Imobiliário Público, uma plataforma eletrónica que permitirá desburocratizar os pedidos relativos a imóveis para instalação dos serviços ou organismos públicos, bem
2018 Orçam ento
IV.12. Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (PO12)
Políticas
Em 2018 a intervenção do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social traduzir-se-á na prossecução de medidas de política que visam estimular a criação de emprego de qualidade e prosseguir o combate ao desemprego, combater a precariedade no mercado de trabalho, promover a qualificação da população ativa, aumentar o rendimento das famílias, dos trabalhadores e dos pensionistas, proteger e reforçar as políticas sociais, reduzir a pobreza e as desigualdades, nomeadamente das crianças e jovens e promover a inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade e da população sem-abrigo, criando valor acrescentado para a economia nacional.
Promoção do Emprego, Combate à Precariedade
Com o objetivo prioritário de promover o emprego e combater a precariedade, o Governo prosseguirá com o esforço de revitalização do diálogo social, da concertação social à negociação coletiva sectorial e de empresa, dando cumprimento, nomeadamente, ao disposto no Compromisso Tripartido para um Acordo de Concertação de Médio Prazo, subscrito pelo Governo e pela maioria dos parceiros sociais em janeiro de 2017.
Serviços Gerais da Administração Pública
- Cooperação económica externa 40,7 0,6
Educação
- Administração e Regulamentação 139,6 2,2
- Investigação 7,9 0,1
- Estabelecimentos de Ensino Não Superior 5.642,9 87,3
- Serviços Auxiliares de Ensino 281,1 4,3
- Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos - Desporto, Recreio e Lazer 92,4 1,4
Segurança e Ação Social
- Violência Doméstica . Prevenção e Proteção à Vitima 0,0 0,0
- Integração da Pessoa com Deficiência 0,0 0,0
Simplex+ 4,7 0,1
Florestas (Pedrogão Grande) 0,1 0,0
Educação - Descentralização 255,4 4,0
Despesa Total Não Consolidada 6.519,5 100,0
Consolidação entre e intra-setores 346,5
Despesa Total Consolidada 6.173,1
Despesa Efetiva Consolidada 6.118,3
Por Memória
Ativos Financeiros 4,9 0,1
Passivos Financeiros 50,0 0,8
Estado, SFA e EPR Orçamento de
2018
Estrutura 2018 (%)
Neste âmbito, está prevista a negociação de um acordo tripartido, em sede de concertação, que integre medidas de redução da segmentação do mercado de trabalho e de promoção da negociação coletiva, incluindo, nomeadamente, medidas de cariz legislativo. As propostas do Governo nestas matérias incluem, designadamente, a limitação do regime de contrato a termo, no sentido de aumentar os níveis de contratação com base em contratos permanentes, nomeadamente revogando a norma do Código do Trabalho que prevê como motivo justificativo para a contratação a termo a contratação de trabalhador à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração, a diferenciação da taxa contributiva a cargo das entidades empregadoras em função da modalidade de contrato de trabalho e a revogação do banco de horas individual, remetendo o banco de horas para a esfera da negociação coletiva ou para acordos de grupo, onde deve estar a regulação da organização do tempo de trabalho.
Ao mesmo tempo, importa prosseguir com o reforço da capacidade inspetiva e de atuação da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), nomeadamente com a conclusão do processo de reforço do seu quadro inspetivo e com a continuidade dos trabalhos técnicos já iniciados no quadro da norma prevista no Orçamento do Estado de 2017, para a interconexão de dados entre os serviços da ACT, da Segurança Social e da Autoridade Tributária, com vista ao reforço da capacidade de intervenção no combate às infrações laborais.
Por outro lado, importa prosseguir com o processo de reorientação das políticas ativas do mercado de trabalho, garantindo que estas medidas concorrem realmente para a concretização daqueles que são os seus objetivos estratégicos: contribuir para a criação de emprego, com uma preocupação transversal à qualidade do emprego e com uma componente de combate à precariedade. Em 2018 a reorientação das políticas ativas do mercado de trabalho prosseguirá com a aplicação da medida “Contrato-Geração”, na vertente de incentivos cumulativos à contratação simultânea de jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa e muito longa duração: além de um apoio financeiro por cada contrato de trabalho celebrado, a entidade empregadora terá direito à dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições para o regime geral de segurança social, na parte relativa à entidade empregadora. Irá também proceder-se à avaliação das estruturas e medidas de apoio à criação de projetos empresariais e do próprio emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e à reavaliação dos Contratos Emprego-Inserção, com o objetivo de os reaproximar do seu objetivo original de ativação dos desempregados e inativos mais afastados do mercado de trabalho.
No âmbito de uma estratégia de melhoria dos serviços prestados pelo serviço público de emprego, será implementado, em 2018, o projeto Balcão Único do Emprego, assente na melhoria do interface online, com uma forte aposta na componente de atendimento digital, com o objetivo de permitir que utilizadores com competências digitais possam obter resposta integralmente com recurso aos serviços online, dispensando a deslocação física a um serviço de emprego, mas também na melhoria das metodologias de relacionamento com os cidadãos e com as empresas, promovendo um atendimento mais personalizado e integrado, visando, nomeadamente, uma maior eficácia na ativação dos desempregados de longa duração, e da melhoria da coordenação com outros serviços, estabelecendo, interfaces com outros organismos da Administração Pública, designadamente com a Segurança Social, num esforço de modernização e simplificação administrativa. Para facilitar esta articulação, a Lei do Orçamento do Estado para 2018 autoriza o Governo a estabelecer a interconexão de dados entre o IEFP e os serviços da Segurança Social.
O défice estrutural de qualificações da população adulta portuguesa foi sinalizado pelo Governo como um fator de inibição do crescimento económico e de bloqueio à absorção de um número elevado de desempregados pelo mercado de trabalho, muitos deles numa situação de desemprego de longa duração. Para atuar junto dos 55% de portugueses que ainda não completaram o ensino secundário, bem
como junto dos 45% de cidadãos que ainda apresentam níveis de competências digitais insuficientes, implementou-se, em 2017, o Programa Qualifica, uma estratégia de revitalização da educação e formação de adultos, desenvolvida em articulação com o Ministério da Educação. O cumprimento deste Programa deverá contribuir para a concretização de um conjunto de metas, designadamente: assegurar que pelo menos 50% da população adulta conclui o ensino secundário, a escolaridade agora obrigatória;
aumentar a taxa de participação de adultos em atividades de Aprendizagem ao Longo da Vida para 15%
em 2020 e 25% em 2025; alcançar uma meta de frequência de 50% dos alunos do ensino secundário em percursos profissionais de dupla certificação até 2020 e; atingir uma meta de 40% de diplomados na faixa etária dos 30 aos 34 anos.
Em 2018, será lançada a iniciativa Qualifica AP, para responder às necessidades de qualificação do pessoal dos organismos e serviços da Administração Pública através do estabelecimento de protocolos com os Centros Qualifica. Serão também definidas orientações específicas com vista ao reforço da constituição de parcerias de nível local e regional que permitam, por um lado, uma maior mobilização das pessoas e, por outro, um encaminhamento mais eficaz para as diversas respostas de qualificação possíveis. Para aumentar a visibilidade do Programa e para sensibilizar a população adulta para a importância da qualificação, será lançada, no 1.º trimestre de 2018, uma nova campanha de divulgação do Programa Qualifica, acompanhada por um reforço dos materiais de divulgação e apoio nos Centros Qualifica e entidades parceiras.
Dinamização da Economia Social e Solidária
No âmbito da Economia Social e Solidária, foi celebrado o Compromisso de Cooperação 2017-2018 entre os Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Educação e da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e a União das Mutualidades Portuguesas. Este Compromisso visa reforçar a cooperação entre o Estado e as instituições sociais, aprofundando e concretizando as bases gerais do regime jurídico da economia social e as bases do sistema de segurança social, renovando os princípios do Pacto para a Cooperação e Solidariedade que, durante décadas, regeu a parceria entre o Estado e as instituições sociais, abrangendo, para além do sector da área da segurança social e formação profissional, outras áreas estratégicas como a saúde e a educação.
Neste âmbito importa também destacar o lançamento do Programa de Celebração ou Alargamento de Acordos de Cooperação para o Desenvolvimento de Respostas Sociais - PROCOOP. Este programa destina-se a todas as entidades do sector social e solidário, que desenvolvam ou pretendam desenvolver respostas sociais, no âmbito da Rede de Serviços e Equipamentos Sociais, com vista à celebração de novos acordos ou ao alargamento de acordos de cooperação em vigor. Foi, assim, alterado o paradigma de celebração de novos acordos de cooperação ou de alargamento dos acordos em vigor, concretizando-se através de um modelo de candidaturas, cuja concretizando-seleção e hierarquização é efetuada mediante critérios objetivos e pré-definidos acordados com os representantes dos parceiros sociais, como a cobertura dos acordos de cooperação (indicadores de planeamento territorial), a adequação do número de utentes com acordo face à capacidade instalada na resposta social, a sustentabilidade da resposta social candidata e o tempo de espera para a celebração de protocolo, bem como a sustentabilidade económica e financeira da instituição social, promovendo, deste modo, a transparência e a equidade. Em 2018 dar-se-á seguimento ao PROCOOP com a abertura de novas candidaturas.
Na área da economia social importa ainda mencionar o conjunto de novas e mais amplas competências atribuídas à Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) como entidade responsável
pela prossecução de políticas públicas na área do voluntariado e, bem assim, pela criação e manutenção de uma conta satélite para a economia social e pela elaboração e manutenção em sítio próprio da base de dados permanente das entidades da economia social.
Aumento do Rendimento Disponível das Famílias, dos Trabalhadores e dos Pensionistas Assumindo como prioritária a recuperação do rendimento disponível das famílias, dos trabalhadores e dos pensionistas, garantindo recursos mínimos e a satisfação de necessidades básicas, o Governo tem vindo a implementar várias medidas - que conjugam a recuperação e reposição de pensões, os apoios que garantem mínimos sociais aos cidadãos mais vulneráveis, medidas de política salarial e de natureza fiscal - com impacto na redução dos níveis de pobreza monetária e de privação dos agregados mais vulneráveis, designadamente a reposição dos valores de referência do Complemento Solidário para Idosos (CSI) e do Rendimento Social de Inserção (RSI), a atualização das pensões dos regimes contributivos e não contributivos com base na legislação aplicável que se encontrava suspensa, bem como por via de uma atualização extraordinária ocorrida em agosto de 2017 como forma de compensar a perda de poder de compra das pensões que não foram atualizadas entre 2011 e 2015, a atualização da Bonificação por Deficiência, o aumento do montante do Subsídio por Assistência a 3.ª Pessoa, a atualização dos montantes do Abono de Família e o aumento da majoração do abono de família para as famílias monoparentais, o aumento da Retribuição Mínima Mensal Garantida e a progressiva extinção da sobretaxa que incide sobre rendimentos do trabalho. Foi ainda criada a Prestação Social para a Inclusão.
Dando seguimento ao compromisso assumido na Lei do Orçamento do Estado para 2016, foi levantada a 1 de janeiro de 2017 a suspensão da atualização do Indexante de Apoios Sociais, nos termos da Lei n.º 53-B/2006, de 29 de dezembro, tendo o seu valor sido aumentado para 421,32 euros, estando previsto novo aumento a 1 de janeiro de 2018.
Atendendo ao cenário macroeconómico estimado para 2018, a atualização regular das pensões permitirá aumentar todas as pensões, com especial enfase no primeiro escalão.
Ainda no âmbito das pensões, em 2017 entrou em vigor, no regime geral de segurança social e no regime convergente, o regime de antecipação com o objetivo de valorizar as muito longas carreiras contributivas, prevendo que aos beneficiários com idade igual ou superior a 60 anos e com, pelo menos, 48 anos de descontos, bem como aos beneficiários com idade igual ou superior a 60 anos e com, pelo menos, 46 anos de descontos e que tenham iniciado a sua carreira contributiva no Regime Geral de Segurança Social ou no Regime Convergente (Caixa Geral de Aposentações) com 14 anos ou menos possam reformar-se sem penalizações.
No que respeita ao RSI serão repostos no ano de 2018 mais 25% dos cortes operados na anterior legislatura, restituindo a dignificação daquela prestação e a sua eficácia como medida pelo reforço da capacidade integradora e inclusiva do cidadão. Em 2017 desburocratizou-se o processo de renovação anual, que passa a ser efetuado mediante avaliação rigorosa da manutenção das condições de atribuição e de uma verificação oficiosa dos rendimentos. Entre outras medidas que visaram promover maior justiça no acesso à medida, foi ainda reconhecido o direito à prestação de RSI a partir da data em que o requerimento se encontre devidamente instruído, não fazendo depender o mesmo da celebração do programa de inserção, apesar de o mesmo se manter obrigatório.
No que diz respeito às prestações de desemprego, será mantida a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração em vigor desde março de 2016. Mantém-se igualmente o limite mínimo fixado no valor do IAS para a redução do subsídio de desemprego após 180 dias.
O Governo irá ainda prosseguir a dinamização da contratação coletiva, com a promoção de uma política de rendimentos numa perspetiva de trabalho digno e, em particular, garantindo a revalorização da Retribuição Mínima Mensal Garantida, tendo em consideração o acompanhamento trimestral do impacto do seu aumento, que tem vindo a ser desenvolvido no quadro da Comissão Permanente de Concertação Social.
Por outro lado, para efetivar o princípio constitucional “salário igual para trabalho igual e de igual valor”, o Governo vai apresentar, um conjunto de medidas para promover a igualdade entre mulheres e homens no âmbito da “Agenda para a Igualdade no Mercado de Trabalho e nas Empresas”, promovendo, designadamente, a adoção de mecanismos que pugnem pela definição de um sistema de transparência em matéria salarial a implementar de modo progressivo entre 2018 e 2019.
Garantia da Sustentabilidade da Segurança Social
Mantém-se como prioridade a realização de uma avaliação rigorosa da situação do sistema de Segurança Social, procurando melhorar a respetiva sustentabilidade, encontrando novas fontes de financiamento, a sua justiça, combatendo a fraude e a evasão e completando a convergência entre o sector público e o sector privado e, finalmente, a transparência do sistema.
Relativamente às novas fontes de financiamento, foi contemplada, em 2017, a consignação ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social do valor da receita obtida com o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis, deduzida dos inerentes encargos de cobrança. O presente Orçamento do Estado consignará, de forma gradual entre 2018 e 2021, o valor correspondente a até 2 p.p. da receita de IRC.
No âmbito do combate à fraude e evasão contributiva e prestacional continuar-se-á a implementação de medidas que promovam a obtenção de ganhos de eficiência e eficácia, designadamente através da implementação da declaração de remunerações oficiosa e da flexibilização dos mecanismos de cobrança de dívida.
O Governo dará continuidade ao processo de convergência entre a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e o Regime Geral da Segurança Social, garantindo a harmonização progressiva dos diferentes regimes no que concerne à formação e às regras de cálculo das pensões, de forma a assegurar um tratamento mais igual e a eliminar as discrepâncias que ainda subsistem.
Em 2017 foram aprovadas as condições especiais de acesso antecipado à pensão de velhice para os beneficiários com carreiras contributivas muito longas ou que começaram a descontar com 14 anos ou menos, em cumprimento do compromisso político assumido pelo XXI Governo de proteger e valorizar as carreiras contributivas muito longas, permitindo que os beneficiários do regime geral de segurança social e do regime de proteção social convergente se possam reformar sem penalizações. No quadro do compromisso do Governo de reavaliação do regime de reformas antecipadas por flexibilização, continuará o diálogo com os parceiros sociais.
No que se refere à transparência do sistema, continuarão a ser implementadas, de forma faseada, funcionalidades que permitam a consulta da carreira contributiva e a previsão do valor de pensão a receber, bem como a consulta do histórico de prestações sociais auferidas ou a submissão online de requerimentos.
Promoção dos Direitos e da Proteção das Crianças
Em conformidade com os princípios proclamados na Convenção Sobre os Direitos das Crianças das Nações Unidas, em 2018 o Governo prosseguirá as políticas de reforço institucional e de promoção dos direitos e proteção das crianças e jovens, como parte integrante da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza das Crianças e Jovens.
Para concretização desta política o Governo continuará, complementarmente às medidas para combater as situações de pobreza de famílias com crianças e de reconversão e adequação de outras respostas sociais, o processo de instalação das coordenações regionais da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, no sentido de promover um maior acompanhamento, harmonização e eficácia do trabalho das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
Pretende-se ainda proceder à criação de novas CPCJ nas áreas geográficas onde se verifique essa necessidade, reforçar o número de técnicos de apoio junto das CPCJ e melhorar a capacitação dos elementos das coordenações regionais e comissões locais, através de ações de formação específica.
Promoção da Inclusão das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade
O XXI Governo Constitucional definiu como uma das prioridades políticas a inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade na sociedade portuguesa. Durante o ano de 2017 foi aprovado um conjunto de medidas que visam a valorização e maior integração das pessoas com deficiência.
Assim, em 2018, terá continuidade a agenda nacional para a deficiência ou incapacidade, ancorada nos princípios da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Com o objetivo de melhorar a proteção social das pessoas com deficiência ou incapacidade, estimulando a sua autonomia e participação plena na sociedade, o Governo criou, em 2017, a Prestação Social para a Inclusão. Esta nova prestação social promove o combate à pobreza, o incentivo à participação laboral das pessoas com deficiência/incapacidade e contribuirá para simplificar o quadro de benefícios existente, substituindo o Subsídio Mensal Vitalício e a Pensão Social de Invalidez, aumentando a sua eficácia na proteção social das pessoas com deficiência. Após a sua implementação plena, esta medida assumirá uma perspetiva integrada, adaptando-se às necessidades que possam ocorrer em diferentes fases do ciclo de vida da pessoa, com especial enfoque na proteção em idade ativa. Em face da sua implementação gradual e das suas diferentes componentes, esta prestação entrará em vigor em 2017 com a introdução da componente base. Em 2018 perspetiva-se a introdução da segunda componente: o complemento. Esta componente constitui um instrumento importante de combate à pobreza das pessoas com deficiência.
Outro grande marco terá prossecução em 2018 e passou pela criação e regulamentação em 2017 de um modelo inovador e abrangente de apoio à vida independente das pessoas com deficiência, de base comunitária, com recurso à figura de um “assistente pessoal” para auxílio na execução das suas atividades da vida diária e participação social. Esta medida, visa contribuir para a possibilidade do exercício do direito de tomarem decisões sobre a sua vida, ainda que existam diferentes situações de deficiência ou incapacidade, com graus diferenciados de dependência e que carecem de apoios distintos.
Em projetos-piloto para o período 2017-2020, com a duração de três anos, a medida é financiada no âmbito do quadro do Portugal 2020.
A promoção do emprego de pessoas com deficiência ou incapacidade constitui, igualmente, um pilar central de intervenção da política social do XXI Governo. Desta forma, pretende-se definir uma estratégia
de emprego e trabalho para todos, envolvendo os diferentes atores, que aposte em ações de formação profissional no sistema regular de formação, no aumento da oferta de estágios profissionais em empresas e organizações do sector público e solidário e na implementação de cotas específicas para o emprego de pessoas com deficiência ou incapacidade.
Também no ano de 2018 pretende-se apostar numa “escola inclusiva de 2.ª geração” para todos, que respeite a diferença e a diversidade e onde todos e cada um dos alunos possam encontrar as respostas de que necessitam para aceder às aprendizagens e atingir o seu potencial de progresso.
Está ainda prevista a criação do grupo de recrutamento de Língua Gestual Portuguesa (LGP) que tem como principal objetivo o reconhecimento dos profissionais que ensinam a LGP enquanto docentes e não como técnicos especializados, como sucede, dignificando o exercício das suas funções.
Orçamento
A despesa total consolidada do Programa Trabalho, Solidariedade e Segurança Social prevista para 2018 é de 20 156,8 milhões de euros, o que corresponde a uma diminuição de 59,7 milhões de euros face à
A despesa total consolidada do Programa Trabalho, Solidariedade e Segurança Social prevista para 2018 é de 20 156,8 milhões de euros, o que corresponde a uma diminuição de 59,7 milhões de euros face à