TRABALHO E TELEOLOGIA NA ONTOLOGIA DE LUKÁCS
1- O TRABALHO COMO GÊNESE DO SER SOCIAL
2.1 Trabalho e Valor
Parte da argumentação lukacsiana sobre a categoria valor basear-se-ia nos estudos do Capital (Marx, 2003) de Marx em que verificaria no trabalho a gênese da categoria valor, categoria essa central em todos os sistemas econômicos que, por sua vez revelaria a complexidade da realidade em suas dimensões tanto econômica propriamente dita quanto extra-econômica. Assim, a categoria valor nos estudos de Marx se traduziria em suas conexões legais puras em sua existência categorial complexa.
Destarte, os estudos de Marx apontariam para o auto-movimento da categoria valor, como substância, e assim sendo, em sua investigação analítica abstrativa revelaria a economia como pressuposto preponderante da dimensão da produção em que as formas efetivas são elementos em interação recíproca na totalidade do
ser social. Lukács, por sua vez ao estudar O Capital (Marx, 2003), encontraria na gênese ontológica do processo de produção capitalista os nexos efetivos existentes na realidade em suas múltiplas determinações, o processo de desenvolvimento do ser social. Assim segundo Lukács, Marx identificaria na forma mercadoria o valor determinante do modo de produção capitalista.
Segundo o pensamento lukacsiano, portanto, o trabalho seria o complexo de categorias preponderante, ou seja, a centralidade do trabalho seria a gênese do desenvolvimento do ser social. No capítulo O trabalho em “Para a ontologia do ser social” (LUKÁCS, 1981) Lukács colocaria o complexo trabalho como pressuposto ontológico fundante da sociedade, ou seja, como determinação genética do processo de desenvolvimento do ser social, procedimento esse que isola abstratamente suas categorias, pois o que se busca seria a conexão entre elas. Tal preponderância da centralidade do trabalho como forma originaria se faz necessária, pois a analise de suas categorias intrínsecas revelaria suas conexões decisivas, ou seja, como fundamento do processo interno da gênese do ser social. Em sua forma primitiva, assim sendo, a atividade laboral como manifestação, em perspectiva histórica, revelaria a determinação da identidade abstrata das práticas sócias, ou seja, em sua forma originaria o trabalho produziria valor-de-uso e seria assim a base de toda realização humano-social.
Igualmente, a universalidade comum a toda a prática humana teria o caráter social objetivo e, logo, o nexo ontológico seria o trabalho como condição necessária do ser social, independente do período histórico, pois como tal o trabalho seria a dimensão privilegiada para a compreensão dos processos humanos.
Logo, segundo os argumentos lukacsianos, a relação existente entre ser social e natureza relaria o processo de desenvolvimento do ser social e ainda dimensionaria outras formas do ser porque a peculiaridade do trabalho seria a forma reprodutiva dos seres, não obstante haja entre a gênese do ser social e a natureza uma descontinuidade em seus respectivos processos reprodutivos.
Assim, haveria um salto (Sprung) qualitativo, conceito esse fundamental para o pensamento lukacsiano, pois desvelaria o trânsito da dimensão da natureza para a dimensão humana que teria nesse momento a gênese do complexo de ser que se traduziria como o primeiro ato humano, ou seja, como ato não-natural.
É a partir da categoria valor que se daria parte da argumentação lukacsiana, argumentação essa realizada com base nos estudos realizados por Marx no livro
“O Capital” (MARX, 2003, p. 57 e ss.) Segundo Lukács, não obstante a forma com que tais questões são expostas no primeiro capítulo de O Capital (MARX, 2003.) cause, num primeiro momento, a impressão de se tratar de um estudo lógico-dedutivista da categoria do valor, tal impressão se deveria à forma com que Marx elaborou o texto não ao processo da análise investigativa propriamente dita. A gênese da categoria do valor, em sua determinação, na obra de Marx “não é nem uma dedução lógica do conceito do valor nem uma descrição indutiva das singulares fases históricas.” (LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 293), mas o desvelamento de uma categoria central no sistema econômico, que demarca com exatidão a complexidade em que se encontra na realidade os aspectos decisivos em nível tanto da esfera econômica quanto da esfera extra-econômica (o caráter de fetiche das mercadorias, como determinação decisiva da relação entre os homens)
Esta centralidade da categoria do valor é um fato ontológico e não um
‘axioma’ tomado como ponto de partida para deduções simplesmente teóricas ou lógicas. Entretanto, uma vez reconhecida, esta facticidade ontológica leva por si mesma para além da própria facticidade; a sua análise teórica mostra imediatamente que esse é o ponto focal das mais importantes tendências de toda realidade social. (LUKÁCS, 1981, Vol.
I, p. 294)
Face ao conjunto do pensamento econômico, a forma de abstração em Marx não partiria de uma categoria qualquer, mas uma categoria objetivamente central do ponto de vista ontológico. O que Para Lukács, se apresentaria de um modo renovador. A abstração, portanto, nesse caso é
[...] uma abstração sui generis: o seu embasamento é a efetiva lei essencial da circulação social das mercadorias, uma lei que em última análise se afirma sempre na realidade econômica, muito embora todas as oscilações dos preços, em um conjunto que funciona normalmente.
Assim, essa não opera como uma abstração quando se trata de elucidar seja os nexos econômicos puros, seja as suas interconexões com os fatos e tendências extra-econômicos do ser social; portanto, toda a primeira parte do livro O Capital se revela como uma reprodução da realidade, e não como uma experimentação ideal abstrata. A razão habita, mais uma vez, no caráter ontológico dessa abstração: isso significa, nem mais nem menos, que ao isolá-la se pôs em evidência a lei essencial da circulação das mercadorias, a ela foi permitido agir sem interferências ou obstáculos, sem que fosse desviada ou modificada por outras relações estruturais e por outros processos, que em uma sociedade são, todavia, necessariamente operantes. Por isto, em tal redução abstrativa ao dado essencialíssimo todos os momentos – econômicos e extra-econômicos – revelam-se sem deformações;
enquanto que uma abstração não fundada ontologicamente ou dirigida a aspectos periféricos leva sempre a deformar as categorias decisivas.
(LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 302)
Tal passagem forneceria os fundamentos daquilo que seria determinada como
o processo de investigação de Marx. Fica assim a distinção entre forma expositiva e o experimento ideal, isto é, à medida que Lukács afirmaria que os enunciados marxianos sobre a categoria do valor não seriam são tomados como simples experimentos ideais, pois revelaria com isto o fato de que Marx exporia de forma genérica e pura as determinações mais decisivas da dimensão econômica elaboradas em nível da categoria valor como célula fundamental dessa mesma dimensão. A redução abstrativa ao dado essencialíssimo, sendo assim, não seria uma simples abstração, mas uma análise que se atem aos elementos gerais mais decisivos, ao “momento preponderante” (“Übergreifendes Moment”) que seria o eixo central no interior do complexo econômico, às suas tendências gerais, ao valor à proporção que seria a lei fundamental da circulação das mercadorias. A categoria valor seria analisada como elemento primário sob a forma de “conexões legais puras”. Para o estudo de um dado complexo ter-se-ia como pressuposto ontológico que as determinações e categorias sejam operadas pelo caráter da abstração que vai eliminar as interferências desnecessárias para que se observem plenamente as determinações mais decisivas presentes no complexo o que engendraria, à medida que seria um pressuposto ontológico, a existência de outras categorias e complexos.
A categoria valor permearia todos os níveis do fenômeno social, à medida que no mundo capitalista a categoria valor fundamentaria a produção e reprodução humanas e, sendo assim, se traduz como a expressão acabada e decisiva da forma com que os homens se relacionam entre si, pois seria a partir da determinação do elemento ou categoria que funciona como “momento preponderante” que determinaria de forma decisiva o modo como se estabeleceria a dinâmica das interações no interior do complexo da economia.
Somente por isso que no valor, como categoria central da produção social, confluem as determinações mais essenciais do processo global, é que a exposição abreviada, reduzida aos fatos decisivos, das etapas ontológicas da gênese possui ao mesmo tempo o significado de fundamento teórico também das etapas econômicas concretas.
(LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 293)
Todo o estudo de Marx em nível da categoria do valor seria antes de tudo a análise “das etapas teoricamente determinantes do automovimento dessa categoria, desde os inícios necessariamente esporádicos e acidentais até sua completa explicitação, quando a sua essência teórica chega a expressar-se em forma pura” (LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 293). Assim, a partir da investigação analítico-abstrativa da economia enquanto complexo, buscar-se-ia determinar o
pressuposto preponderante da estruturação assim como da dinâmica da dimensão da produção. Pois efetuar generalizações tem por objetivo tanto apreender as leis decisivas que determinariam as formas particulares de sua configuração o que, corresponderiam ao primeiro passo do procedimento investigativo quanto fundamentar os vínculos os necessários com as outras dimensões da totalidade do ser social. Assim, a análise do momento preponderante deveria ser acompanhada da identificação das formas efetivas de sua interação com outros vínculos necessários do complexo, pelo simples fato de que o “momento preponderante” estaria em interação recíproca com os outros elementos da totalidade do ser social, o que não constituiria de modo algum o único determinante dos processos sociais, porque para Lukács a construção do livro de Marx iria do abstrato ao concreto, ou seja, em “O Capital” (MARX, 2003), o que interessa para Marx, seria determinar a gênese ontológica do processo de produção capitalista, e num segundo instante determinar os nexos efetivos existentes na realidade, isto é, a complexidade efetiva das “múltiplas determinações” com que se encontrariam formada os processos sociais. Tal fato seria demonstrado por Lukács quando afirma que Marx, nos capítulos finais de “O Capital” (MARX, 2003), realizaria o movimento em direção à realidade concreta.
Assim, da generalidade abstrativa, em que se determinariam as efetivas relações que essa categoria guarda com as outras dimensões e complexos da totalidade do ser social e demonstrar, assim, a partir da dinâmica de suas interações e conexões decisivas a multiplicidade e reciprocidade de determinações que se verificaria nas formas concretas da realidade.
Precisamente, assim como Marx identificaria na mercadoria, e por conseqüência no valor, o determinante do modo de produção capitalista (MARX, 2003, p.57 e ss.), Lukács identificaria, por sua vez, no trabalho o complexo de categorias preponderante que determinaria a peculiaridade ontológica do ser social, assim é que em relação às formulações de Lukács em torno dos estudos marxianos indica de forma concisa os princípios ontológicos determinantes sobre os quais se fundamentaria a estrutura argumentativa que lhe permitiria afirmar a centralidade do complexo trabalho na gênese e desenvolvimento do ser social.
A análise desenvolvida ao longo do capítulo O Trabalho (LUKÁCS, 1981, Vol. II, p.17-101) procuraria “estudar as determinações do trabalho na máxima pureza possível”, condição necessária, segundo o filósofo húngaro, para demarcar em que sentido o complexo do trabalho seria compreendido como pressuposto
ontológico fundante da sociabilidade. Portanto em relação ao método, isso significa que o isolamento analítico do complexo trabalho das formas específicas de suas configurações, permite tratar de forma genérica o conjunto de tendências intrínsecas a esse complexo como determinante de toda atividade humano-social.
Revelar-se-ia desse modo o caráter decisivo da gênese do ser social, o que permitiria afirmar com esse caráter da análise lukacsiana, a natureza marxiana de seus estudos:
É necessário não esquecer nunca que, a considerar, assim sendo isoladamente o trabalho, se cumpre uma abstração. A sociabilidade, a primeira divisão do trabalho, a linguagem, etc., nascem igualmente do trabalho, entretanto não em uma sucessão temporal que seja bem determinável, todavia, quanto à sua essência, simultaneamente. É por isso uma abstração sui generis aquela que nós realizamos aqui; do ponto de vista metodológico tem um caráter semelhante àquela abstração que falamos difusamente ao abordar o edifício conceitual de O Capital de Marx. (LUKÁCS, 1981, Vol. II, p. 14-5)
Nas páginas iniciais do capítulo O Trabalho (LUKÁCS, 1981, Vol. II) encontrar-se-ia considerações semelhantes àquelas feitas em relação à categoria valor, em que Lukács esclareceria de forma antecipada a base do procedimento analítico-abstrativo a ser realizado em relação à atividade laboral humana:
[...] decompor de maneira analítico-abstrativa o novo complexo do ser, para poder em seguida, pelo embasamento assim obtido, retornar ao complexo do ser social, não apenas enquanto dado e, por conseguinte simplesmente representado, todavia agora também concebido em sua totalidade real. (LUKÁCS, 1981, Vol. II, p. 11)
Na determinação da gênese e do processo de desenvolvimento do ser social, o trabalho é analisado sob a forma de uma generalização em que deve ser compreendida como um procedimento que “isola abstratamente” o complexo em questão para através da elucidação de suas categorias tanto quanto da análise da conexão entre elas. Desvelar-se-ia, suas leis e tendências assim como delinearia o caráter decisivo que iria revelar a preponderância e a centralidade e desse mesmo complexo como tal. O filósofo húngaro quando determina o trabalho em sua “forma originária” da prática social referia-se à consideração abstrata do complexo em que o trabalho analisado a partir de suas categorias intrínsecas conforme conexões decisivas, de modo a descrever o fundamento e o processo interno que instauraria a gênese do ser social. Sendo assim, a pretensão de Lukács não sera o estudo das origens do trabalho e sim a determinação ontogenética do complexo que viabiliza o surgimento do ser social. É importante, pois, esclarecer que o termo forma originária do trabalho esteja se a referir-se unicamente à forma primitiva da organização da atividade laboral humana. Vale
advertir que as freqüentes recorrências à análise das configurações primitivas do trabalho, a que Lukács se refere várias vezes em seu texto, teria a clara intenção de evidenciar os elementos comuns existentes em qualquer forma concreta de manifestação do trabalho em perspectiva histórica, para com isto desvelar as características comuns e os aspectos ontológicos decisivos próprios a toda atividade humana. Trabalhar-se-ia na dimensão da determinação de uma identidade abstrata entre todas as atividades práticas sociais sem perder de vista o aspecto fundamental das diferenças específicas existente entre elas.
Porém ao se explicitar, desse modo, ainda que sumariamente, os princípios que norteiam a análise lukacsiana, cabem determinar os motivos que lhe permitiriam colocar o trabalho como eixo de suas investigações sobre a ontologia do ser social. O estudo que se apresenta procura esclarecer por quais razões pode o trabalho ser compreendido como momento preponderante da gênese e do processo desenvolvimento do ser social. Para tal questão poder-se-ia propor que haveria um duplo caminho através do qual Lukács fundamenta a determinação do trabalho. Num primeiro instante, o processo de desenvolvimento do ser social com tal tornaria possível a identificação desse complexo como a forma originária de toda prática social humana. Num segundo momento, tal complexo seria colocado no centro das reflexões acerca da peculiaridade ontológica do ser social, assim sendo, revelar-se-ia com clareza os traços gerais comuns a todas as formas da prática social humana. Lukács apresenta para essa questão o seguinte:
[...] todas as outras categorias dessa forma de ser já tem por sua essência o caráter social; as suas propriedades e modos de operar se desenvolvem exclusivamente no ser social já constituído; o seu revelar, mesmo em um estágio extremamente primitivo, pressupõe sempre o salto como já realizado. Somente o trabalho possui por sua essência ontológica um caráter nitidamente intermediário; ele é na sua essência uma interconexão entre homem (sociedade) e a natureza, quer inorgânica (ferramentas, matéria prima, objeto do trabalho, etc.) quer orgânica. (LUKÁCS, 1981, Vol. II, p.13-4)
Precisamente, a forma originária do trabalho, à medida em produz de valor-de-uso, como complexo que se encontraria eminentemente na base de toda realização humano-social revelar-se-ia, assim, como uma universalidade comum a toda prática humana pelo seu caráter socialmente objetivo. Portanto, não se poderia perder de vista a dimensão ontológica essencial pela qual deveria ser entendida tal determinação, porem, não se trata de um procedimento que deduz a fórmula trabalho como fundamento da prática do ser social, mas de uma afirmação que reconhece o caráter necessário desse nexo ontológico basilar. Tal
enunciado fundamentar-se-ia em determinações contidas no texto marxiano, particularmente na passagem em que Marx afirma o trabalho como condição sine qua non para a existência do homem em toda e qualquer forma de sociedade e período histórico:
O trabalho como formador de valores-de-uso, como trabalho útil, é uma condição de existência do homem, livre de todas as formas de sociedade, é uma necessidade natural eterna que tem a função de mediar a interação orgânica entre o homem e natureza, ou seja, a vida dos homens. (LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 265)
Lukács entende que desse modo,
Nasce assim a única lei objetiva e generalíssima do ser social, que é tão
‘eterna’ quanto o próprio ser social, ou seja, trata-se também de uma lei histórica, na medida em que nasce simultaneamente com o ser social, mas que permanece ativa enquanto esse existir. Todas as demais leis são de caráter histórico já no interior do ser social. (LUKÁCS, 1981, Vol.
I, p. 340)
O trabalho seria uma condição eminente, necessária do ser social; estaria presente em todas as formações sociais independente de seu período histórico.
Lukács, nesse momento, argumentaria sobre a existência de uma lei universal presente no ato de nascimento do ser social, assim como em todos os momentos históricos de seu desenvolvimento, isso significaria que, genericamente o homem seria um ser que trabalha, em outros termos seria possível afirmar o trabalho como o complexo central por ser uma condição necessária de toda e qualquer fase do desenvolvimento histórico. Lukács irá analisar como tal atividade aparece como lei universal, expressão geral de toda atividade social humana, como veremos mais a frente. Alias, dever-se-ia também abordar o trabalho ocupa como dimensão privilegiada na compreensão dos processos humanos com outras dimensões do ser, pois se revelaria de modo imediato o vínculo necessário do processo da relação do ser social com a natureza. Por conseguinte, o processo de socialização do homem não poderia nem poderá mais prescindir das dimensões do ser orgânico e inorgânico, que o processo de formação de si e de seu mundo ocorre eminentemente sobre a base de sua relação ativa com a natureza, tal determinação afirmaria a objetividade como propriedade primário-ontológica do ser: o “ser em interação e em conexão complexa e ser ao mesmo tempo no domínio da sua característica específica.” (LUKÁCS, 1981, Vol. I, p. 312) O trabalho revelar-se-ia, assim, como lei universal do processo de desenvolvimento do ser social, também por ser o complexo que esclareceria e ainda dimensiona as conexões do ser social com as outras formas de ser. A expressão privilegiada da forma, portanto, como tais relações são estabelecidas,
forma essa que especifica não apenas o nível de desenvolvimento atingido pelo homem, consequentemente em nível histórico o trabalho plasmaria as etapas do processo de desenvolvimento humano-social, tanto quanto o define como único ser capaz de determinar uma relação de transformação consciente com o curso espontâneo de modificações presente na dimensão da natureza.
Assim, evidenciar-se-ia a dupla face da gênese do ser social, a universalidade do trabalho revelaria as intrincadas conexões em que se encontra o seu processo de desenvolvimento com a natureza assim como especificaria a particularidade da atividade eminentemente humana frente ao processo de reprodução da existência que se encontra na natureza. O trabalho humano à proporção que revelaria a dimensão do caráter objetivo do ser social, o ser em conexão com outros complexos, aponta para a forma peculiar com que essas conexões entre os
Assim, evidenciar-se-ia a dupla face da gênese do ser social, a universalidade do trabalho revelaria as intrincadas conexões em que se encontra o seu processo de desenvolvimento com a natureza assim como especificaria a particularidade da atividade eminentemente humana frente ao processo de reprodução da existência que se encontra na natureza. O trabalho humano à proporção que revelaria a dimensão do caráter objetivo do ser social, o ser em conexão com outros complexos, aponta para a forma peculiar com que essas conexões entre os