do turismo de eventos
TURISMO DE EVENTOS
O fenômeno turístico depende de muitos fatores para promover seu desenvolvimento, sejam eles no âmbito dos recursos naturais, artificiais ou culturais que estejam passíveis a serem transformados em produtos turísti-cos. Muitos desses produtos dependem também de fatores climáticos para sua visitação, caracterizando os períodos de baixa e alta temporada. Dessa forma, a sazonalidade prejudica o fomento da atividade turística de uma determi-nada localidade, influenciando diretamente na geração de renda e utilização das estruturas turísticas criadas.
Uma das alternativas mais utilizadas para suprir a sazonalidade turís-tica é a realização de eventos. Além de suprir tal necessidade, é vista também como importante idealizador de desenvolvimento econômico, uma vez que gera renda para a comunidade, com empregos fixos e temporários, impostos, intensificando a divulgação dos atrativos turísticos da localidade, dentre outros benefícios.
O turismo de eventos é a parte do turismo que leva em consi-deração o critério relacionado ao objetivo da atividade turística.
É praticado com interesse profissional e cultural por meio de congressos, convenções, simpósios, feiras, encontros culturais, reuniões internacionais, entre outros, e é uma das atividades eco-nômicas que mais crescem no mundo (HOELLER, 1999, p. 75).
Este segmento do turismo é visto como um dos que mais movimenta capital em uma localidade, “enquanto um turista de lazer desembolsa em média U$ 80,00 (oitenta dólares) por dia, com uma permanência média no destino de três dias, o turista de eventos triplica seu gasto diário e aumenta para cinco dias sua estada no destino” (COUTINHO E COUTINHO, 2007, p. 6). De acordo com o Relatório de Eventos - Resultados 2003-2009 (BRASIL, 2010), do ponto de vista nacional, o turismo de eventos é um segmento que já movi-menta 30 bilhões de dólares no mundo.
Diante das perspectivas do turismo para que o Turismo de Eventos aconteça, não é necessário apenas os espaços para a realização dos eventos, mas também a existência de infraestruturas de apoio turístico como hospeda-gem, restaurantes, transportes, agências de viagens, diversão e demais serviços terceirizados que dão suporte, visto que os eventos atraem uma demanda que utilizam dessa base de sustentação da atividade turística.
O turismo de eventos tem como principal motivação o próprio evento e [...] “compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encon-tros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social” (BRASIL, 2008, p. 15). Devido à rele-vância do Turismo de Eventos, que gera desde impactos econômicos e finan-ceiros até sociais e culturais em uma localidade, entidades governamentais e empresariais buscam formas de incrementar este segmento do turismo em suas regiões, realizando um planejamento estratégico para a captação de eventos que sejam adequados para a localidade-sede, ou seja, organizam eventos de acordo com a capacidade que o local dispõe.
ATIVIDADE DE CAPTAÇÃO DE EVENTOS COMO ESTRATÉGIA DE FOMENTO AO TURISMO DE EVENTOS
Motivados pelos benefícios que o Turismo de Eventos traz para uma localidade, os destinos turísticos buscam ações de desenvolvimento do seg-mento para obterem tais benefícios, como a tentativa de captar eventos.
O processo de Captação de Eventos é bastante complexo e envolve a Embratur, associações e organismos oficiais na organização dos eventos. Esse processo de captação pode ser direcionado tanto para eventos nacionais ou internacionais. Nos eventos nacionais o processo é desenvolvido por empresas nacionais e em função disso, os eventos acontecem em território nacional. Já os
de âmbito internacional, possuem empresas representantes de diferentes paí-ses, com isso a sede do evento pode ser em qualquer país representado, desde que o local tenha suporte necessário para cada tipo de evento pleiteado.
Todo evento tem uma importância significativa no desenvolvimento econômico e turístico da localidade-sede, visto que ele proporciona um efeito multiplicador, pois para um evento acontecer é preciso infraestruturas que auxi-liem na sua realização, atendendo as principais necessidades dos participantes.
O Brasil se consolida como um dos principais destinos de eventos do mundo, estando em 7º lugar no ranking mundial, com 304 eventos internacio-nais realizados em 2011, como pode ser visualizado na figura 1 (ICCA, 2012) e alcançará um novo patamar com a realização da Copa e Olimpíada.
Ranking Mundial: Números de eventos por países
Ranking País Eventos em 2011
1 Estados Unidos 759
2 Alemanha 577
3 Espanha 463
4 Reino Unido 434
5 França 428
6 Itália 363
7 Brasil 304
8 China 302
9 Holanda 291
10 Áustria 267
Figura 1: Ranking mundial de eventos internacionais realizados por países em 2011. Fonte: ICCA, 2012.
O conhecimento do mercado é tido para Andrade (2002) como ponto inicial para a captação de um evento, pois é ele quem configura a realidade da localidade, tendo como fatores principais a análise da infraestrutura e da oferta turística. Esse conhecimento é essencial para o sucesso da geração e captação dos diferentes tipos de eventos.
Para Pronetho (2009), o trabalho de captação de eventos envolve três atividades básicas. A primeira é a análise das condições do núcleo receptor que irá sediar o evento como, por exemplo, se a localidade-sede dispõe de espaços adequados para realizar o evento, a capacidade hoteleira e a existência e capa-cidade de transportes turísticos. A segunda etapa consiste na avaliação dos tipos de evento que a localidade-sede tem capacidade de receber, levantando
os eventos a serem realizados e suas características, incluindo a temática, o período de duração, o local de instalação, o perfil do público alvo e quantidade estimada, as necessidades técnicas, patrocínios, apoio, divulgação e avaliação do significado do evento pretendido para o mercado turístico local. A ter-ceira fase caracteriza-se pela definição da estratégia de eventos para o núcleo receptor, onde é feita a elaboração de uma linha de argumentos de defesa do núcleo e de um sistema promocional para o mesmo, visto que se trata de uma competitividade entre localidades e a efetivação de candidatura ou inscrição para sediar o evento.
A captação de eventos proporciona inúmeras vantagens para a loca-lidade-sede, principalmente com os eventos internacionais, dentre elas pode--se citar a redução da sazonalidade, vista no tópico anterior, pois utilizampode--se da prática do turismo de eventos nas baixas temporadas turísticas para atrair demanda, como também o equilíbrio da balança comercial nacional, já que durante o período de realização do evento há uma maior entrada de divisas no país (MARTIN, 2007).
A melhoria da imagem da cidade-sede também é vista como uma van-tagem da promoção de eventos, visto que uma vez escolhida para sediar um evento, a cidade é credenciada como excelente referência para obter outros eventos iguais ou de maior porte. Outro fator é o aumento da oferta de empre-gos, já que a prática de eventos gera novas oportunidades de trabalho, seja eles fixos ou temporários (MARTIN, 2007).
E como colaboração para a atividade turística, os eventos proporcio-nam um maior desenvolvimento do trade turístico, já que os participantes do evento, ou seja, a demanda alcançada irá utilizar dos equipamentos de apoio turístico investidos na cidade-sede.
Todo planejamento destinado à captação de eventos trará melhores resultados se houver parcerias em diversos segmentos que o evento abrangerá, contribuindo assim, para o sucesso da operação. Dessa forma, existe uma gama de parceiros que trabalham juntos na captação dos eventos, com papéis distin-tos, mas na busca de ideais semelhantes.
Parceiros
Para a configuração do grupo de parceiros que contribuirá para o desenvolvimento do processo de captação de eventos do país, é importante identificar as organizações públicas e privadas com interesse no envolvimento
do processo. É válido ressaltar que em virtude dos diferentes anseios “a concor-rência é acirrada, com elevado grau de qualificação; assim, o trabalho conjunto e competente de profissionais, empresas e entidades é indispensável na com-posição dessas parceiras” (BRITTO; FONTES, 2002, p. 43).
Segundo Martin (2007), a parceria mínima para a captação de eventos são as entidades de classe nacional e estadual, a Associação Brasileira de Centro de Convenções e Feiras (ABRACCEF), Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), Convention & Visitors Bureau – CVB locais, empresas de turismo (agenciamento, transportadoras, hospedagem, alimentação e recep-tivo), órgãos públicos especializados e imprensa especializada de maneira que deverão [...] “trabalhar juntos somando esforços para conseguir captar o maior número de eventos nacionais e internacionais e, consequentemente, de turistas para as localidades-sedes” (MATIAS, 2007, p. 99). Tais parceiros serão apre-sentados a seguir:
Convention & Visitors Bureau
Para Tenan (2002, p. 71), os Conventions & Visitors Bureau – C&VB são organizações cooperativas privadas que reúnem associações e empresas do mercado turístico, entidades de setores produtivos da indústria e do comércio e órgãos governamentais.
O primeiro C&VB foi criado em Detroit nos Estados Unidos em 1896, por ser uma cidade de grande apelo turístico e economia poderosa (C&VB, 2012). No Brasil, os primeiros C&VB criados foram nas cidades de São Paulo, em 1983, e Rio de Janeiro, em 1984 (MARTIN, 2007).
Criada em 2005, a Confederação Brasileira de Conventions & Visitions Bureau – CBC&VB é composta por representações estaduais e tem como fina-lidade promover e representar todas as suas afiliadas nos interesses por elas integrados. Em 2006, a CBC&VB possuía uma rede de 70 C&VB organiza-dos em 8 federações estaduais (CBC&VB, 2012).
A CBC&VB (2012) tem como objetivos:
R5 -(0)&0,55#'*&(.,5/'5*&()55)'/(#éã)5(.,5)-5--)#)-5 e o trade;
R5 ,#,5 /(#-5 5 (!ĉ#)-5 *,5 -(0)&0#'(.)5 5 *,)/.)-5 5 serviços;
R5 )(-)&#,55,*,-(..#0#5*,) #--#)(&55#(-.#./#)(&85
Tais objetivos direcionam principalmente para a captação de eventos internacionais e atração de visitantes para o Brasil, visando o desenvolvimento da atividade turística, em particular o turismo de eventos e econômico.
As principais fontes de pesquisa internacionais são International Meetings (Congress & Convention) Association – ICCA, criada em 1963, e a Internacional Association of Convention & Visitors Bureau - IACVB onde pos-suem banco de dados e estatísticas mais confiáveis do mercado de eventos mundiais (TENAN, 2002).
“Os C&VB, sendo associados a essas entidades internacionais, rece-bem, mensalmente, informações detalhadas, propiciando, assim, a seleção dos eventos mundiais que mais interessam a cada país” (BRITTO; FONTES, 2002).
A equipe do C&VB é responsável pelo levantamento dos eventos internacionais que são realizados pelo mundo, o histórico de locais que já sediaram para ter uma base da realidade das sedes anteriores para assim, poder implantar os aspectos positivos da localidade no país que irá se candidatar, a periodicidade e a data futura da realização (MATIAS, 2007).
Após o processo de levantamento, o C&VB faz a seleção dos eventos que se enquadram na realidade do país, a entidade nacional mostra interesse na captação do evento, para assim dá início ao processo de captação com a con-fecção do dossiê de candidatura, mais conhecido como book (MATIAS, 2007).
Durante a candidatura, o C&VB dá todo apoio à entidade nacional, disponibilizando documentações e orientações que contemplará na captação do evento.
Abraccef
Fundada em 30 de setembro de 1985, a Associação Brasileira de Centros de Convenções e Feiras - ABRACCEF é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de nenhum caráter religioso ou político. Tem como finalidade
“promover a integração e a troca de informações relativas às áreas de operações, finanças, tecnologia, gerenciamento, marketing, comercial, relações com clien-tes e desenvolvimento de negócios” representando e desenvolvendo o mercado de Centros de Eventos (ABRACCEF, 2012).
A ABRACCEF é composta por empresas do ramo de eventos como os centros de convenções, pavilhões de exposições, hotéis que possuam centro de
convenções, arenas, teatros, casas de espetáculos e similares. Segundo Martin (2007, p.151), a ABRACCEF:
Hoje reúne e associa 20 dos principais centros de convenções e feiras de todo o Brasil [...] Embora possua pequeno grupo de associados, os demais números representam uma parcela signifi-cativa do Turismo de Negócios: área construída de 1,5 milhão de metros quadrados; área de exposição de 300 mil metros quadra-dos, que podem abrigar 16 milhões de participantes; capacidade instalada de 50 mil assentos, totalizando investimento de 500 milhões de dólares.
Embora sejam poucos associados, o campo de atuação e abrangência da ABRACCEF é bem significativo. Os objetivos dessa entidade estão volta-dos basicamente para o fomento e comercialização volta-dos eventos e das estruturas ligadas à atividade que seus associados dispõem. Sua visão é “ser reconhecida no seu âmbito de atuação como a mais importante entidade representativa dos Centros de Eventos da América Latina, buscando sempre o aprimoramento e a qualificação dos seus associados” (ABRACCEF, 2012).
Entre outras atribuições a entidade elabora estudos e pesquisas no setor de turismo de eventos e publica um calendário anual de eventos que se realizam nos centros de convenções associados (TENAN, 2002, p.83).
Abeoc
A Associação Brasileira de Empresas de Eventos – ABEOC foi fun-dada em 15 de Janeiro de 1977. Atualmente a associação está presente em 13 Estados brasileiros, são eles: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Alagoas, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe totalizando cerca de 500 empresas associadas (ABEOC, 2012).
Tem como finalidade congregar, coordenar, orientar e defender os interesses de seus associados, as empresas de serviço especializadas em even-tos, além de incentivar as relações entre elas, o intercâmbio técnico e cultu-ral e a promoção e valorização das atividades profissionais deste segmento (MARTIN, 2007, p. 151).
Tem como objetivos orientar e estimular à promoção de eventos de acordo com a categoria da empresa. Defende também os interesses de seus associados junto às esferas governamentais responsáveis pela captação de
eventos do Brasil, como por exemplo, o Ministério do Turismo, o Conselho Nacional de Turismo e a EMBRATUR.
No quadro de parceiros, a ABEOC conta com empresas de diferen-tes ramos do mercado de eventos, nas categorias de planejamento, promoção, realização, prestação de serviço e assessoria, classificados em quatro categorias (TENAN, 2002), sendo:
a) Titulares: composta pelas empresas organizadoras e promotoras de eventos;
b) Colaboradores: são as prestadoras de serviços especializados como os centros de convenções, hotéis, agências de viagens e etc;
c) Contribuintes: as empresas interessadas indiretamente no segmento;
d) Honorários: as empresas que tenham prestado relevantes serviços à entidade.
O associativismo é visto pela ABEOC como o agente determinante para o fortalecimento de uma categoria profissional.
Empresas do turismo
Devido a atividade turística necessitar de uma ampla infraestrutura para seu desenvolvimento, na captação de eventos também é necessário obter informações e ter parcerias a cerca das agências de viagens, tanto do ramo receptivo, como também do emissivo, transportadoras, hospedagem e alimen-tação, buscando a melhoria na prestação de serviço e procurando atender as diferentes necessidades dos turistas nacionais e internacionais (BRITTO;
FONTES, 2002).
Diante dessa parceria, é importante que se tenha agências especializa-das na prestação de serviço do ramo de eventos ou compreender e adequar as empresas presentes no mercado. Essa adequação é necessária para que a agên-cia interessada em participar do processo de captação de eventos, trabalhe e mantenha-se com os requisitos demandados pelo mercado. No Brasil, existem a EVENTPOOL, que é a associação de agências de turismo operadoras de eventos e a ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagens criada em 1953, que tem como um dos seus objetivos promover congressos, exposições de turismo e conferências que contribuam para o desenvolvimento técnico do setor (ABAV, 2012).
A importância da parceria com as transportadoras aéreas se dá devido a dimensão territorial e as distâncias continentais entre os eventos internacionais.
E as transportadoras terrestres, com a questão do deslocamento dos participan-tes do evento, relacionado desde à chegada na cidade-sede, como também na circulação das pessoas diante dos diferentes atrativos que a cidade/país dispõe.
O trabalho junto a esse segmento se justifica ainda pela melhoria na infraestrutura oferecida ao turista com a ampliação de aeroportos, construções de linhas ferroviárias de alta velocidade, que inclusive é uma das metas do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, expansão de redes metroviárias, dentre outras melhorias que deverão ser estudadas e implantadas em conjunto para uma melhor candidatura e execução do evento.
Imprensa especializada
Segundo Martin (2007, p. 152), “cada segmento econômico possui seus veículos de imprensa”. Caracteriza-se como imprensa especializada por ela conhecer os “macetes” de promoção do evento, a linguagem adequada, os dirigentes, o que falar e como se comportar em determinadas situações pró-prias do setor, envolve todo e qualquer modo de divulgação da candidatura na captação, como também do evento a ser realizado.
O processo de captação dos eventos, tanto o nacional como o interna-cional, basicamente acontecem da mesma forma, diferenciando-se no que se refere aos veículos de comunicação (mídias) utilizados na candidatura.
As mídias são as mesmas, só que a utilização de outros veícu-los também é muito frequente na captação de eventos nacionais.
Quando esses veículos são combinados, podem causar grande efeito nas apresentações de candidaturas. Os outros veículos são coquetéis, jantares, espetáculos artísticos e culturais, distribuição de souvenires e etc. (MATIAS, 2007, p. 104).
Esse relacionamento com a mídia é um componente de destaque no processo de captação de eventos, pois há essa necessidade de parcerias com empresas de qualidade, com profissionais capacitados, favorecendo assim a promoção do evento.
Órgãos públicos
Como o fomento do turismo é de interesse nacional, os eventos neces-sitam de apoio e aprovação governamental. Diante desse requisito, a parceria
com os órgãos públicos fortalece e credibiliza à candidatura da localidade a ser sede do evento, por isso a importância na parceria.
Os órgãos componentes são os governos municipais, estaduais e fede-rais, os Ministérios, tanto relacionados ao de Esportes e Turismo como também das relações exteriores, Comitê Olímpico Brasileiro e Federações Brasileiras de Esportes na captação de eventos esportivos, as secretarias estaduais e munici-pais, EMBRATUR, associações ou sociedades técnicas, científicas ou cultural (MATIAS, 2007) e outras instituições voltadas ao turismo.
Um grande peso no processo de captação cairá sobre os órgãos públi-cos e entidades representativas do setor. Para Martin (2007), se o evento for internacional, as obrigações e reponsabilidades serão de âmbito nacional, e se o evento for nacional, envolve as entidades e órgãos públicos de cunho estadual.
Na captação de eventos esportivos as Federações Brasileiras de Esportes são as filiadas às associações internacionais da modalidade, sendo os parceiros essenciais para a candidatura do Brasil. E o Comitê Olímpico reúne as federações e se articula internacionalmente com todo o movimento olím-pico e federações esportivas internacionais (BRASIL, 2010).
A EMBRATUR é a autarquia especial do Ministério do Turismo responsável pela execução do Plano Nacional do Turismo (PNT) no quesito de promoção, marketing e comercialização dos serviços, destinos e produtos turísticos no mercado Internacional, dessa forma “trabalha pela geração de desenvolvimento social e econômico para o País, por meio da ampliação do fluxo turístico internacional nos destinos nacionais. Para tanto, tem o ‘Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional do Brasil’ como orientador de seus programas de ação” (MTUR, 2012).
Outro programa de ação para o desenvolvimento do turismo é o Relatório de Eventos Internacionais 2003-2009, que traz as principais estra-tégias de fomento da atividade no país com a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, traçando os desafios para 2020, que serão detalhados adiante.
PANORAMA DA REALIDADE DO BRASIL DIANTE DOS EVENTOS