• Nenhum resultado encontrado

3. Enquadramento Institucional

3.3. Turma Residente

A atribuição da turma aconteceu no início do ano, na primeira reunião de estágio, através das respetivas médias e ordem alfabética das turmas, a PC deu a conhecer qual a turma que ficava à responsabilidade de cada um dos PE. Deste modo, foi-me atribuída uma turma do décimo segundo ano, do Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades. Constituída por vinte e cinto alunos, sendo oito rapazes e dezassete raparigas, com idades compreendidas entre os dezasseis e os dezoito anos de idade.

Tendo em consideração que os alunos se encontravam no último ano de escolaridade, estando perto do ensino superior, foi notória a existência de algumas dúvidas por parte de alguns acerca do seu futuro. Todavia, apesar dessas inseguranças foi notória a sua persecução em torno dos seus objetivos.

Enquanto PE, o meu papel passou por uma procura permanente pelo sucesso de maneira a proporcionar experiências e aprendizagens, através de estratégias, que atendessem às especificidades dos contextos e às características dos alunos.

Relativamente ao contexto em que estava inserida e no qual trabalhei, fez com que a minha responsabilidade acrescesse, pois, a maioria dos alunos não têm satisfação pela prática desportiva. Apesar disso, mostraram empenho na realização das aulas e vontade de aprender. Tudo isto, ofereceu um ambiente propício à aprendizagem facilitando a minha intervenção enquanto docente.

Ao nível das modalidades lecionadas constato que a recetividade que os alunos demonstraram em relação ao ténis é diferente de orientação. Desta forma, ao nível da orientação e apesar de só terem tido o primeiro contacto com a modalidade no decorrer do primeiro período, estavam a apresentar dificuldades na aprendizagem, o que dificultou o cumprimento dos objetivos programados na UD. Além disto, reforço que a competição e principalmente o papel das equipas, onde é notório o trabalho cooperativo, contribui para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. No que diz respeito às

aulas de ténis, a evolução dos alunos foi bastante notória em todos os conteúdos.

Neste sentido, os alunos serão sempre o principal foco no processo de ensino-aprendizagem, tendo como objetivo transmitir-lhes as competências fundamentais e explicar-lhes a importância da atividade física e os benefícios de praticarem estilos de vida saudáveis e também incutir-lhes um conjunto de valores éticos intrínsecos à prática desportiva, que devem ser aplicados na sociedade e levados para a vida, tais como: o respeito, a cooperação, o fair-play, a honestidade, a responsabilidade, a autonomia, entre outros.

3.4. Turmas Partilhadas – “Sentimento de nostalgia”

No decorrer do meu desenvolvimento profissional, esta nova aventura surgiu no segundo período, no Agrupamento de Escolas D. António Ferreira Gomes, localizada em Penafiel mesmo ao lado da ESP. Sem dúvida que foi mais um sentimento entusiasta regressar a uma casa que outrora foi a minha.

Esta escola, também fez parte da minha formação, desde o meu quinto ano até ao nono ano, juntamente com a professora responsável pelas turmas, que foi minha professora e diretora de turma no quinto e sexto anos.

Relativamente às condições não se assemelharam às da ESP, mas dentro da modalidade que lecionamos, as bolas eram suficientes e o espaço disponível também. Os aspetos menos positivos, foram o piso e a falta de rede de voleibol, para substituir utilizávamos uma fita balizadora.

No que concerne às TP, estas eram do quinto e sexto ano de escolaridade. O quinto ano era constituída por catorze raparigas e nove rapazes, totalizando vinte e três alunos com idades compreendidas entre os nove e os dez anos de idade. O sexto ano era constituído por treze raparigas e doze rapazes, totalizando vinte e cinco alunos com idades compreendidas entre os dez e onze anos. Além disto, foi-nos também facultado com antecedência a modalidade que deveria ser lecionada (voleibol) em ambas as

turmas, para realizarmos atempadamente um correto planeamento do trabalho a desenvolver.

Dentro da modalidade que lecionamos, apesar de desconhecermos os níveis das turmas, soubemos com antecedência que os alunos nunca tinham lecionado a modalidade de voleibol. Consequentemente, o trabalho concebido da nossa parte, no decorrer deste processo, esteve direcionado para o desenvolvimento do manuseamento e do controlo da bola, privilegiando o passe.

As estratégias utilizadas passaram por criar pares nas turmas, que foram utilizadas ao longo das aulas lecionadas e pelo recurso a exercícios lúdicos de carater competitivo e não competitivo com o objetivo de desenvolver a aptidão dos alunos nesta modalidade. Consequentemente, os problemas surgiram nomeadamente ao nível da indisciplina por parte de alguns alunos, principalmente do quinto ano. Denotámos também, que os alunos nestas idades alteram muito as tarefas pedidas inicialmente. Por isso, para além do constante controlo dos alunos, tính amos de estar sempre a corrigir e se necessário parar o exercício e modificar a tarefa.

As três semanas que usufruímos com as turmas foram bastante vantajosas tanto a nível individual como coletivo, em consequência dos problemas vivenciados, tínhamos de procurar estratégias para conseguir superá-los e ajustar ao planeamento.

Por fim, concluo esta experiência com satisfação por regressar a uma casa que contribui muito para a minha formação, onde vivenciei momentos muito felizes, repletos de histórias. Apesar do curto tempo passado com os alunos, consegui criar uma ligação e proporcionar momentos de aprendizagem.

3.5. Núcleo de Estágio – “O espírito de equipa”

O espírito de equipa consiste em trabalhar para um objetivo comum, exigindo essencialmente comunicação e entreajuda. Tal como acontece no desporto em geral, o nosso NE também exigiu um enorme espírito de equipa, pois foi essencial para superar todas as dificuldades e desafios que foram surgindo ao longo da PP, existindo assim a necessidade de trabalhar em equipa para sermos melhores, partilhando conhecimentos uns com os outros.

Esta equipa é constituída por mim, pelos meus dois colegas estagiários, pela PC e pelo PO. Tal como preconiza Batista et al. (2012, p. 83), esta equipa

“deve funcionar como comunidade prática, levando os estagiários a gerar novo conhecimento e novas competências”. Deste modo, todos estes intervenientes pertencentes ao NE, foram extremamente importantes para o meu desenvolvimento profissional.

Figura 2 - Núcleo de estágio.

Nesta lógica, destaco a importância dos meus dois colegas estagiários, com os quais compartilho um objetivo comum, sermos professores de EF.

Estes revelaram-se um pilar ao longo do EP, pela entreajuda constante e momentos de partilha. Assim, retiro dos dois, todas as suas qualidades e métodos de trabalho. Deste modo, a Mariana foi o exemplo de dedicação e compromisso, sendo uma pessoa muito perfecionista, resilientes e com objetivos muito bem definidos. O Filipe foi o exemplo de superação e companheirismo, sendo uma pessoa empenhada, dedicada e sempre

disponível a ajudar. Estas duas personalidades, juntamente com a minha, formaram um verdadeiro “trio de ataque”, criando um ambiente saudável e feliz, proporcionando momentos incríveis e inesquecíveis ao longo de todo o EP.

Figura 3 - Professores estagiários.

A PC revelou-se como o elemento fundamental e preponderante na nossa equipa, sendo uma verdadeira “treinadora”, estando sempre atenta e disponível para ajudar, fornecendo-me autonomia e responsabilidade sobre a minha turma residente, mas sempre com a sua supervisão, corrigindo o mais ínfimo pormenor. Neste seguimento, a metodologia de trabalho implementada pela PC, onde tínhamos de resolver os problemas detetados em conjunto nas reuniões semanais, mais concretamente, às quartas-feiras de manhã, foi preponderante. Estas reuniões, revelaram-se essenciais para a partilha de conhecimento e experiências, onde eram abordados os aspetos positivos e os menos positivos de cada um dos PEs na sequência das aulas.

De salientar, o PO, o “presidente” da nossa equipa, que desde a nossa primeira reunião, forneceu todas as condições e informações acerca da metodologia de trabalho que ia ser desenvolvida ao longo do EP. Deste modo, as reuniões pós observação das aulas, revelaram-se como momentos preponderantes para a nossa evolução e desenvolvimento profissional, pois as

informações e sugestões de melhoria transmitidos pelo PO, eram refletidos e discutidos em NE.

Embora a autorreflexão seja importante, pois desvendar os próprios erros, não é uma tarefa fácil, realço com destaque as reflexões que ocorriam em NE, pois por vezes estávamos a errar e não dávamos conta disso e é extremamente importante alguém corrigir-nos e orientar-nos para o caminho correto. O facto de, assistirmos às aulas uns dos outros permitiu, também, melhorar o nosso método de E/A, pois, ao visualizarmos os erros, que foram cometidos pelos meus colegas durante a PP, permitiu-me refletir sobre os mesmos e não os cometer.

Para além destes momentos de partilha existiu uma cooperação muito grande, pois todas as quartas-feiras praticamos, juntos, as modalidades que estávamos a lecionar. Deste modo, pretendíamos melhorar a nossa técnica e confiança perante a execução dos exercícios e posteriormente os demonstramos aos discentes. Assim, torna-se importante reforçar as comunidades da prática, isto é, um espaço conceptual construído por grupos de educadores comprometidos com a pesquisa e a inovação, no qual se discutem ideias sobre o ensino e aprendizagem e se elaboram perspetivas comuns sobre os desafios da formação pessoal, profissional e cívica dos alunos (Nóvoa, 2008).

Para finalizar, todos estes momentos de reflexão são momentos de partilha constante e profunda, onde uns aprendem com os outros, foram também, bastantes importantes para estimular a nossa aprendizagem. O NE, foi fundamental para melhorar as minhas capacidades, ajudando-me nas minhas dificuldades e acima de tudo a cumprir os meus objetivos. Sem dúvida que ao longo do ano, nos tornamos uma verdadeira equipa e família, onde sabíamos que podíamos contar uns com os outros para tudo. “Não importa como começa, mas sim como acaba.”

Realização da Prática Profissional

Documentos relacionados