Impureza mineral
Impureza vegetal
Figura 5. Transporte de cana com impurezas
a) Aspectos considerados na capacitação dos recursos humanos utilizados nas operações de colheita.
O bom desempenho da máquina e a eficiência do carregamento dependem exclusivamente da capacitação dos operadores. O que significa dizer que a capacitação dos operadores de carregadeira, de tratores com reboque e dos motoristas canavieiros também é indispensável para um bom carregamento.
I - Operadores de carregadeira
Evitar excesso de velocidade na operação; Não rastelar;
Coletar só um molho de cana que acomode na garra; Não forçar a garra no solo, para não coletar terra;
Ao coletar o molho da cana na barreira se deslocar de ré; A sobra de cana, o bituqueiro coleta e coloca na outra esteira; Não pisar na cana;
O operador deve esperar, que o bituqueiro colete a sobra de cana; Não misturar cana machucada com cana sadia;
Evitar fazer cargas altas;
Fazer cargas bem arrumadas e pesadas, sem que ultrapassem a dianteira e a traseira;
Respeitar o horário de troca de turno;
Afastar a palha das esteiras de cana e dos molhos; Evitar coletar cana com palha;
Fazer manutenção preventiva, antes do início da pegada;
II - Motorista de caminhão canavieiro
a) O motorista é responsável pela verificação e manutenção preventiva dos veículos: Checar nível de óleo do motor;
Checar nível de óleo da caixa de câmbio e transmissão; Checar nível de óleo de direção hidráulica;
Checar nível de óleo do reservatório hidráulico;
Checar a limpeza da tela do radiador; Checar correia do ventilador;
Checar nível de solução e terminais da bateria; Pressão do pneu;
Suspiro do diferencial trazeiro e dianteiro nos tratores 4 x 4; Checar filtro de ar descarga válvula de descarga;
Checar indicador de restrição;
Checar funcionamento dos instrumentos do painel; Checar vazamento de óleo motor, câmbio;
Checar vazamento óleo hidráulico da direção, bomba, comando e cilindro.
b) Providências dos motoristas durante a jornada de trabalho no transporte de matéria prima:
Limpar a carroceria antes do carregamento;
Arrumar os cabos ou correntes para não rolar cargas;
Evitar cargas altas, para evitar que caiam e/ou cause acidentes; Evitar cruzar sulcos no carregamento;
Evitar passar por cima das esteiras de cana; Evitar passar por cima da cana nas estradas;
Manter número de cordas suficiente para amarrar a carga; Depois de feito o carregamento, amarrar e apertar a carga; Respeitar as paradas obrigatórias para re-aperto de cana; Respeitar a fila de carregamento na palha;
Verificar a guia do tráfego com o trajeto;
Não desenvolver velocidade alta em estradas de barro; Não transportar pessoas na carroceria ou em cima.
III - Orientações para operadores de tratores com reboques Atrelar o reboque limpo;
Checar arrumação dos cabos e correntes para não rolar; Acompanhar a carregadeira no enchimento;
Evitar excesso de velocidade na operação; Não cruzar sulcos;
Não passar por cima de esteira de cana; Não passar por cima de cana na estrada; Não desatrelar o reboque dentro do trabalho; Não fazer manobras dentro do talhão;
Não deixar carregar cargas altas e desarrumadas;
Após o enchimento amarrar a carga e cortar o excesso de cana lateral; Atenção com o atrelador para evitar acidentes;
4.2.1.3 Colheita
A colheita é uma operação agrícola bem abrangente na cultura da cana-de- açúcar que envolve corte, carregamento e transporte. Nas empresas sucroalcooleiras, as várias categorias profissionais, tais como: gerente agrícola, agrônomo, fiscal de transporte, noteiro, operador de carregadeira, motorista de caminhão, tratorista, bituqueiro e atrelador, se concentram nestas etapas, para que os parâmetros do projeto não sejam comprometidos se empenhando nas tarefas. Eles precisam estar envolvidos na implantação, capacitação e condução do Projeto Cana Limpa.
4.2.2 Avaliação da qualidade da matéria prima e de índices de perdas
A avaliação da qualidade da colheita é composta de dois objetivos básicos: o primeiro, no campo, é efetuado através de levantamento e mensuração das perdas nas diversas áreas colhidas, esse processo é denominado avaliação de perdas e pode ser observado a seguir:
Cana suja, machucada e cana pegada.
Figura 6. Cana suja, machucada e cana pegada
Fonte: Usina Vale do Paranaíba em Minas Gerais (2006). Foto do arquivo de Carlos Fernando Araújo
4.2.2.1 Avaliação de perdas
Os parâmetros do projeto cana limpa para avaliação da qualidade no corte, de perdas no campo, propostos pelo programa da EECAC da UFRPE são os seguintes:
Alinhamento: Usar bom senso para atribuir conceitos:
Ótimo, Bom, Regular e Ruim.
Afastamento da Palha: Ótimo: > 1,00m de distância da esteira
Bom: 0,80m a 1,00m de distância da esteira Regular: 0,50m a 0,80m de distância da esteira Ruim: < 0,50m de distância da esteira
Horas de Queima: Ótimo: 12 a 24 horas
Bom: 24 a 36 horas
Regular: 36 a 48 horas Ruim: > 48 horas
Perda de Toco: Ótimo< 300kg/ha
Bom: 300 a 500 kg/ha Regular: 500 a 1000 kg/ha Ruim: > 1000 kg/ha
Perda no Palmito: Ótimo: Nenhuma
Bom: < 50 kg/ha
Regular: 50 a 100 kg/ha Ruim: >100 kg/ha
Repique: Ótimo: < 100 kg/ha
Bom: 100 a 200 kg/ha Regular: 200 a 300 kg/ha Ruim: > 300 kg/ha
Cana Pegada: Ótimo: < 300 kg/ha Bom: 300 a 400 kg/ha Regular: 400 a 700 kg/ha Ruim > 700 kg/ha
Limpeza de Barreiras: Usar o bom senso, ótimo quando totalmente limpo e ruim
sem limpeza.
Plantas Daninhas: Usar bom senso, ótimo sem nenhuma planta daninha e
ruim com excesso de “mato”.
Levantamento de Ótimo: Ausência de broca
Broca Gigante: Bom: <5%
Regular: 5 a 20% Ruim: >20%