyr e LDL oxidado LDLox vêm sendo utilizados para avaliar condições de inflamação crônica, como doença arterial coronária DAC e diabetes mellitus. Objetivo: Determinar os níveis de MPO, Ntyr e LDLox em pacientes diabéticos com e sem doença coronária obstrutiva. Métodos: Níveis de MPO e Ntyr foram determinados em 118 pacientes diabéticos: 68 com DAC e 50 com coronárias normais. Dessa amostra, 71 eram mulheres sendo 33 com DAC e 38 com coronárias normais; 47 homens sendo 35 com DAC e 12 com coronárias normais. Os níveis de LDL oxidado foram determinados em 61 mulheres 32 com DAC e 29 sem DAC. Os pacientes foram pareados por idade, índice de massa corporal, tempo de diabetes. Os pacientes tinham função ventricular normal. Pacientes com co-morbidades que poderiam interferir nos níveis de MPO, Ntyr e LDLox não foram incluídos. Resultados: Os níveis de Ntyr foram maiores em mulheres com DAC, comparado áquelas com coronárias normais com DAC=86,0±19,4 nm/mL vs sem DAC=33,8 ± 2,8 nm/ml, p=0,0059. Níveis de Ntyr também foram maiores em homens com DAC comparado àqueles com coronárias normais com DAC=33,2±3,6 nm/mL vs sem DAC=25,0±1,8 nm/ml, p=0,023. Níveis de LDLox foram maiores em mulheres com DAC, em relação àquelas com coronárias angiograficamente normais(com DAC=16,45±7,13 um/L vs sem DAC=12,41+ 3,96, p=0,0092. Os níveis de MPO não foram significativamente diferentes entre os dois grupos de pacientes. Conclusão: Neste estudo os níveis de LDLox foram significativamente elevados em pacientes diabéticos com DAC quando comparado com os diabéticos sem DAC. Os níveis de Ntyr, mas não os níveis de MPO, foram significativamente elevados em pacientes diabéticos com DAC em relação aos diabéticos com artérias coronárias angiograficamente normais. Estes resultados podem indicar que a Ntyr é um melhor marcador de estresse oxidativo em pacientes diabéticos com DAC em relação à MPO, e pode estar relacionada à fisiopatologia da oxidação de LDL neste grupo de pacientes.
Incidência e evolucão hospitalar de pacientes com doença renal crônica e infarto agudo do miocárdio
ALEXANDRE DAMIANI AZMUS, LUIS MARIA YORDI, MAURO RÉGIS DA SILVA MOURA, FLAVIO CELSO LEBOUTE, CLÁUDIO A RAMOS DE MORAES, SABRINA KOEHLER TORRANO, CRISTIANO DE OLIVEIRA CARDOSO, JULIO VINÍCIUS DE SOUZA TEIXEIRA, ALEXANDRE SCHAAN DE QUADROS e CARLOS ANTONIO MASCIA GOTTSCHALL
Instituto de Cardiologia, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é um dos principais fatores de pior evolução em pacientes (pts) com infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivelamenteo do segmento ST, mas existem poucos estudos em nosso meio. Métodos: Estudo de coorte prospectivo com pts consecutivamente atendidos por IAM com supradesnivelamento do segmento ST em um centro de referência em cardiologia (Dez 2009/Dez2011) e submetidos a recanalização mecânica. A incidência de DRC (definida como estimativa da taxa de filtração glomerular ≤ 60 ml/min) foi avaliada, e os desfechos destes pts foram comparados com aqueles sem DRC. A intervenção coronariana percutânea (ICP) foi utilizada de rotina, geralmente com contraste renografina. Os dados foram analisados com SPSS 17.0. Resultados: No período do estudo foram incluídos consecutivamente 1015pts com evento coronariano primário, sendo que a DRC foi identificada em 20,4%. A média de idade foi significativamente maior nesse grupo quando comparado com pacientes sem DRC(72±10 x 58±10 anos, p=0,001).Não houve diferença dos grupos em relação a presença de diabete e dislipidemia. O grupo com DRC apresentava significativamente maior número de pacientes do sexo feminino (46%x26%), maior numero de hipertensos (70%x61%,p=0,02) e pts com instabilidade hemodinâmica (39% x 14%, p=0,013). Variáveis angiográficas foram semelhantes, exceto em relação a maior presença de multiarteriais do grupo com DRC (59,9%x46,7%, p=0,002). Houve ocorrência significativamente maior de óbito intra-hospitalar no grupo com DRC (14,5%x3,5%). Nefropatia induzida pelo contraste foi observada em 15,8% dos casos, mas somente 1,1% necessitou diálise. Na analise multivariada, a presença de DRC e um fator independente de óbito .Conclusão: DRC e um fator frequentemente detectado na fase aguda de IAM, sendo um dos fatores independente de óbito intra-hospitalar.
378
Análise comparativa da evolução hospitalar e tardia (até 8 anos) após implante de 4 diferentes tipos de stents convencionais contemporâneos de hastes finas:
analise prospectiva de 1200 pacientes.
JOSÉ A BOECHAT, JULIO C M ANDREA, LEANDRO A CÔRTES e HELIO R FIGUEIRA Hospital TotalCor-RJ, Rio de Janeiro, RJ, BRASIL.
Fundamento: apesar da maior penetraçao dos stents farmacologicos no mercado, a grande maioria das angioplastias no nosso país são realizadas com implante de stents convencionais. Objetivo: avaliar os resultados hospitalares e a médio-longo prazo do implante de stents convencionais de última geração, de hastes finas, mas com diferentes composições metálicas, numa série consecutiva de pacientes selecionados, observando especialmente a necessidade de revascularização da lesão alvo. Materiais e métodos: de fevereiro/04 a Jan/12, 1283 pts foram tratados exclusivamente com implante de SC. Pacientes tratados somente com stent Driver® (D)=495/1,39 st/pac; Vision® (V)=361/1,37 st/pac; Prokinetic®
(P)=163/1,27 st/pac e Liberté® (L)=264/1,32 st/pac. Não observamos diferença de sexo, com idade média (D 64,1;V 61,8;P 61,9;L 62,5;p=0,02). Não observamos diferença entre os grupos quanto ao quadro clínico (SCA em 68,9%) e fatores de risco (diabetes 18%), bem como número de vasos acometidos e função ventricular.
Dados angiográficos semelhantes, exceto lesoes calcificadas (D 20,2%;V 14,4%;P 20,9%;L 14,8%;p=0,05). Resultados: Sucesso angiográfico elevado (D 99,2%;V 100%;P 99,4%;L 100%;p=0,1), com eventos adversos em 30 dias (D 5,5%;V 2,8%;P 3,7%;L 4,9%;p=0,2). Trombose (D 1,2%;V 1,4%;P 1,8%;L 1,1%;p=0,05) e óbito em 30 dias (D 4,0%;V 1,7%;P 1,8%;L 1,9%;p=0,1). Seguimento médio de 92% (D 6,1 anos;V 2,2;P 3,5;L 4,5;p<0,001). RLA (D 6,2%;V 5,2%;P 9,0%;L 6,7%;p=0,5), RVA (D 7,1%;V 5,6%;P 10,7%;L 8,1%;p=0,3), com ECM (D 14,9%;V 8,4%;P 13,9%;L 12,4%;p=0,06). Óbito tardio (D 8,3%;V 2,8%;P 3,3%;L 4,8%;p=0,008). Conclusão:
O implante da nova geração de stents coronários convencionais com hastes de fina espessura no tratamento de lesões coronarianas em população selecionada, está associado a necessidade de reintervencao para níveis inferiores de 10%, com resultados equivalentes a longo prazo entre os dispositivos avaliados.