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S UPERANDO A PASSIVIDADE

No documento Joyce Meyer Campo de Batalha Da Mente (páginas 105-110)

Há alguns anos, meu marido Dave teve alguns problemas com a passividade. Havia certas coisas em que ele era ativo. Ele ia traba- lhar todo dia, jogava golfe aos sábados e assistia ao futebol aos do- mingos. Além disso, era muito difícil motivá-lo a fazer qualquer ou- tra coisa. Se eu precisasse de um quadro pendurado na parede, po- deria levar três ou quatro semanas para ter isso feito. Isso causava grande atrito entre nós. A mim parecia que ele fazia o que queria e que, além disso, não fazia nada.

Dave amava o Senhor e, quando ele O procurou a respeito do seu problema, ele o fez observar algumas informações sobre a pas- sividade e seus perigos. Ele descobriu que espíritos maus estavam por trás de sua inatividade. Havia certas áreas em que ele não tinha problemas porque havia mantido sua vontade naquelas áreas, mas em outras áreas ele tinha basicamente, pela inatividade, entregue sua vontade ao inimigo. Ele era oprimido naquelas áreas e tinha se movido a um lugar onde ele não tinha qualquer desejo, qualquer "eu quero", nenhuma motivação para ajudá-lo a realizar certas atividades.

O estudo da Palavra de Deus e a oração eram duas outras áreas nas quais ele era passivo. Como eu sabia que ele não estava buscando a Deus por direcionamento, era-me difícil ouvi-lo. De qualquer forma eu tinha um problema de rebeldia, e você pode ver como o diabo usou nossas fraquezas contra nós mesmos. Muitas pessoas estão divorciadas exatamente por causa de tais problemas. Elas realmente não entendem o que está errado.

Na verdade, eu era muito agressiva. Eu estava sempre cor- rendo na frente de Deus, na carne, "fazendo minhas próprias coi-

sas" e esperando que o Senhor as abençoasse. Dave não fazia mui- to, exceto esperar em Deus, o que me irritava seriamente. Agora nós rimos quando pensamos em como costumávamos ser, mas naquela época não era engraçado, e se Deus não tivesse chamado nossa atenção poderíamos ter sido mais uma daquelas estatísticas de divórcio.

Dave me dizia que eu estava sempre na frente de Deus, e eu respondia dizendo que ele estava dezesseis quilômetros atrás de Deus. Eu era muito agressiva, e Dave era muito passivo.

Quando um crente está inativo em qualquer área em que ele tem capacidade ou talento, essa área particular começa a atrofiar ou torna-se imobilizada. Quanto mais tempo ele não faz nada, me- nos ele quer fazer. Um dos melhores exemplos é o exercício físico.

Estou no momento em um bom programa de exercício e, quanto mais me exercito, mais fácil fica. Quando comecei era muito difícil. Doía cada vez que eu seguia o programa porque eu havia estado inativa e passiva no que diz respeito a exercício físico por um longo tempo. Quanto mais tempo eu não fazia nada, pior ficava minha condição física. Eu estava ficando cada vez mais fraca, dada a não utilização dos meus músculos.

Dave começou a ver o que era o seu problema! Ele estava lidando com espíritos maus que o estavam oprimindo por causa de sua inatividade de longo termo. Quando o Espírito Santo revelou- lhe a verdade, Dave determinou que ele seria outra vez ativo e agressivo, não preguiçoso ou procrastinador.

Tomar a decisão foi a parte mais fácil; colocá-la em ação foi a parte mais difícil. Era difícil porque cada uma das áreas em que ele havia sido passivo tinha agora de ser "exercitada" até que ficasse forte outra vez.

Ele começou a se levantar às 5 horas da manhã para ler a Palavra e orar antes de sair para o trabalho. A batalha começou! O diabo não quer abrir mão do terreno que ele já ganhou e não vai desistir sem luta. Dave se levantava para passar um tempo com Deus e adormecia no sofá. Mesmo que houvesse manhãs em que adormecia, ele estava fazendo progresso simplesmente porque ele estava saindo da cama e tentando construir uma vida de oração.

Houve momentos em que ele ficou entediado. Havia dias em que ele sentia que não estava tendo nenhum progresso, em que, de

qualquer forma, ele não estava entendendo o que estava lendo e sentindo que suas orações não estavam sendo ouvidas. Mas ele per- sistiu por causa da revelação do Espírito Santo sobre essa condição chamada "passividade."

Comecei a notar que, quando eu precisava que Dave pendu- rasse um quadro ou consertasse alguma coisa na casa, ele respon- dia imediatamente. Ele estava começando a ter seus próprios pensamentos outra vez e a tomar suas próprias decisões. Muitas vezes ele não tinha vontade de fazê-lo ou até mesmo não queria fazê-lo no seu natural. Mas ele ia além dos seus sentimentos e desejos carnais. Quanto mais ele agia em relação ao que sabia que era o correto, mais liberdade desfrutava.

Serei honesta e lhe direi que não foi fácil para ele. Ele não foi liberto em uns poucos dias ou umas poucas semanas. A passivida- de é uma das condições mais difíceis de ser superada porque, como mencionei, não há sentimentos para emprestar suporte.

Dave persistiu com a ajuda de Deus e agora ele não é nem um pouquinho passivo. Ele é o administrador de Vida na Palavra, supervisiona todos os nossos programas de rádio e televisão e é responsável por todos os aspectos financeiros do ministério. Viaja comigo em tempo integral e toma decisões em relação aos nossos programas de viagem. E também um excelente homem de família. Ora e regularmente passa tempo estudando a Palavra de Deus. Em resumo, ele é um homem para ser respeitado e admirado.

Ele ainda joga golfe e assiste a esportes, mas agora ele também faz outras coisas que se espera que faça. Conhecendo-o e vendo tudo o que ele faz, ninguém pensaria que ele já foi tão passivo como era no passado.

A condição de passividade pode ser superada. Mas o primeiro passo para superar a passividade nas ações é superar a passividade na mente. Dave não poderia ter progresso até que tomasse a decisão e mudasse sua maneira de pensar.

A

AÇÃO CORRETA ACOMPANHA O PENSAR CORRETO

E não vos conformeis com este século [mundo, moldado e adaptado de acordo com seus costumes

externos superficiais], mas transformai-vos pela [completa] renovação da vossa mente [por seus novos ideais e novas atitudes].

Romanos 12.2

Há um princípio dinâmico mostrado do começo ao fim na Palavra de Deus ,e pessoa alguma jamais andará em vitória a menos que entenda e opere nele: a ação correta acompanha o pensar

correto.

Deixe-me colocar de outra forma: você não modificará seu

comportamento até que modifique seus pensamentos.

Na ordem das coisas de Deus, o pensar correto vem primeiro e a ação correta o segue. Creio que a ação certa ou o comportamento correto é "fruto" do pensar corretamente. Muitos crentes se des- gastam tentando agir corretamente, mas o fruto não é produto de luta. O fruto vem como resultado de se permanecer na videira (João 15.4). E permanecer na videira envolve ser obediente (João 15.10).

Eu sempre uso Efésios 4.22-24 quando ensino esse princípio. O verso 22 diz: ...vos despojeis do velho homem [desvesti-vos e jogai

fora vosso velho e não-renovado eu que caracterizava vossa maneira anterior de vida e] que se corrompe segundo as concupiscências [e desejos que brotam] do engano [...]

O verso 24 continua o pensamento dizendo: [...] e vos revistais

do novo homem [o eu regenerado], criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Assim vemos que o verso 22 basicamente nos diz para parar- mos de agir inadequadamente e o verso 24 nos diz para começarmos a agir adequadamente. Mas o verso 23 é o que eu chamo de "ponte bíblica". Ele nos diz como ir do verso 22 (agindo inadequadamente) ao verso 24 (agindo adequadamente): ...e vos

renoveis [constantemente] no espírito do vosso entendimento [da vossa mente, tendo uma nova atitude mental e espiritual].

É impossível ir de um comportamento errado a um compor- tamento correto sem primeiro mudar os pensamentos. Uma pessoa passiva pode querer fazer a coisa certa, mas ela jamais conseguirá isso a menos que ative sua mente propositadamente e a alinhe com a Palavra e a vontade de Deus.

Um exemplo que me vem à mente envolve um homem que certa vez foi para a fila de oração em uma das minhas conferências. Ele tinha um problema com a luxúria. Ele realmente amava sua es- posa e não queria que seu casamento fosse destruído, mas seu pro- blema precisava ser resolvido, ou ele arruinaria seu casamento.

"Joyce, eu tenho um problema com a luxúria", ele disse. "Pa- rece que eu simplesmente não posso ficar longe de outras mulheres. Você pode orar para que eu seja liberto? Eu orei muitas vezes, mas parece que jamais conseguirei algum um progresso."

Isso foi o que o Espírito Santo me ordenou que lhe dissesse: "Sim, eu vou orar por você, mas você deve ser responsável pelo que permite que lhe seja mostrado na tela da sua mente. Você não pode visualizar fotografias pornográficas em seu pensamento, ou imaginar-se com essas outras mulheres, se você quer desfrutar liberdade."

Como esse homem, outros vieram a perceber, imediatamente, por que eles não estavam experimentando um progresso mesmo que quisessem ser libertos: eles querem mudar seu comportamento —

mas não sua maneira de pensar.

A mente é, freqüentemente, uma área na qual as pessoas brin- cam com o pecado". Jesus disse em Mateus 5.27-28: Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. O caminho para ações pecaminosas é pavimentado com pensamentos pecaminosos.

Uma mulher que participou do meu primeiro Estudo Bíblico doméstico tinha entregado sua vida ao Senhor e queria que seu lar e seu casamento fossem consertados. Tudo em sua vida era uma bagunça — o lar, os filhos, as finanças, a condição física, etc. Ela disse abertamente que não amava seu marido; de fato, ela realmente o desprezava. Sabendo que sua atitude não era de Deus, ela queria amá-lo, mas simplesmente parecia que não podia tolerar estar perto dele.

Nós oramos, ela orou, todos oraram! Compartilhamos a Es- critura com ela e lhe demos fitas para ouvir. Fizemos tudo o que sabíamos e, embora ela parecesse estar seguindo nossos conselhos, ela não progredia. O que estava errado? Durante uma sessão de aconselhamento, foi revelado que ela havia sido uma sonhadora

toda a sua vida. Ela estava sempre imaginando uma existência de conto de fadas na qual ela era a princesa e o príncipe vinha para casa do trabalho com flores e doces, emocionando-a com sua devoção a ela.

Ela passava os dias pensando assim, e quando seu marido cansado, acima do peso, suado e sujo chegava em casa depois do trabalho (com um dente faltando), ela o desprezava.

Pense nessa situação por um momento. A mulher era nascida de novo e, ainda assim, sua vida estava uma bagunça. Ela queria obedecer a Deus e viver para Ele e também queria amar seu marido, porque sabia que essa era a vontade de Deus. Ela queria ter vitória em sua vida e em seu casamento, mas sua mente a estava derrotando. Não havia como ela superar sua aversão por seu marido até que ela começasse a operar com uma "mente sadia".

Ela estava vivendo mentalmente em um mundo que não existia e jamais existiria. Portanto, estava inteiramente despreparada para lidar com a realidade. Ela tinha uma mente passiva e, uma vez que não estava escolhendo seus pensamentos de acordo com a Palavra de Deus, os espíritos maus injetaram pensamentos em sua mente.

Enquanto ela pensasse que eram seus próprios pensamentos e tivesse prazer neles, jamais experimentaria vitória. Ela mudou sua forma de pensar, e sua vida começou a mudar. Ela mudou sua atitude mental em relação ao seu marido, e ele começou a mudar sua aparência e seu comportamento em relação a ela.

No documento Joyce Meyer Campo de Batalha Da Mente (páginas 105-110)

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