5 CAPÍTULO III Trichoderma spp NO CONTROLE DE
5.2.6 Trichoderma spp no crescimento de plantas de cártamo
5.2.6.1 Tratamentos e delineamento experimental
O teste de promoção de crescimento foi feito em tubetes, utilizando-se 24 tubetes para cada tratamento, sendo cada tubete uma repetição, preenchidos com
uma mistura de substrato comercial Plantmax e casca de arroz carbonizado, sendo a proporção de três partes de substrato para uma de casca de arroz carbonizado. Foi utilizado um total de cinco tratamentos: testemunha, dois isolados do Laboratório de Fitopatologia/Defesa Fitosanitária/CCR/UFSM (TC 1.15 e ETSR 20 (Capítulo I)) e dois formulados comerciais (Agrotrich e Trichodel
). O delineamento utilizado foi blocos ao acaso.
5.2.6.2 Incorporação dos tratamentos
Os formulados de Trichoderma spp. foram incorporados ao solo na quantidade de 2g para cada quilograma de substrato, para os formulados em pó e 1mL, diluído em 100mL de água, para o formulado líquido, sendo bem misturados ao mesmo. Após dois dias da incorporação foi feita a semeadura de duas sementes por tubete, fazendo o desbaste aos sete dias após a emergência.
5.2.6.3 Parâmetros avaliados
As avaliações deste teste se deram em duas datas. A primeira no sétimo dia após a primeira planta emergir e a segunda ao décimo quarto dia após a emergência. Doze plantas foram retiradas e os seguintes parâmetros avaliados: comprimento parcial de planta (parte aérea), comprimento total de planta (parte aérea + raiz), número de raízes, peso fresco e seco total (parte aérea + raiz).
5.2.7 Análise estatística
Os dados obtidos nos experimentos foram submetidos à análise de variância no programa estatístico SANEST (ZONTA et al., 1984) e a comparação de médias feita através do teste de Duncan a 5% de significância.
5.3 Resultados e Discussão
5.3.1 Trichoderma spp. no biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum
A incidência da doença não pode ser avaliada, uma vez que não houve o desenvolvimento de sintomas nas plantas de cártamo. O não desenvolvimento da doença deve-se, provavelmente, ao fato de as condições de temperatura e umidade no local não terem atingido o ideal para o desenvolvimento do fungo (Anexo 1 e 2).
Para os parâmetros de crescimento vegetal, a análise estatística mostrou que não houve interação significativa entre os dois fatores principais (Trichoderma spp. e
Sclerotinia sclerotiorum) testados, indicando que o efeito de um fator independe do
outro.
A presença do patógeno no substrato reduziu o crescimento das plantas, pois todos parâmetros de crescimento, exceto o peso fresco de raízes, foram significativamente inferiores em relação à ausência do patógeno (Tabela 13). Isso mostra que, mesmo sem produzir sintomas na planta, o patógeno prejudica seu desenvolvimento.
Tabela 13 – Altura de planta (cm) e comprimento de raízes (cm), peso fresco e peso seco de parte aérea e raízes de cártamo submetido à presença e ausência de Sclerotinia sclerotiorum. Santa Maria - RS, 2006.
Parâmetros de crescimento
----Peso fresco (g)---- ----Peso seco (g)---- Tratamento Altura de planta (cm) Comprim. de raízes
(cm) P. aérea Raízes P. aérea Raízes S/ Sclerotinia 78,30 a 22,01 a 34,29 a 13,63 a 10,01 a 2,59 a* C/ Sclerotinia 74,80 b 19,78 b 31,33 b 12,11 a 9,20 b 1,65 b
Tabela 14 – Altura de planta e comprimento de raízes (cm), peso fresco e peso seco de parte aérea e raízes de cártamo submetido à presença e ausência de
Trichoderma spp. Santa Maria - RS, 2006.
Parâmetros de crescimento
----Peso fresco (g)---- --Peso seco (g)-- Tratamento Altura de planta (cm) Comprim. de raízes
(cm) P. aérea Raízes P. aérea Raízes
S/ Trichoderma 77,75 ab 20,97 ab 33,05 a 9,86 b 9,54 a 2,03 a* ETSR 20 74,57 b 18,95 b 31,87 a 13,12 a 8,98 a 1,83 a
TC 1.15 74,15 b 22,33 a 32,74 a 14,98 a 10,00 a 2,18 a Agrotrich 79,74 a 21,34 ab 33,59 a 13,53 a 9,92 a 2,44 a
*Letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% pelo teste Duncan.
Analisando o fator Trichoderma spp., verifica-se (Tabela 14) que seu efeito depende do isolado e do parâmetro avaliado, não tendo efeito sobre o peso fresco da parte aérea, nem sobre o peso seco da parte aérea e das raízes. No entanto, todos os formulados aumentaram significativamente o peso fresco de raízes e Agrotrichigualou-se à testemunha na altura de planta e comprimento de raízes.
5.3.2 Trichoderma spp. no crescimento de plantas de cártamo
A primeira avaliação do teste de promoção de crescimento, feita ao sétimo dia após a emergência da primeira planta demonstrou, com exceção do número de raízes, que os tratamentos não diferiram significativamente entre si para todos os parâmetros. Para o número de raízes o melhor tratamento foi o Trichodel
, seguido dos tratamentos com Agrotrich e TC 1.15 (Tabela 15), ainda que não significativamente diferentes entre si e da testemunha.
Tabela 15 - Comprimento parcial e total de planta (cm), número de raízes, peso fresco e seco (g), aos 7 dias após a emergência de plantas de cártamo, submetidas a diferentes tratamentos com Trichoderma spp. Santa Maria -RS, 2006. Parâmetros de Crescimento Comp. parcial de planta Comp. total de planta Nº de raiz Peso fresco de planta Peso seco de planta Tratamento ---cm--- ---g--- Testemunha 8,79 a 19,70 a 26,00 ab 3,27 a 0,20 a* Agrotrich 8,55 a 20,15 a 31,25 ab 3,92 a 0,23 a ETSR 20 8,48 a 20,12 a 25,42 b 3,21 a 0,19 a TC 1.15 8,92 a 17,38 a 30,58 ab 4,23 a 0,24 a Trichodel 9,04 a 20,67 a 34,83 a 4,32 a 0,25 a
*Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% pelo teste Duncan.
Harman (2000) realizou experimento que mostra maior crescimento de raízes de soja e milho tratadas com Trichoderma harzianum T-22 e maior produtividade de pimentão, comparados com testemunhas não tratadas. Sivan & Harman (1991) tratando sementes de milho e algodão com os isolados T12, T95 e T22 (fusão dos dois anteriores) de Trichoderma harzianum observaram que o isolado T22 promoveu crescimento das raízes, em relação à testemunha, de 31,4% em milho e 60% em algodoeiro.
O pouco tempo de exposição das plantas pode ser uma explicação para esses resultados, já que na segunda avaliação aos 14 dias após a emergência, houve diferença para todos os parâmetros avaliados, exceto peso seco de plantas, tendo o tratamento com Trichodel
Tabela 16 - Comprimento de parcial e total de planta (cm), número de raízes, peso fresco e seco (g), aos 14 dias após a emergência de plantas de cártamo, submetidas a diferentes tratamentos com Trichoderma spp. Santa Maria -RS, 2006. Parâmetros de crescimento Comp. parcial de Planta Comp. total de planta Nº de Raiz Peso Fresco Peso Seco Tratamento ---cm--- ---g--- Testemunha 8,83 c 16,54 d 30,83 b 4,79 b 0,25 a* Agrotich 14,20 b 25,45 b 37,58 ab 4,91 b 0,27 a ETSR 20 14,80 ab 26,12 b 39,17 a 5,60 b 0,27 a TC 1.15 9,54 c 20,56 c 30,75 b 6,20 ab 0,28 a Trichodel 15,81 a 28,86 a 43,42 a 7,50 a 0,30 a
*Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si ao nível de significância de 5% pelo teste Duncan.
Todos os tratamentos foram significativamente superiores à testemunha no comprimento total de planta. No comprimento parcial, o isolado TC 1.15 igualou-se, no peso fresco, Trichodel
foi superior e no número de raízes, Trichodel e ETSR 20 foram superiores à testemunha. No tratamento de solo com isolado de Trichoderma
harzianum, o pepineiro e a pimenteira tiveram aumento significativo quanto à altura
das plantas em 23,8% e 17,2%, respectivamente (INBAR et al., 1994).
O tratamento de solo com suspensão de conídios de Trichoderma harzianum promoveu aumento do peso de massa seca superior à testemunha, no feijoeiro de 10,3%, no rabanete de 8,3%, no tomateiro de 36,8%, na pimenteira de 41,7% e no pepineiro de 93,3% (CHANG et al, 1986), o que não foi observado neste trabalho.
Os mecanismos envolvidos no aumento do crescimento induzidos por espécies de Trichoderma, aparentemente são o controle de patógenos secundários, que diminuem o crescimento e a atividade das raízes, além da produção de fatores estimulantes de crescimento (BAKER, 1988).
5.4 Conclusões
- A presença de Sclerotinia sclerotiorum no solo reduz o crescimento de cártamo, mesmo sem produzir sintomas na planta.
- A incorporação de Trichoderma spp. no solo reduz o dano causado por S.
sclerotiorum no crescimento de plantas.
- Trichoderma spp. beneficia o crescimento de plantas de cártamo, quando adicionado ao solo e o tempo de contato aumenta sua eficácia.
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7 ANEXOS
Anexo 1 -
Dados de temperatura na casa-de-vegetação durante o teste de controle de Sclerotinia sclerotiorum por Trichoderma spp.Tabela 17 – Temperaturas mínimas, máximas e médias na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por
Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006.
Data Temperatura mínima Temperatura Máxima Temperatura média 27/07/2006 17,4 29,3 23,35 28/07/2006 12,8 24,8 18,8 29/07/2006 9,0 17,0 13,0 30/07/2006 2,6 18,8 10,7 31/07/2006 2,2 18,2 10,2 01/08/2006 2,0 21,4 11,7 02/08/2006 2,0 20,8 11,4 03/08/2006 6,0 23,2 14,6 04/08/2006 8,8 20,4 14,6 05/08/2006 11,6 24,5 18,05 06/08/2006 15,7 25,8 20,75 07/08/2006 15,1 32,6 23,85 08/08/2006 18,4 30,5 24,45 09/08/2006 19,8 35,8 27,8 10/08/2006 13,7 28,1 20,9 11/08/2006 12,2 29,2 20,7 12/08/2006 13,8 33,2 23,5 13/08/2006 20,2 33,4 26,8 14/08/2006 19,7 26,2 22,95 15/08/2006 14,8 18,8 16,8 16/08/2006 9,4 19,5 14,45 17/08/2006 9,5 22,7 16,1 18/08/2006 11,5 23,8 17,65 19/08/2006 5,3 25,6 15,45 20/08/2006 8,0 23,1 15,55 21/08/2006 3,0 21,6 12,3 22/08/2006 2,6 26,2 14,4 23/08/2006 8,8 30,6 19,7 24/08/2006 8,5 32,5 20,5 25/08/2006 11,5 36,6 24,05 26/08/2006 18,6 25,0 21,8
Tabela 17 – Temperaturas mínimas, máximas e médias na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por
Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006.
27/08/2006 13,8 22,2 18,0 28/08/2006 6,0 24,6 15,3 29/08/2006 4,8 25,4 15,1 30/08/2006 6,8 27,2 17,0 31/08/2006 9,6 29,6 19,6 01/09/2006 14,3 26,4 20,35 02/09/2006 10,3 19,2 14,75 03/09/2006 6,5 22,4 14,45 04/09/2006 5,8 18,2 12,0 05/09/2006 3,8 24,4 14,1 06/09/2006 3,8 26,7 15,25 07/09/2006 7,8 28,8 18,3 08/09/2006 11,2 27,8 19,5 09/09/2006 16,7 29,8 23,25 10/09/2006 10,4 33,1 21,75 11/09/2006 19,7 37,8 28,75 12/09/2006 21,0 30,8 25,9 13/09/2006 7,0 24,4 15,7 14/09/2006 15,3 25,0 20,15 15/09/2006 15,8 27,5 21,65 16/09/2006 10,0 27,7 18,85 17/09/2006 10,2 30,4 20,3 18/09/2006 12,4 32,9 22,65 19/09/2006 14,9 33,8 24,35 20/09/2006 16,2 25,0 20,6 21/09/2006 15,9 26,6 21,25 22/09/2006 15,7 34,9 25,3 23/09/2006 17,1 26,7 21,9 24/09/2006 9,8 27,4 18,6 25/09/2006 7,6 30,0 18,8 26/09/2006 11,2 32,1 21,65 27/09/2006 15,1 33,7 24,4 28/09/2006 18,9 28,2 23,55 29/09/2006 14,0 32,4 23,2 30/09/2006 12,9 34,2 23,55 01/10/2006 16,0 33,6 24,8 02/10/2006 16,0 35,0 25,5 03/10/2006 18,0 34,4 26,2 04/10/2006 20,8 29,5 25,15 05/10/2006 18,9 24,9 21,9 06/10/2006 12,3 30,6 21,45 07/10/2006 15,2 22,2 18,7 08/10/2006 13,5 32,1 22,8
Tabela 17 – Temperaturas mínimas, máximas e médias na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por
Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006.
09/10/2006 13,2 35,6 24,4 10/10/2006 19,5 38,9 29,2 11/10/2006 20,2 31,0 25,6 12/10/2006 17,6 31,2 24,4 13/10/2006 18,1 38,8 28,5 14/10/2006 20,2 39,2 29,7 15/10/2006 19,7 23,0 21,35 16/10/2006 13,2 31,0 22,1 17/10/2006 14,5 29,9 22,2 18/10/2006 15,7 27,5 21,6
Anexo 2 -
Dados de umidade relativa na casa-de-vegetação durante o teste de controle de Sclerotinia sclerotiorum por Trichoderma spp.Tabela 18 – Umidades relativas às 9, 15 e 21 horas na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006.
Data UR9 UR15 UR21
27/07/2006 88,0 60,0 83,0 28/07/2006 86,0 50,0 64,0 29/07/2006 83,0 58,0 74,0 30/07/2006 84,0 45,0 90,0 31/07/2006 83,0 56,0 88,0 01/08/2006 93,0 49,0 88,0 02/08/2006 94,0 63,0 86,0 03/08/2006 97,0 71,0 95,0 04/08/2006 98,0 89,0 93,0 05/08/2006 96,0 74,0 92,0 06/08/2006 98,0 82,0 96,0 07/08/2006 100,0 36,0 68,0 08/08/2006 37,0 36,0 47,0 09/08/2006 38,0 38,0 96,0 10/08/2006 93,0 56,0 86,0 11/08/2006 96,0 86,0 96,0 12/08/2006 92,0 62,0 90,0 13/08/2006 61,0 74,0 89,0
Tabela 18 – Umidades relativas às 9, 15 e 21 horas na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006. 14/08/2006 37,0 79,0 85,0 15/08/2006 93,0 83,0 87,0 16/08/2006 91,0 71,0 89,0 17/08/2006 84,0 70,0 78,0 18/08/2006 93,0 63,0 82,0 19/08/2006 92,0 36,0 89,0 20/08/2006 64,0 53,0 72,0 21/08/2006 76,0 46,0 91,0 22/08/2006 91,0 35,0 87,0 23/08/2006 73,0 34,0 84,0 24/08/2006 85,0 47,0 85,0 25/08/2006 65,0 32,0 79,0 26/08/2006 96,0 66,0 81,0 27/08/2006 93,0 64,0 85,0 28/08/2006 84,0 32,0 80,0 29/08/2006 78,0 42,0 72,0 30/08/2006 79,0 48,0 89,0 31/08/2006 84,0 52,0 88,0 01/09/2006 100,0 70,0 96,0 02/09/2006 93,0 81,0 94,0 03/09/2006 69,0 43,0 73,0 04/09/2006 72,0 57,0 76,0 05/09/2006 72,0 48,0 85,0 06/09/2006 85,0 74,0 74,0 07/09/2006 80,0 48,0 71,0 08/09/2006 84,0 73,0 98,0 09/09/2006 94,0 61,0 91,0 10/09/2006 89,0 42,0 90,0 11/09/2006 62,0 47,0 76,0 12/09/2006 76,0 67,0 82,0 13/09/2006 95,0 89,0 93,0 14/09/2006 89,0 81,0 92,0 15/09/2006 96,0 50,0 80,0 16/09/2006 98,0 41,0 69,0 17/09/2006 79,0 58,0 89,0 18/09/2006 98,0 56,0 84,0 19/09/2006 98,0 58,0 77,0 20/09/2006 81,0 90,0 96,0 21/09/2006 89,0 71,0 85,0 22/09/2006 92,0 44,0 83,0 23/09/2006 75,0 50,0 80,0 24/09/2006 65,0 48,0 89,0
Tabela 18 – Umidades relativas às 9, 15 e 21 horas na casa-de-vegetação durante o teste de biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum por Trichoderma spp. Santa Maria, RS, 2006. 25/09/2006 79,0 37,0 72,0 26/09/2006 78,0 47,0 69,0 27/09/2006 56,0 54,0 94,0 28/09/2006 92,0 72,0 65,0 29/09/2006 78,0 48,0 69,0 30/09/2006 75,0 56,0 76,0 01/10/2006 82,0 58,0 83,0 02/10/2006 94,0 55,0 82,0 03/10/2006 92,0 61,0 73,0 04/10/2006 93,0 74,0 96,0 05/10/2006 96,0 92,0 94,0 06/10/2006 68,0 57,0 80,0 07/10/2006 93,0 76,0 92,0 08/10/2006 82,0 48,0 72,0 09/10/2006 85,0 60,0 86,0 10/10/2006 79,0 43,0 77,0 11/10/2006 78,0 74,0 85,0 12/10/2006 78,0 69,0 89,0 13/10/2006 88,0 67,0 81,0 14/10/2006 66,0 47,0 89,0 15/10/2006 98,0 89,0 80,0 16/10/2006 62,0 53,0 69,0 17/10/2006 83,0 63,0 72,0 18/10/2006 82,0 68,0 75,0