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5.2 DETALHAMENTO DAS UNIDADES DIDÁTICAS

5.2.4 Unidade IV Desigualdade social e trabalho

A) Descrição da Unidade

Esta unidade visa compreender as características fundamentais das distintas formas de estratificação e desigualdades sociais. Será analisada a possibilidade de mobilidade social, através da educação e da profissionalização. O estudante deverá conhecer e identificar as tendências e exigências do mercado de trabalho atual e as alternativas que vem sendo construídas.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos de aprendizagem.

AULA CONTEÚDOS OBJETIVOS DE

APRENDIZAGEM REFERÊNCIA

01 Estrutura social Compreender sociedade é constituída que a por estruturas sociais.

SILVA, (2013) TOMAZI, (2007)

02 Desigualdade social

Possibilitar aos alunos compreender as formas de desigualdades sociais.

COSTA, (2002) SILVA, (2013) TOMAZI, (2007)

Música: “Pão de Cada Dia” de Gabriel – O Pensador.

Disponível em:

https://www.youtube.com/watch ?v=5QGSZgY9cGg, acesso em: 29/08/2016

03 Cidadania: diferenças e desigualdades

Promover a construção de diálogos sobre a sociedade atual brasileira.

SILVA, (2013) TOMAZI, (2007) Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov .br/fichaTecnicaAula.html?aula= 31186, Acesso em 30/08/2016. 04 Formas de desigualdades Compreender as diversas formas de desigualdades sociais no Brasil. SILVA, (2013) TOMAZI, (2007) Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/so ciologia/classes-sociais.htm, acesso em: 30/08/2016. https://projetoredacao.com.br/te mas-de-redacao/violencia- contra-a-mulher-o-feminicidio- no-brasil/a-violencia-contra-a- mulher-e-a-desigualdade-de- genero-no-brasil/15046, acesso em: 30/08/2016

http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1984- 02922012000300009, acesso em: 30/08/2016. https://rosanapinheiromachado. wordpress.com/2013/12/30/etngr afia-do-rolezinho/, acesso em 30/08/2016. 05 Classes sociais e as desigualdades Promover um pensamento reflexivo sobre as causas das desigualdades de classe. SILVA, (2013) TOMAZI, (2007) 06 Problemas sociais e desemprego Analisar os problemas sociais oriundos do modo de produção capitalista. SILVA, (2013) TOMAZI, (2007) Disponível em: https://www.youtube.com/watch ?v=qsE1fqHQzQU, acesso em 03/09/2016.

07 O fim do trabalho? Refletir sobre a influência econômica e tecnológica no futuro dos empregos.

FREITAS, (2014) SILVA, (2013). Disponível em: :http://www.cartacapital.com.br/ revista/860/o-fim-do-trabalho- 5512.html, acesso em: 03/09/2016. 08 Profissionalização Descobrir, na escolha, profissional as possibilidades de mudança social. FERREIRA, (2012) SILVA, (2013) TOMAZI, (2007) Disponível em: https://www.youtube.com/view_ play_list?p=1D2587B916F72C A0&search_query=mercado+de +trabalho https://www.youtube.com/watch ?v=ZFBus_2bBR0, acesso em 03/09/2016.

C) Procedimentos Metodológicos/ Detalhamento das Sequências Didáticas

Detalhamento dos procedimentos metodológicos das aulas da unidade.

Aula 1:O que é uma estrutura social? Duração: 50 minutos

Foco: Mostrar que a sociedade é definida por estruturas sociais. Tipo de aula: Aula dialogada e interativa.

O professor apresentará o significado de estratificação, a partir do modo como se organiza a sociedade. Em seguida, faz uma dinâmica em grupos, na qual entrega para cada equipe uma imagem relacionada a um tipo de estratificação. Deverá, então, solicitar que cada grupo, após identificar o tipo de estrutura social, pesquise, através dos celulares, sobre o sistema econômico, político e a cultural correspondente. A pesquisa deverá ser apresentada em sala e entregue ao professor.

Aula nº2: O que você compreende por desigualdade? Duração: 50 minutos

Foco: Entender que há várias formas de desigualdade e que, na maioria das vezes, elas se relacionam.

Tipo de aula: Aula Interativa, Dinâmica em grupo (vídeo e debate).

Exibir o clip da música “Pão de Cada Dia”, de Gabriel – O Pensador. Iniciar um debate perguntando “Qual a mensagem a música transmite?”. Após a resposta dos discentes, fazer os seguintes questionamentos: Por que existem desigualdades sociais? Quais são as formas de desigualdades existentes? Como elas se constituíram e como são explicadas?

Os estudantes deverão responder, debater e entregar essas questões devidamente respondidas ao professor.

Aula nº3:Cidadania: diferenças e desigualdades Duração: 50 minutos

Foco: Possibilitar aos alunos expressarem sobre desigualdades na sociedade atual. Tipo de aula: Aula dialogada e interativa

Mostrar para a turma a obra “Retirantes”, de Candido Portinari. Fazer a leitura da obra, a partir do conceito de desigualdade social trabalhado anteriormente. Pedir para os alunos discutirem em duplas e responderem as seguintes questões para socializar coma turma:

1- Em qual desigualdade social o quadro lhe faz pensar? 2- Por que você acha que o quadro se chama Retirantes?

Aula nº4: As formas de desigualdades Duração: 50 minutos

Foco: Compreender as diversas formas de desigualdades sociais. Tipo de aula: Aula dialogada e interativa

Organizar a turma em grupos de cinco alunos e distribuir, para cada equipe, sites relacionados ao tema; Em seguida pedir para os alunos, em grupos, acessarem, com os celulares, os sites que receberam e fazer uma leitura, discutirem, resumirem as ideias principais do texto e fazerem a relação das desigualdades com o mundo do trabalho. Os grupos deverão apresentar para a turma o que descobriram com suas pesquisas.

Aula nº5:Classes sociais e as desigualdades Duração: 50minutos

Foco: Refletir sobre as causas das desigualdades de classe no Brasil Tipo de aula: Interativa e dialogada- Atividade em grupo.

Solicitar aos alunos que leiam o texto e, em grupos de três alunos, fazerem uma análise da tirinha presente no livro Sociologia para o Ensino Médio, de Nelson Tomazi (página 93). Em seguida, responder às questões:

Por que a vida dos mais pobres é tão desvalorizada, enquanto a dos que estão nas manchetes dos jornais e nos programas de TV sempre é vista como importante?

Será que a vida de uns vale mais do que a de outros?

Se todos somos humanos, quais os critérios para essa diferenciação? Ao final, todos os grupos apresentam suas respostas à turma.

Aula nº6: Problemas sociais e desemprego Duração: 50 minutos

Foco: Analisar os problemas sociais oriundos do modo de produção capitalista. Tipo de aula: Aula interativa

O professor apresentará para os alunos o contexto da crise econômica, a partir de manchetes de jornais, no Brasil e no mundo. Em seguida, exibirá o vídeo sobre o mercado de trabalho e a crise. E inicia um debate com a turma perguntando:

Quais problemas sociais podem ser considerados como consequências do desemprego? Link: https://www.youtube.com/watch?v=qsE1fqHQzQU

Aula nº7: O fim do trabalho? Duração: 50 minutos

Foco: Refletir sobre a influência econômica e tecnológica no futuro dos empregos. Tipo de aula: Aula dialogada

O professor apresentará para os alunos o contexto da produção do trabalho no país, nos últimos 60 anos. Em seguida, trabalhará o texto: “O fim do trabalho? – Tendências econômicas e tecnológicas sugerem o declínio crescente dos empregos estáveis, de tempo integral”.

Depois solicitará que os alunos desenvolvam um texto, refletindo sobre a temática em foco: O futuro do emprego e do trabalho na era tecnológica.

Link: http://www.cartacapital.com.br/revista/860/o-fim-do-trabalho-5512.html.

Aula nº8: Profissionalização Duração: 50 minutos

Foco: Descobrir na escolha profissional as possibilidades de mudança social. Tipo de aula: Aula dialogada e interativa

Iniciar a aula com um diálogo sobre a importância da educação na vida dos cidadãos. Em seguida, introduzir um debate sobre a escolha, o sonho profissional, estratégias pessoais para alcançar o sonho, cursos técnicos e superiores. O professor exibirá, então, um vídeo sobre o tema e, após fazer um feedback sobre as percepções dos temas apresentados, realizará a seguinte atividade:

A turma se dividirá em grupos e cada grupo deverá pesquisar e construir painéis para apresentar sobre um dos seguintes temas:

- Lado econômico ou realização profissional? - As chances para homens e mulheres são iguais? - Empreendedorismo: Você se identifica?

- Competição x individualismo no mundo do trabalho - Vaga temporária e emprego definitivo

- Educação e responsabilidade

Sistemática de Avaliação para a Unidade IV

Nesta unidade, será avaliada a compreensão dos estudantes diante das formas de estratificação social e das distintas desigualdades sociais existente no Brasil. Será analisada a percepção dos estudantes diante das novas mudanças no mercado de trabalho, e a postura desses na escolha da profissão. O processo avaliativo visa qualificar a aprendizagem do aluno, a partir dos apontamentos e desempenhos encaminhados nas atividades em sala, como: seminários, pesquisas, produção de textos e debates.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho representa um significativo aprendizado, visto que nos fez refletir acerca da dificuldade dos professores em realizar um planejamento de ensino para ser trabalhado, durante o ano letivo, nas escolas. Assim, esta pós-graduação, além de estimular a prática metodológica e pedagógica de ensino, contribuiu com o conhecimento assimilado, discutido e aprimorado, evidenciando ainda mais a necessidade contínua da formação docente.

Em vista disso, é oportuno reafirmar que o professor precisa constantemente adquirir conhecimentos, já que a educação é um processo dinâmico e inovador que requer constante atualização. Em alguns casos, verifica-se que os estudantes tem acesso às informações, de forma muito mais rápida do que o próprio docente, o que exige desse profissional uma formação continuada a fim de desenvolver um melhor trabalho, em sala de aula.

Faz-se necessário afirmar também que, dentre as várias contribuições desta pós- graduação em ensino de Sociologia, está a construção do planejamento de ensino. Ao longo do curso e, em especial, neste trabalho de conclusão, observamos a importância do planejamento para um resultado satisfatório quanto ao aprendizado dos estudantes.

Vale aqui ressaltar que o ensino de Sociologia carrega, desde a sua gênese, preconceitos e dificuldades de afirmação. Muitos estudantes reclamam que as aulas de sociologia são sempre cansativas e monótonas; outros que os professores são desmotivados para ensinar e, ainda, há os que se queixam que, em suas aulas, os docentes recorrem tão somente ao livro didático. O fato é que para que as aulas de sociologia envolvam o universo escolar, a turma, estudantes e professores, é preciso uma série de questões. Mas o ponto fundamental se encontra na postura do professor. Este deve repensar sua prática e assumir um papel atuante e criativo, diante das inúmeras dificuldades enfrentadas, no cotidiano da escola.

Sabemos que a apatia dos estudantes e a indisciplina passa, muitas vezes, pela atitude dos professores. Os docentes precisam estar atentos ao aprendizado dos alunos, ao perfil da sua turma, pois cada classe tem suas especificidades, como cada escola, ou universo social. Assim, é fundamental que o educador adote uma postura criativa e inovadora, com vistas a dinamizar os conteúdos do livro didático e fazer com que o aluno possa estabelecer uma relação entre o conteúdo estudado e seus próprios conhecimentos e experiências.

Nessa linha de pensamento, a proposta de ensino de Sociologia desenvolvida neste trabalho objetiva oferecer um planejamento, com base nos conteúdos apontados nos Parâmetros

Curriculares de Ensino, tendo a temática “trabalho” como orientadora das atividades pedagógicas desenvolvidas. Assim, a escolha desse tema foi pensada a fim de propor um plano de ensino voltado para a vivência do estudante do ensino médio, que está concluindo a etapa final da educação básica, visto que muitos darão continuidade ao processo de formação, com o ingresso em universidades ou escolas profissionalizantes.

Em face disso, esses discentes precisam compreender o mundo do trabalho e preparar-se para ele, a partir do estudo das relações econômico-sociais no modo de produção capitalista, assim como entender as mudanças ocorridas com o advento da reestruturação produtiva do capital e do processo global.

O ensino de Sociologia tem uma responsabilidade ímpar na formação e desenvolvimento do educando para a pratica da cidadania e para a vivência no mundo do trabalho. Logo, o professor deve estar preparado para assumir seu papel, ter segurança e motivar o aluno, no processo de aprendizagem. Só assim, conseguirá envolver e incentivar seus alunos a apropriarem-se do conhecimento sociológico e construírem um pensamento reflexivo que os possibilitem entender e interpretar a vida em sociedade.

Atualmente, muito se tem discutido sobre educação e sobre a importância das disciplinas, no currículo escolar da educação básica. O fato é que as constantes mudanças políticas e os investimentos na educação não têm conseguido dar conta de melhorar os indicadores do ensino médio, tampouco a qualidade da educação.

Diante desse cenário de resultados negativos e perdas de matrículas no ensino médio, temos uma nova reforma em discussão, proposta pelo atual governo, através do Ministério da Educação, que se baseia nos últimos resultados dos Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB-2015), com relação as diretrizes curriculares do ensino médio para justificar sua proposição.

De acordo com a Medida Provisória - MP 746, de 23 de setembro de 2016, atualmente no Congresso para apreciação e posterior votação na Câmara Federal e Senado, esta reforma de ensino visa reformular o formato e o conteúdo pedagógico da etapa escolar do ensino médio, colocando a Sociologia, juntamente com a Filosofia, Educação Física e Artes como disciplinas optativas, durante o ensino médio, cabendo às escolas e estudantes decidirem, de acordo com suas escolhas, por áreas afins, quais disciplinas devem fazer parte ou não dos estudos, durante todo o ensino médio. Cabendo, assim, exclusivamente as disciplinas de Português e Matemática a predominância dos conteúdos prioritários.

Segundo a supracitada MP, das atuais 2.400 horas-aula existentes no currículo, 1.200 horas serão voltadas para os conteúdos e disciplinas da Base Nacional Comum, que

atualmente está em fase de construção, e as demais 1.200 horas-aula restantes serão voltadas para o currículo flexível. Afora isso, a reforma propõe ampliar a carga horária anual do ensino médio para 1.400 horas, distribuídas em 7 horas diárias, por 200 dias letivos.

Dado o exposto, entendemos que esta medida significa um retrocesso à educação brasileira, haja vista que, ao alterar a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação brasileira, através de uma medida provisória, o governo rompe com as diretrizes curriculares nacionais do ensino médio e da educação profissional, que defendem a integração dos currículos escolares.

Compreendemos ainda esta medida como uma contradição ao modelo de educação integral, pois parte significativa do desenvolvimento educacional, social, cognitivo e afetivo dos estudantes não estará contemplada neste currículo. Ao descartar a obrigatoriedade de disciplinas fundamentais para a formação do pensamento crítico dos cidadãos, a exemplo do ensino de Sociologia e da Filosofia, esta reforma tende a empobrecer o currículo e limitar o conhecimento obrigatório dos estudantes do ensino médio à Língua Portuguesa e à Matemática. Ademais, ao se propor estender escolas de tempo integral para o ensino médio, o governo precisa conhecer e levar em consideração todos os problemas que permeiam o funcionamento das escolas públicas do país, como: infraestrutura, violência, jornada de trabalho estafante, falta de condições de trabalho, carreira e salários dignos aos profissionais da educação e tantos outros.

Contudo, até o presente, não sabemos ainda como ocorrerão e quais as consequências dessas mudanças para a educação. Em face dessa imprecisão, torna-se urgente que a comunidade escolar, os trabalhadores da educação e a sociedade civil, reflitam, discutam e, sobretudo, que sejam ouvidos pelos idealizadores de tal proposição, para que se defina sobre qual o melhor caminho para efetivamente melhorarmos, não só os indicadores, mas, acima de tudo, a qualidade da educação pública no país, evitando, assim, que esta medida provisória retroceda e anule anos de história e conquistas políticas na educação.

REFERÊNCIAS

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