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3. DELINEAMENTO E PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA

3.2 Trajetória investigativa: procedimentos no campo

A atividade de coletar dados teve seu início com uma visita à Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, onde apresentei os objetivos do estudo aos responsáveis e obtive deles o consentimento para entrar nas instituições escolares, bem como uma listagem das escolas com seus respectivos endereços. A lista oficial apresentava 54 unidades escolares compreendendo urbanas e rurais, destas, 47 urbanas. Entretanto em visita às mesmas verificamos que apenas 43 escolas urbanas ofertavam de fato o 5º ano do ensino fundamental. Entretanto, da amostragem total, apenas 30 escolas possuíam o critério definido para escolha dos sujeitos deste estudo, ou seja, professores efetivos lecionando para turmas do 5º ano.

Vale salientar que em algumas dessas escolas o quadro docente não era totalmente constituído por professores efetivos, havia também interinos e/ou contratados nas turmas de 5º ano, concomitantemente. Destes, constituíram-se sujeitos somente os efetivos. Possuir hora- atividade e ter vivenciado a avaliação externa na rede foram os principais motivos em optar pelos efetivos.

Após o contato com a SME fui às escolas para expor a pesquisa, seu objetivo, os sujeitos que a comporiam. Nessa ocasião, já explicava como seria o contato com os professores/sujeitos e o tempo médio a ser gasto com cada um deles. Alguns gestores chamavam os professores, ou pediam que eu aguardasse o intervalo para então abordá-los solicitando sua participação. As visitas, em sua grande maioria, eram acertadas para o dia da hora-atividade (h/a) do professor. O professor efetivo da rede tem um percentual de 20% das horas para trabalhos extraclasses, assim, aquele que possui 20h ou 40h tem 4h ou 8h respectivamente. Essas h/a são destinadas à realização de outras atividades que não propriamente a regência em sala. Na ocasião, início de ano letivo, geralmente os professores a cumpriam no próprio ambiente escolar elaborando seu planejamento e respectivos planos de ensino e/ou atividades pedagógicas ou participando de formação oferecida pela rede.

Com a finalidade de coletar os dados, um cronograma de ida às escolas foi esboçado. A coleta foi realizada inicialmente nos meses de fevereiro e março, nos turnos matutino e vespertino, no ano letivo de 2013. As 43 escolas possuíam em média uma soma de mais de 103 turmas de 5º ano, o que demandaria no mínimo a necessidade equivalente de professores, entretanto, encontramos apenas 53 professores efetivos e atuantes. Destes, um (01) deles se negou a participar da pesquisa, ficamos então com 52 regentes (titulares da sala) e/ou de áreas (trabalham com uma das áreas do conhecimento). Todavia o diálogo se deu com 54

professores, pois contamos ainda com a participação de 01 professora articuladora e uma professora de Língua Inglesa, ambas com muitos anos de experiência nas turmas de 5º ano que, além de demonstrarem interesse, solicitaram também participação.

Optamos por utilizar como instrumentos para a coleta, inicialmente, um questionário. No final do ano de 2012, elaboramos a primeira versão do questionário e realizamos o pré-teste com professores da rede estadual de Campinas, resultando na necessidade de reelaborá-lo, pois, no estado de São Paulo, há outras avaliações além da nacional e consideramos que isso confundiu o professor participante do pré-teste. O segundo pré-teste foi realizado em uma escola da rede municipal de Cuiabá, que possuía o maior número de turmas de 5º ano da rede e contou com a participação de 3 professores, destes 2 contratados atuando aproximadamente por cinco anos na rede. Posteriormente, para validar o instrumento, indagamos aos colaboradores sua avaliação acerca do instrumento – quantidade de questões, tempo gasto, clareza, etc. Anotadas as observações, realizamos mais alguns ajustes no questionário (Apêndice 3).

Nas visitas às escolas, iniciava me apresentando como professora efetiva da rede, assim como eles, e deixando claro que a prioridade do trabalho era ouvi-los e, assim, dar visibilidade ao que pensam, entendem e vivenciam acerca da política de avaliação. Afirmava aos sujeitos que a preocupação era assegurar o que eles professores concebiam em relação às questões levantadas no instrumento de pesquisa, que, no primeiro caso, foi o questionário. Após essas explicações informava que a participação era voluntária e não obrigatória, contudo, deixava claro que a participação era importante uma vez que se buscava a voz do coletivo de professores efetivos do 5º ano da rede, e quanto maior a participação, melhor a representação e consequentemente sua fidedignidade.

Afirmava também que manteria a identidade dos/as entrevistados/as ocultada, assim como o nome da escola, independentemente das informações fornecidas. Nesse caso, também não precisavam temer represálias, pois os dados não eram para a SME, mas para uma pesquisa de doutorado realizada na Faculdade de Educação da UNICAMP. Após esses acertos iniciais, abria espaço para que os professores/as, prováveis sujeitos, perguntassem e sanassem suas dúvidas. Depois de esgotadas as dúvidas e com aceno positivo à participação, solicitava o preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias (Apêndice 1), em duas cópias, ficando uma delas com o sujeito.

A Ficha de Identificação (Apêndice 2), em sua maioria, foi preenchida também nessa ocasião de visita às escolas. Esses momentos foram importantes por oportunizar uma conversa

informal, quebrando o gelo inicial e criando um espaço de diálogo. Os encontros foram, na maioria, nos dias em que os docentes estavam em hora-atividade.

Os ambientes disponibilizados eram geralmente a sala dos professores ou biblioteca da escola, nesse sentido, propícios e confortáveis, pois eram climatizados evitando o desgaste do calor excessivo da cidade de Cuiabá, além do mais, por serem fechados, não se ouvia o barulho externo. E, talvez o mais importante, o professor não estava em sala de aula e não precisava dividir a atenção entre alunos e pesquisador, fato que facilitava o diálogo com os sujeitos da pesquisa.

No entanto, três (3) sujeitos responderam dentro de suas salas de aula com os alunos e comigo, pesquisadora, presente, pois a escola não contava ainda com o professor de Educação Física. O professor de educação física faz parte do coletivo docente dos ciclos sendo responsável em ministrar 4 horas semanais em cada uma das turmas do 5º ano. Faz parte da cultura dessas escolas organizar o horário de forma que o professor de Educação Física fique com aulas duplas nas turmas, uma vez por semana, quando o professor titular da sala tem então sua hora-atividade.

Nesse sentido, o tempo e espaço disponibilizados foram preciosos, oportunizou aos professores responderem as 26 questões do questionário, contendo perguntas fechadas e abertas. Também puderam fazer perguntas, sanar dúvidas e discorrer sobre o tema. Além disso, oportunizou a mim fazer anotações de pesquisa em um caderno de campo de forma a clarear o que os sujeitos diziam ou entendiam no momento de responder. O tempo consumido nesta etapa foi de aproximadamente uma hora e meia a duas horas com cada um dos professores.

Vale ressaltar que os sujeitos aceitaram participar da pesquisa de pronto agrado. A aceitabilidade foi surpreendentemente positiva. Eles mergulhavam nas questões demonstrando interesse em compartilhar suas respostas. Alguns no final disseram que o questionário era extenso, entretanto, apreciaram respondê-lo porque os levou a refletir sobre questões que no dia a dia nem sempre conseguiam.

Tabela 2: Instrumentos aplicados e participação dos sujeitos

INSTRUMENTOS

PROFESSORES TOTAL Sala aula Direção Coordenação SME

Ficha Identificação 55 08 10 06 79 Questionário 55 - - - 55 Entrevistas 20 08 10 06 44

Fomos, em cada uma das 30 unidades escolares, uma ou mais vezes, pudemos ver a diversidade de escolas na rede, poucas localizadas nas proximidades do centro da cidade, a maioria em bairros mais distantes, dentre elas haviam unidades de portes grandes, médios e pequenos. Percebemos, mesmo sem ser objeto de análise do estudo, que algumas escolas eram mais limpas e bem organizadas, outras mais degradadas, muitas precisando de melhorias físicas e estruturais.

Dentre elas, destacou-se uma considerada péssima, em relação às condições físicas para o trabalho escolar, pois era pequena para comportar adequadamente o número de alunos da sala, dificultando, sobretudo, a circulação do professor entre as carteiras. Nessa escola, fiquei na sala com os alunos para que o professor respondesse o questionário. O único ventilador que funcionava era pequeno e não girava, dessa forma, beneficiava somente os alunos que sentavam à sua frente. As carteiras eram velhas e estragadas. A falta d’água nas torneiras parecia uma constante, pois em duas visitas anteriores, as turmas tinham sido dispensadas por esse motivo. Essa unidade escolar não estava assentada em prédio próprio, mas alugado, portanto, em tese, provisoriamente.

É válido registrar que, nessas visitas às unidades escolares, encontravam-se presentes na escola ao menos um dos gestores escolares.

Embora a coleta dos dados em campo tenha sido efetivamente realizada no ano letivo de 2013, pontuamos que, nos anos de 2010 a 2011, tive a oportunidade de observar alguns eventos organizados pela SME com as escolas, ora com os gestores escolares e ora com os professores para tratarem de assuntos pertinentes às avaliações em larga escala. Vale lembrar também que participei de visitas realizadas nas escolas como assessora pedagógica no ano de 2011. Com efeito, as observações e as visitas relatadas acima foram decisivas para instigar o interesse em estudar a temática proposta.

Acreditamos que os dados que emergiram do contexto pesquisado evidenciam a apropriação e a potencialidade dos docentes para atender ao chamamento de reflexão sobre o objeto em estudo e, logo, os principais problemas que circundam as escolas. O contato com as escolas e professores possibilitou contextualizar como a política de avaliação externa vem se delineando nas escolas e se impregnando nos currículos escolares.

Com os questionários respondidos pelos cinquenta e cinco (55) sujeitos em mãos, demos início à leitura, denominada por Bardin (2012), “de leitura flutuante”. A partir desses dados, foi organizado um conjunto de informações a respeito da leitura e compreensão que os sujeitos envolvidos na implementação da política de avaliação fazem acerca das novas

exigências para o trabalho docente e as concepções que possuem em relação à melhoria da qualidade da Educação Básica.

Após uma análise mais acurada dos questionários, surgiram questões que ainda precisavam ser esclarecidas e/ou aprofundadas; posto isso, definimos a análise documental e as entrevistas semiestruturadas como instrumentos metodológicos potencialmente capazes de complementar, com informações significativas, o objeto em pesquisa.

Nesse sentido, foi elaborado um roteiro de entrevistas com o objetivo de compreender com mais exatidão e profundidade as questões que foram respondidas de forma sintética nos questionários, bem como as que deram margem à dubiedade.

Para tanto, elaboramos a entrevista semiestruturada, como propõe Manzini (2004), centralizada em um assunto sobre o qual se elabora um roteiro com perguntas principais, complementadas por outras questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista. O autor assevera que esse instrumento tem o potencial de “fazer emergir informações de forma mais livre e as respostas não estão condicionadas a uma padronização de alternativas” (MANZINI, 2004, p. 154). Desse modo, o intento foi captar explicações acerca das avaliações em larga escala e a avaliação da aprendizagem realizada na escola.

A entrevista é recomendada quando se espera obter informações sobre opinião, concepções, expectativas, percepções a respeito de objetos ou fatos ou apenas complementar informações a propósito de fatos ocorridos e não observados pelo pesquisador, como acontecimentos históricos e história de vida, sempre lembrando que as informações coletadas são versões sobre fatos ou acontecimentos (MANZINI, 2004, p. 4). Assim, a entrevista possibilita estudar o relato dos protagonistas acerca dos fatos.

Ao eleger a SME/Cuiabá como lócus de investigação, partimos do pressuposto de que também deveriam ser perscrutados os gestores que compõem as equipes da Secretaria responsáveis pela implementação das políticas e ações na rede, pois temos a hipótese que estes podem acompanhar, coordenar, senão controlar ou regular o trabalho desenvolvido nas instituições de ensino. Dessa forma, para investigarmos em que medida os dados da PB e indicadores do Ideb são utilizados pela SME/Cuiabá em sua ação nas escolas da rede, utilizamos também como procedimentos metodológicos a análise documental, mais a frente e as entrevistas semiestruturadas.

A entrevista semiestruturada cumpriu seu potencial em dar vida ao diálogo entre a pesquisadora e sujeitos, e não ser um instrumento fechado. Assim, foi potencialmente capaz de oportunizar novos elementos por meio dos relatos dos entrevistados ao permitir-lhes autonomia para discorrer livremente sobre os assuntos.

O instrumento utilizado partiu de um esquema básico e não rígido para a apreensão das informações e, ao mesmo tempo, tornando possível ao entrevistador fazer as adequações necessárias (LÜDKE; ANDRÉ, 1986, p. 34). Desse modo, houve preocupação em coletar dados contendo informações indispensáveis para uma análise detalhada, e ricos em pormenores justificando o uso de instrumentos flexíveis como pode ser a entrevista semiestruturada (BOGDAN; BIKLEN, 2004).

Os roteiros das entrevistas semiestruturadas foram elaborados tomando por modelo a sugestão de Manzini (2003, p. 12), que propõe analisar três pontos: forma e sequência das perguntas, abrangência do fenômeno estudado, e o não cometer “deslizes metodológicos”. Assim, o roteiro teve por função auxiliar a condução da coleta de dados por meio das entrevistas como elemento que auxilia o pesquisador a se organizar antes e no momento da entrevista; elemento que auxilia indiretamente o entrevistado a fornecer a informação de forma mais precisa e com maior facilidade.

Manzini (2003, p. 24) pontua cuidados a serem tomados, pois o “planejamento estará relacionado intimamente com a qualidade das informações coletadas”. Diante disso, elaboramos um roteiro procurando utilizar linguagem simples e clara tanto do ponto de vista do pesquisador quanto do entrevistado.

As questões foram apresentadas seguindo uma ordem, forma e profundidade cuidadosamente pensada, a depender das respostas dos entrevistados sua disposição, conhecimento para dar qualidade às respostas. Entendemos que as entrevistas são fundamentais quando se precisa e deseja mapear práticas, crenças, e valores de universos sociais específicos, em que os conflitos e contradições não estejam claramente explicitados (DUARTE, 2004). Pois estasquando bem realizadas, possibilitam ao pesquisador:

[...] fazer uma espécie de mergulho em profundidade, coletando indícios dos modos como cada um daqueles sujeitos percebe e significa sua realidade e levantando informações consistentes que lhe permitam descrever e compreender a lógica que preside as relações que se estabelecem no interior daquele grupo, o que, em geral, é mais difícil obter com outros instrumentos de coleta de dados. (DUARTE, 2004, p. 216)

Alguns procedimentos importantes foram adotados na preparação de entrevistas para a análise. O primeiro se refere à transcrição: as entrevistas inicialmente foram transcritas por mim, entretanto, dado o volume, algumas foram transcritas por profissionais com experiência no assunto.

Tabela 3: Participação dos Gestores Escolares e Gestores SME

Função Entrevista Tempo gasto Laudas

transcritas

01 Secretaria Adjunta Gravada 39:35 minutos 09 02 Coord. Diretoria de Ensino Gravada 21:40 minutos 05 03 Coord. Organização curricular Gravada 14:48 minutos 04 04 Coord. Gestão Legislação Gravada 15:43 minutos 05 05 Coord. Formação Gravada 40 minutos 09 06 Coord. Avaliação Institucional Gravada 1h17minutos 13 07 Diretor 01 Gravada 17:23 minutos 07 08 Diretor 02 Escrita - 06 09 Diretor 03 Gravada 11:53 minutos 04 10 Diretor 04 Gravada 06:00 minutos 03 11 Diretor 05 Gravada 18:37 minutos 05 12 Diretor 06 Gravada 12:18 minutos 04 13 Diretor 07 Gravada 20:39 minutos 04 14 Diretor 08 Gravada 24:59 minutos 07 15 Coordenador Pedagógico 01 Gravada 13:23 minutos 04 16 Coordenador Pedagógico 02 Gravada 16:25 minutos 03 17 Coordenador Pedagógico 03 Gravada 32:26 minutos 07 18 Coordenador Pedagógico 04 Gravada 21:29 minutos 05 19 Coordenador Pedagógico 05 Gravada 18:17 minutos 05 20 Coordenador Pedagógico 06 Gravada 14:42 minutos 04 21 Coordenador Pedagógico 07 Gravada 12:35 minutos 04 22 Coordenador Pedagógico 08 Gravada 16:37 minutos 05 23 Coordenador Pedagógico 09 Gravada 30:31 minutos 07 24 Coordenador Pedagógico10 Gravada 13:25 minutos 04

TOTAL 8h 30m 40s 133

Fonte: Pesquisadora - Agosto 2013

Posteriormente realizamos a conferência de fidedignidade: ouvir a gravação tendo o texto transcrito em mãos, acompanhando e conferindo cada frase, mudanças de entonação, etc. Procuramos manter na íntegra as entrevistas, tais como pronunciadas. Entretanto, admitimos exceção em frases demasiadamente coloquiais, interjeições, repetições, falas incompletas, vícios de linguagem, cacoetes e excessivos erros gramaticais. Vale esclarecer que uma versão original, sem as correções, foi mantida. Houve ainda preocupação em retirar os relatos obtidos por meio de perguntas que se apresentavam ambíguas, tendenciosas ou que tenham levado o entrevistado a admitir ou negar afirmativas feitas pelo pesquisador.

No que diz respeito à interpretação das questões abertas do questionário e das entrevistas semiestruturadas, análises temáticas foram cogitadas como recurso. Nesse caso, foi tomado o conjunto de informações recolhidas junto aos entrevistados e organizados primeiramente, em grandes eixos temáticos, articulados aos objetivos centrais da pesquisa. A partir das temáticas, estabelecemos a constituição de subeixos temáticos, procurando torná-los mais precisos e específicos em relação ao objeto de pesquisa, em torno dos quais se organizaram as falas dos entrevistados.

Entendemos com Rampazzo (2002, p. 52) que os documentos determinados por um órgão ou instituição “constituem em uma fonte rica e estável de dados”. Desse modo, a

análise documental teve o propósito de levantar informações nos documentos oficiais, disponíveis para consulta.

a) Governo Federal: Projeto básico da Avaliação, Portarias e Relatórios que apresentaram elementos sobre ou relacionados às avaliações externas;

b) SME/Cuiabá: Portarias, Instruções e Relatórios que apresentaram elementos relacionados à politica da rede e ainda sobre as avaliações externas.

Os dados levantados na análise documental foram os relacionados às portarias de lotação dos sujeitos da pesquisa. Os demais foram organizados e cruzados com a percepção dos sujeitos e ajudou compreender melhor como se dá o processo de reconfiguração do currículo escolar no contexto atual, permeado pelos testes de desempenho, a partir das percepções dos professores efetivos da rede que atuam nas escolas, inclusive na gestão escolar e ainda, os que trabalham em postos estratégicos do órgão central.