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Uma nova forma de receber em Santa Teresa

3 TURISMO E RESIDENTES

3.2 O PROCESSO DE TURISTIFICAÇÃO DE SANTA TERESA

3.2.2 Uma nova forma de receber em Santa Teresa

Uma dessas outras iniciativas desenvolvidas em Santa Teresa e que também pode ser considerada importante no processo de turistificação do bairro é a rede Cama e Café.

O nome da rede surge do termo bed and breakfast. São hospedagens domiciliares em que o hóspede tem direito a cama e café da manhã, além de banheiro, que pode ser privativo ou compartilhado com os demais moradores da casa (SMITH & SMITH, 2002 apud PIMENTEL, 2007).

Em um bed and breakfast, o hóspede costuma buscar mais que uma simples estadia barata. Na maior parte das vezes, o que atrai um turista para este tipo de hospedagem é a possibilidade de aproximação com o cotidiano de uma família local, onde será possível aprender mais sobre sua cultura e os hábitos locais, o que não ocorreria na estadia em um hotel tradicional (PIMENTEL, 2007). De acordo com Mascarenhas e Flecha “[...] mais que unidades habitacionais, ‘vende-se’ espaços, ambiências, hospitalidade domiciliar” (2006, p. 1).

Fundada em 2003, a rede Cama e Café de Santa Teresa é a primeira rede formal de hospedagem domiciliar no Brasil. Carlos Magno, um dos sócios da rede, afirmou, em entrevista concedida em 16.02.2011, que o interesse e admiração por Santa Teresa surgiram na época em que o mesmo ainda era aluno no Centro Educacional Anísio Teixeira (CEAT) localizado no bairro. Ele e os dois outros sócios, João Vergara e Leonardo Rangel, também alunos do CEAT, sempre desejaram “[...] fazer alguma coisa pelo bairro, mostrar um serviço, ser útil” (Entrevista concedida em 16.02.2011).

Em 2000, os três fizeram uma viagem para a Europa e utilizaram o serviço de

bed and breakfast para se hospedar, experiência que os fez concluir ser bem mais

econômico e interessante para o turista se hospedar na casa de um morador local.

[...] você tinha praticamente um amigo, um guia de turismo e um professor da língua local embutido no serviço. Qualquer dúvida que você tinha, você perguntava, qualquer questão mais específica, qual ônibus passa em tal lugar, até que horas tal museu fica aberto, coisas que você não encontra em um hotel padronizado. [...] Então a gente viu que valia muito mais a pena ficar neste tipo de hospedagem (Carlos Magno, entrevista concedida em 16.02.2011).

Os sócios também observaram que a oferta de serviços de hospedagem em Santa Teresa era insuficiente para a quantidade de pessoas que o bairro começou a atrair nessa época. De acordo com Xavier (2008), no início da década de 2000, existia um número inexpressivo de meios de hospedagem no bairro, como, por exemplo, o Hotel Mauá Bela Vista, que já existia há quase um século. Carlos Magno

identifica que existia também o Hotel dos Descasados, atual Hotel Santa Teresa, que abrigava muitos maridos separados de suas esposas que saíam de casa, mas desejavam permanecer morando em Santa Teresa.

Ele afirma que, nesse período, muitas pessoas chegavam ao bairro com mochilas nas costas, sem saber exatamente onde se hospedariam, e procuravam, em murais espalhados pelos bares do bairro, anúncios de aluguel de quartos em casas de moradores locais. Muitos desses turistas vinham da Europa, onde este tipo de serviço existe há bastante tempo. Não havia, no entanto, uma formalização desse tipo de hospedagem, uma padronização do serviço oferecido e dos valores cobrados pela estadia. Além disso, não havia nenhuma garantia de confiança sobre a índole de ambas as partes, turista e morador.

O Cama e Café surgiu, então, para formalizar uma atividade que havia sido iniciada de forma espontânea. Foi criada uma central de reservas que passou a organizar a escolha dos domicílios no bairro que integrariam a rede e a fazer a intermediação entre turista e anfitrião, informando sobre as opções de casas, as características de seus moradores e os preços de cada quarto, sendo também os responsáveis pela cobrança do pagamento das diárias.

A escolha da residência por parte do hóspede pode ser feita de duas formas: pela casa que tenha a melhor localização no bairro e que, dessa maneira, ofereça maiores facilidades durante a estadia, e/ou de acordo com o perfil do anfitrião. Este perfil inclui informações como idade, profissão, idiomas que domina, preferências musicais, atividades que gosta de fazer em momentos de lazer e até mesmo se o anfitrião fuma ou bebe. Além destas informações, o hóspede tem acesso a informações específicas sobre a casa: se o quarto possui ventilador ou ar condicionado, banheiro privativo ou coletivo, varanda, biblioteca e acesso à internet, bem como algumas regras estabelecidas pelo próprio anfitrião – permissão de crianças, animais de estimação, entre outras (CAMA E CAFÉ, 2012).

Há também um cadastro onde o hóspede, se desejar, pode descrever seus principais hábitos, gostos e expectativas. Com base nestas informações, a central de reservas realiza um cruzamento de perfis, entre hóspede e anfitrião, e aconselha a melhor opção de casa. Atualmente, 27 residências são divulgadas pelo site oficial da rede (CAMA E CAFÉ, 2012).

São casas e apartamentos com diárias que variam entre R$ 90,00 e R$ 300,005, sendo que estes valores costumam variar em períodos de alta temporada, como Carnaval, Natal e Réveillon. Esta variação é justificada pela categoria da residência e o tipo de quarto escolhido pelo hóspede, que pode ser individual, duplo, triplo ou quádruplo. No entanto, mesmo as residências que cobram diárias mais caras oferecem um tipo de estadia mais simples e informal se comparadas aos serviços prestados em alguns hotéis de luxo encontrados pelo bairro. Todas as residências são identificadas pelo nome de seus próprios anfitriões, como uma maneira de estabelecer um tratamento mais próximo entre estes e os hóspedes (CAMA E CAFÉ, 2012).

Os cômodos demonstram aquilo que realmente são: residências comuns, que servem como cenário para o cotidiano de seus moradores. Os ambientes são familiares e simples, sem grandes luxos (Figuras 8, 9, 10 e 11). Mesmo com a importância arquitetônica de alguns prédios e de, em certos momentos, as casas serem readaptadas para a recepção de hóspedes, a principal função de cada uma é a de ser uma residência, um lar. E é justamente o fato de serem lares com moradores “de verdade”, que vivem o cotidiano local, que atrai grande parte dos que ali resolvem se hospedar. Ao invés de buscarem um hotel tradicional, onde poderiam, muito provavelmente, desfrutar de um café da manhã com uma maior variedade de produtos, quartos com melhores camas e funcionários à sua disposição, optam pela estadia na casa de um residente com a expectativa de viverem um pouco mais da realidade local.

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Dados retirados da página oficial da rede Cama e Café na internet em 21.01.2012. FONTE: CAMA E CAFÉ, 2012.

Figura 8 - Fachada da casa da anfitriã Ana Clark

Fonte: CAMA E CAFÉ, 2012

Figura 9 - Banheiro da casa da anfitriã Birgit

Figura 10 - Quarto da casa do anfitrião Eric

Fonte: CAMA E CAFÉ, 2012

Figura 11 - Café da manhã na casa das anfitriãs Manoela e Lucia Zangrandi

Fonte: CAMA E CAFÉ, 2012

Segundo Carlos Magno (entrevista concedida em 16.02.2011), o turista que procura o Cama e Café busca novas experiências e a integração com a cultura local e o valor econômico raramente é levado em conta. Atualmente, cerca de 75% dos hóspedes são estrangeiros, em sua grande maioria franceses, alemães, escandinavos, canadenses, italianos, espanhóis e, mais recentemente, americanos. Os brasileiros representam cerca de 25% do público do Cama e Café, sendo que, no

início das operações da rede, esse percentual era bem menor, apenas 10% dos hóspedes eram brasileiros.

Flávia, moradora de Santa Teresa há 13 anos e uma das anfitriãs do Cama e Café, acredita também que o bairro em si é o que atrai o turista a se hospedar em uma das casas da rede.

[...] os valores de Santa Teresa não deixam nada a desejar em comparação do com o que você encontra em Ipanema ou no Leblon. Porque a história do Cama e Café é para ser um preço mais acessível, mas se você procurar, acaba encontrando albergues com quarto para casal por 120 reais. Então assim, Ipanema né, onde tem praia, onde tem as belezas do Rio, mas aqui é um turista diferente. Que quer uma Lapa à noite ou talvez uma coisa mais tranquila mesmo, mais histórica. Então eu, como gosto muito de praia, se viesse de uma outra cidade ou país, eu procuraria a praia. Até visitaria, mas ficaria perto da praia. Então as pessoas que ficam aqui procuram esse ar de bairro histórico, procuram Santa Teresa mesmo (Entrevista concedida em 11.02.2011).

O Cama e Café pode ser visto como um exemplo de que o turismo é, de fato, capaz de gerar emprego e renda para a população local, conforme indicado por Beni (2006), pois promove a inclusão do morador na cadeia de produção do turismo em Santa Teresa. Essa inclusão ocorre não somente com o anfitrião em si, mas também com moradores que prestam serviços para as casas e outros que são proprietários de comércio no bairro e que lucram diretamente com a presença dos hóspedes que frequentam seus bares, lojas de souvenirs, entre outros estabelecimentos.

Para Carlos Magno (entrevista concedida em 16.02.2011), a proposta do Cama e Café sempre foi muito bem aceita pelos moradores, que enxergavam na rede uma possibilidade de turismo sustentável para o bairro, onde, cada vez mais, a atividade tornava-se uma realidade. Ele cita que, por exemplo, desde o início, os três sócios se preocuparam em trabalhar de forma a controlar os “impactos” que surgiriam com o projeto, como a maior afluência de turistas no bairro. Para tanto, a rede trabalha com, no máximo, três quartos por casa e nove hóspedes por residência.

Além disso, Leonardo Rangel, sócio da rede junto com Carlos Magno e João Vergara, descreveu, em entrevista à Araújo (2007), que o Cama e Café incentiva os anfitriões na preservação de suas casas, muitas delas construídas ainda no século XVII, auxiliando na preservação do patrimônio de Santa Teresa.

Durante a pesquisa de campo desenvolvida para este estudo, questionei os moradores entrevistados sobre suas percepções acerca das propostas do Cama e Café. Pude perceber que, assim como foi dito por Carlos Magno, eles identificam a rede como uma forma de turismo mais adequada para o bairro, mesmo aqueles que se mostram mais resistentes ao turismo como um todo. É o caso de Téo, que reside em Santa Teresa há 18 anos e, durante toda a entrevista realizada com ele, se mostrou contrário ao desenvolvimento do turismo no bairro. Para ele, a geração de renda e a possibilidade de contato com os moradores são os fatores mais significativos da rede. Ele considera o Cama e Café como uma opção de turismo “menos traumática” em comparação ao turismo desenvolvido pelos hotéis e pousadas que já existem no bairro.

Conheço o programa sim. Acho que deve gerar alguma renda pras famílias que recebem. Acho que é menos traumático que a proposta de derrubar uma casa, tirar famílias e transformar a casa em uma pousada qualquer. É menos traumático e diminui um pouco o problema que é o turismo. E eu acho também que você só conhece de verdade um lugar se você entrar em contato com a população desse lugar. Essa é a minha noção sobre conhecer um lugar [...]. Passear, tirar fotos, hotel pomposo, uma vista maravilhosa, isso não te faz conhecer o lugar de verdade. Pra conhecer mesmo você precisa entrar em contato com a cultura do lugar e não dá pra fazer isso sem entrar em contato com o povo. Então eu acredito que o Cama e Café possa dar uma possibilidade para isso [...]. Nesse sentido, eu acho que é uma forma de turismo melhor do que esses grandes hotéis e pousadas, onde as pessoas chegam, ficam isoladas, não conhecem nada de verdade e vão embora” (Téo, entrevista concedida em 18.02.2011).

Téo, no entanto, afirma que não receberia turistas em sua casa “porque na minha casa só recebo quem é meu amigo e o turista não é amigo” (Entrevista concedida em 18.02.2011). Por sua vez, Eliane, moradora do bairro há mais de 30 anos, comenta que “acharia legal” receber turistas em casa, mas que, para isso, seria necessário ter uma casa com melhor estrutura (Entrevista concedida em 27.08.2010).

Na opinião de Flávio Minervino, morador do Morro dos Prazeres há 45 anos, o Cama e Café surgiu como uma nova oportunidade de renda para muitos moradores, em especial para aqueles que residem nas favelas do bairro, que passaram a realizar, nas casas que participam da rede, atividades relacionadas à limpeza e consertos em geral. O morador atuou, no bairro, como presidente da Associação de Moradores do Morro dos Prazeres de 1999 a 2003 e como presidente do Centro de

Apoio a Moradores de Favelas de Santa Teresa (CAMFAST) de 2003 a 2007 e 2007 a 2011.

O relacionamento estabelecido entre turista e anfitrião, na visão de Flávia, é o resultado mais válido de todo o processo.

Pra mim, o que faz a diferença é quando o cara vai embora, aí tem um caderninho onde ele coloca a dedicatória dele, deixa contato. Quando acontece alguma coisa no Rio de Janeiro, ele manda e-mail perguntando “Pô, tá tudo bem em Santa Teresa?”. Porque essa é a verdadeira troca pra mim, não tô preocupada em saber se ele vai me trazer mais hóspedes ou não, é o que ele pode trocar comigo. Isso pra mim faz a diferença (Flávia, entrevista concedida em 11.02.2011).

Birgit, moradora de Santa Teresa há 25 anos e também uma das anfitriãs do Cama e Café, diz que receber um turista em casa é uma ótima forma de enriquecimento cultural, pois “passamos a entender melhor o diferente” (Entrevista concedida em 11.02.2011). Conforme indicado por Bedim e Paula, este tipo de relacionamento caracteriza a forma mais original de hospitalidade e “condensa a interface mais humanizada do fenômeno turístico, transcendendo à forma com que o turista é tratado para, então, refletir a intersecção entre costumes, usos, etnias e temporalidades distintas – tanto dos visitantes quanto dos visitados” (2007, p. 65).

A mesma moradora reclama somente do sentimento de invasão que surge quando um hóspede acaba se sentindo à vontade demais em sua casa.

Às vezes, a gente se sente um pouco invadidos quando a pessoa fica muito tempo, quando passam a conhecer muito bem a casa e acabam meio que tomando o nosso espaço. Mas eu acho que esse limite é o dono da casa que tem que colocar. Aqui, por exemplo, na minha casa, como o quarto é relativamente pequeno, eu mesma abro o espaço da sala de baixo. Mas aí sou eu mesma quem digo “oh, vocês podem ficar aqui, usar a biblioteca, ficar na rede...”. Mas aí eles aproveitam e, às vezes, esquecem que o computador é de toda a família. Mas isso é um problema meu, a gente é que tem que colocar esse limite desde o início (Birgit, entrevista concedida em 11.02.2011).

Em 2003, o turismo já se configurava como uma realidade em Santa Teresa, que, gradativamente, atraía mais pessoas interessadas em sua cultura e história. Carlos Magno, Leonardo Rangel e João Vergara observaram, então, que era necessário instituir uma conscientização coletiva local sobre as potencialidades do bairro, bem como promover a integração dos diversos atores sociais envolvidos em

prol do desenvolvimento de um turismo sustentável, que garantisse a preservação de Santa Teresa (MOREIRA, 2008).

Pelo fato destes objetivos não caberem no âmbito empresarial da rede “Cama e Café”, os sócios criaram a organização não-governamental Lunuz e, em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (SEBRAE-RJ), desenvolveram o projeto Santa Teresa Território Turístico Sustentável. Iniciado em 2003, o projeto objetivava a “[...] criação de um espaço institucional e social favorável a uma nova forma de atividade turística com o respeito ao meio ambiente, ao patrimônio e à cultura” (VELUDO, 2005, p. 3). De forma prática, o projeto procurava “[...] estimular o desenvolvimento de pequenos negócios voltados para a cultura, o turismo e o artesanato, de forma integrada e sustentada, como uma oportunidade para o crescimento das atividades produtivas” (VELUDO, 2005, p. 3).

Os anfitriões do Cama e Café receberam treinamento sobre a arte de receber bem o turista, participando de workshops e oficinas, que ensinavam desde o preparo de um bom café da manhã com pouco dinheiro até a arrumação correta de cama, mesa e banho e a necessidade de qualidade no atendimento, entre outros aspectos. Segundo Carlos Magno, “[...] pequenos detalhes traduzem diferenças tão amplas na hora de você confeccionar um padrão ideal de atendimento” (Entrevista concedida em 16.02.2011).

O projeto abrangia também o treinamento de outros atores sociais envolvidos no turismo, como garçons, motoristas de táxis, donos de bares e restaurantes, pessoas que trabalhavam no bonde, entre outros. Mais que ensinar técnicas que como receber bem, o projeto visava conscientizar essas pessoas sobre as potencialidades de Santa Teresa para o turismo e de que forma estes poderiam participar para que a atividade fosse desenvolvida com mais qualidade no bairro.

Outros projetos foram desenvolvidos a partir do Santa Teresa Território Turístico Sustentável, como os Jardins Orgânicos de Santa Teresa, que estimulava o cultivo de plantas medicinais e temperos em residências locais. Parte dessas plantas medicinais cultivadas era enviada ao Centro Municipal de Saúde Ernani Agrícola, responsável por produzir e distribuir medicamentos feitos a partir dessas plantas para a população local (XAVIER, 2008). Parte dessa produção também era utilizada para criar objetos como bonecas e sachês, vendidos em eventos como o

Arte de Portas Abertas, garantindo um retorno financeiro para os moradores envolvidos no projeto (MACEDO, 2005).

Foi feita também uma parceria entre o Cama e Café e o projeto Morrinho, da favela Pereira da Silva, localizada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi iniciado por alguns jovens moradores da favela que criaram uma imensa maquete feita de tijolos e outros materiais reciclados que retrata o cotidiano da favela. Muitos hóspedes do Cama e Café são levados à favela para conhecer o projeto e a favela (XAVIER, 2008).

De acordo com Carlos Magno (entrevista concedida em 16.02.2011), apesar de todos os benefícios possibilitados pelo projeto Santa Teresa Território Turístico Sustentável, este ocorreu somente durante 2003 e 2005, pois não houve uma continuidade no financiamento do projeto por parte do SEBRAE-RJ. É válido citarmos que as anfitriãs do Cama e Café que foram entrevistadas para este estudo, Birgit e Flávia, comentaram que estas reuniões foram de extrema importância para o desenvolvimento de seu trabalho e que seria interessante se ocorressem novamente, com mais frequência.

O Cama e Café consolidou o potencial de Santa Teresa para o turismo e ampliou os olhares de todo o mundo para o bairro. Com a consolidação da rede, houve um crescimento no número de imóveis comprados por estrangeiros, muitos destes para a abertura de hotéis e pousadas. Acompanhada pela crescente estruturação da rede de serviços locais, como os restaurantes, esta pode ser considerada uma nova fase do processo de turistificação de Santa Teresa.