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ƒ Definição: a UGCF é o órgão central da empresa que é responsável pela implementação do plano de maneio da concessão, especialmente da planificação, execução, avaliação e monitoria de todas actividades a desenvolver no terreno. De preferência deve estar baseada na concessão ou então ter uma representação forte no terreno.

ƒ Organização e funções da UGCF: Esta deve ter uma estrutura pequena, barata e simples de operação, que pode evoluir, aumentar de complexidade com o desenvolvimento e multiplicidade das actividades a realizar na concessão. Sugere-se a sub-divisão da UGCF em quatro sub-unidades:

(i) Maneio da floresta: responsável pelas operações silviculturais, exploração e transporte

da madeira, inventário e monitoria do plano de maneio, e fiscalização;

(ii) Maneio comunitário: responsável pela interacção com as comunidades locais, incluindo

a fiscalização, apoio e reforço do zoneamento, utilização de produtos florestais e da floresta pela comunidade, e resolução de conflitos;

(iii) Administração e de serviços de apoio: responsável pelo apoio administrativo,

aprovisionamento, mercados, contabilidade e auditoria, recursos humanos, supervisão e demais serviços de apoio da concessão florestal;

(iv) Indústria florestal: responsável pelas actividades de transformação da madeira em

produtos acabados; desde o parque de toros até o armazém de produtos acabados.

ƒ Recursos humanos: a UGCF deve ter uma equipe multidisciplinar ou pelo menos incluir no seu seio um engenheiro ou técnico médio florestal e um agente comunitário. Devem ser técnicos ou pessoas que gostam e estão preparados para trabalhar no campo, em condições de poucos recursos humanos, materiais e financeiros.

8.2 Pessoal e responsabilidades

Usar o organigrama do número anterior para descrever as responsabilidades do pessoal da empresa e as suas relações. O organigrama apresentado na

Figura 25

reflecte a organização da unidade de gestão de concessão florestal como foram descritas as funções na

Caixa 30

.

Figura 25. Organigrama-tipo de uma unidade de gestão da concessão florestal 8.3 Treino e capacitação da mão de obra

Descrever o processo de capacitação dos trabalhadores para cumprirem cabalmente com as suas funções e elevar a produtividade da empresa. A empresa deve mostrar um plano de recrutamento e capacitação de mão de obra. Particular atenção deve ser dada a mão de obra local como contributo para a criação de emprego para as comunidades locais.

9. Registos e revisão do plano de maneio 9.1 Formato de relatórios periódicos

Com base numa certa periodicidade (não superior a cinco anos) deve-se produzir um relatório de progresso de modo a servir para a revisão do plano de maneio e corrigir onde seja necessário. As informações contidas no relatório devem constar no plano de maneio. As informações básicas devem incluir a produção (volume) de toros e produtos transformados, a situação da floresta com destaque para os povoamentos remanescentes depois da exploração, o rendimento de exploração e de transformação, a situação laboral dos trabalhadores, as relações com as comunidades locais, entre outros.

9.2 Sistema de informação e comunicação

Um sistema de informação deve ser instalado na concessão de forma a facilitar os trabalhos de fiscalização e monitoria tanto internos como externos. O sistema deve incluir uma organização de arquivos (em papel e electrónicos) devidamente enumerados e com título.

UGCF

Indústria Florestal Maneio Florestal Maneio Comunitário Administração

Gestão do parque de toros Serragem Secagem Transformação secundária Inventário florestal Fiscalização Monitoria do plano de maneio Exploração e transporte da madeira Fiscalização Interacção com as comunidades Resolução de conflitos Aprovisionamento Comercialização Contabilidade e auditoria Recursos Humanos

9.3 Actualização do plano de maneio

O plano de maneio poderá ser revisto de acordo com as necessidades. Qualquer mudança do plano de maneio deve ser submetida à aprovação da entidade que emitiu a concessão. A mudança dos objectivos e metas de produção deve ser aprovada pela entidade que emitiu a concessão. Quando se justifique, o concessionário poderá rever o plano de maneio antes do fim do período para o qual foi desenhado. As mudanças apenas poderão entrar em vigor depois da aprovação das mudanças solicitadas.

9.4 Registo e arquivo de dados

Os dados de produção, mercado e maneio florestal devem ser registados num sistema fácil de recuperar de modo a permitir auditoria, monitoria e fiscalização. Os arquivos electrónicos devem estar num formato de software existente no mercado e os códigos respectivos devem ser claramente descritos e explicados.

10. Monitoria e avaliação

10.1 Fiscalização e auditoria interna

Para o bem da concessão, esta deve ter uma equipa de monitoria interna capaz de seguir e verificar o cumprimento do lano de maneio desde as actividades florestais, indústria, mercado, trabalhadores e comunidades locais. Esta equipa deve apresentar um relatório anual que será a base inicial de ligação com as equipes de fiscalização, monitoria e auditoria externa.

10.2 Auditoria e inspecção externa

A concessão deve estabelecer regras claras de acesso a equipas externas de fiscalização, monitoria e auditoria. O tipo de informação requerido e o cargo da pessoa de contacto na empresa e os arquivos solicitados devem ser esclarecidos.

11. Conclusões e recomendações

As conclusões do plano de maneio devem resumirem os impactos positivos e negativos que vão resultar da implementação do plano, as vantagens e desvantagens das opções sugeridas e demais factores relevantes para a tomada de decisão sobre o plano de maneio. Nas conclusões deve-se sucintamente indicar, dentre outra informação:

a) o nível de produção atingir com base com base no recurso disponível;

b) as principais prescrições de maneio, protecção e conservação dos recursos florestais;

c) os benefícios económicos, ambientais e sociais;

d) os impactos negativos e as respectivas medidas de mitigação e compensação;

e) as acções de monitoria e acompanhamento da implementação do plano de

maneio.

Neste capítulo pode-se, adicionalmente, recomendar acções, medidas ou actividades, a serem desenvolvidas pelo concessionário ou pelas autoridades competentes, que vão facilitar adopção e

12. Limitações do plano de maneio

Deve indicar a falta de dados ou conhecimento encontrado durante a elaboração do plano de maneio. Deve-se indicar as pré-condições ou pressupostos assumidos nas estimativas apresentadas no texto, bem como na definição das principais prescrições de maneio. Aqui pode-se ainda indicar as áreas prioritárias de pesquisa, com vista colmatar a falta de dados e conhecimento identificado.

13. Referências bibliográficas

Deve indicar as referências bibliográficas do material consultado e referido no texto. As fontes de informação devem ser devidamente identificada e referenciadas. As referências bibliográficas e as expressões científicas no texto devem obedecer as normas nacionais ou internacional, devendo as grandezas físicas serem expressas no sistema internacional.

14. Referências bibliográficas

A listagem da literatura que está nesta secção é destinada aos leitores mais experimentados que desejam fazer uma leitura mais profunda sobre o maneio de florestas naturais.

African natural tropical forests. ITTO Policy Development Series No 14. Yokohama, Japan. 26p. Amaral P, Veríssimo A, Barreto P e Vidal E. 1998. Floresta para sempre: um manual para a

produção de madeira na Amazônia. Imazón, Belém. Brasil. 130p.

ATO/ITTO. 2003. Principles, criteria and indicators for the sustainable management of Bila AD e Salmi J. 2003. Fiscalização de florestas e fauna bravia em Moçambique: passado,

presente e acções para melhoramento. Apoio ao desenvolvimento de política florestal no âmbito do PROAGRI. DNFFB, MADER, Maputo, Moz. 62p.

DNFFB. 2002. Regulamento da lei de florestas e fauna bravia. Decreto 12/2002 de 6 de Junho. 55p.

Gray J. 1999. Regime de propriedade florestal e valoração de florestas públicas no Brasil. Working Document 2. Ministério do Meio Ambiente, Programa Nacional de Florestas. Brasília, Br. 121p.

Higman, S.; Bass, S.; Judd, N.; Mayers, J.; Nassbaum, R. 1999 The sustainable forestry handbook. EarthScan, London. 289p

ITTO. 1992. ITTO guidelines for the sustainable management of natural forests. ITTO Policy Development Series No 1. Yokohama, Japan. 18p.

ITTO. 1993. ITTO guidelines on the conservation of biological diversity in tropical production forests: a supplement to ITTO guidelines for sustainable management of natural tropical forests. ITTO Policy Development Series No 5. Yokohama, Japan. 14p.

ITTO. 1997. ITTO guidelines on fire management in tropical forests. ITTO Policy Development Series No 6. Yokohama, Japan. 37p.

ITTO. 1998. Criteria and indicators for sustainable management of natural tropical forests. ITTO Policy Development Series No 7. Yokohama, Japan. 23p.

MICOA. 2001. Directiva para estudo de impacto ambiental de actividades florestais. MICOA, Maputo.15 p

MINAG. 2005. Manual de legislação de florestas e fauna bravia. Volume 1: texto do manual, e 2:Fichas técnicas complementares. Ministério da Agricultura, Maputo, Moçambique. Saket M, Monjane M, and dos Anjos A. 1999. Proposal of a model of integrated forest

management plan for the timber concession of Maciambose, Cheringoma, North of Sofala. GERFFA project, Consultancy report. Beira, Moz. 82p.

Saket M. 1994. Report on the updating of the exploratory national forest inventory. FAO/UNDP Project MOZ/92/013. Maputo, Moz. 77p.

Sitoe AA, Bila AD e MacQueen D. 2003. Operacionalização das concessões florestais em Moçambique. Apoio ao desenvolvimento de política florestal no âmbito do PROAGRI. DNFFB, MADER, Maputo, Moz. 64p

Unidade de Inventário Florestal [UIF]. 2004a. Inventário Florestal da Reserva Florestal do Derre Unidade de Inventário Florestal [UIF]. 2004b. Zoneamento Ecológico e Económico da Província

Anexo 1. Lista de espécies comerciais (segundo o regulamento florestal) A. Espécies preciosas

N.º Nome Científico Nomes

Comerciais

Nomes Locais ou Vernaculares

DMC* (cm)

01 Berchemia zeyheri Pau-rosa Mulatchine, Sungagoma 30

02 Dalbergia melanoxylon Pau-preto Mpinge, Mpivi, N’mico 20

03 Diospyros kirkii Mucula-cula, Muoma 40

04 Diospyros mespiliformis Ebano Mfuma,Ntoma 50

05 Ekebergia capensis Inhamarre Inhamarre 50

06 Entandrophragma caudatum Mbuti Bubuti, Mubuti 50

07 Guibourtia conjugata Chacate preto Chacate 40

08 Milicia excelsa Tule Megunda, Mecuco, Mahundo 50

09 Spirostachys africana Sândalo Chilingamache, Mucunite 30

10 Combretum imberbe Mondzo Munagari, Mungari, Ehupu 40

11 Swartzia madagascariensis Pau-ferro Nhaquata, Pau-rosa, Cimbe 30

DMC – (dap) diâmetro mínimo de corte

B. Espécies de primeira classe

N.º Nome Científico Nomes

Comerciais

Nomes Locais ou Vernaculares

DMC (cm)

12 Afzelia quanzensis Chanfuta Mussacossa, Mugengema, muoco 50

13 Androstachys johnsonii Mecrusse Cimbirre 30

14 Albizia glaberrima Mutivera 40

15 Albizia versicolor Tanga-tanga Tingare, Mpovera 40

16 Balanites maughamii Nulo Muvando, Nanluve, Sacanono 30

17 Breonadia microcephala Mugonha Muonha, Nkonha 50

18 Baikiaea plurijuga Chiti 30

19 Cordyla africana Mutondo Bonjua, Murroto 50

20 Diospyros spp Mucucul-cula, Muoma 40

21 Erythrophloeum suaveolens Missanda Muave 40

22 Faurea speciosa Muxiri, Nthethere, Mussossola 40

23 Inhambanella henriquesii Mepiao Mepiao 50

24 Khaya anthoteca Umbáua Mbawa 50

25 Millettia stuhlmannii Jambirre Panga-panga, Panguire 40

26 Monotes africanus Muculala 30

27 Morus lactea Mecobeze Mecobeze 50

28 Pterocarpus angolensis Umbila Mbila, Mucurambira 40

29 Podocarpus falcatus Gogogo, Izulambite, Chongue 50

30 Pseudobersama mossambicensis Tondue, minhe-minhe 40

C. Espécies de segunda classe

N.º Nome Científico Nomes

Comerciais

Nomes Locais ou Vernaculares DMC (cm)

31 Albizia adianthifolia Mepepe Goana, Megerenge 40

34 Brachystegia boehmii Mafuti Mfuti, Mopwo 40

35 Brachystegia bussei Kokoro 40

36 Brachystegia longifolia Tagate, Takata, Itakhata 40

37 Brachystegia manga Messassa Mpapa rupakhole 40

38 Brachystegia spiciformis Messassa Mpapa, Tsondo 40

39 Brachystegia utilis Nankweso, Mucoio 40

40 Burkea africana Mucarala Mucarati,Nkarara, Mecimbe 40

41 Julbernadia globiflora Messassa

encarnada

Muhimbe, Mpacala 40

42 Newtonia buchananii Mafumuti Nipovera 50

43 Newtonia hildebrandtii Infomoze Infomoze 50

44 Parkia filicoidea Mucuti Mucuti 50

45 Pteleopsis myrtifolia Mungoroze Mduro, Nleva 40

46 Ricinodendron rautanenii Mungomo Ngomo, Iphaka 50

47 Sclerocarya birrea Canho Mfula, Tsula, Nkokwo 50

48 Sterculia quinqueloba Metonha Ntonha, Nthumpu 40

49 Stercurlia appendiculata Metil Njale 50

50 Terminalia sp Messinge Meculungo 40

51 Trichilia emetica Mafurreira Muciquiri, Mafurra 40

D. Espécies de terceira classe

N.º Nome Científico Nomes

Comerciais

Nomes Locais ou Vernaculares DMC (cm)

52 Acacia nigrescens Namuno Mecungo, Micaia 40

53 Anthocleista grandiflora Mezambe Rotanda 30

54 Avicennia sp Mangal branco Mangal branco 30

55 Bridelia micrantha Metacha Melelha, Mussaba 40

56 Barringtonia recemosa Mangal Massinhama 30

57 Bruguiera gymnorrhiza Mangal encarn. Mangal encarnado 30

58 Cassipourea gummiflua Mezambe Mezambe 30

59 Celtis africana Messucandiri 40

60 Celtis gomphophylla Mrtuzite 50

61 Cleistanthus holtzii Nacuva.Nacura 50

62 Cynometra carvalhoi Evate Evate 40

63 Ceriops tagal Mangal branco Mangal branco 30

64 Dialium schlechteri Ziba Nziba, Ziva 40

65 Dialium sp. Mepepete 40

66 Erythrophloeum sp Incalazi, Tchaia, Muacari 40

67 Funtumia latifolia Nhapwepwa 30

68 Guibourtia coleosperma Chacate encarn.Chacate encarnado 40

69 Heritiera littoralis Mangal branco Luabo 30

70 Kigelia africana Vunguti, Nrikiriki 40

71 Parinari curatellifolia Muhula, Mahula, Ntupio 30

72 Pericopsis angolensis Muanga Chuanga, Muaca, Muanka 40

73 Phyllanthus sp. Chire, Mecua 50

79 Sideroxylon inerme Mebope 40

80 Syzygium cordatum Mecurri, Tucura, Mudlho 40

81 Syzygium guineense Jambaloeiro Mecurre, Nakuthanthe, Mecuti 40

82 Terminalia sericea Inconola Sai-sai, Kassanche, Messusso 30

83 Terminalia stenostachya Sai-sai, Kassanche 30

84 Uapaca kirkiana Metongoro Metela, Nahunkwo 30

85 Uapaca nitida Metongoro Metela, Nakachunkwo 30

86 Uapaca zanguebarica Metongoro Kochokore 30

87 Vitex doniana Nhazuovo 40

88 Vitex sp Nakuna 40

89 Xeroderris stuhlmannii Mulonde Merunde, Nlothe 40

90 Xylia sp 40

91 Xylopia aethiopica Mepeza 40

E. Espécies de quarta classe

N.º Nome Científico Nomes

Comerciais

Nomes Locais ou Vernaculares DMC (cm)

92 Acacia albida Micaia, Dzungua, Sango 40

93 Acacia burkei Micaia, Munga 40

94 Acacia erioloba Micaia, Munga 40

95 Acacia karroo Micaia, Munga 40

96 Acacia nilotica Micaia, Munga 30

97 Acacia polyacantha Micaia, N’roca 40

98 Acacia robusta Micaia, Massadzi 40

99 Acacia senegal Micaia, Munga 30

100 Acacia sieberana Micaia, Gunga 40

101 Acacia tortilis Micaia, Munga 30

102 Acacia xanthophloea Micaia, Megerenge 40

103 Antidesma venosum Nhonge, chongue 30

104 Borassus aethiopum Mudicua, Palmeira 30

105 Colophospermum mopane Chanato, Nissano, Missanye 30

106 Cussonia sp Capwapwa, Nampuko-puko 50

107 Dolichandrone alba Tsani 30

108 Erythrina livingstonei Titi, Nancilacona 40

109 Fernandoa magnifica Tondjua, Mpovataci 30

110 Hirtella zanguebarica Cimboma, Mucimboma 30

111 Hyphaene sp Micheu, Palmeira 30

112 Kirkia acuminata Mtumbui, Poko-poko 40

113 Lannea sp Chiucanho, Msatoto,Cimuili 40

114 Lecaniodiscus fraxinifolius Mutarara 30

115 Manilkara sp Nheve, Nhewa 40

116 Mimusops sp Ntzole, Bengwerwa 40

117 Treculia africana Tchaia 50

Anexo 2. Lista de espécies de plantas extintas e ameaçadas de Moçambique

Espécies

extintas e

ameaçadas

MOÇAMBIQUE

Izidine S e Bandeira SO. 2002. Mozambique. In:J.S.Golding (ed.) Southern African Plant Red Data Lists. Southern African

Botanical Diversity Network Report No.14:8 –11.

SABONET,Pretoria. ACANTHACEAE

Blepharis dunensis Vollesen Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Threats:Mining

Distribution:Zamb é zia,Nampula

Coastal sand dunes,0 –25 m.Eight records from four

localities,including recent collections from Moebase

and Moma.

Blepharis gazensis Vollesen Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Distribution:Gaza

Colophospermum woodland.

Blepharis swaziensis Vollesen Status: VU D2

Endemism:Near-endemic Threats:Habitat degradation Distribution:Maputo

Open bushland and grassland.Lebombo narrow endemic.Also in South Africa and Swaziland.

Blepharis torrei Vollesen Status: VU D2

Endemism:Near-endemic Distribution:Niassa

Two collections from a locality in Mozambique (one

from Tanzania).Acacia –Brachystegia

boehmii wooded

grassland on concrete-like clayey hardpan,altitude

875 m.

Duvernoia aconitiflora A.Meeuse Status: VU B1B2cD2

Endemism:Near-endemic? Threats:Damming,agriculture Distribution:Maputo

Forest margins,sometimes along rivers.It is probable

that the Umbeluzi Dam has had an impact,the species

could be extinct in Mozambique.One

Endemism:Endemic Distribution:Manhica e Sofala,Tete,Zambézia

Known from forests in central Mozambique.

ANACARDIACEAE

Lannea stuhlmannii (Engl.) Engl. var. tomentosa

Dunkley Status: VU D2

Endemism:Endemic? Distribution:Tete,Manhica

Widespread in the Flora zambesiaca area.

Ozoroa gomeziana R. & A.Fern. Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Inhambane

Known only from the type. Rhus refracta Eckl. & Zeyh. Status: VU D2

Distribution:Sofala

Found in deciduous forest.Also in South Africa.

ANNONACEAE

Hexabolus mossambicensis N.Robson Status: VU D2

Endemism:Endemic? Distribution:Nampula,Cabo Delgado,Niassa

Reported to be rare.Known only from about five

localities in forest. Xylopia collina Diels Status: VU D2

Endemism:Near-endemic Distribution:Cabo Delgado

It is found in open woodland or thickets and on

termitaria at 200 –810 m.Also in Tanzania.

APIACEAE

Centella obtriangularis Cannon Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Manhica

Endemic to Chimanimanis,known from the Mozambique

side.In wet grassy slopes or banks. ASTERACEAE

Vernonia muelleri Wild subsp. muelleri Status: VU D2 Endemism:Near-endemic Distribution:Manhica Chimanimani endemic.Also in Zimbabwe. BALSAMINACEAE

Impatiens psycantha Launert Status: VU D2

Endemism:Endemic

Distribution:Nampula,Zamb é zia

Altitude of 800 m.Found in

Brachystegia forest.

Impatiens psychadelphiodes Launert Status: VU D2

Endemism:Endemic Threats:Agriculture

Distribution:Zamb é zia,Sofala

BIGNONIACEAE

Dolichandrone alba (Sim) Sprague Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Threats:Habitat degradation,harvesting

Distribution:Gaza,Maputo,Inhambane

Found in dry deciduous woodland,fringing forests or

thickets on sandy soils mainly near the coast.This is a utilised species. BOMBACACEAE Rhodognaphalon mossambicense (A.Robyns) A.Robyns Bombax mossambicensis-A.Robyns Status: VU D2 Endemism:Endemic Threats:Harvesting,collection Distribution:Niassa,Zambézia

This species is apparently cultivated around Quelimane

and the trunks are used for dugout canoes.Found in a

variety of habitats. CANELLACEAE

Warburgia salutaris Engl. Status: VU A2cd

Threats:Harvesting Distribution:Maputo

Common name ‘chibaha ’.Fairly common in southern

Mozambique.Wide distribution range outside

Mozambique but heavily utilised according to baseline

reports.Global status is Endangered. CAPPARACEAE

Maerua andradae Wild Status: VU D2

Endemism:Endemic

Distribution:Cabo Delgado,Niassa

It is found in low-altitude Acacia woodland.

Maerua scandens (Klotzsch) Gilg Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Gaza

The species is known from dense

Brachystegia

woodland,apparently rather rare. CELASTRACEAE

Elaeodendron fruticosum N.Robson Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Distribution:Inhambane,Gaza

Known only from the thicket in coastal areas.

Maytenus mossambicensis (Klotz.) Blakelock var.

guruenensis N.Robson Status: VU D2

Endemism:Endemic? Distribution:Zamb é zia

Known only from two collections. CHENOPODIACEAE

Apparently confined to a few salt marshes.

Sarcocornia natalensis (Bunge) A.J.Scott Status: VU B1B2cD2 Threats:Habitat degradation,urban expansion, desiccation Distribution:Maputo

Apparently confined to a few salt- marshes.Also in

South Africa.

Suaeda sp. Caldeira & Marques 599 Status: EX Endemism:Endemic Threats:Habitat degradation,urban expansion, desiccation Distribution:Maputo

Known only from one specimen (collected in 1965) which is known from salt marshes near the coast.The only taxon in this genus in the Flora

zambesiaca region

that grows near the coast. COMBRETACEAE

Combretum caudatisepalum Exell & Garcia

Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Nampula,Niassa

Reported to be rare.Known only from about five

localities in thickets. Combretum stocksii Sprague Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Zamb é zia,Cabo Delgado,Niassa

In dense evergreen forest. Pteleopsis barbosae Exell Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Niassa

At low elevation in Acacia savanna. COMMELINACEAE

Triceratella drummondii Brenan Status: VU D2

Endemism:Near-endemic? Distribution:Nampula

Known only from two collections (Mozambique and

Zimbabwe).

CONNARACEAE

Rourea minor (Gaertn.) Alston Status: VU D2

Endemism:Endemic? Distribution:Sofala

Known only from a single collection. CONVOLVULACEAE

Ipomoea venosa (Desr.) Roem & Schultes var. obtusifolola Verdc. Status: VU B1B2cD2 Endemism:Endemic Threats:Habitat degradation Distribution:Maputo

Turbina longiflora Verdc. Status: VU D2

Endemism:Endemic

Distribution:Inhambane,Maputo,Gaza

In sandy soil at 310 m.It is a glabrous herb.

CRASSULACEAE

Crassula expansa Dryand. var. longifolia R.Fern.

Status: VU D2

Distribution:Inhambane

Crassula leachii R.Fern. Status: VU D2

Endemism:Endemic Threats:Agriculture,habitat degradation

Distribution:Manhica e Sofala

Known from granite rocks.Known only from two

collections.

Crassula maputensis R.Fern. Status: EN B1B2c

Endemism:Near-endemic Distribution:Maputo

Also in South Africa.

Crassula morrumbalensis R.Fern. Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Threats:Agriculture,habitat degradation

Distribution:Zamb é zia,Gaza

In the savannas of mountainous slopes.

Kalanchoe fernandesii Raym.-Hamet Status: VU B1B2cD2

Endemism:Endemic Threats:Fire Distribution:Nampula

Known only from the type locality (1950).In xerophytic

forest near the river or in open places in forests.

Pterocephalus centenii Cannon Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Manhica

This species is known only from the type specimen.

Found at the edge of a cloud forest dominated by

Podocarpus .

CUCURBITACEAE

Coccinia subglabra C.Jeffrey Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Nampula

Found in coastal forest at 40 –130 m.Known only from

this locality.

DICHAPETALACEAE

Dichapetalum zambesianum Torre Status: VU D2

Endemism:Endemic

Distribution:Cabo Delgado,Zamb é zia

In deciduous and secondary woodland.

Dichapetalum mendoncae Torre Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Inhambane

In mixed woodland. EBENACEAE

Diospyros anitae F.White Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Nampula

Known only from the type locality.Found in

Brachystegia woodland at 450 m.

ERICACEAE

Erica pleiotricha S.Moore var. blaerioides (Wild)

R.Ross Status: VU D2

Endemism:Near-endemic?

Distribution:Manhica e Sofala,Maputo

Found in damp places amongst rocks

mountains at altitudes of 900 –2,300 m.Also in

Zimbabwe.

Erica pleiotricha S.Moore var. pleiotricha

Status: VU D2

Endemism:Near-endemic?

Distribution:Manhica e Sofala,Maputo

Found in damp places among rocks near summits of

mountains 1,800 –2,400 m.Also in Zimbabwe.

Erica wildii Brenan Status: VU D2

Endemism:Endemic? Distribution:Manhica e Sofala

Found in upland grassland and savanna and amongsst

rocks.Altitude 1,050 –2,400 m.Also in Zimbabwe.

EUPHORBIACEAE

Croton aceroides Radcl.-Sm. Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Inhambane

Locally common on the margins of dry coastal forest in

pallid sands.The species is known only from the type

collection.

Croton inhambanensis Radcl.-Sm. Status: VU D2

Endemism:Endemic Distribution:Inhambane

This is a very distinctive species.It is