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4. ANÁLISE DE UMA SITUAÇÃO CONCRETA: A RELAÇÃO ENTRE A

4.1 Contextualização e procedimentos

4.1.2 Universo da pesquisa e procedimentos da amostra

A classificação da unidade de observação foi o indivíduo / sujeito entrevistado, considerado como ser social que se constitui enquanto tal pelas vias de sua socialização e pelos mecanismos das relações sociais que delimitam sua própria reprodução.

A base de seleção dos participantes seguiu o critério de inclusão de pertencer ao curso de Serviço Social da UFPE, ser professor da graduação (podendo também ensinar na pós-graduação), e alunos do 7º e 8º períodos (por já terem cursado a disciplina de ética e direitos humanos).

Com relação ao critério de exclusão, dos professores não houve, foram incluídos todos; dos alunos foram excluídos os do 1º ao 6º períodos por não terem cursado as disciplinas do critério de inclusão. O total de sujeitos efetivamente incluídos no estudo foram trinta e três pessoas sendo: dezoito professores e quinze alunos. É de se mencionar que dois professores não tiveram condições de participarem da pesquisa por motivo de viagem e um professor e cinco alunos por motivo de indisponibilidade de horário51.

Consideraram-se como riscos e benefícios para os participantes: a) os riscos – sentir desconforto e ou constrangimento em abordar possíveis contradições ou incoerências no próprio ambiente de trabalho e estudo, podendo o participante desistir do consentimento sem nenhum dano; e, b) benefícios – o fato da pesquisa trazer oportunidade direta de refletir e debater sobre o princípio de justiça do Código de Ética Profissional, importante no enfrentamento da “questão social” e indiretamente podendo contribuir na produção do saber coletivo. O estudo empírico foi realizado no contexto cotidiano, isto é, vivencial do curso de serviço social, abordando professores e alunos no próprio ambiente acadêmico, na tentativa de entender e interpretar os fenômenos ou processos em termos dos sentidos que as pessoas lhe atribuem.

51 Com relação à proporção entre professores e alunos – o total de professores no curso, na época, era igual a vinte e um e total de alunos quase quinhentos – o motivo foi o critério estabelecido na banca de qualificação, que considerou importante não excluir nenhum professor, visto que a quantidade era viável para a realização da pesquisa. E quanto aos alunos, que estariam em melhores condições de responder os que já estivessem nos últimos períodos e cursado as Disciplina de Ética e Direitos Humanos, sendo suficiente uma amostra com 20%. Daí o número reduzido de alunos. Mesmo assim, considerou-se significativo como amostra.

Com relação aos procedimentos metodológicos foi utilizado o software de apoio “NVivo” para ajudar na organização de todo material colhido. A fonte dos dados foram os professores e alunos do curso de Serviço Social da UFPE, com entrevistas estruturadas e efetivadas pela própria pesquisadora.

Na definição da amostragem, a pesquisa foi estruturada com foco na formação profissional, especificamente na graduação. O estudo empírico só foi realizado após autorização da coordenação do programa, através da carta de anuência e com a aprovação do Comitê de Ética da universidade Federal de Pernambuco – CEP.

Após os procedimentos formais exigidos para os estudos envolvendo seres humanos, a pesquisa aqui apresentada foi submetida, através da Plataforma Brasil, do qual recebeu aprovação através do “Parecer Consubstanciado do CEP”, com registro do CAAE: 12103112.9.0000.5208, em 06 de Fevereiro de 2013, assinado pelo coordenador Geraldo Bosco Lindoso Couto. O relatório final foi apresentado após o termino da coleta de dados e primeiras análises, sendo dada a aprovação definitiva52, através do “Parecer Consubstanciado do CEP” com registro do CAAE: 558.221 de 21 de março de 2014.

A coleta de dados foi feita pela própria doutoranda, com os procedimentos indicados pelo Comitê de Ética de Pernambuco, que inclui a assinatura de todos os entrevistados no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, como pré- requisito, informando aos pesquisados sobre os riscos e benefícios da pesquisa, alem de outras informações relevantes como objeto e objetivos do estudo.

Durante as entrevistas, com duração média de trinta minutos, as perguntas abertas foram gravadas, com o consentimento dos respondentes. Em qualquer tempo, o entrevistado (a) poderia desistir de continuar participando da pesquisa sem nenhum prejuízo para o mesmo, sendo que, ninguém desistiu, pelo contrário, contou-se com a boa vontade e disponibilidade tanto dos docentes como dos dissentes, significando que, deixar claro essas questões abordadas no termo de consentimento, cria confiança para realização da pesquisa.

Alem das cautelas exigidas numa pesquisa dessa natureza, foi colocada, como observação inicial para os entrevistados, que as respostas dadas nas entrevistas

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O parecer final do CEP foi liberado nos seguintes termos: “O Colegiado aprova o parecer da notificação do relatório final da pesquisa, tendo o mesmo sido avaliado e o protocolo aprovado de forma definitiva.” Recife, 21/03/2014.

ficariam no anonimato, ou seja, houve compromisso em manter o sigilo, o que facilitou a franqueza nas respostas. Também foi alertado aos entrevistados que quando se ficasse em dúvida entre duas opções, que regulasse pela mais importante. E, por último, que não existia certo nem errado, que na entrevista, o importante seria a opinião de cada um, independente de seu conteúdo.

O tempo de preparação da pesquisa foi de aproximadamente um ano, de 19 de abril de 2012, data da qualificação, até março de 2013, incluindo a fase de sondagem, elaboração do roteiro das entrevistas, questionário e aprovação do comitê de Ética da UFPE e Plataforma Brasil.

Foi entrevistado um total de trinta e três pessoas, sendo 18 professores e 15 alunos e o período de realização das aludidas entrevistas se deu em aproximadamente dois meses, de 08/03 à 25/04/2013.

Quanto a análise dos resultados, tomou o tempo de aproximadamente um ano, levando em conta que foi feita entrecruzando com o aprofundamento teórico e apreensão do método, o que se passará a tratar.